domingo, 7 de junho de 2026

Vida que supera a morte


Resenha do Culto da Noite de Domingo

07/06/2026

Vida que Supera a Morte

Lucas 8:4-8

Jesus contava histórias ilustrativas com o propósito de que a mensagem chegasse de forma muito clara à mente das pessoas. Algumas parábolas, no entanto, não tinham esse mesmo foco. O foco estava em instruir os discípulos.

As parábolas nos forçam a pensar e compreender verdades eternas. Elas nos fazem refletir não apenas sobre o que Jesus dizia de forma direta, mas também sobre o que Ele quer nos dizer. É preciso cavar a parábola para entender o que Jesus quer ensinar.

A condição da terra onde a semente caiu é determinante para que ela possa dar frutos ou não. Esse é o ponto que Jesus deixa muito claro nessa parábola.

Nem toda semente cai em terra boa. Jesus vai falar de quatro tipos de solo. É interessante notar que apenas em um deles a semente deu fruto.

A Palavra de Deus é proclamada, mas a maioria a rejeita. A proporção de solo que recebe a semente é muito inferior. Mesmo assim, o semeador lança a semente em todas as direções.

Dos quatro tipos de solo, apenas um era fértil.

Aqui, o Senhor Jesus Cristo está lançando a semente do Evangelho.

Lucas era um historiador, um homem atento a todos os aspectos. Ele tinha uma visão muito ampla. Observa que aquele era o momento em que o ministério de Jesus estava impactando multidões.

Ele diz que pessoas de todas as cidades vinham em busca de Jesus. Era uma multidão muito grande que queria ouvi-Lo. Mas Jesus sabia que apenas uma minoria creria nEle, que a semente produziria fruto e traria salvação.

A proporção não mudou.

A semente tem potencial de vida, mas depende do solo em que vai cair para produzir ou não.

Uma caiu à beira do caminho.

Quem são essas pessoas? Que tipo de solo é esse?

Uma semente que cai em terra dura, como pode frutificar?

Jesus fala de pessoas que se recusam a crer no Evangelho. Não é que o Evangelho não lhes seja oferecido. Elas são resistentes ao Evangelho. Não há predisposição para crer. Elas não desejam ver nem ouvir.

Jesus diz que o coração delas é como uma terra dura, onde o Evangelho é oferecido, mas a semente não produz frutos.

Há uma predisposição em seu coração para não crer, para não permitir que a Palavra alcance seu interior.

Muitas vezes, a Palavra de Deus até impacta, mas vêm os poderes demoníacos e retiram a Palavra de seus corações, para que não se salvem pela fé.

Assim, não se rendem a Cristo, e o Evangelho não transforma suas vidas, como transforma a vida daquele que está predisposto a ouvir o que Deus tem a dizer.

Lucas 8:5-6

Muitos começam em Cristo. Entendem o Evangelho e até começam a andar com Cristo, mas não permanecem.

Por quê?

Jesus disse que muitos creriam, mas não permaneceriam porque não têm raízes.

Até ouvem e recebem a Palavra com alegria, mas emoção sem raiz morre.

Não basta emocionar-se com a beleza do Evangelho. É necessário que o Evangelho produza vida.

Porque, se isso não ocorrer, quando vier a tentação, essas pessoas se desviarão.

João, em sua primeira carta, trata desse assunto:

"Nos deixaram porque não eram dos nossos. Se fossem dos nossos, teriam permanecido."

Lucas 8:6-7

Quem são esses?

São aqueles cujas sementes são sufocadas pelas preocupações desta vida.

Até começam a caminhar, mas se preocupam com as riquezas e com os prazeres, e essas coisas vão mudando o seu coração.

Estão preocupados com os deleites e com o poder, e não deixam espaço para Deus em suas vidas.

São aqueles seduzidos pelo materialismo.

Começam a caminhar com Deus e passam a lembrar dos prazeres que desfrutavam longe dEle. Ou são seduzidos pelo poder das riquezas.

Uma coisa que não negamos é que Deus abençoa o justo.

O problema é quando os presentes de Deus tomam o lugar de Deus no coração do homem. Então, essas bênçãos são transformadas em maldição, porque os separam de Deus.

Alguns se lembram dos prazeres do mundo e são seduzidos.

2 Timóteo 4:10

Demas amou o presente século.

O presente século é muito sedutor, mas é transitório.

Aqueles que colocam sua esperança apenas nesta vida se frustram e se esquecem da promessa de Deus.

Jesus foi muito claro:

"Meu Reino não é deste mundo."

Se a nossa vida fosse apenas isso aqui, seríamos miseráveis.

As profecias falam de um novo céu e de uma nova terra. Deus os tem preparado para nós.

Nessa nova terra não haverá mais morte, nem separação, nem violência. Não haverá mais lágrimas nem dor.

É essa terra que Deus tem preparado para nós.

Porque esta vida é transitória.

O que nos dá esperança é que, se partirmos em Cristo, usufruiremos dessa terra.

Os planos de Deus não podem ser frustrados. São infinitamente superiores.

Se fosse apenas nesta terra, Jesus não teria vivido somente trinta e três anos. Ele estaria vivo até hoje.

Jesus quis nos mostrar que há vida além desta vida. Que existe uma vida plena além desta vida.

Nesses terrenos, tanto a semente que caiu à beira do caminho, quanto a que caiu sobre a pedra e a que caiu entre os espinhos, tiveram a vida vencida pela morte.

Mas eu quero falar sobre a vida que supera a morte.

Imagine uma semente.

Quando a semente cai em terra fértil, nasce uma árvore. Porque, na terra fértil, a vida encontra a vida.

Mas a semente que cai à beira do caminho morre. A morte supera a vida.

Porém, quando colocada em terra boa, a vida supera a morte.

Jesus nos ensina que terra boa não é sorte, é decisão.

O lavrador prepara a terra. Ele precisa prepará-la se quiser que a semente morra na terra e, dessa semente que morre, nasça vida e produza muito mais.

Desde o princípio, Deus coloca diante do homem a decisão entre a vida e a morte.

Deuteronômio 30:19

Quando você escolhe a vida, a vida encontra a vida.

A bênção de Deus vem. E não vem apenas sobre a sua vida, mas também sobre os seus descendentes.

Quando você se rende a Cristo, a bênção vem sobre sua vida e sobre sua posteridade, gerando vida além da vida.

Mateus 13:14-15

A semente que cai na pedra não brota.

A semente que cai à beira do caminho não brota.

A semente que cai entre os espinhos não brota.

Mas a semente que cai em terra boa dá fruto em abundância.

Que tipo de terra é o seu coração?

Quatro amigos caminham juntos.

Um decide servir a Cristo.

Outro rejeita.

Outro se emociona, mas se desvia.

O quarto decide ouvir.

A vida dele é transformada.

O que Jesus nos ensina aqui é que a pessoa determina se o solo é bom ou não.

É uma questão de decisão.

Terra boa não é sorte, é decisão.

A sua decisão muda o seu futuro, seja para o bem ou para o mal.

É isso que Jesus está nos dizendo.

O erro é da própria pessoa quando ela faz uma escolha ruim para sua vida.

