segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Vivifica-nos, Senhor!

 

Resenha do Culto da Noite de Domingo

02/08/2026

Ezequiel 37:1-10

Vivifica-nos, Senhor!

Esse texto é muito profundo. Podemos meditá-lo sob várias óticas. Hoje, quero pensar sobre o avivamento.

Só Deus pode trazer de volta à vida aquilo que já morreu ou dar vida àquilo que está morto.

Esse era o olhar que o povo de Israel tinha de si mesmo. Não tinham esperança. Estavam como ossos secos. Eles estavam exilados por causa da desobediência, por não ouvirem a voz dos profetas e por teimarem com Deus.

Embora Deus tenha enviado profetas, chamando-os ao arrependimento, eles foram duros de coração. Então, Deus os entregou ao povo inimigo, e os babilônios os levaram como escravos para a Babilônia.

Lá, eles foram exilados e se sentiram desamparados, sem esperança e sem um futuro à vista. Por isso, tinham esse olhar sobre si mesmos:

"Estamos mortos!"

Eles caíram em mornidão espiritual.

O propósito de Deus era levar esse povo ao arrependimento, para que fosse liberto e tratado por Ele.

Mesmo nessa situação, continuavam com o coração endurecido em relação a Deus. Então, Deus permitiu que passassem por tudo isso.

Nós, que cremos em Cristo e nos tornamos cidadãos dos céus, somos peregrinos em uma terra estranha. Mas também temos a expectativa de que Deus intervirá novamente, e o Filho de Deus voltará para nos levar, cumprindo a promessa de um novo céu e uma nova terra.

Mas, nesse processo, quantos vão ficando pelo caminho! Quantos abandonam a Deus! Quantos caem em uma mornidão espiritual semelhante à daquele povo! Isso acontece porque se sentem exilados, e não peregrinos.

Quando Deus dá essa visão a Ezequiel, ele é conduzido pelo Espírito do Senhor a um vale cheio de ossos secos. Deus o faz andar por esse vale e lhe diz para profetizar sobre aqueles ossos.

Era assim que Ezequiel se sentia como profeta, pois pregava a Palavra de Deus para um povo que não queria ouvir nem obedecer. Eles não escutavam a Palavra de Deus e, por isso, continuavam sem esperança.

Tenho trazido uma Palavra a respeito dos sinais que Jesus disse que ocorreriam nos últimos dias. A mornidão espiritual é um desses sinais.

2 Timóteo 3:1-5

Vejam bem: Paulo, inspirado pelo Espírito de Deus, está dizendo que, nos últimos dias, a humanidade estará nessa condição de morte espiritual. Serão mais amigos dos prazeres do que amigos de Deus. Haverá gente arrogante, orgulhosa e atrevida.

E estamos vivendo dias assim.

É nítida a mornidão espiritual em nossos dias.

Muitos estão em busca de uma religiosidade que tampe a consciência, porque ela os acusa. Procuram uma religiosidade que não os confronte com seus pecados.

O amor é um atributo de Deus, mas a justiça também. Ele conhece as nossas intenções.

O povo de Israel estava exilado por causa da sua rebelião contra Deus, porque não ouviu a Sua voz. Por isso, encontrava-se nessa condição de morte espiritual.

Então havia duas crises: a do povo, que se sentia morto espiritualmente, e a do profeta, que questionava:

"Para que vou continuar pregando para esse povo que não quer mudar de vida?"

Ezequiel 37:4-6

A fé ocorre quando escutamos a mensagem do Senhor.

Escutar envolve a mente, o coração e os ouvidos.

A mensagem de Deus é:

"Ouçam o que estou dizendo. Que essa mensagem alcance a mente de vocês e, em resposta ao Meu chamado, vocês se rendam a Mim."

Deus quer restaurar a sua consciência. Deus quer trazer vida à sua vida. Esse é o propósito dEle.

Esse deve ser o clamor que flui do mais profundo do nosso ser:

"Vivifica-me, Senhor! Que eu possa ouvir a Tua voz."

Esse era o problema do povo de Israel. Não é que Deus tivesse deixado de falar; eles é que não obedeciam. Conheciam a vontade de Deus, mas não a praticavam.

Ezequiel 33:32

Essa era a crise de Ezequiel:

"Eles gostam de ouvir, mas não obedecem."

De que adianta?

Há pessoas que conhecem a Palavra de Deus para a própria condenação. A Palavra só será transformadora na vida daquele que a coloca em prática.

Israel ouvia os profetas, mas não obedecia.

Escutar gera resposta. Escutar gera mudança.

Por isso, o Senhor Deus diz:

"Ouça a Palavra de Deus, e não a cultura."

Hoje há uma cultura corrompida. Mas quem disse que é a cultura que deve nortear a nossa vida?

Quem deve nortear a nossa vida é a Palavra de Deus.

Estamos em meio a um mar revolto, e a nossa bússola é a Palavra de Deus, não a cultura.

O mundo jaz no maligno, e a cultura deste mundo é pervertida.

O avivamento vem quando nos enchemos do Espírito do Senhor.

Primeiro, Deus diz:

"Pregue. Profetize a Palavra de Deus para esse povo."

O profeta profetiza para os ossos secos e percebe que começa a surgir vida. Depois, porém, vê um vale cheio de cadáveres e pensa:

"Senhor, eu profetizei, mas continuo vendo apenas cadáveres. Não há vida."

O ser humano sem o Espírito de Deus é um zumbi espiritual; é um cadáver, espiritualmente falando.

Essa era a situação do povo de Israel e continua sendo a situação daqueles que não têm o Espírito do Senhor.

João 15:14-16

Qual é a promessa de Jesus?

Se vocês ouvirem a Minha voz, se ouvirem a Minha Palavra e permitirem que ela desça ao coração, ela transformará a mente de vocês. Vocês serão Meus amigos, e tudo o que Me pedirem Eu lhes concederei.

O maior problema da humanidade é a falta de oração, de fé e de vida com Deus.

Há gente que vive murmurando, de sofrimento em sofrimento.

A pergunta deveria ser:

"Senhor, o que devo fazer para ter a vida eterna?"

Faça como Nicodemos.

A vida que Deus tem para nos dar é eterna. Ela é produzida pelo Espírito de Deus.

Há muitas pessoas sofrendo porque não se enchem do Espírito de Deus.

"Enchei-vos do Espírito!"

O avivamento vem quando nos enchemos do Espírito.

Ezequiel 37:7-10

Preste atenção nisso: quando nos enchemos do Espírito, Ele traz vida à nossa vida. E a vida que Ele traz é vida eterna.

Só o Espírito traz vida de verdade.

Deus usa a boca do profeta para liberar vida, soprando vida sobre aquilo que já existia, vivificando aqueles que se sentiam mortos.

O Espírito de Deus traz vida à sua vida quando você O invoca do profundo do coração.

Houve um momento em que Davi se sentia como um osso seco. Estava em grande angústia.

Mas chegou o momento em que foi diante de Deus e disse:

"Dá-me um coração segundo o Teu coração."

Quando nos rendemos ao Espírito de Deus, Ele transforma a nossa vida.

Se você está se sentindo como um exilado, clame ao Espírito de Deus.

Quando Ezequiel clama ao Espírito, Ele vem e traz vida.

"As palavras de Jesus são Espírito e vida."

Se você crer em Jesus e aplicar os Seus ensinamentos à sua vida, o Espírito de Deus habitará em você e transformará a sua vida.

João 6:63-64

Se a Palavra de Deus penetrar na sua mente e no seu coração, ela gerará vida.

Olhe para as promessas de Deus. Aproprie-se delas.

Creia no poder de Deus de trazer à existência aquilo que não existe.

Isso é fé.

Deus pode vivificar o seu casamento, se ele está morto.

Deus pode vivificar a sua esperança, se ela está morta.

Deus pode trazer vida ao seu corpo, se ele está doente ou morrendo.

Deus é Deus, e, quando o Espírito de Deus opera, há liberdade, transformação e vida.

Jesus é o passaporte seguro para o céu.

Deus tem exército; Deus não tem milícia.

O Senhor Deus é o Senhor dos Exércitos.

Quem faz parte do exército do Senhor obedece.

O exército escuta a ordem e obedece; a milícia, não.

O exército tem disciplina e direção; a milícia, não.

O avivamento vem quando depositamos toda a nossa esperança em Deus, em Cristo Jesus.

Ezequiel 37:11-14

Meu irmão, Jesus disse:

"Aquele que crê em Mim, ainda que esteja morto, viverá. E aquele que vive e crê em Mim nunca morrerá."

Você crê nisso?

