Resenha do Culto de quarta-feira
23/09/2026
“Quando a Graça intercede por nós”
João 17:1-5
Jesus ora por Si mesmo
A trajetória de Jesus, do início ao fim, é marcada por algo muito importante: obediência.
Ele está prestes a Se entregar. Nada fará com que Jesus não cumpra aquilo que foi designado pelo Pai.
A obediência no ministério de Jesus é algo marcante. Diferente de nós, Jesus tem uma obediência irrestrita. Ele veio para cumprir os propósitos soberanos do Pai.
Quando vivemos a obediência, assim como Deus determina, experimentamos do que Jesus está falando:
“Ao viver em obediência, Eu glorifiquei ao Pai.”
Jesus glorificou o Pai em cada conversa, em cada direcionamento, em cada anúncio do Evangelho. Em tudo, Jesus viveu para a glória de Deus.
E este é um chamado do Mestre também a nós.
A obediência irrestrita deve ser uma marca do discípulo. Aquele que não apenas escuta e compreende o Evangelho, mas aquele que, por onde quer que ande, por onde quer que fale, por onde quer que trabalhe, glorifique a Deus.
A obediência é uma marca do discípulo de Jesus.
Somos marcados por sermos uma geração do questionamento. Do questionar a Deus!
Questionamos a Deus quando, na verdade, somos chamados a confiar na Palavra que nos foi dada.
Se Deus disse:
“Vai”... vá!
Não sabemos de onde vem, não sabemos para onde vai, não sabemos qual será a provisão, não sabemos se gerará problemas; mas sabemos que, se vem de Deus, Ele há de guiar e organizar todas as coisas.
Jesus é o maior exemplo de obediência irrestrita e de uma obediência que glorifica o Nome de Deus.
Que cada pegada feita por você possa glorificar o Nome de Deus.
Quais serão as suas palavras no fim da vida?
Jesus está no fim da vida, e as palavras são:
“Pai, glorifica-Me, pois, enquanto estive aqui, cumprindo Seus propósitos, Eu glorifiquei o Teu Nome.”
Uma vida que glorifica a Deus é uma vida que O glorificará na eternidade.
Jesus afirma que, durante todo o tempo em que esteve aqui, cumpriu a Sua missão: dar a vida eterna àqueles que o Pai Lhe deu.
Do princípio ao fim, a obra da salvação vem de Deus.
Cristo Jesus veio e cumpre. Ele entrega o Evangelho da salvação. Ele entrega a vida eterna àquele que nEle crê.
O Espírito Santo continua convencendo do pecado, da justiça e do juízo. Ele continua trabalhando no coração do homem.
Só é salvo aquele que reconhece que precisa de um Salvador.
Só é salvo aquele que, crendo na mensagem do Evangelho, foi transformado por esse Jesus que cumpriu a Sua missão.
A vida eterna não é uma vida que está por vir; a vida eterna já é recebida aqui, quando cremos.
Nós já experimentamos dessa vida eterna.
Ela nos guia a viver aqui passos de obediência irrestrita, passos de abandono do pecado.
Muitas pessoas se levantaram contra a divindade de Jesus.
A fé cristã não vê Jesus como um mero Mestre, como um mero Profeta, como um mero Rei.
Sim, Jesus foi Mestre, foi Profeta, Sacerdote e Rei.
Mas a fé cristã aponta Jesus como Deus.
A crítica do judaísmo à fé cristã é:
“Vocês deixaram de adorar a Deus e passaram a adorar ao Filho.”
Mas a resposta do cristão é:
“Não! Nós adoramos um Deus Trino. Vocês que ainda não entenderam isso. Nós adoramos ao Pai, ao Filho e ao Espírito. E, quando adoramos um, adoramos o outro.”
João 17:5
Antes que o mundo existisse, Jesus já era.
Jesus não começa no ventre de Maria.
Jesus é eterno. É poderoso. É Deus conosco.
Quando Jesus ora pelos Seus discípulos, Ele está orando por nós.
Jesus começa a clamar pelos Seus, a caminho da cruz. Em vez de gritar por Si, Ele começa a clamar, preocupado conosco.
Isso é amor.
O clamor por proteção. O clamor para que não nos sentíssemos abandonados. O clamor para que pudéssemos estar unidos.
Percebo três elementos marcantes no clamor de Jesus por nós.
João 17:11
A unidade é uma marca da presença de Deus no meio de nós.
A igreja, ao longo do contexto bíblico, é tratada como assembleia, como povo eleito.
A igreja de Cristo é tratada na Bíblia como pluralidade de pessoas: muitos membros e uma só cabeça, que é Jesus.
Igreja somos nós. Igreja é povo. É comunidade, é comunhão.
E o clamor de Jesus ao Pai é:
“Que eles sejam um.”
O que nos faz estar unidos é a fé no Deus verdadeiro.
Uma fé que nos coloca no mesmo propósito e na mesma missão.
É isso que traz a nossa unidade.
Deus se move quando estamos juntos. Deus traz a cada um de nós a Sua presença.
A unidade é importante para a preservação da vida da igreja.
Jesus roga pela unidade da igreja.
Toda tentativa de destruição da unidade da igreja é satânica, pois visa tirar-nos do santo propósito. Visa macular em nós a visão familiar de Deus.
O diabo continua a semear. Nunca parou.
Tristemente, vivemos em um tempo em que o movimento dos desigrejados cresce.
Pessoas que, de alguma forma, se frustraram com a igreja ou não se adaptam às regras eclesiásticas acreditam que podem ser igreja sozinhas; que podem buscar em suas casas; que podem ter seu tempo a sós com Deus.