Tome a decisão de abrir o seu coração para que Cristo possa entrar e fazer morada, permitindo que o Evangelho produza vida em você.

Porque, se você não abrir, Deus não vai forçar a porta do seu coração.

Em terra boa, a vida supera a morte.

João 12:24

Sobre o que Jesus estava falando?

Jesus falava acerca da vida que supera a morte.

Se a semente cair na terra e morrer, produzirá muito fruto.

Jesus foi uma semente que caiu na terra.

A semente morreu, mas ao terceiro dia ressurgiu.

Jesus está nos ensinando que, quando o Evangelho cai em nosso coração, a morte não tem mais poder sobre a nossa vida.

Porque o Evangelho produz vida e vida eterna em nós.

De forma que, ainda que o corpo vá para a terra, o espírito vai para Deus.

Esse corpo que foi para a terra um dia ressurgirá, sem a contaminação do pecado, semelhante ao corpo de Jesus após a Sua ressurreição.

Eles viram Jesus. Jesus comeu com eles. Mas Ele não estava mais limitado ao tempo e ao espaço.

E a promessa dEle é que um dia voltará, e nós nos assentaremos à mesa com Ele.

João 3:17-19

Em terra boa, a vida supera a morte.

A vida vence a morte e nos leva a frutificar.

Que tipo de terra é o seu coração?

A semente foi lançada. O Evangelho foi anunciado.

Jesus já veio. Jesus já morreu. Jesus já ressuscitou. Jesus está à destra de Deus e intercede por você.

Jesus ama você.

Há uma esperança em nosso coração: que um dia ressurgiremos para uma vida eterna junto dos nossos.

Estaremos juntos, porque esse é o plano de Deus.

O pecado não venceu o poder de Deus.

A morte não venceu a vida.

A vida sempre superará a morte.

Porque há um Deus vivo, que é a origem da vida e que nos criou para a vida. Ele não nos criou para a morte.

Mesmo quando deixamos esta vida, é então que passamos a viver plenamente na presença de Deus.

É a vida superando a morte.

A semente do Evangelho tem potencial de vida.

Mas rejeitá-la é entregar o projeto de Deus para a sua vida à morte.

"Ao findar o labor desta vida,

Quando a morte ao teu lado chegar,

Que destino há de ter a tua alma?

Qual será, no futuro, o teu lar?

Meu amigo, hoje tu tens a escolha:

Vida ou morte, qual vais aceitar?

Amanhã pode ser muito tarde;

Hoje Cristo te quer libertar."

Amém?

Pastor Nélio Monteiro


quinta-feira, 4 de junho de 2026

Quando a Graça nos encontra


Resenha do Culto de Quarta-feira
03/06/2026

"Quando a Graça nos Encontra"

João 4:1-10

Os encontros de Jesus são marcantes. Em todos eles, nós aprendemos algo. Os encontros de Jesus tocaram profundamente a vida daqueles que O encontraram.
Os encontros de Jesus são marcantes porque aprendemos tanto com Jesus — com Suas palavras, Suas atitudes e Seu coração — quanto com as atitudes das pessoas que se encontraram com Ele.
Eu chamaria esses encontros de "encontros da graça".
Graça é o poder de Deus que nos alcança nas mais diversas circunstâncias. É esse poder que Deus traz a nós e que nos dá a condição exata para recomeçarmos, independentemente das circunstâncias em que nos encontramos.
Era exatamente isso que acontecia com as pessoas que se encontravam com Jesus. Elas tinham ali o poder de recomeçar.
Jesus encontrou muitas pessoas ao longo do Seu ministério: pessoas humildes, vivenciando seu dia a dia de forma comum, como nós.
Jesus se encontrou com viúvas que sepultavam seus únicos filhos. Encontrou-se com leprosos, pessoas marginalizadas que não podiam nem mesmo estar perto dos outros.
Jesus tocava essas pessoas.
Leprosos, adúlteros, pessoas afundadas em seus pecados. Pessoas leprosas não apenas na carne, mas também na alma.
Jesus se encontrava com famintos de pão, sim, mas também com aqueles que estavam famintos de sentido para suas vidas.
Os encontros de Jesus eram significativos.
Ele se encontrou com políticos corruptos, discípulos duvidosos, mulheres cativas pelas trevas e noivos desesperados.
Cada encontro de Jesus trazia consigo o poder do recomeço. O poder de escrever uma nova história, de começar novamente a partir daquele encontro.
A Palavra de Deus também nos mostra aqueles que se encontraram com Jesus e seguiram seu caminho, recusando-se a entrar na escola do discipulado.
O jovem rico, por exemplo, encontrou-se com Jesus, mas aquele encontro não produziu efeito em sua alma.
Ainda assim, cada encontro carregava a marca do recomeço.
Muitos, ainda hoje, precisam de um recomeço.
O Evangelho possibilita isso. É possível recomeçar. É possível nascer de novo.
Nicodemos precisava de um recomeço.
Nós precisamos recomeçar.
E aquela mulher, afligida pela vida, também precisava recomeçar.
Jesus não fazia, nem faz, acepção de pessoas.
Ele estava prestes a testemunhar a uma samaritana imoral.
Deus gosta de pessoas improváveis.
E isso não é um bordão; é um fato. Basta olhar para as Escrituras.
As Escrituras estão repletas disso.
Pessoas improváveis, mas alcançadas pela graça. Essa graça que nos encontra.
Você tem orado por alguém improvável?
Uma samaritana, com a vida toda errada, talvez fosse a última pessoa que escolheríamos para fazer diferença na sociedade.
Mas aquela mulher estava na agenda de Jesus.
Era necessário passar pela região de Samaria.
Havia três formas de acessar a Galileia. Os judeus faziam um caminho mais longo para evitar passar por Samaria, pois os samaritanos eram considerados mestiços.
Eles possuíam uma religião misturada, como podemos perceber pelo relato daquela mulher.
Mas Jesus, naquele dia, decidiu passar por aquela região ignorada.
Jesus estava rompendo barreiras por meio do diálogo e das atitudes.
Aqui, Jesus abre a porta do Evangelho aos gentios, aos improváveis.
Às vezes, nós também demonstramos essa seletividade.
Quando a graça de Deus nos alcança, ela não leva em conta barreiras geográficas, ideológicas, políticas ou religiosas.
A graça de Deus está acessível a todos.
E Jesus foi exatamente àquele lugar para procurar aquela mulher, aquela ovelha perdida.
Ele inicia um diálogo com aquela mulher, causando surpresa até nela mesma.
Jesus começa esse diálogo e a surpreende profundamente, porque agora irá revelar-Se a ela.
Aquela mulher estava diante do Verbo que se fez carne, diante do Deus que tem poder para salvar e buscar a ovelha perdida.
Ela estava diante do Cristo que sonda mentes e corações.
Cristo Se revela como alguém capaz de identificar a necessidade real daquela mulher.
Cristo pode revelar nossas necessidades mais profundas.
Jesus foi direto ao cerne do problema.
Ele estava identificando a sede da alma.
Aparentemente, temos tantas necessidades a serem supridas, mas somente Jesus sabe exatamente aquilo que precisa ser preenchido em nossas vidas.
Só Cristo pode sondar verdadeiramente o nosso coração.
Jesus conhece a fome e a sede da nossa alma.
Diante daquela mulher estava alguém que a conhecia melhor do que ela mesma.
Agora, Jesus começa tanto a Se revelar àquela mulher quanto a revelar quem ela realmente era.