Jesus está nos prometendo a vida eterna.

Você não é apenas osso e carne.

Esse corpo, um dia, voltará ao pó.

Você não é isso!

Esse corpo é uma morada. Nele habita o seu espírito. E, quando o Espírito de Deus vem habitar em nós, esse corpo se torna santuário do Espírito Santo.

O Espírito vai transformando o nosso caráter.

Vai nos transformando de dentro para fora.

O Espírito nos conduz em direção a Cristo.

O Espírito do Senhor nos leva a obedecer a Cristo.

O Espírito do Senhor nos leva a adorar a Cristo.

O Espírito do Senhor, em Cristo Jesus, nos conduz à presença do Pai.

Essa é a promessa de Deus.

Quando cremos no Senhor Jesus Cristo como Senhor e Salvador, o avivamento vem.

João 14:6

Qual é a sua realidade espiritual?

Aquele povo que estava no exílio se sentia morto espiritualmente.

E Deus lhes disse:

"Ouçam a Minha voz. Rendam-se a Mim. O Meu Espírito entrará em vocês e lhes trará vida."

Ele trará novamente a esperança, a saúde espiritual, a libertação e os conduzirá de volta para casa.

Esse é o propósito de Deus.

Poderá um pecador ser transformado em santo?

Sim!

O pecador está morto por causa dos seus delitos e pecados. Mas, quando ouve a Palavra de Deus e crê Naquele que Deus enviou, recebe uma nova vida.

O Espírito de Deus se apossa dele, e ele é transformado em uma nova criatura.

2 Coríntios 5:17

Quando o Espírito de Deus vem habitar em nós, Ele transforma o nosso caráter e a nossa mente.

As coisas do passado são esquecidas, apagadas e perdoadas.

Estão anuladas diante de Deus, porque Jesus pagou a nossa dívida.

A Palavra de Deus diz que o sangue de Jesus nos purifica de todos os pecados.

Muita gente não entende esse amor de Deus.

Como pode Deus enviar o Seu único Filho para morrer em uma cruz por gente pecadora?

Foi exatamente isso que Deus fez, para que um pecador como eu e você pudesse se tornar santo, separado para Deus, porque foi comprado pelo precioso sangue de Jesus.

Ezequiel 37:3

O Senhor sabe!

Pode um pecador se tornar um salvo?

O Senhor sabe!

Há esperança para você. Há esperança para mim. Há esperança em Cristo Jesus.

Mas não se esqueça: Jesus é a nossa única esperança.

Só Ele nasceu sem pecado, viveu sem pecado e entregou voluntariamente a Sua vida para nos salvar.

Não há outro Mediador além de Cristo Jesus.

Romanos 10:17

Qual é a Palavra de Cristo?

"Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai senão por Mim."

Há um caminho.

Há uma viva esperança: Cristo.

Efésios 1:13-14

Sabe o que Jesus fez por você?

Ele pagou o resgate.

Jesus resgatou você quando você não merecia.

Você era um pecador.

Já parou para pensar na profundidade desse amor?

Esse Espírito vem habitar em nós.

Portanto, renda-se. Arrependa-se, para que o avivamento venha.

Romanos 1:2-5

Paulo diz:

"Como os profetas do passado profetizaram e avisaram, séculos antes, Ele veio."

Ele cumpriu a Sua Palavra.

Hoje, depois de vencer a morte e pagar o preço do nosso resgate, temos esperança nEle.

Jesus Cristo é a nossa única esperança.

Somente em Cristo recebemos a nova vida.

A vida eterna.

A vida de qualidade.

A vida que ultrapassa todos os limites.

Uma vida que começa quando o Espírito de Deus vem habitar em nosso corpo e nos preparar para o grande dia em que estaremos diante do Senhor, nosso Deus.

Amém!

Pastor Nélio Monteiro
IBPS

domingo, 2 de agosto de 2026

Passaporte para o céu


Resenha do Culto da Manhã de Domingo

02/08/2026

"Passaporte para o Céu"

João 14:6

Começamos a pensar sobre o caminho.

A primeira figura que Jesus usa aqui é o caminho. Ele fala da vida, desse momento que estamos vivendo e que é transitório.

Todos nós estamos aqui, igualmente, nessa situação. Nascemos, crescemos, nos desenvolvemos e, depois, partimos.

Qual é o caminho que escolhemos seguir em nossa vida?

Existem perguntas que envolvem orientação para a vida. Ao adolescente perguntamos qual caminho ele quer seguir. Para quem está em crise nos relacionamentos, perguntamos se essa é a pessoa com quem deseja construir a vida.

O caminho fala desse momento transitório que estamos vivendo e das escolhas que fazemos.

Hoje existem muitos caminhos que decidimos seguir ao longo da vida. Mas há um caminho específico, muito mais profundo e importante do que todas as escolhas que fazemos nesta terra.

Para onde iremos na eternidade? Quem será o Senhor do nosso coração?

Todos os textos que utilizam a figura do caminho procuram alinhar o nosso olhar para entendermos que existe uma forma correta de viver neste mundo.

Existe um jeito certo.

Existem caminhos que são piores do que outros.

Nem todos os caminhos levam ao mesmo lugar.

Não são escolhas arbitrárias que nos conduzirão ao Reino dos Céus.

Então, qual é o caminho?

Quem é o Messias? Quem é Jesus?

Para algumas pessoas, Jesus é apenas um filósofo. Para outras, um profeta importante que veio a esta terra, mas não o Messias.

Então, será que todos os caminhos realmente têm a mesma finalidade?

Esse caminho específico não é o caminho do sucesso profissional de que Jesus está falando.

Também não é o caminho do sucesso nos relacionamentos.

É o caminho que conduz ao Reino dos Céus.

Estamos falando do passaporte.

O que é um passaporte?

É um documento que me permite sair de onde estou e ser recebido em outra nação. Ele funciona como meu documento de identificação.

Se eu perder esse passaporte, terei que passar por vários processos para tentar reavê-lo. E pode ser que eu nem consiga viajar.

A analogia do passaporte é interessante porque todos nós estamos vivendo este momento transitório da vida e desejamos chegar a algum lugar.

O problema é que só existe uma forma de chegar lá.

Só existe um caminho.

Só existe Alguém que permite a nossa entrada no Céu.

E essa Pessoa é o nosso Senhor Jesus Cristo.

Ele é a Via pela qual chegaremos até Deus.

É Ele quem valida o nosso passaporte para que possamos entrar na eternidade com Deus.

O nosso Senhor Jesus é a Via. Ele é o Caminho. É quem nos leva até o Pai.

Existem muitos caminhos, mas o único que conduz ao Senhor é Jesus Cristo.

Não há nada que possa nos levar até Deus, senão a única Via que existe: Jesus Cristo.

Sabemos, então, que o caminho é o processo desta vida até a chegada.

E quem valida esse caminho é o nosso Senhor Jesus Cristo.

Ele é a Via até o Pai.

Mas Jesus também atribui a Si outro título.

O Senhor Jesus Cristo é a Verdade.

Em tempos de mentira, o que é a verdade?

Esse texto tem uma lógica orientadora para as nossas vidas.

Em um momento tão confuso e com tantas vozes, é direcionador ler um texto em que Jesus afirma que Ele é o Caminho e também a Verdade.

O Senhor Jesus outorga a Si mesmo essa autoridade.

Em um mundo de mentiras e de narrativas nas quais já não sabemos em quem acreditar, ter um chão firme para pisar — que é o nosso Senhor Jesus Cristo, a Verdade — traz paz ao nosso coração.

Porque, quando caio no relativismo, perco a segurança e a base.

Em que vou fundamentar a minha vida?

Como vou me orientar neste mundo?

Se não há verdade, perco a direção.

Já não sei mais como tomar as decisões da minha vida.

O que valida as minhas escolhas?

Houve um tempo em que entendíamos Jesus Cristo como a Verdade das nossas vidas e fundamentávamos tudo nEle.

Estamos tentando resgatar esse tempo.

Quando olhamos para séculos atrás, percebemos que a vida dos puritanos girava em torno de Cristo.

Eles trabalhavam para a glória de Deus.

Relacionavam-se para a glória de Deus.

Não ultrapassavam limites porque entendiam que isso ofendia a Deus.

Não negociavam princípios porque sabiam que isso também O ofendia.

Eram pecadores como nós, mas viveram em um período em que seus corações estavam tão impactados e confiantes na Verdade, que é Cristo, que possuíam uma base sólida para suportar o mundo.

Hoje não vivemos nesse mesmo contexto.

Estamos em um mundo profundamente relativista e somos afetados por isso, muitas vezes sem perceber.