Mentira!
Não há subsistência espiritual fora da comunhão.
Fora da vida comunitária, não há exortação, não há confrontação do pecado, não há cuidado mútuo, não há pluralidade da obra de Deus, não há participação de ordenanças que só acontecem na comunidade.
Também temos aqueles que causam divisões no meio da igreja de Cristo, por meio de fofocas, comentários ilícitos e rivalidades.
Tudo isso é usado pelo inimigo para causar divisões no meio da igreja de Cristo.
Quando nós somos um, conseguimos avançar; mas, quando estamos divididos, somos frágeis.
Quando estamos divididos, é muito mais fácil o inimigo nos cercar e cairmos nas ciladas do diabo.
Jesus roga para que não deixemos de ser um.
João 17:13-17
Segundo pedido de Jesus ao Pai, quando clama proteção por nós:
“Santifica-os na verdade.”
Ele clama para que nós estivéssemos em unidade.
Ele clama para que nós estivéssemos em santidade.
A santidade é uma marca daquele que está na caminhada com Jesus.
Não dá para caminhar com Jesus sem estar no processo de santificação.
É o Espírito Santo que opera em nosso coração; é o mesmo que nos coloca em uma nova jornada de abandono do pecado ou de luta contra ele.
Uma jornada de não para si mesmo, e sim para Deus.
O meio da santificação é a Palavra de Deus.
Quando você lê a Palavra de Deus, você é confrontado.
Quando você lê a Palavra de Deus, identifica aquilo que está coerente e aquilo que não está.
A Palavra é a verdade, e o agente é o Espírito.
A Bíblia é o único livro que nós estamos lendo com o Autor, junto do Autor, enquanto o Autor está aplicando.
O Autor é o Espírito Santo, que habita em nós e está conosco enquanto lemos. E é Aquele Agente que aplica e move o nosso coração.
A Palavra confronta, a Palavra trabalha, a Palavra muitas vezes machuca.
A Palavra que fere é aquela que também nos renova e nos coloca no caminho da verdade.
E o homem cheio da Palavra, cheio do Espírito, é o homem que vive experiências com Deus. É o homem que caminha nos direcionamentos de Deus. É o homem que tem testemunho.
A santificação tem um efeito comunitário. Porque você é uma pessoa diferente e, consequentemente, no público, você é uma pessoa melhor, um servo melhor, um amigo melhor. Porque o Espírito Santo está mortificando sua carne.
Você se torna alguém mais sensível à necessidade do outro.
Só vive esse processo quem reconhece o seu erro.
O seu testemunho público está inteiramente atrelado à santidade da sua vida.
As pessoas estão olhando para você e, quando elas olham para você, avaliam se você é ou não é um servo de Deus.
João 17:18
O envio.
Se você é um discípulo de Jesus, você deve viver em unidade.
Se você é um discípulo de Jesus, você deve viver em santificação.
Se você é um discípulo de Jesus, existe uma missão para você.
A missão está no DNA daquele que teme a Deus.
Se você é um discípulo de Jesus, Ele te enviou para fazer as obras de Cristo.
Dentre essas obras está o anúncio do Evangelho: fazer novos discípulos.
Fazer discípulos tem que estar no DNA da igreja.
A igreja só cresce saudável por meio do discipulado.
Você não pode deixar de fazer discípulos para a glória de Deus.
Quantos discípulos para Cristo você fez?
Quantas pessoas chegaram ao conhecimento da verdade por meio da sua vida?
Qual é a sua resposta?
A resposta de Deus é enviar os Seus discípulos, que foram e cumpriram, até que o Evangelho chegou aqui.
Qual é a sua resposta à missão dada por Jesus?
Quando você chegar ao céu, as suas conquistas da Terra ficarão.
Tudo o que você tem, você é apenas um mordomo.
Você administra os bens de outro.
Para o céu, você vai levar as obras que fez para a glória de Deus e poderá se alegrar com as almas que se renderam a Jesus por meio do anúncio da verdade.
Não chegue ao céu de mãos vazias.
Que você possa ser um instrumento de Deus, porque você foi enviado por Ele para fazer discípulos para a glória de Deus.
Quando estamos no centro da vontade de Deus, cumprindo a missão de Jesus, isso é uma satisfação para a alma.
Fazer discípulos é da vontade de Deus e é uma missão dada a você.
Viva com intencionalidade, porque Jesus te enviou para isso.
João 17:20-26
Que maravilhosa oração de Jesus!
Ele está dizendo:
“Pai, assim como somos um, que aqueles que se tornarem Seus filhos também sejam inseridos nesta comunhão de amor.”
Sejam protegidos, cuidados, estejam juntos e vivam a intencionalidade dos propósitos do Senhor para cada um deles.
Deus tem propósitos para você.
Ele está rogando por você.
E qual é a sua resposta a esta oração do Mestre?
Mova-se. Assuma a sua postura.
Talvez, a falta de posicionamento no cumprimento da missão seja falta de experiência com Deus.
Porque, quando você experimenta Deus, você não quer que pessoas tão queridas e amadas sejam encaminhadas para o inferno.
Qual é a nossa resposta à missão dada por Jesus?
Jesus ora por nós. Jesus intercede por você. Jesus nos conduz à unidade. Jesus nos direciona à santidade. E Jesus nos envia para, com intencionalidade, vivermos os Seus santos e justos propósitos.
Pastor Gabriel Monteiro
IBPS