João 4:16-18

Jesus começa a falar da vida íntima daquela mulher.
Ele a confronta com o seu pecado.
Jesus passa a tratar da sua vida pessoal, dos fracassos e dos relacionamentos.
Nós precisamos reconhecer os nossos pecados.
Precisamos ser confrontados por Deus.
Quanta dificuldade temos em aceitar o confronto!
Jesus a levou a admitir seu pecado quando mandou que chamasse seu marido.
O confronto de Deus não gera condenação; antes, gera oportunidade de mudança.
Quando a graça nos encontra, recebemos uma oportunidade de mudança e arrependimento.
Quando somos confrontados por Jesus, pela Palavra ou por conselheiros espirituais, recebemos uma oportunidade de Deus para recalcular nossa rota.
Agora que sua vida havia sido revelada e seus pecados expostos, ela não encontrou condenação da parte de Cristo. Pelo contrário, encontrou uma oportunidade de arrependimento, conversão, mudança de atitude e mudança de direção.
Ela até tentou mudar o foco da conversa.
Mas Jesus reorienta a alma perdida e confusa.


João 4:21-23
Jesus fala a essa mulher sobre a obra regeneradora do Espírito Santo.
Ele fala da mesma verdade que apresentou a Nicodemos: a necessidade de um novo nascimento.
A obra do Espírito transforma pecadores em adoradores.
Adoradores que adoram ao Pai em espírito e em verdade.
Aquela mulher teve seu coração exposto e seus pecados revelados.
Jesus estava no encalço do seu coração.
Era necessário confrontá-la para então apresentar-lhe as Boas-Novas.
Sua sede jamais seria saciada por prazeres passageiros.
Jesus mostrou a realidade: qual era a verdadeira sede dela.
Permita que Jesus confronte seu pecado.
Quando a graça nos alcança, nosso coração é quebrantado.
Uma das verdadeiras marcas do avivamento é a convicção de pecado.
É a convicção de que precisamos de um Salvador.
Agora, aquela mulher estava pronta para receber seu Salvador.
Seu pecado precisava de perdão.
Sua vida necessitava de uma transformação.
Ela estava perdida e não sabia a quem adorar.
Vivia afundada em seus pecados, mas Jesus a encontrou.
Ele ressignificou sua história.
Quando ela creu que Jesus era, de fato, quem dizia ser, foi como se escamas caíssem de seus olhos.
A mulher que havia ido buscar água saiu saciada pelo Cristo, que é a Água Viva.
Ela teve uma experiência tão impactante que desejou contar aos seus vizinhos.


João 4:28-30
Como foi dito no início, os encontros de Jesus são marcantes.
Será que não é isso que Deus deseja de nós?
Nós, que fomos alcançados por essa graça, que nos resgatou do reino das trevas para o Reino do Filho, o Reino da luz, não deveríamos ter esse mesmo entusiasmo?
Aquela experiência fez com que a mulher voltasse à sua cidade e dissesse:
"Venham e vejam!"
Será que não é isso que Deus requer de cada um de nós, que tivemos um encontro com Jesus?
Que também tenhamos esse entusiasmo para estender essa graça aos perdidos.
O encontro da graça com aquela mulher improvável possibilitou outros encontros improváveis.
É interessante perceber que não foram os discípulos, que haviam ido à aldeia comprar comida, que trouxeram pessoas para ouvir o Mestre.
Foi aquela mulher pecadora, agora arrependida, que veio anunciar as Boas-Novas.
Quando a graça nos alcança, somos transformados, redefinimos nossas prioridades e nos tornamos testemunhas dessa graça.


João 4:39-42
Essa palavra é muito significativa porque não vem de religiosos. Ela vem de samaritanos, de pessoas improváveis.
Ela nasce de um encontro pessoal com Cristo.
Aquela mulher conectou cada um deles a Cristo, e Cristo pôde realizar Sua obra no coração daqueles samaritanos.
Não foram os discípulos que trouxeram os improváveis.
Foi uma mulher.
Uma samaritana que trouxe outros que também necessitavam de graça e salvação.


Pastor Ryan Sousa
IBPS

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Quando Deus arde o coração


Resenha do Culto da Noite de Domingo

31/05/2026

Quando Deus Arde o Coração

Êxodo 3:1-3

A história de Moisés é marcada por muitas reviravoltas.

Um bebê nascido de uma hebreia, em um momento em que ser hebreu não era algo favorável no Egito.

Temos aquele bebê sendo colocado no rio e, pela providência divina, sendo encontrado pela filha de Faraó.

Moisés é levado para o palácio e recebe os ensinamentos da alta corte.

Moisés está em uma posição de destaque em todo o Egito.

Mas, em uma atitude impensada, ou guiada pelas mãos do Eterno, Moisés comete um ato que faz com que ele tenha de sair como fugitivo do Egito.

Agora, seu título não vale mais nada.

Aquilo que lhe foi ensinado parece ter se perdido em meio ao deserto.

Tudo mudou.

Assim também são as nuances da nossa história.

A vida humana passa por muitas mudanças.

Mas, em um dia comum, quando Moisés acorda e vai pastorear o rebanho de seu sogro, Jetro, Deus se apresenta a esse homem.

Longe de tudo e de todos.

No meio do deserto, Deus se apresenta.

O texto nos diz que Moisés avista uma sarça ardente.

No deserto, uma sarça ardente não é algo incomum.

Mas aquela sarça não se consumia.

Algo extraordinário acontece ali.

O fogo está queimando, mas aquela sarça continua inteira.

Temos o assombro de Moisés, que vai em direção àquilo, movido pela curiosidade de ver algo incomum.

Naquele momento em que o extraordinário está diante dos olhos de Moisés, Deus se apresenta.

E Deus fala com aquele homem.

Deus não se esqueceu de você

Quantas vezes Moisés saiu para pastorear durante aqueles quarenta anos?

Dia após dia, Moisés vivia a mesma rotina.

Mas, em um determinado dia, algo extraordinário ocorre diante dos seus olhos.

Será que Deus havia se esquecido de Moisés durante todo esse tempo?

Será que Deus se esqueceu de você durante esse tempo de angústia e dor?

Não.

Por vezes, pode parecer que o Senhor está distante. Pode parecer que Ele não se interessa pelas nossas questões.

Muitas vezes, as aflições da nossa alma nos fazem pensar dessa forma.

Mas Deus não se esqueceu de você.

Muitas vezes, a falta de resposta de Deus pode ser o próprio Deus moldando você para aquilo que está por vir.

Deus não se esqueceu de Moisés.

O deserto foi a escola que forjou o coração desse homem.

Porque Deus tirou Moisés do Egito, mas, no deserto, Deus tirava o Egito de Moisés.