Começamos a agir como os pagãos.

No Sermão do Monte, Jesus diz:

"Não se preocupem com o que comer ou com o que vestir, porque essas são preocupações dos pagãos."

Vocês têm um Pai que cuida de vocês. Ele os sustenta e os veste.

Mas andamos atordoados, tentando encontrar segurança por meio da nossa própria força.

O que isso é, senão um comportamento de pagãos?

Isso revela o tempo em que vivemos.

Nossa geração foi profundamente marcada pelo relativismo.

E, muitas vezes, vivemos sem a confiança na salvação e no sustento de Cristo Jesus.

Jesus Cristo é a Verdade.

Ele é a Luz em meio à escuridão do relativismo.

Posso ter paz, porque, se Jesus diz que é a Verdade e o Caminho que conduz ao Pai, posso confiar nEle.

Com Cristo, minha eternidade está segura em Deus.

Jesus não mente.

Posso descansar.

Não preciso viver ansioso.

Tenho um Deus que é a minha Verdade.

E, tendo essa base, posso caminhar com mais paz.

O povo de Deus deveria ser o povo que mais transmite paz e tranquilidade nesta terra.

Não porque não tenha problemas, mas porque tem a certeza da salvação e do sustento do Senhor Jesus.

Ele é a nossa Verdade.

Nós temos um Caminho.

Temos uma Verdade que nos sustenta nesse Caminho.

E agora temos um terceiro ponto:

Jesus é a Vida.

Efésios 2:1–5

Jesus é a Vida.

Temos um Caminho e temos uma Verdade.

Agora precisamos pensar sobre a Vida.

Todos convivemos com pessoas que não creem em Jesus. Elas respiram, trabalham e estão vivas.

Quando Jesus diz que Ele é a Vida, está falando da verdadeira vida espiritual.

Trazer vida é restaurar a nossa comunhão com Deus.

Nós havíamos rompido essa relação.

Estávamos mortos, seguindo o curso deste mundo.

Mas Jesus veio e, trazendo vida, permitiu que tivéssemos novamente acesso ao Pai.

Jesus ser a Vida significa que já não somos pessoas em guerra contra Deus.

Agora estamos em paz com Ele.

Podemos orar, conversar com o nosso Pai e experimentar Sua ação em nossa vida.

O Senhor Jesus é a Vida.

É Ele quem nos concede direção e sensibilidade espiritual para vivermos diante de Deus.

Vivemos um tempo profundamente espiritualista.

O Brasil é um dos países onde mais crescem as religiões de mistério e as manifestações espirituais.

As pessoas falam cada vez mais sobre espiritualidade e buscam todo tipo de prática.

Algumas acreditam em horóscopos, outras em diferentes formas de espiritualidade.

Sempre existe uma tentativa de conexão interior, mas, muitas vezes, sem Deus.

É como se o ser humano buscasse comunicar-se consigo mesmo, e não com o próprio Deus.

Estamos cercados de discursos espiritualistas que falam muito sobre aperfeiçoamento interior e muito pouco sobre relacionamento com o Deus verdadeiro.

Será que essa tendência não revela que estamos tão individualizados que pensamos nem precisar mais de Deus, desde que consigamos encontrar uma paz produzida por práticas alternativas?

Hoje, muitas pessoas não procuram Deus.

Procuram apenas uma sensação de paz.

Queremos viver os nossos próprios caminhos.

Ignoramos a Verdade e perdemos a Vida.

Quanto mais nos afastamos de Jesus, mais vemos o nosso mundo apodrecer.

Se você coloca sua esperança nesta terra, tenho uma má notícia:

Estamos vivendo um processo de deterioração.

Sofremos enquanto aguardamos a volta do nosso Senhor.

Nossa esperança não está em dias melhores neste mundo.

Nossa esperança é que o nosso Redentor vem.

Jesus está voltando.

Quando Ele retornar, Se assentará em Seu trono sobre a terra.

Teremos um Rei justo.

Teremos um Governante justo.

Não precisamos viver presos às preocupações deste mundo.

Não é aqui que desfrutaremos da plenitude.

Aguardamos a volta do nosso Senhor.

Esse Jesus, que é o Caminho, a Verdade e a Vida, também é quem nos conecta ao Pai.

Jesus nos dá direção.

Para o tempo em que vivemos, Ele é a resposta.

Não existe outra direção.

Qualquer tentativa de orientação fora de Cristo é permanecer perdido diante do abismo.

As pessoas precisam de Jesus hoje, talvez mais do que há cem anos.

Porque já não sabem o que estão fazendo.

Perderam o senso de direção.

Não sabem em que creem.

Mas Jesus Cristo vem como a bússola que orienta a nossa caminhada.

Quando essa verdade é colocada em nosso coração, ela produz outro efeito.

Além de orientar nossa vida nesta terra, dar-nos a certeza da salvação e trazer-nos vida, ela também nos conecta ao Pai.

O efeito de Jesus em nossa vida não é apenas orientador.

Caso contrário, viveríamos acreditando em algo, mas sem saber para onde estamos indo.

Mas Ele já revelou o destino.

Já disse que esse passaporte nos conduz à eternidade com Deus.

Porque Jesus nos liga ao Pai.

Faz nascer em nós o desejo de estar com o Senhor.

O efeito de Jesus em nossa vida possui duas dimensões:

Orientação: minha vida tem direção porque tenho um Caminho.

Minha vida tem sentido porque tenho uma Verdade que me sustenta.

Minha vida tem acesso a Deus porque fui vivificado em Cristo.

Salvação: temos a certeza de que, por meio de Cristo, viveremos eternamente com Deus.

Encontraremos o nosso Senhor.

Essa é a grande esperança e a alegria da nossa alma.

Que o Senhor Jesus não permita que percamos a alegria da salvação que Ele conquistou por nós.

Irmão Daniel Monteiro

IBPS


quarta-feira, 29 de julho de 2026

Quando a graça expõe nossas intenções

 

Resenha do Culto de Quarta-feira
29/07/2026

Quando a graça expõe nossas intenções

As intenções são tudo aquilo que está no nosso coração antes dos comportamentos e até mesmo dos nossos pensamentos.

As intenções são o que nos move.

Se as intenções são más, elas vão nos levar pelo caminho do mal. Se forem boas, vão nos levar pelo caminho do bem.

Não é à toa que Jesus nos traz uma palavra interessante sobre os nossos olhos: "Se os nossos olhos forem bons, todo o nosso corpo será luz. Mas, se os nossos olhos forem maus, também será trevas. Densas trevas serão."

João 12:1-11

Nós temos Jesus em Betânia, na casa de Lázaro, um amigo de Jesus que havia sido ressuscitado por Ele.

Marta e Maria eram irmãs de Lázaro.

Nesse momento, Jesus está sentado à mesa com essas três personagens.

Há ali alguns outros, entre eles os discípulos de Jesus. Não sabemos quantos.

Um deles, talvez o próprio João, que está narrando a cena e expondo a intenção de cada um. O segundo é Judas.

Havia boatos de que alguns judeus estavam indo até lá.

Não para ver Jesus, mas para ver Lázaro.

A intenção não era ir até o Mestre, mas ver o homem que havia ressuscitado.

Era para ver o milagre.

Não podemos julgá-los, porque, provavelmente, muitos fariam o mesmo caso acontecesse algo semelhante aqui.

Começou a atrair o olhar dos curiosos.

Era isso o que estava acontecendo.

Mas o importante desse texto é a interação entre Maria, Judas e Jesus, além dos judeus que vinham conhecer o milagre que havia acontecido.

Quando Maria se aproxima de Jesus, o texto bíblico diz que ela leva um perfume muito precioso.

Um perfume que valia aproximadamente um ano de trabalho.

Ali, Maria quebra o frasco de perfume, derrama-o aos pés de Jesus e, com os cabelos, enxuga os pés do Mestre.

Geralmente, aquilo que nos é mais precioso carregamos em nosso coração.

Quando temos algo muito precioso, as nossas intenções mudam.

Precioso é aquilo que nos custa algo.

Aquilo de que abrimos mão torna-se sacrificial.

Naquele momento, Maria pega algo que era precioso para ela.

Ela quebra aquele perfume para banhar os pés de Jesus.

Depois, passa os próprios cabelos nos pés do Mestre.

Aquele era um momento de devoção e entrega, mas também de humilhação e rendição pessoal.

Maria estava passando os cabelos nos pés do Mestre.

Não era apenas o valor financeiro.

O ato de entregar-se e humilhar-se diante do Mestre, com carinho, demonstrava que os pés do Messias eram tão preciosos que ela não poderia enxugá-los com qualquer pano.