Muitas vezes, as dificuldades que enfrentamos são Deus expurgando aquilo que precisa ser removido para nos levar a viver os planos e projetos que Ele tem para nossa história.

Naquele dia, na agenda de Deus, estava o encontro com Moisés.

Deus não se esqueceu de Moisés.

Deus não se esqueceu de você.

Êxodo 3:4-6

Deus vem ao seu encontro

Deus chama Moisés pelo nome.

Deus conhece você pelo nome.

Deus conhece a sua história.

A história do universo continua nas mãos Daquele que detém toda autoridade.

Deus chama Moisés pelo nome porque, naquele dia, veio ao encontro dele.

É necessário que Deus se apresente para que o homem creia.

É necessário que Deus venha ao nosso encontro para que possamos ser transformados por Ele.

Naquele dia, a sarça ardia e Deus estava falando.

De repente, uma voz imponente chama Moisés e ordena:

"Tire as sandálias dos pés."

Deus se apresenta como o Todo-Poderoso do universo.

Diante da exigência de Deus para que Moisés tirasse as sandálias, ele cobre o rosto, porque teme.

O temor é diferente do medo.

O medo nos faz parar; o temor nos faz avançar em reverência.

O temor nos faz olhar para Deus como Ele é, e não como imaginamos que seja.

O temor me faz reconhecer que estou diante de uma Divindade, e não diante de qualquer um.

Eu devo adorá-Lo e ouvir a Sua voz.

Moisés teme ao Senhor.

Moisés está vivendo o que chamamos de teofania: a manifestação de Deus de forma perceptível ao homem.

Deus está ali e fala com Moisés.

Você estar aqui, neste lugar, estava na agenda de Deus.

Porque Ele conhece cada decisão da sua história e conduz as nossas vidas.

Se, nesta noite, o Senhor vier e te chamar, apresentando-Se a você como fez com Moisés, não endureça o seu coração.

Êxodo 3:10-12

Deus te comissiona para viver o extraordinário

Deus te comissiona para viver os Seus planos personalizados para a sua vida.

A vida de Moisés parecia já estar definida.

Mas é justamente nesse momento, quando pensamos que tudo terminou, que o Senhor aparece a Moisés, aos oitenta anos de idade, e o levanta como libertador do povo de Israel.

"Eu te chamo porque, através da sua vida, farei coisas extraordinárias na terra do Egito."

Através da liderança de Moisés, o Senhor realizou coisas extraordinárias.

Através da liderança de Moisés, o Senhor conduziu o povo para fora do Egito e o levou até as portas da Terra Prometida.

Assim como cada um de nós, Moisés era humano.

Ele questiona Deus quatro vezes diante desse chamado.

Muitas vezes, é assim que nós nos relacionamos com o Senhor.

O Senhor desperta as nossas vocações, fala aos nossos corações, e muitas vezes respondemos:

"Senhor, mas eu?"

Deus nos chama para viver o extraordinário.

Deus não chamou o crente para a inatividade.

Ele chamou para o movimento.

Chamou para vivermos os Seus planos.

É isso que Ele está fazendo na vida de Moisés.

Não é hora de parar.

É hora de continuar avançando.

A experiência da sua vida pode ser usada por Deus para ajudar aqueles que estão iniciando na fé.

Deus tem propósito para a sua vida.

Não fuja do chamado.

Êxodo 4:10-11

Aprenda uma coisa nesta noite: você não tem argumentos contra Deus.

Se você estiver nos propósitos de Deus, será você. Deus vai te usar. Deus vai te capacitar.

Porque Deus é especialista em pegar aqueles em quem ninguém acredita e transformá-los em grandes referências do Seu Reino.

Foi assim com Davi.

Foi assim com Paulo.

Foi assim com Moisés.

Foi assim com José.

Tem sido assim ao longo da história, porque o poder e a glória não estão no homem, mas no Deus que o comissiona.

O Deus que chama prepara as circunstâncias.

Um idoso no deserto se torna o maior libertador da história de Israel.

Deus vê o que você não vê.

Deus sabe o que você não sabe.

Deus tem o que você não tem.

A história está em Suas mãos.

Sonhe grande!

Porque não há impedimentos para o Deus em quem cremos.

Deus faz coisas extraordinárias quando temos uma fé extraordinária.

Sua fé precisa estar Naquele que pode mudar a sua história.

Deus não se esqueceu de você.

Deus vem ao seu encontro e te chama para viver os Seus propósitos.

Qual tem sido a sua posição?

O Deus que nós servimos nos levanta desse lugar de tristeza e amargura.

Ele tem uma vida nova para cada um de nós.

O que tem impedido você de tomar uma postura diante de Deus?

O que tem impedido você de viver o extraordinário de Deus quando Ele te chama?

Quais têm sido as barreiras da sua vida?

A vida neste mundo passa tão depressa!

O que apresentaremos diante do Senhor?

Seus bens ficarão.

As estruturas que você levantou se tornarão pó.

Mas as vidas, e o impacto que você gerou nelas como instrumento nas mãos de Deus, ecoará por toda a eternidade.

Qual tem sido a sua prioridade?

Pastor Gabriel Monteiro

IBPS

Família sob pressão


Resenha do Culto da Manhã de Domingo

31/05/2026

Famílias Sob Pressão

1 João 2:15-17

O texto diz: "Não ameis o mundo".

Existe um chamado importante para cada um de nós, porque, quando o nosso olhar está voltado para o mundo, temos a tendência de nos afastar daquilo que Deus diz a respeito dos princípios do Reino.

O mundo tenta descaracterizar aquilo que Deus chama de bênção.

Se fôssemos olhar para alguns anos atrás, a maior realização pessoal de alguém seria construir uma família. Mas, quando olhamos para o cenário atual, com tantos divórcios, percebemos que algo está incorreto.

O mundo, afetado pelo pecado, também afeta as famílias.

Lares desestruturados, brigas constantes, adultérios. Um homem e uma mulher que não entendem o papel que Deus lhes deu. Filhos que não são a alegria dos pais. Assim, vemos um mundo depravado, respirando problemas.

Talvez você venha de uma realidade assim. Mas não é porque você teve uma experiência pessoal ruim que aquilo que Deus chama de bênção deixou de ser.

As experiências pessoais podem ser mudadas e transformadas pela boa e poderosa mão do Eterno.

Você crê nisso?

Talvez hoje você viva uma realidade problemática, mas existe um Deus que pode restaurar e transformar a sua história.

As famílias estão sob pressão, porque, quando o inimigo enfraquece a família, ele enfraquece a igreja.

A família é a primeira instituição criada por Deus e, por isso, é alvo do inimigo.

A sociedade exibe um marketing gritante e caótico sobre a família. Tentam desconstruir aquilo que Deus criou e disse que é bom.

Se você acredita que família é isso, caiu em um marketing diabólico, porque isso não reflete a maioria. Isso reflete uma parcela afetada pelo pecado, que tem permitido que sua casa seja desestruturada.

Isso não reflete nem de longe a bênção que é um lar; a bênção que é construir algo sólido na presença de Deus.

Ninguém tem uma família perfeita, mas é totalmente possível ter uma família aos pés de Jesus!