Por isso, ela os enxuga com os cabelos, com aquilo que ela tem.

Uma cena de louvor!

Quando a graça expõe as nossas intenções, percebemos que nessa cena há mais do que um perfume quebrado e cabelos nos pés de Jesus.

Há uma mulher tentando, simbolicamente, adorar Jesus com tudo o que possui.

A entrega máxima do que ela tem.

Essa era a intenção: entregar o que tinha de mais precioso. Era uma demonstração de adoração ao Mestre.

Aqueles que não entendem os princípios dos dízimos e das ofertas acham que aquilo que estamos entregando é dinheiro.

Na verdade, estamos fazendo uma entrega de adoração.

O dinheiro é o menos importante ali.

Ele é o símbolo da minha renúncia. É o símbolo de que estou entregando algo.

Muitas vezes, temos perdido a dimensão do simbólico.

Nas nossas orações, perdemos a dimensão do simbólico, de muitas vezes nos ajoelharmos diante de Deus e chorarmos na Sua presença.

Achamos que a fé é apenas frieza intelectual, afastando o nosso coração da verdadeira espiritualidade.

O simbólico é o momento em que separo um tempo do meu dia que não negocio.

A dimensão do simbólico na nossa fé vem se perdendo quando achamos que, nos momentos de louvor, não podemos nos emocionar.

Perdemos isso quando chega o Natal e não nos alegramos com o nascimento de Cristo porque Jesus não nasceu em 25 de dezembro.

Isso não importa para nós.

Importa que temos um dia em que simbolizamos e celebramos a alegria do nascimento de Jesus.

Perdemos o simbolismo da nossa fé quando participamos da Ceia sem avaliar o nosso coração.

Quando achamos que o suco de uva e o pão sem fermento são apenas suco de uva e pão sem fermento, sem valor algum.

Sendo que aquilo é um convite à introspecção.

É um símbolo. Uma tentativa de tornar esse momento único.

Perdemos esse simbolismo quando se aproxima a Páscoa e já não refletimos tanto sobre a Paixão de Cristo.

Nos últimos Natais, tenho sentido um apagão nesse simbolismo.

Chega a Páscoa e parece a mesma coisa.

Porque não estamos entendendo que existem símbolos que nos convidam à introspecção.

Importa aquilo que eles produzem em nosso coração.

É isso que Maria está fazendo.

Quando ela entrega, está entregando simbolicamente tudo.

Se temos as intenções de Maria, que são boas e nos ensinam a ter uma entrega mais profunda, agora veremos outra intenção: a fala de Judas.

João 12:4-6

Se, por um lado, temos Maria entregando, por outro vemos a figura crítica de Judas.

Judas reage ao ver o valor do perfume derramado aos pés de Jesus.

Tenho a sensação de que, naquele momento, ninguém estava falando.

Todos olhavam, comovidos, em silêncio.

Mas alguém reage.

E a primeira figura que reage é justamente aquele que se incomoda com a adoração, com a entrega que está sendo realizada.

Naquele momento, Judas diz que aquilo poderia ser vendido e o dinheiro entregue aos pobres.

Interessante que ele vem com uma boa máscara.

Parece que a intenção é boa.

A aparência é boa.

O problema é que o coração dele era reativo por causa da adoração.

A graça de Deus expõe as nossas intenções, porque só há duas formas de reagirmos a ela.

Quando o ser humano tem contato com a graça de Deus, ela é tão irresistível que ou nos curvamos em adoração, ou reagimos contra ela.

Só existem duas formas de reagirmos diante da graça de Deus: ou ela nos chama para uma entrega total, ou damos um passo para trás.

As intenções de Judas envolviam roubar aquelas moedas.

Não à toa, ele traiu Jesus por muito menos que trezentos denários.

Diante de algo tão grandioso, Judas só conseguia pensar em bens materiais.

O problema das intenções do nosso coração é que, quando ele está corrompido, podemos estar diante da coisa mais sagrada, e ela se torna irrelevante para nós.

Para uma pessoa cética, nem mil milagres conseguem convencê-la.

Mas, para uma pessoa de fé, nem um milagre é necessário.

Judas está diante de um ato de adoração.

Está diante do Messias vivo.

Estamos nos aproximando do período da morte de Jesus e, mesmo diante do Messias, reunido na comunhão dos santos e em um momento de adoração, ele consegue pensar apenas no material.

Ele corrompe o próprio coração pelas coisas mais simples.

A graça revela as nossas intenções.

Quando estamos no meio do povo de Deus e o Espírito de Deus se faz presente, o nosso coração é revelado.

Não apenas esse texto diz isso.

O salmista afirma que Deus sonda o nosso coração e nos conhece.

Da mesma forma, o Evangelho de Lucas diz que nada do que está oculto permanecerá oculto.

Tudo será trazido à luz.

Quando nos aproximamos de Deus, as nossas intenções são reveladas.

Qual é o mínimo de envolvimento que preciso ter na igreja para continuar na lista dos salvos?

Qual o mínimo de oração que preciso fazer durante a semana?

Até onde posso ir?

Até quando ainda não perdi o jogo e caí na eternidade sem Deus?

Quantos casais perdem o relacionamento por fazerem apenas o que consideram o mínimo?

O mesmo acontece com o nosso relacionamento com Deus.

Às vezes, nas nossas intenções, estamos fazendo apenas o mínimo, não porque queremos adorá-Lo e estar na Sua presença, mas porque não queremos passar uma eternidade longe d'Ele.

Adoramos a Deus não por Quem Ele é, mas porque estamos procurando um Deus que, de alguma forma, vai nos abençoar.

Achamos que buscamos a Deus com a intenção de receber algo em troca.

Judas estava presente quando Jesus ensinou que não deveríamos ajuntar tesouros na terra.

Ele conhecia todos esses ensinamentos.

Mas seu coração estava tão corrompido que sua intenção era seguir a Cristo apenas pelo que poderia receber.

A graça de Deus expõe o nosso coração, porque nada do que está oculto permanecerá oculto diante d'Ele.

Temos a cena de Maria, em um ato de adoração.

Temos a cena de Judas, expondo a corrupção do seu coração e recebendo uma resposta de Jesus.

E temos uma terceira intenção: a daquele povo que estava indo até lá.

João 12:9

No ministério de Jesus, recordo-me de algumas passagens.

Uma delas é quando Jesus multiplica os pães e os peixes.

Depois desse milagre, Ele continua Sua caminhada para outra região.

Muitas pessoas O seguiam.

Não por Quem Jesus era, mas por causa da comida.

As pessoas seguiam o Messias porque queriam comer.

A intenção dos seus corações era estar ali por causa do banquete.

Quantas vezes as nossas intenções também estão apenas nas multiplicações que Deus pode fazer na nossa vida!

Em vez de nos assentarmos à mesa com Jesus, queremos apenas que Ele multiplique a nossa mesa.

Somos convidados a sentar-nos à mesa de Cristo e cear com Ele.

Na Ceia de Cristo há alimento para todos, mas nós queremos apenas que Ele multiplique aquilo que está na nossa mesa.

Queremos um banquete para nós.

Se o Messias vai ou não jantar em nossa casa, isso pouco importa.

Essa multidão vai até lá não apenas por causa de Jesus, mas para ver Lázaro, que havia sido ressuscitado.

A intenção era o espetáculo, a curiosidade.

Uma grande multidão estava indo para ver a ressurreição de um homem, e não Aquele que tinha poder para ressuscitar.

Quando Jesus cura os dez leprosos, apenas um volta para agradecer ao Mestre.

A graça de Deus manifesta as intenções do nosso coração.

Temos o exemplo de Maria, que, diante da graça de Deus, foi capaz de se humilhar diante do Mestre e entregar tudo o que possuía.

Temos o exemplo de Judas, que, diante da graça de Deus, revoltou-se e desejou tomar aquilo para si.

E temos o exemplo da multidão.

Não é um exemplo totalmente negativo nem positivo.

A multidão é apenas multidão.

Ela apenas vai.

Se temos três cenários, talvez eu possa me identificar com um deles.

Posso ser como Maria, cuja intenção do coração é um verdadeiro ato de louvor.

Posso ser como Judas, que se incomoda com o louvor, com a comunidade de fé e com a comunhão dos irmãos.

Ou posso ser como a multidão, que vai onde há espetáculo, onde está o interesse do momento, onde há comida ou entretenimento.

Enquanto houver entretenimento, estou ali.

Mas, quando isso acaba, eu me desligo.

Essa é a multidão.

Ela vai.