O mundo chama o casamento de prisão; Deus chama de aliança.

O mundo chama a família de fim da alegria; Deus chama de fonte.

O mundo chama os filhos de peso; Deus chama de herança.

Através da família de Adão, Deus povoou a terra.

Através da família de Noé, Deus reconstruiu o mundo.

Através da família de Abraão, Deus abençoou as nações.

Através da família de Moisés, Deus trouxe libertação ao Seu povo.

Através da família de Josué, Deus trouxe posicionamento.

Através da família de José e Maria, Deus enviou o Salvador das nossas almas.

Família é propósito de Deus. Deus opera através das nossas famílias.

Família é um presente de Deus.

O mundo torna rivais aqueles a quem Deus tornou parceiros

Homem e mulher são diferentes.

O fato de você não se bastar é a razão pela qual Deus cria alguém igual em valor, mas diferente em atuação e função.

Deus percebe que Adão estava só. Então, Ele traz aquela que seria sua auxiliadora, seu espelho.

Malaquias 2:14

E vocês perguntam: "Por quê?"

E o Senhor responde através do Seu profeta:

"Porque vocês não foram fiéis à mulher da sua mocidade."

Vocês estão abandonando aquilo que é real e concreto em busca de uma ilusão que trará consequências eternas: a destruição de um lar e o sofrimento de uma família.

O mundo promete prosperidade, mas entrega destruição.

Temos visto homens tornando-se amantes do mundo. Homens que não têm honrado a mulher que está ao seu lado. Homens que não têm se posicionado como sacerdotes do lar, da sua casa.

Essa é a responsabilidade dada pelo Senhor a você.

Se você não tem trazido sua família para a igreja, dificilmente ela virá.

Deus te chama.

As famílias estão sob ataque, e você está sendo uma presa fácil.

Mas também nunca tivemos um tempo em que os corações das mulheres estivessem tão fechados para os propósitos da feminilidade no leito conjugal.

Efésios 5:22

Parece que a nossa geração lê a palavra "sujeição" e se arrepia.

O mundo diz:

"Seja dona de si. Faça o que dita o seu coração."

Se você é parte do Corpo de Cristo, Ele diz:

"O corpo é Meu e as regras são Minhas."

Você precisa aprender aquilo que Deus ensina, porque aquilo que Deus ensina não é ruim.

A submissão feminina fala de honra, cuidado e reconhecimento da autoridade daquele que está ao seu lado, provendo o sustento da família.

A Bíblia chama a mulher para ser feminina.

O mundo chama a mulher para ser mais um homem.

Nessa disputa, a mulher nunca vai ganhar.

Aquilo que Deus faz é bom. Há sinergia, sintonia, cuidado e bênção.

Ao homem que você escolheu para casar, Deus te chama a honrar, respeitar e cuidar.

Os filhos são a extensão do amor conjugal.

Vai chegar o momento em que os filhos sairão de casa. Então ficarão apenas você e seu marido.

Quando Deus chama as mulheres à submissão, Ele as chama ao cuidado, à honra e ao amor, e não à escravidão.

Você não é rival; você é parceira.

Você foi chamada para trazer ao lar algo que homem nenhum poderá trazer.

Não existe nada tão difícil que Deus não possa restaurar.

O mundo chama de permanente aquilo que Deus chama de passageiro

1 João 2:17

Famílias que não cedem à pressão deste mundo são famílias que vivem sob a vontade e o direcionamento de Deus.

É preciso construir prioridades.

O caminho é sempre o mesmo.

O inimigo muda as perspectivas e, assim, temos o enfraquecimento da família.

Somente quando estamos perto do Senhor valorizamos aquilo que é eterno.

Você tem ensinado sua família a amar a Deus ou a amar o mundo?

No final das contas, a escola que você pagou para seu filho, o futebol, o balé e a aula de música não trarão frutos eternos. Coloque prioridade na sua família.

Aquilo que o mundo chama de permanente, Deus chama de passageiro.

O mundo seguirá pressionando. Ele quer que você ceda.

A igreja é uma média das nossas famílias.

O inimigo quer destruir a nossa casa.

Quero te convocar a tratar com prioridade aquilo que precisa vir primeiro.

A tratar com valor aquilo que não se pode perder.

A tratar como inegociável aquilo que precisa ser inegociável.

Josué 24:15

Postura, prioridade e senso de responsabilidade.

Deus te chamou para se colocar firme diante Dele.

Não namore com o mundo.

O mundo passa, mas aquele que permanece no Senhor permanece para sempre.

Deus nos fez família.

Nós nos chamamos de irmãos porque nos reconhecemos como filhos do mesmo Pai.

Pastor Gabriel Monteiro

IBPS


quarta-feira, 27 de maio de 2026

Quando a Graça nos renasce.

 

Resenha do Culto de Quarta-feira – 27/05/2026

“Quando a Graça nos Renasce”

João 3:1-6

Estamos diante do primeiro encontro de Jesus relatado por João. Esse encontro nos revela lições preciosas.

Quem é Nicodemos? Quem é este homem que vem ao encontro de Jesus?

Nicodemos era uma autoridade, um religioso profundamente honrado, um professor da Lei, um mestre em Israel. Um homem que tinha estima e honra. Ao olhar para ele, via-se sabedoria, inteligência e conhecimento.

Naquele contexto, o Sinédrio era um tribunal religioso judaico. Poucos homens eram escolhidos para representar o povo diante do Sinédrio, e Nicodemos era um deles.

Um homem de posses, um homem de decisão. Um homem que tinha estima, reverência e talvez até o medo do povo.

A chegada de Jesus não foi fácil para os religiosos dos seus dias.

Jesus chega com compaixão e graça, com um toque de amor e um olhar de misericórdia. Jesus chega com uma postura diferente da que se esperava.

As obras de Jesus atestavam que havia algo de diferente no Filho do carpinteiro. Ele está operando milagres, expulsando demônios, fazendo com que paralíticos andem e cegos vejam.

As atenções saem dos mestres e o olhar se volta para Jesus.

Alguma coisa move o coração de Nicodemos. Algo faz com que ele se mova em direção a Jesus.

Por que a procura? Curiosidade? Investigação? Sede? Desejo de saber mais sobre Jesus?

Independentemente do que o levou ao encontro de Jesus, o que importa é que aquele homem esteve diante do Mestre.

Eu não sei o que moveu o seu coração a estar aqui nesta noite, mas o que importa é que você veio à presença de Deus.

Nicodemos vai ao encontro de Jesus.

O texto diz que Nicodemos vai à noite.

Por que à noite?

Será que Nicodemos não queria ser visto na presença de Jesus?

Será que Nicodemos tinha medo de sua posição ser questionada, caso tivesse um diálogo com o Filho do carpinteiro?

Ou será que Nicodemos apenas entendia que, para ter uma conversa mais demorada com Jesus, ele precisava estar fora dos horários de pico, quando as multidões o cercavam?

A Bíblia não esclarece, mas o fato é que Nicodemos busca Jesus em uma noite.

A sós com Deus, ele faz algumas perguntas.

Nicodemos é um mestre que exala conhecimento. Ele chega e diz:

“ Nós sabemos”.

Nicodemos não coloca algo pessoal.

“Nós”, quem?

O tom parece investigativo aqui.

“Nós sabemos que você é alguém que veio da parte de Deus.”

Nesse momento, temos este homem, autoridade em Israel, chegando diante de Jesus e atestando a Sua autoridade.

Para muitos, receber uma fala desse tipo, vinda de um homem como Nicodemos, seria algo maravilhoso.

Mas temos um grande espanto, porque a resposta de Jesus é completamente contrária ao que se esperaria de alguém que está grato por um reconhecimento.

Aqui tiramos lições importantes:

Em muitos momentos, Deus responderá o que precisamos ouvir, e não o que queremos ouvir.

Jesus disse:

João 3:3

Não foi isso que Nicodemos perguntou. Mas, de repente, o Deus encarnado fala palavras profundas que ensinam a alma.

Talvez Nicodemos esperasse um “muito obrigado”, mas Jesus não responde aquilo que o ego e o orgulho desejam ouvir, e sim aquilo de que Nicodemos precisava.

Quantas vezes colocamos diante de Deus desejos e sonhos do nosso coração!

Algumas vezes, a Palavra de Deus virá ao encontro do nosso coração, mas, em muitas outras, a resposta de Deus não será aquilo que desejamos ouvir, e sim aquilo de que nossa alma tem sede.

Porque o Senhor Jesus enxerga o que homem nenhum vê.

Jesus enxerga a sede do coração.

“Sem renascimento, ninguém entrará no Seu Reino.”

O renascimento é uma obra do Espírito Santo no coração do homem. O nascer de novo, o ser uma nova criatura, o recomeçar.

Tudo isso só será possível quando o Espírito Santo de Deus tocar no mais íntimo do coração do homem.

A partir daí, você vive uma nova história. Parece que a vida ganha uma outra conotação.

Eu, que vivi em busca de poder, dinheiro e conquistas, agora fui conquistado.

Esse é o nascer de novo.

Aquele que recebe o toque da Graça nunca mais é o mesmo, porque, quando Jesus lança a rede e nos puxa, tudo muda.

Não nos tornamos perfeitos da noite para o dia, mas algo mudou. A vida comunica essa transformação.

Jesus está falando para o mestre de Israel:

“Você veio me validar; você, que acha que é cheio de conhecimento sobre mim, não compreendeu que, neste exato momento, está fora do Reino dos céus.”

Imagine o choque de um homem conhecedor da doutrina!

A Palavra de Jesus toca na divisão da alma e do espírito, e é lá que Jesus toca em Nicodemos.

É necessário nascer de novo.

Aquele que não nasce não vê e não entra no Reino dos céus.

Você já nasceu de novo?

Você já teve essa experiência com o Espírito Santo de Deus?

A Graça não tem a ver com merecimento. Nunca foi pelo feito do homem; sempre foi pelo feito de Deus.

O que importa é você ouvir quando Deus fala.

O que eu acho não me transforma.

É preciso ouvir a voz de Deus, e Deus está a falar.

João 3:6-9

Deus expõe o coração para tratar a alma.

Quando ouvimos o que Deus nos fala, algo arde em nosso interior.

Nicodemos está com sua vida exposta diante dos olhos de Deus.

Jesus está falando:

“Ei, você precisa nascer de novo, porque você é carne.”

Jesus está expondo o coração de Nicodemos.

Quando Deus começa a operar em nosso coração para nos salvar, primeiro Ele expõe as nossas mazelas. Dói.

Vem diante dos olhos a podridão da carne, dos desejos, das más escolhas. A podridão de quem somos diante de Deus.

Diante dessa podridão humana, o Espírito toca e nos leva ao arrependimento.

Fé e arrependimento andam juntos.

É isso que o Senhor está fazendo em Nicodemos. Ele está expondo um coração que não recebeu o toque da Graça. Um coração que vive para satisfazer seu ego, orgulho e vaidades.

Aquele que não nasceu do Espírito não vive para a Glória de Deus.

O que te move em direção a Deus diz muito sobre onde está o seu coração.

Poucos nasceram do Espírito.

Existe uma evidência. Você pode afirmar que acredita em Deus, mas, se a sua vida não expõe esse novo nascimento, você se engana.

Existem pessoas dentro das igrejas que talvez nunca tenham nascido de novo e caminham para o inferno, porque não receberam o toque da Graça, não buscaram a Deus e não creram quando o Senhor lhes falava.

O novo nascimento de que Jesus fala — da água e do Espírito — tem sentido duplo.

O batismo do Espírito é o que recebemos quando cremos em Jesus, e o batismo em água é uma consequência dessa fé.

Jesus está falando com Nicodemos:

“Você precisa nascer de novo.”

Sem isso, não verá o Reino de Deus.

Você não consegue sequer imaginá-lo!

Você não poderá entrar nele.

Você não poderá experimentar o que é a presença de Deus.

Você já nasceu de novo?

João 3:12-15

De repente, Jesus traz uma fala que deixaria aquele homem ainda mais perplexo.

Um homem que achava que, por descendência natural, já estava no Reino.

Essa era a consciência judaica.

O judeu entendia que, por nascer como filho de Abraão, já era povo da promessa.

De repente, Jesus vem com uma fala diferente:

“Você pode ser o que for, mas, se não nascer de novo, não entrará no meu Reino.”

Nicodemos era alguém que dominava as Escrituras, mas estava diante de Deus e não conhecia quem Deus era.

Quantas vezes estamos diante do Eterno, temos a oportunidade de ver, sentir e ouvir, mas não reconhecemos.

Como Jesus aproveita as oportunidades para nos revelar verdades eternas!

Jesus está dizendo não aquilo que Nicodemos esperava, mas aquilo de que ele precisava.

O poder da salvação está Naquele que é o Dono da Igreja.

O poder da salvação está Naquele que deu a Sua Palavra escrita para que nós pudéssemos conhecê-Lo e, assim, crer no Deus Todo-Poderoso.

A salvação, do início ao fim, está em uma Pessoa. E essa Pessoa é Jesus Cristo.

Quando a Graça nos alcança, tudo muda.

João 7:45-52

Nicodemos está, pelo menos, confuso.

Em muitos momentos, Deus toca seu coração, e você gradualmente vai abandonando as antigas estruturas.

Nem sempre é de uma vez, mas é um abandono.

O importante é que esse abandono continue.

João 19:39-40

Após a crucificação de Jesus, fico imaginando as palavras de Jesus a Nicodemos batendo em sua mente:

“Assim como Moisés levantou, o Filho do Homem será levantado.”

Então José de Arimateia e Nicodemos embalsamam Jesus, derramam óleos perfumados, cobrem o corpo de Jesus, levam-no para uma sepultura que era de José de Arimateia e ali o sepultam.

Nesse momento, Nicodemos deixa para trás a posição que poderia perder.

Alguns escritos dizem que Nicodemos morreu por acreditar em Jesus.

Quando a Graça nos alcança, tudo muda.

Aquele que diz que foi alcançado por Jesus e continua o mesmo não sabe o que é ter o toque da Graça.