Está presente.

Mas não pertence verdadeiramente àquele lugar nem entrega o seu louvor.

Que possamos avaliar com qual dessas personagens nos parecemos.

Que o Senhor Deus ministre essa verdade aos nossos corações, para que entendamos aquilo que temos de mais precioso para entregar.

E que possamos entregar isso a Deus sem reservas, porque aquilo que é mais precioso revela onde está o nosso coração.

Amém?

Irmão Daniel Monteiro
IBPS

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Sementes


Resenha do Culto da Noite de Domingo

26/07/2026

"Sementes"

Mateus 13:24-30

O coração do homem é um solo fértil.

A mente é um solo fértil.

A diferença está no tipo de semente que é semeada na sua mente e no seu coração.

Que tipo de semente?

Nessa parábola, Jesus fala acerca de dois semeadores.

Um semeia a boa semente, a semente que gera vida. Mas o inimigo vem e semeia outro tipo de semente: a semente que não gera vida.

E ambas crescem juntas.

A diferença será vista no tempo da colheita.

Ambas serão separadas, segundo o Senhor Jesus.

Apesar de essa parábola ser muito clara para nós, não foi o que aconteceu com os discípulos.

Depois, eles perguntaram a Jesus o que Ele queria dizer com isso.

O que Jesus quer nos ensinar é que Ele veio e semeou a boa semente.

Jesus veio revelar Deus por meio da Sua Palavra.

Essa é a missão de Jesus: semear a Palavra na mente e no coração dos homens.

Mas o inimigo também vem e semeia o joio na mente e no coração do homem.

E nós passamos a lidar com essas duas sementes.

O que está sendo semeado na nossa mente e no nosso coração?

Sua mente é um jardim. Que tipo de semente está sendo semeada nela?

Jesus disse que quem semeou o joio foram os filhos do maligno.

Mateus 13:38

Essas sementes lançadas na mente e no coração influenciarão a sua vida.

Elas produzirão vida ou morte.

Por isso, precisamos ter muito cuidado com o que estamos permitindo que seja semeado em nós.

Deus criou o mundo perfeito.

Isaías 11:6-9

Isaías profetiza que chegará um tempo em que aqueles cuja Palavra de Deus germinou na mente e no coração habitarão em uma terra de plena harmonia, assim como era quando Deus plantou o jardim.

Esse é o propósito de Deus.

O mundo chegou à situação que vivenciamos hoje porque o inimigo semeou a rebelião na mente do homem.

O inimigo é especialista em iludir.

O inimigo mente.

Ele é mentiroso.

Ele é o pai da mentira.

Levou o homem a se rebelar contra Deus, motivado pela cobiça.

E o resultado estamos vendo no mundo: violência, sofrimento, morte, desencanto e plena rebelião contra Deus, gerando divisão e trazendo ilusão.

Então, Jesus traz a boa semente do Evangelho com o propósito de restaurar todas as coisas, sobretudo o homem.

O caminho para que isso aconteça...

1 Pedro 1:3-5

Haverá um tempo em que Deus fará a colheita.

Ele separará o joio do trigo.

O joio será lançado no fogo, e o trigo será guardado para continuar produzindo vida pelos séculos dos séculos.

O que está sendo semeado na sua mente e no seu coração?

O que Deus semeou no seu coração?

Qual é o propósito que Deus tem para a sua vida?

Na verdade, Jesus veio trazer a boa semente.

E essa semente é Cristo.

Aquele que crê em Cristo é regenerado pelo poder que há no nome de Jesus.

É purificado pelo sangue de Jesus.

Torna-se apto para viver o tempo que Deus preparou para aqueles que nEle creem.

O inimigo semeou o joio.

A rebelião contra Deus levou o homem a questionar a Sua integridade.

Faz o homem questionar até o poder de Deus.

Essas pessoas ficam tão amarguradas contra Deus que vivem denegrindo a Sua imagem e perseguindo o povo de Deus.

Apocalipse 22:15-16

O joio ficará do lado de fora.

É joio, e joio não permanecerá.

Hoje, o joio está crescendo no meio do povo de Deus.

Jesus nos ensinou que a Palavra de Deus é "sim, sim; não, não".

Estamos vivendo um tempo em que a Palavra de Deus está sendo questionada.

Tome cuidado com quem está semeando palha no seu coração.

O inimigo começa a semear joio na mente e no coração do homem quando ele dorme espiritualmente.

Ele para de orar, começa a se afastar da casa de Deus e passa a falar mal do povo de Deus.

A igreja de Deus não é perfeita porque há joio.

Também não é perfeita porque até mesmo aquele que é trigo precisa lutar contra o joio que tenta crescer em sua mente e em seu coração.

O propósito é que, no final, permaneça apenas o trigo, e que o Espírito de Deus nos livre das pragas do joio.

Mas não podemos esquecer que o joio cresce no meio do trigo, e que os filhos do maligno estão infiltrados nos campos do Senhor.

Quando alguém começa a falar contra Deus, perseguir o povo de Deus e se torna um murmurador, está tentando semear joio na sua mente e no seu coração.

Tome cuidado com esse tipo de influência.

O joio sufoca o trigo.

Mas Jesus deixa muito claro que, no tempo certo, Deus separará o joio do trigo.

Mateus 13:30

No tempo do juízo, Jesus enviará os Seus anjos.

Os anjos do Senhor testemunham tudo o que acontece na nossa vida.

Eles acompanham a nossa trajetória e conhecem toda a nossa história.

Sabem quem é trigo e quem é joio.

Nós, porém, não sabemos.

É importante perceber que o trigo gera vida e produz frutos.

O joio produz apenas palha.

Mateus 7:16

Tome cuidado.

Toda semente produz fruto ou palha.

O que a sua vida está produzindo?

O fruto de que Jesus fala aqui é o fruto do Espírito.

Que tipo de fruto está sendo produzido na sua vida?

A diferença está na semente.

Conheça a Palavra de Deus.

Medite na Palavra de Deus.

Aplique a Palavra de Deus ao seu coração.

A Palavra de Deus não muda e jamais mudará.

Porque Deus não muda de opinião.

E nenhuma Palavra de Deus cai por terra.

Joio ou trigo.

O trigo gera vida, e só gera vida aquele que está em Cristo.

João 15:5

Se você está em Cristo e Cristo está em você, produzirá o fruto do Espírito.

Mas, se Jesus não estiver em você e você não estiver em Cristo, por mais que se esforce, não produzirá o fruto do Espírito.

É preciso estar em Cristo.

O joio gera morte, porque sua raiz está no mundo.

Se a raiz do servo de Deus está em Cristo, a raiz do joio está no mundo.

Se alguém ama o mundo, quer viver no mundo e trazer o mundo para dentro da sua vida, é porque sua raiz não está em Cristo.

Está no mundo.

Aquele que está em Cristo produz o fruto do Espírito e, a cada dia, torna-se mais semelhante a Cristo.

Mas aquele cuja raiz está no mundo afasta-se cada vez mais de Cristo e torna-se mais parecido com o príncipe deste mundo.

Gálatas 5:20-21

Percebem?

Aquele cuja raiz está no mundo voltará para as coisas do mundo.

Mas ele precisa de algo para calar a própria consciência.

Então procura uma religião que lhe permita viver dessa maneira, como se Deus fosse aceitá-lo, apesar de sua raiz continuar no mundo.

Deus não aceita o joio.

O destino do joio é diferente do destino do trigo.

O destino do crente já está preordenado: é o Reino que Deus preparou desde a fundação do mundo.

Mas o destino daquele que nega a Deus e Lhe vira as costas é outro.

Mateus 13:40-42

Quem está dizendo isso é Jesus.

Quando alguém afirma que é possível viver com um pé no mundo e outro no Reino e, ainda assim, permanecer com Deus no dia do juízo, está anunciando uma falsa mensagem.

Por isso, precisamos discernir esses ensinos à luz da Palavra.

Deus é santo e, sem santidade, ninguém verá o Senhor.

Não se esqueçam disso.

Precisamos ter consciência de que o joio tenta se misturar ao trigo em nosso coração.

Todos os dias o inimigo procura lançar joio na nossa mente.

Somos bombardeados o tempo todo.

O objetivo dele é sufocar a nossa fé, afastar-nos de Deus e fazer com que tiremos a nossa raiz de Cristo para fincá-la novamente no mundo.

Como se livrar do joio?

Efésios 4:20-24

Se Cristo lançou a semente da Palavra da verdade na sua mente e no seu coração, regue-a com oração.

Medite nela.

Pratique-a.

Fuja do joio lançado na sua mente.