Aquele homem, naquela noite, chega como um investigador, mas não sabia que sairia, muito em breve, como cidadão do Reino dos céus.

Eu não sei como você chegou aqui nesta noite.

Eu não sei quais são os dilemas da sua alma.

Mas eu sei de uma coisa:

O mesmo Jesus que transformou, com um toque de Graça, a história de Nicodemos é o Jesus que continua transformando histórias aqui e agora.

Quando o Senhor Jesus falar, creia em Seu Nome. Creia sem reservas, porque só aquele que crê verá o Reino dos céus.

Quando a Graça nos renasce, é necessário nascer de novo.

Pastor Gabriel Monteiro – IBPS

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Família edificada por Deus

Resenha do Culto da Noite de Domingo

24/05/2026

“Família edificada por Deus”

2 Reis 4:25-28

Família edificada em Cristo.

Penso que esse é um sonho que a maior parte das pessoas cultiva desde a infância: ter uma família saudável, onde possamos compartilhar nossas alegrias e caminhar juntos ao longo da vida.

O texto que acabamos de ler está dentro de um contexto. Havia uma mulher sunamita nos tempos do profeta Eliseu, cerca de 600 anos antes de Jesus. A Bíblia relata a história dessa mulher: uma mulher que tinha sonhos, mas havia sepultado os seus sonhos.

Um dia, ela viu o profeta Eliseu caminhando com o seu ajudante Geazi, um jovem que Eliseu estava mentoreando. Então, ela disse ao seu marido:

“Esse homem é um santo homem de Deus. Vamos fazer um quartinho para o profeta, para que, quando ele estiver passando por aqui, possa repousar?”

Essa mulher era hospitaleira. Assim, fizeram um quarto para o profeta, e Eliseu foi pousar naquela casa.

Percebendo o quanto aquela mulher era bondosa com eles, Eliseu pediu que Geazi a chamasse. Então, Eliseu lhe perguntou:

“Há alguma coisa que eu possa fazer por você? Alguma necessidade pela qual eu possa interceder?”

2 Reis 4:13

Ou seja: “Comigo está tudo bem. Eu vivo junto ao meu povo, e isso me basta.”

Então, ela se retira, e Eliseu pergunta para Geazi:

“Você percebeu alguma falta nela?”

2 Reis 4:14

Naquele contexto, o povo vivia da terra, da agricultura e do pastoreio. Então, não ter filhos era algo muito complicado.

Mas ela não pediu nada ao profeta, porque havia enterrado esse sonho.

Muitas vezes, enterramos sonhos. Sonhos de uma família saudável, de relacionamentos restaurados. Há vários sonhos que cultivamos em nosso coração desde a infância, mas, com o passar do tempo, acabamos enterrando-os.

No caso dessa mulher, ela enterrou esse sonho.

Observando o texto, ela diz ao profeta:

“Não me dê falsas esperanças.”

Eliseu manda chamá-la e diz que, no próximo ano, ela estaria com um filho nos braços. E essa mulher responde:

“Homem de Deus, não minta para mim.”

Fico imaginando por quantos anos essa mulher cultivou falsas esperanças.

Às vezes, ao longo da vida, vamos enterrando sonhos porque muitas vezes as pessoas roubam os nossos sonhos. E, quando não conseguimos alcançá-los, vamos perdendo as esperanças.

Mas Deus realiza sonhos esquecidos.

2 Reis 4:14-17

Essa mulher era temente a Deus, bondosa, hospitaleira e resignada. Era estéril, e seu marido já era idoso. Mas o profeta orou, e Deus realizou os sonhos daquela mulher — sonhos impossíveis, humanamente falando.

Quais sonhos permeiam o seu coração?

Deus é um Deus que realiza sonhos. Sonhe, sonhe grande, consagre sua vida a Deus, e você verá Deus abrindo portas que jamais imaginou.

Deus é um Deus que realiza sonhos. Não enterre os seus sonhos.

Deus traz de volta a vida onde a morte chegou.

Aquela mulher teve a criança. O menino cresceu e se tornou um adolescente.

Um dia, esse adolescente foi ao campo com seu pai. Enquanto caminhava, sentiu uma forte dor de cabeça. O pai pediu que um servo levasse o menino até a mãe, e o servo o levou.

A mãe o recebeu, colocou-o em seu colo, e, ao meio-dia, o menino morreu.

Então, aquela mulher pega o filho adolescente e o leva para o quarto do profeta. Ela o coloca sobre a cama em que o profeta dormia e fecha a porta do quarto.

Depois, ela vai ao encontro do profeta.

Quando o marido chega, ela pede que prepare um transporte, pois iria ao encontro do profeta. E o marido nem pergunta pelo filho. Apenas quer saber por que ela iria ao encontro do profeta, visto que não era dia de culto.

Aquele homem não percebe a situação. Ele é insensível.

A bênção prometida pode morrer. Sonhos realizados precisam ser regados. Precisam ser cuidados.

Quantos casamentos estão morrendo porque não foram regados?

Família saudável é um sonho.

Você tem orado por sua família?

Lembre-se de uma coisa: a adversidade não visita apenas a casa do ímpio. Ela visita também a casa do justo.

Uma adversidade visitou a casa daquela mulher. Mas agora ela não enterra seus sonhos novamente. Ela vai ao encontro do profeta.

Quando o profeta envia Geazi, ele faz três perguntas:

“Vai tudo bem com você? Vai tudo bem com seu marido? Vai tudo bem com seu filho?”

A adversidade visita a casa do justo.

Mas essa mulher nos ensina muito, porque ela não enterrou o sonho novamente. Ela responde:

“Está tudo bem.”

Mas não estava tudo bem. Sua alma estava em amargura.

Ela diz ao profeta:

“Eu não te disse que não me desse falsas esperanças?”

Deus não é Deus de falsas esperanças. Deus vê o futuro. Deus vê um tempo que nós não vemos.

O marido terceirizou o cuidado do filho.

Não terceirize o cuidado dos seus filhos. Você precisa estar presente na vida deles.

Cuidado com filhos não se terceiriza.

Filhos são herança do Senhor. São presentes de Deus. São bênçãos para a sua vida.

Por outro lado, quantos relacionamentos conjugais não vão bem! Mas também não oram para que Deus venha suscitar vida novamente.

Deus pode reacender a chama do amor no seu coração. Deus pode restaurar esse sonho que morreu. E você pode amar muito mais do que amava antes.

Quantos filhos estão desviados, enfermos da alma, e os pais agem como se estivesse tudo bem!

Mas Deus pode restaurar o desviado.

A parábola do filho pródigo é um exemplo clássico. O pródigo saiu, rejeitou o pai e desperdiçou sua herança. Mas, quando perdeu tudo, voltou para casa.

E, quando voltou, seu pai estava esperando na janela.

O pai fez uma festa porque o filho voltou para casa.

É assim que Deus faz.

Não enterre os seus sonhos. Entregue-os nas mãos de Deus.

Quais são os seus sonhos?

Deus ressuscita sonhos.

Há momentos em que precisamos ir aos pés do Senhor e pedir que Deus nos abençoe, que Deus ressuscite aquilo que precisa ser restaurado.