São ervas daninhas que procuram sufocar a semente do Evangelho na mente e no coração.

Renda-se a Cristo.

Mateus 13:43

O Sol da Justiça é Cristo.

Os justos, no Reino, resplandecerão como o sol, refletindo a natureza e a santidade de Cristo.

Dois semeadores.

Duas sementes.

Frutos diferentes.

Destinos diferentes.

Cuidado com as sementes que estão sendo lançadas na sua mente e no seu coração.

A boa semente produz fruto, produz vida e multiplica sementes.

A semente do inimigo espalha apenas palha.

É como a palha levada pelo vento: uma vida sem raiz, sem direção e sem destino.

Já a boa semente produz o trigo.

O vento pode até balançá-lo, mas ele permanece firme.

Produz boa semente, gera fruto, gera pão, gera vida.

Nutre a alma, fortalece e permanece para a eternidade.

Que tipo de semente tem sido semeada na sua mente e no seu coração?

Se é a boa semente, alimente-se dela, medite nela e pratique-a, porque ela produzirá vida em sua vida.

Pastor Nélio Monteiro

IBPS

1 Pedro 1:2-6

 Resenha do Culto da manhã de Domingo 

26/07/2026


1 Pedro 1:2-6

É notável o impacto da vida de Jesus, na vida do apóstolo Pedro.

Como esse homem foi transformado! 

O seu andar com Jesus influenciou a vida de Pedro de tal forma, que ele refletia Cristo em seu viver.

Debaixo do fogo da provação, esse homem dá o seu testemunho, e escreve essa carta, encorajando a igreja que estava sob perseguição.

Ele tinha essa autoridade, para encorajar a igreja, porque mesmo debaixo do fogo da provação ele mantém a sua fé em Cristo Jesus.

A influência de Jesus na vida de Pedro, impacta a vida de Pedro dessa forma.

Aqui está Pedro a escrever á igreja perseguida, num contexto em que Roma estava determinada a eliminar os cristãos da face da terra. 

Hoje não é diferente.

No Ocidente, vivenciamos um tempo, em que a igreja tem plena liberdade de vivenciar e de pregar o Evangelho, mas, em várias partes do mundo, não é mais assim.

Na Ásia, muitos irmãos nossos, são perseguidos e mortos. Queimados vivos.

Precisamos orar pela vida desses irmãos.

Há uma determinação de eliminar a igreja.

Sempre foi assim.

Como exemplo, podemos trazer o genocídio dos nossos irmãos na Nigéria. Tantos mortos, mas não negaram sua fé em Jesus.

Na Inglaterra, estão tentando calar a igreja.

Hoje cantamos que o Coliseu não calou a igreja. A perseguição não parou a igreja. 

Onde quer que o Evangelho chegue, há liberdade, há esperança, há transformação de vida.

Mas onde o Evangelho foi ignorado, onde viraram as costas para Cristo, essas mesmas nações, que um dia gozaram de liberdade  e prosperidade; hoje vivem de escassez em escassez.

Como reagiríamos nós, aqui no Ocidente, diante de perseguições semelhantes?

Por que esses Países estão voltando a vivenciar essa perda de liberdade?

Porque negaram a Cristo. Viraram as costas para Jesus.

Hoje, naqueles Países, já não há uma igreja que vivencia o poder de Deus na vida.

Pedro não está teorizando.

Ele foi preso, ele foi espancado, ele vivia sob ameaça. Por fim ele foi martirizado.

Mas ele sabia em Quem ele cria, em Quem ele depositava a sua fé.

Nada o calou.

Desde o seu encontro com Cristo, após a ressurreição do Senhor Jesus Cristo, em que Jesus o designou como apóstolo.

Pedro nunca negou a fé.

Pedro diante do sinédrio, quando tentaram calá-lo, ele disse:

"Eu não posso deixar de falar o que tenho visto."

Ele não abre mão da sua fé, em Cristo Jesus.

Aqui, Pedro está escrevendo uma carta, oferecendo conforto e esperança, exortando lealdade a Cristo. 

Ele lembra três coisas:

Deus nos elegeu desde o princípio, em Cristo Jesus.


1 Pedro 1:2

Nós fomos eleitos em Cristo Jesus. E essa eleição vêm pela preciência de Deus.

Para Deus não existe passado, presente e futuro.

Para o homem existe passado e presente. E o futuro pode vir. 

Deus não está limitado como o homem.

Ele nos elegeu através de Jesus, de forma que nenhuma perseguição pode tirar a vida eterna que Ele dá, àqueles que Nele crêem.


Efésios 1:4

Não servimos um Deus abstrato.

Não servimos um Deus distante.

Nós servimos a um Deus Poderoso, que conduz a história.

Nele nossas vidas estão seguras. 

E visualizando o futuro, lá no passado, Deus nos elege em Cristo Jesus. Para que Cristo, ao morrer por nós, Ele nos livrasse do poder da morte, nos livrasse da condenação do inferno.

Isso é muito profundo.

É profundo o que foi revelado a Paulo.

A profundidade de um amor, incompreensível de Deus, que entrega o Próprio Filho, para morrer em nosso lugar.

E esse Deus ressuscita o Seu Filho e O eleva a condição de Supremacia sobre todo universo.

E através do Seu Filho, Ele nos salva e nos liberta dos nossos pecados.

E envia o Seu Espírito, para nos conduzir, até o dia que estaremos diante de Deus, o Pai . E esse mesmo Espírito, que é o selo de Deus em nós, nos apresentará santos e purificados, pelo Sangue de Jesus.

Lembre-se:

A sua alma é eterna.

Graças a Deus por Jesus Cristo que nos deu a eternidade.

Imagine se nossa vida fosse só isso?!


1 Pedro 1:3-4

Pensa nessa esperança, que nós temos em Cristo!

Por que Jesus morreu na cruz?

Por que foi necessário? _Para que Ele morresse e pagasse o preço do nosso pecado.

Porque o salário do pecado é a morte.

_Para que Ele vencesse o poder da morte. 

Para nos dar uma herança,  a vida eterna com Deus.

Nossa salvação é um dom gratuito de Deus, que Deus nos oferece em virtude do sacrifício de Jesus em amor, do seu sacrifício por nós.

Ele nos deu nova vida.


1 Pedro 1:5-6

No tempo presente, a igreja ainda está sendo perseguida. 

Muitos estão perdendo a própria vida.

A maior ilusão do ser humano é achar que é dono de alguma coisa.

Nós não somos donos de nada.

Mas a herança que Cristo tem para nós hoje, é eterna.

A vida que Deus tem para nós, é eterna.

Por um pouco de tempo, podemos ter enfrentado provações, perseguições, até morte, mas no último dia, do juízo, receberemos as recompensas prometidas.


Apocalipse 20:11-15

Haverá um juízo final.

 Nesse juízo, cada um de nós, vamos ser julgados pelo que está escrito no livro da sua vida.

Há um livro da sua vida. 

João viu abrir esse livro.

Mas também havia um outro livro, chamado Livro da Vida. 

O Livro de Jesus. O "rol de membros" da igreja de Jesus.

Quando Jesus abriu o Livro da vida, aqueles, cujos nomes estavam no livro da vida, foram salvos.

Foram salvos porque Jesus pagou a pena do seu pecado. P

Foram salvos porque Jesus venceu o poder da morte e os libertou das algemas do inferno.

Foram salvos porque o seu nome estava escrito nesse livro.

O preço foi pago.

Temos ministrado sobre os finais dos tempos.

Deus está nos alertando.

O tempo está chegando.

A gente não pode estar andando com a vida na reserva. 

A vida precisa estar cheia do Espírito de Deus.

Porque vai que, acabe o combustível no meio do caminho!

E você está tão perto do Reino, mas sem salvação.

A igreja vai ser perseguida.

Nós estamos preparados?

O futuro começa agora.

É maravilhoso ser cristão, mas não é fácil.

Porque aqueles que não são, não entendem a nossa alegria, a paz que há na nossa alma. Não entendem a alegria que enche o nosso coração.

Paulo que viu o terceiro céu, disse:

"Se nossa vida fosse só isso aqui, que sentido teria nascer?"

Este não é o projeto de Deus.

Deus colocou a eternidade no coração do homem.

A eternidade está no nosso coração e o passaporte para a eternidade, é Jesus Cristo no coração.

Os sinais estão aí, nos mostrando que o grande dia está para chegar.

Jesus diz:

" Quando vocês virem esses sinais acontecendo, levante a cabeça, porque a redenção de vocês está próxima."

Amém?