Você tem orado? Tem se colocado aos pés do Senhor?

Não desista dos seus sonhos, do seu cônjuge, dos seus filhos, do seu lar.

A gente não desiste de filho.

Filhos são herança do Senhor. Presentes de Deus.

Deus pode ressuscitar os seus sonhos.

Quais sonhos estão no seu coração? Quais sonhos você enterrou?

Marcos 9:23

“Tudo é possível ao que crê.”

Você crê nisso?

Não enterre os seus sonhos. Lembre-se: Deus ressuscita sonhos.

Deus não é Deus de falsas esperanças.

O Deus que ressuscitou o filho da sunamita pode ressuscitar os sonhos que colocou no seu coração.

Quais são os sonhos do seu coração?

Deus tem um tempo certo para realizar os sonhos que colocou em nosso coração.

O Senhor Jesus pode curar, libertar e trazer de volta aquilo que morreu na sua vida e no seu coração.

Quais são os seus sonhos?

Deus ressuscita sonhos.

Deus realiza sonhos.

Quais são os sonhos que estão no seu coração?

Pastor Nélio Monteiro

Igreja Batista Parque Safira

domingo, 24 de maio de 2026

" Laços de Amor."


Resenha do Culto da Manhã de Domingo

24/05/2026

“Laços de Amor”

1 João 4:19-21

João nos lembra que ninguém nos ama mais do que Deus.

Ninguém nos ama como Deus.

O amor de Deus é algo incompreensível.

João nos lembra que Ele nos deu esse mandamento.

Não é uma exortação, não é um encorajamento. É um mandamento.

É importante orarmos pela unidade.

A unidade ocorre quando amamos uns aos outros.

Deus nos amou primeiro.

E nos amou de tal forma que Ele se despiu do Seu poder e do Seu senhorio.

Ele, que é Deus com Deus, desce até nós e vem viver à semelhança de um homem, obedecer e sofrer.

E o fez por amor a cada um de nós.

Esses são os laços que nos unem: o amor de Deus!

Nós somos diferentes. Somos exortados a ter um só pensamento, a promover a unidade na adversidade.

E isso só é possível baseado no amor manifesto de Deus.

O argumento de João é que nós somos salvos por Deus e que Ele foi quem tomou a iniciativa.

Foi iniciativa soberana de Deus vir ao nosso encontro e pagar um alto preço para nos resgatar, nos dar vida e nos unir nesses laços de amor.

Por meio Dele vivemos.

Não é o ofensor que vai ao encontro do ofendido.

Aqui é o ofendido que vai ao encontro do ofensor.

Há uma diferença muito grande aqui.

Não fomos nós que O amamos primeiro. Foi Ele quem nos amou primeiro.

Não fomos nós que tomamos a iniciativa; foi Ele.

Toda iniciativa é Dele.

É o Espírito que nos convence do pecado, da justiça e do juízo.

É o Espírito que nos sela para que possamos viver uma vida de santidade.

Deus nos amou de tal maneira que enviou o Seu Filho para morrer em nosso lugar.

Deus é amor.

1 João 4:8

O amor é um atributo inegociável de Deus.

A origem do amor é Deus.

Quando nós amamos, estamos refletindo Deus.

1 João 4:19

Outro atributo inegociável de Deus é a justiça.

Como entender esses dois atributos?

Porque a justiça de Deus clama que o preço do pecado é a morte.

Mas Deus nos ama tanto que Se propôs, na pessoa de Seu Filho, a morrer em nosso lugar.

Ele é Deus!

A ira de Deus cai sobre o Substituto.

Isaías 53:5-6

Isso é propiciação.

É quando o amor de Deus supera a justiça.

É quando o amor de Deus é manifesto através da justiça de Deus.

1 João 4:11

Eu devo amar o meu irmão, mesmo sabendo dos seus defeitos?

O princípio do amor é um só.

O amor ao próximo advém do fato de Deus ter nos amado de tal maneira.

Se Deus nos amou dessa forma, devemos amar uns aos outros.

O amor a Deus nos leva a amar o próximo.

1 João 4:7

O contrário também é real.

Quando alguém odeia seu próximo, é porque não conhece a Deus.

Porque, se realmente conhecesse a Deus, sua atitude seria diferente.

Seria de compaixão e graça, como Deus tem conosco.

Porque Ele teve compaixão, estendeu Sua mão graciosa sobre mim.

O princípio é um só: quanto mais amamos, menos defeitos vemos.

Por isso nós precisamos amar uns aos outros.

Esse é o amor de Deus, que sabe dos nossos defeitos, mas veio ao nosso encontro em um ato de amor profundo.

1 João 4:19-20

Se eu não consigo amar nem meu irmão, que vejo, como vou amar a Deus, que não vejo?

É que Deus Se manifesta na vida do meu irmão.

Jesus nos amou tanto que, apesar de sermos mendigos espirituais, Ele nos acolheu.

Como igreja, nós temos um princípio importante: vivenciar o Evangelho de fato.

Quem vivencia o Evangelho olha para seu semelhante com compaixão e graça.

A missão da igreja não está limitada às quatro paredes.

É sair pelo mundo perdido, levando o pão da vida a quem está carente.

Se nós amarmos, Deus está em nós.

Quando eu amo meu próximo e sinto por ele compaixão e graça, a presença de Deus está sendo manifesta na minha vida para com o meu próximo.

João 17:11

Por isso João nos escreve conclamando-nos a orar pela unidade.

Aqui ele está falando de regeneração.

Regenerar é nascer de novo.

É isso que Deus fez em nós.

Porque Deus é bom.

Regenerar é trocar o que estava morto pelo vivo.

Foi isso que Deus fez em nós.

Nós estávamos mortos em nossos delitos e pecados.

1 João 4:19

Amamos porque Deus nos amou primeiro.

Uma igreja que ama faz missões.

Quem ama é nascido de Deus e conhece a Deus.

Ele nos amou enviando Seu Filho como nosso Salvador.

1 João 4:14-15

É impossível alguém que é cheio do Espírito de Deus se contentar em manter essa alegria apenas em seu coração.

A gente não consegue reter essa alegria.

A gente precisa contar para todo mundo.

Ninguém nos amou e jamais nos amará como Deus nos ama.

Não podemos guardar isso só para nós.

Mateus 22:36-40

O segundo mandamento é semelhante ao primeiro.

Deus nos amou primeiro.

Por isso você deve amar o outro à semelhança de como Deus ama você, mesmo com seus defeitos.

O amor de Deus é tão grande que Ele não vê os defeitos acima das qualidades.

Que possamos contagiar outros com esse amor perfeito de Deus para conosco, amando uns aos outros, cuidando uns dos outros e orando pela unidade da igreja.

É essa unidade da igreja, essa manifestação do poder de Deus, que tem nos feito progredir e avançar para a glória de Deus.

Pastor Nélio Monteiro

Igreja Batista Parque 

Vida que supera a morte

Resenha do Culto da Noite de Domingo 07/06/2026 Vida que Supera a Morte Lucas 8:4-8 Jesus contava histórias ilustrativas com o propósito de ...