Pastor Nélio Monteiro 

IBPS









quarta-feira, 22 de julho de 2026

Quando a Graça interrompe o luto.

 Resenha do Culto de Quarta-feira

22/07/2026

"Quando a graça interrompe o luto"

João 11:1-5

A narrativa de João nos apresenta Jesus saindo de Jerusalém, onde corria o risco de ser apedrejado.

Jesus havia livrado aquela mulher adúltera do apedrejamento. Então, ainda mais, passa a ser vigiado. Passam a procurar maneiras de prendê-lo, de calá-lo.

Então, Jesus sai de Jerusalém e vai até Betânia. Enquanto está ali realizando alguns milagres, um impacto ocorria por onde Jesus passava. Ele recebe uma notícia angustiante.

Chega até Jesus a notícia de que Lázaro, a quem Ele amava, está enfermo.

Se buscaram Jesus naquele momento, é porque entendiam que Ele precisava estar ciente do que se passava.

João deixa evidente que Lázaro era irmão daquela que havia lavado os pés de Jesus com um perfume caro e os enxugado com seus cabelos.

Possivelmente, era uma família que tinha recursos e poderia contratar os melhores médicos.

Mas eles comunicam a Jesus.

As notícias ruins precisam chegar a Deus.

Deus é soberano sobre todas as coisas. Ele já conhece os perrengues pelos quais podemos passar.

Mas existe uma diferença quando dobramos os joelhos em intimidade com Deus, numa postura de servo, entendendo que somos filhos, e entregamos tudo diante d'Ele.

Por que não entregamos diariamente todas as coisas a Deus?

Quanto mais nos relacionamos com Jesus, mais intimidade temos.

Essas mulheres informam Jesus porque são íntimas d'Ele. Elas sabem que, se for necessária uma intervenção naquela situação, que seja pelas mãos de Jesus.

As notícias ruins precisam chegar até Jesus.

Quando você receber um problema sério, antes de compartilhá-lo com todo mundo, compartilhe-o com Jesus.

Leve tudo até Jesus. Nesse pequeno momento de intimidade, você receberá direcionamentos valiosos para sua vida.

Leve até Jesus!

João 11:6-16

Existe propósito na espera.

A espera é dolorosa. Mexe com o nosso emocional. Faz-nos enfrentar crises de fé e confiar naquilo que não está em nossas mãos.

Jesus recebe a notícia, mas ainda espera em Betânia.

Jesus sabia o que iria acontecer. Propositalmente, Ele espera.

E essa espera é marcante sob diferentes perspectivas.

Na perspectiva de Jesus, seria manifestada a glória de Deus.

Aquela enfermidade levaria Lázaro à morte, mas Jesus sabia o que faria.

Jesus sabia que o fim para os homens não significa o fim para Deus.

Jesus sabia que aquilo que os recursos humanos não poderiam mais solucionar, Sua boa mão poderia.

Jesus sabia que aqueles religiosos judeus, por causa de sua cultura, precisariam esperar alguns dias após a morte para crer. Eles acreditavam que, antes de três dias, o espírito ainda permanecia por ali.

Jesus espera.

Ele quer ensinar a manifestar a glória de Deus.

Quando tudo aponta para a falta de solução, precisamos confiar em Jesus.

Quando Jesus diz: "Ainda não é a hora", acredite: Jesus tem um plano.

E os planos de Jesus sempre glorificarão o Pai.

Para a família, aquela espera era sufocante.

Lázaro morre.

Lázaro foi embalsamado. Foi sepultado. A família está chorando.

Já se passaram dois dias. Jesus não chegou. Acabou.

Vivemos algo extraordinário, mas o Mestre não veio ao nosso encontro.

Contudo, a espera também estava proporcionando uma forja na fé daquela família.

A espera, muitas vezes, há de forjar a nossa fé.

Mesmo que tudo diga "não", Deus pode fazer algo diferente.

Na perspectiva dos discípulos, Jesus diz:

"Foi bom que eu não estivesse lá, para que vocês possam ver a obra de Deus e, assim, crer."

Os discípulos caminhavam com Jesus, mas ainda estavam aprendendo sobre Deus.

Eles estavam em processo de discipulado.

A cada novo encontro e a cada novo milagre, Jesus moldava a fé dos Seus discípulos.

E a espera também moldava a visão do povo.

Aqueles que estavam ao redor não teriam dúvidas de que o morto voltara à vida.

A espera muitas vezes dói, mas Deus nos molda durante esse tempo.

Entre o sonho e a realização existe toda uma jornada. E é na jornada que Deus trabalha em nosso coração.

João 11:17-27

A importância de uma fé não circunstancial, que não se apega a Deus apenas quando Ele faz a nossa vontade.

Marta chega diante de Jesus:

— Mestre, se o Senhor estivesse aqui, o meu irmão não teria morrido.

Então, Jesus começa a trabalhar o coração daquela mulher.

Aqui temos uma das mais belas confissões de fé, semelhante à confissão de Pedro.

Jesus diz:

— Lázaro há de ressurgir.

Marta, que já havia aprendido aos pés de Jesus, acreditava que seu irmão ressuscitaria no último dia.

Então Jesus declara:

— Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá.

Aqui temos um prelúdio do que experimentamos no dia em que depositamos nossa fé aos pés de Jesus.

No dia em que você creu em Jesus como Senhor e Salvador da sua vida, você, que estava morto, foi ressuscitado para viver uma nova vida, que jamais terá fim.

Éramos mortos em nossos delitos e pecados, mas, mediante a fé em Cristo Jesus, Ele nos tornou vivos. Tornou-nos filhos de Deus, herdeiros do céu. A vida eterna habita em nossos corações.

Podemos até ir para uma sepultura, mas ela é apenas um símbolo do fim desta vida terrena. Para nós, porém, o fim não existe.

A vida está nas mãos de Jesus.

A vitória da cruz trouxe a libertação da condenação eterna.

A morte perde seu poder, porque o servo de Deus passa da vida para a vida.

Jesus está ensinando algo precioso.

Então pergunta àquela mulher:

— Você crê?

Mesmo com o irmão morto há quatro dias, ela responde:

— Creio que Tu és o Cristo. Creio que Tu és o Filho de Deus. Creio que Tu és o Senhor.

A fé daquela mulher não estava baseada nas circunstâncias da vida, mas no encontro que ela teve com Deus.

A nossa fé não pode ser abalada pelas circunstâncias.

Precisamos estar convictos de quem é o Deus em quem cremos.

A confissão de Marta, cheia do Espírito Santo, deixa evidente a marca dos filhos de Deus: a pública confissão de fé.

"Creio. Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo."

João 11:27-44

A manifestação da graça e do poder de Deus. A manifestação do divino e do humano na Pessoa de Jesus.

Aqui temos um texto que aponta para a humanidade de Cristo.

Jesus se comoveu com a morte, com a dor e com o sofrimento daqueles a quem amava.

Jesus chorou!

Naquele momento em que a desesperança era a realidade dos corações, o Rei da esperança deixa evidente que, pela fé, veriam a glória de Deus.

Depois de quatro dias, Jesus ordena:

— Abram o sepulcro, porque Lázaro dorme.

E Lázaro saiu para fora, ainda embalsamado, mas vivo.

Aqueles que estavam ali perguntavam:

"Ele não poderia ter evitado que Lázaro morresse?"

Naquele momento, Jesus demonstra Seu poder e Sua autoridade sobre todas as coisas.

Jesus não evitou que Lázaro morresse, mas o ressuscitou dentre os mortos.

Existe algo impossível para Deus?

O luto é interrompido, e a alegria toma conta.

Porque Lázaro estava morto e reviveu.

É isso que Deus continua fazendo hoje.

Esse Jesus que chamou Lázaro para fora é o mesmo Jesus que, mediante a fé do Seu povo, continua a transformar, salvar e restituir a vida àquele que crê.

Os sonhos que morreram podem ser restaurados por Deus.

A família destruída pode ser restaurada por Deus.

Aquilo que tanto sonhamos e desejamos, mas que parece perdido, pode ser restaurado por Deus.

Deus é especialista em mudar cenários.

Esse foi apenas mais um deles, em que Ele interrompe o luto.

Com Sua graça e Sua misericórdia, Ele traz alegria.

Aquele que teme e crê no Senhor há de receber a alegria proveniente do cuidado e da poderosa mão do Deus Todo-Poderoso.

A ressurreição de Lázaro é um prelúdio da nossa.

Pelo poder de Deus, aqueles que foram comprados por Jesus serão ressuscitados no último dia para a vida eterna com Ele.

Você crê nisso?

Porque aquele que crê, ainda que morra, viverá.

Pastor Gabriel Monteiro

IBPS

terça-feira, 21 de julho de 2026

Sinais no Sol

 

Resenha do Culto da Noite de Domingo
20/07/2026

"Sinais no Sol"

Lucas 21:25-26 e Apocalipse 16:8-9

É interessante que o fim do mundo sempre foi um tema que chamou a atenção. Não era diferente no contexto de Jesus. Tanto que os discípulos o provocam a falar sobre isso.

Então, Jesus facilita-lhes o entendimento, dizendo:

"Vou deixar sinais para que vocês entendam quando essas coisas haverão de acontecer."

E também:

"Quando essas coisas começarem a acontecer, estejam atentos, porque está se aproximando o tempo da vossa redenção."

É o tempo da volta de Jesus para instaurar o Reino Eterno.

De certa forma, estamos vivenciando o início dessas coisas. Ao longo dos últimos anos, estamos percebendo esses sinais acontecendo.

É interessante que Jesus disse que, como nos dias de Noé, os homens se comportariam nesse tempo, sem perceber o que estava acontecendo.

Os sinais estão acontecendo. Mas será que as pessoas estão apercebidas do significado desses sinais?

Imagine o contexto de Noé. A construção da arca levou cerca de 120 anos, e Noé avisava, pregava. A arca era o sinal de que uma intervenção divina se aproximava.

Desde os primórdios, existe no inconsciente coletivo a consciência da ira de Deus. Deus é longânimo, mas também se ira.

Desde as tribos primitivas, havia a consciência de que os flagelos eram sinais da ira divina. Tanto que cada povo fazia suas oferendas, tentando aplacá-la.

Jesus está sinalizando como essas coisas haverão de acontecer. Ele diz que o povo vivia distraído e indiferente nos dias de Noé.

Agora, o Senhor revela os sinais que antecederão a Sua volta. E esses sinais estão ocorrendo!

Isaías 66:8

O profeta anuncia que Israel voltaria a ser uma nação. Conforme as profecias, Israel voltou a ser uma nação. A partir daí, o cronômetro de Deus para o fim dos tempos começou a correr, e os sinais começaram a acontecer.

Jeremias 31:10

De fato, Deus está trazendo o povo judeu de volta à sua terra, dos quatro cantos da Terra. Isso é promessa. Isso era profecia.

Ezequiel 47:8-10

Há cinquenta ou vinte anos, isso era visto como algo impossível. Mas está escrito, e o que Deus diz, Ele cumpre.

Apocalipse 16:12

O rio Eufrates está secando.

Por que esses sinais estão acontecendo?

Porque são sinais de que o juízo de Deus está se aproximando.

Jesus disse:

"Haverá sinais no sol."

Apocalipse 16:8-9

Gostaria de meditar sobre alguns fatos.

Deus governa as nações e a história. Isso é um fato. Tudo o que está nas Escrituras se cumpre, porque a Palavra de Deus não cai por terra.

Podem tentar ignorar Deus. Podem dizer que não creem em Deus e que tudo isso são obras do acaso. Mas, para nós, há ação demais para ser apenas acaso.

O fato é que Deus governa o Universo. Deus governa os astros.

Josué 10:13-14

Você sabe quais são as implicações disso?

Se o sol parasse, ventos de 1.670 km por hora varreriam tudo. Tsunamis gigantes, com ondas de centenas de metros, devastariam o planeta. O calor extremo queimaria metade da Terra.

Mas Deus parou o sol.

Como Deus fez isso?

Porque todas as leis da física estão sob o governo de Deus.

Deus é Deus!

O povo que estava ali testemunhou esse milagre. No contexto deles, nunca houve um dia semelhante àquele.

Se isso acontecesse sem a ação divina, seria o fim do mundo.

2 Reis 20:9-10

Isso significaria a Terra girando para trás cerca de quarenta minutos.

Ezequias disse que adiantar a sombra era fácil (embora não fosse). Então pediu, como sinal de Deus, que ela retrocedesse. E Deus assim fez.

Para Deus, fazer isso é tão fácil quanto segurar um copo de água.

Ele criou as leis que regem todo o Universo.

O Senhor é Deus!

Deus é o Juiz de toda a Terra.

O homem mais primitivo já temia a ira de Deus. Via nas catástrofes um sinal do Seu juízo.

Hoje, isso é visto por muitos como uma visão incompatível com um Deus que castiga. Mas Deus não pensa assim e não mudará de ideia por causa do pensamento humanista.

O texto diz que, quando essas coisas acontecerem, as pessoas entenderão que o juízo de Deus está se aproximando.

Vocês, que são servos do Senhor, levantem a cabeça e saibam que a redenção está se aproximando.

Em Apocalipse, a Palavra de Deus diz que um dos quatro anjos derramará a sua taça, e o sol aquecerá de tal forma que queimará as pessoas, abrindo feridas.

Meus irmãos, essas coisas estão começando a acontecer.

Olhem para a Europa: temperaturas de quarenta e cinco, quarenta e oito graus, pessoas morrendo.

Todo o continente europeu preparou suas casas para o inverno. Jamais imaginaram enfrentar ondas de calor como essas.

Isso é apenas o princípio.

O sofrimento costuma provocar duas atitudes.

A primeira é o quebrantamento: reconhecer o juízo de Deus, humilhar-se e buscá-Lo.

A segunda é o afastamento.

Quem imaginaria que hoje estaríamos aqui sem máscaras?

Quantas pessoas perderam a vida na pandemia!

Pensávamos que, após a pandemia, as pessoas correriam para os templos para adorar a Deus e se quebrantar diante d'Ele.

Mas o que aconteceu?

Em praticamente todas as denominações, muitas pessoas se afastaram e nunca mais voltaram.

Essa é a tendência do ser humano.

Muitos culpam Deus pelo próprio estado espiritual.

Mas foram eles que tomaram essas decisões e deixaram de levar Deus a sério.

O texto diz que, quando o sol aquecer dessa forma e houver calor intenso, as pessoas blasfemarão contra Deus.

Em vez de se revoltarem, por que não orar como Josué, clamando ao Senhor para aliviar esse sofrimento?

Eu creio no poder de Deus para fazer qualquer coisa.

Então, por que não clamar a Deus?

Por que murmurar contra Ele?

Porque o coração do homem está inclinado à rebelião.

O texto afirma que, quando essas coisas acontecerem, em vez de haver quebrantamento, haverá blasfêmia contra Deus.

A consciência do juízo deve levar ao arrependimento, ao temor e ao quebrantamento.

Setecentos anos antes, Isaías profetizou que, quando Jesus viesse, o coração do povo estaria tão endurecido que, mesmo ouvindo Sua pregação, a maioria não creria.

Foi exatamente isso que aconteceu.

Mesmo queimados pelo calor extremo, não mudariam de mente para dar glória a Deus.

Assim é a dureza do coração humano.

Nós, servos do Senhor, ao vermos esses sinais acontecendo, levantemos a cabeça.

Que possamos compreender que a nossa redenção se aproxima.

Esses sinais são uma advertência para nós.

Precisamos estar atentos.

Há pessoas cuja vida espiritual está na reserva há muito tempo.

Os sinais estão acontecendo por amor a você e à Igreja de Cristo, para que mantenha sua vida em ordem com Deus.

Assim, quando essas coisas acontecerem, você estará preparado.

As mudanças climáticas estão aumentando de intensidade.

Tudo caminha na direção apontada pelas profecias.

Muitas delas estão se cumprindo, como nos dias de Noé.

A percepção que temos é que as pessoas estão distraídas e indiferentes, como as virgens loucas, com as lâmpadas na reserva, vivendo apenas o suficiente.

Depois, quando o Noivo chega, ficam do lado de fora, culpando Deus pelas consequências que elas mesmas provocaram.

Coloque sua vida em ordem com Deus hoje.

Os sinais estão aí.

Não espere a lâmpada da reserva acender.

Ela já acendeu.

Israel já voltou a ser nação.

A figueira floresceu novamente.

O Mar Morto está voltando a ter vida.

Nunca vimos sinais climáticos como os de hoje.

Nos dias de Noé houve 120 anos de graça, até que a porta se fechou.

Quando Deus enviou o dilúvio, o povo correu para a arca, mas o próprio Deus fechou e vedou a porta.

Preste atenção nisso.

A era da graça está chegando ao fim.

Jesus vai voltar.

E a pergunta é:

Você está preparado?

Hoje a porta está aberta.

Mas ela vai se fechar.

E, quando isso acontecer, de que lado você estará? Do lado de dentro ou do lado de fora?

Pastor Nélio Monteiro
IBPS

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