quarta-feira, 17 de junho de 2026

Quando a graça nos levanta


Resenha do Culto de Quarta-feira

17/06/2026

Quando a Graça nos Levanta

João 5:1-5

Estamos diante de mais um encontro de Jesus. Mais um toque da graça que transforma histórias.

Deus é o maior especialista em transformar histórias.

A Bíblia nos apresenta um paralítico. Ela não nos diz se o problema era de nascença, mas ele estava sem andar havia trinta e oito anos.

Sabemos que não existiam remédios nem tratamentos que pudessem restaurar a dignidade daquele homem.

No entanto, havia uma lenda local de que existia um tanque próximo ao Portão das Ovelhas. Era o local por onde os animais entravam para os rituais de sacrifício.

Ali ficavam pessoas com suas enfermidades: coxos, paralíticos e cegos. Pessoas que eram vistas de forma inferior pelos homens.

Aquele lugar de misericórdia, chamado Betesda, também era um lugar de esperança.

A lenda local dizia que um anjo descia do céu e movimentava aquelas águas.

Aquele homem esperava um milagre, uma transformação.

O que a Bíblia nos diz é que ele estava havia trinta e oito anos assentado à beira do tanque, esperando um milagre.

Então, temos algo que muda a sua história. Temos um encontro gracioso.

Aquele homem está ali aguardando a sua vez, aguardando a sua bênção.

Assim como aquele homem, muitos estão tão próximos das bênçãos, mas tão longe Daquele que abençoa.

São anos de expectativa!

Essa é uma triste realidade dos nossos dias. Não apenas uma realidade pontual daquele homem, mas do nosso tempo.

As bênçãos de Deus são maravilhosas. Mas, muito melhor do que elas, é o Deus que abençoa.

O Deus que as provê é maior do que todas elas.

Estar n'Ele é a maior bênção de todas.

João 5:6-7

Quando Deus traz a solução, não coloque barreiras.

Muitos agem dessa forma. Estão na expectativa do direcionamento de Deus, mas colocam obstáculos.

Se Deus se apresenta trazendo a solução, que a sua resposta seja:

"Sim, Senhor, eu quero."

O Deus que se apresenta para mudar a nossa história é o mesmo Deus que completa a Sua obra.

Ele abre as portas. Ele prepara o caminho. Ele apresenta as pessoas. Ele nos dá graça diante dos olhos dos homens.

Ele é o Senhor da história. Ele é Deus.

Jesus está diante daquele paralítico.

Jesus sabia que aquele homem estava assim havia muito tempo, o que evidencia a soberania de Deus.

Jesus não estava conhecendo aquele paralítico naquele momento. Jesus sempre o conheceu. Jesus o criou. Jesus sabia quem ele era. Podia chamá-lo pelo nome.

É dessa forma que Jesus se apresenta a nós.

Mas, diferente daquele paralítico, que até aquele momento não sabia quem Jesus era, você sabe.

A atitude que deve arder em nosso coração precisa ser diferente: não devemos colocar barreiras nem focar nas dificuldades, mas saber que o Deus a quem servimos pode levar-nos às águas da cura.

Quando Deus fala, confie.

Lembra-se de Abraão?

Deus diz:

"Sai da tua terra e da tua parentela e vai para o lugar que Eu vou te mostrar."

O que Abraão tinha?

Ele não sabia como era a terra nem o que havia lá. Mas Deus abençoou aquele homem porque ele se moveu com fé.

Aquele homem creu.

Aquele homem acreditou que Deus proveria.

Porque ele conhecia o Deus a quem servia.

Quando conhecemos o Deus a quem servimos, podemos acreditar e avançar.

Não precisamos nos colocar numa posição de vitimismo.

Deus pode fazer. Creia e avance.

Aquele homem não conhece Jesus.

Ele vê apenas um homem que se apresenta diante dos seus olhos e faz uma pergunta aparentemente óbvia:

"Você quer ser curado?"

Talvez a desesperança já tivesse chegado ao seu coração:

"Eu até quero, mas não consigo chegar ao tanque. Sou paralítico. Tenho que me arrastar. Quando chego lá, outro já entrou na água."

Queridos, quando Deus se coloca a nosso favor, não coloque barreiras. Acredite, porque Ele fará o que nós não podemos fazer.

João 5:8-9

Deus restaura a nossa dignidade

Havia trinta e oito anos aquele homem estava paralisado.

Durante todo esse tempo, recebeu olhares que o faziam sentir-se inferior.

Um homem que não recebia um olhar de amor havia muito tempo.

Um homem que precisava se arrastar na tentativa de entrar no tanque.

E agora esse homem é colocado de pé.

O toque da graça nos levanta.

"Levanta-te, pega o teu leito e anda."

Jesus olha para aquele homem com um olhar de graça.

"Levanta! A graça chegou."

Cada um de nós carrega histórias diferentes e vive realidades diferentes.

Cada um de nós teve uma história antes do encontro com Cristo.

Rastejamos pelas vielas deste mundo em busca de prazeres, em busca de algo que fizesse sentido e direcionasse a vida.

Estávamos afundados no pecado, vivendo como filhos das trevas, achando-nos grandes. Mas estávamos enganados, rastejando na lama de um mundo mau.

Mas, em Sua infinita graça e misericórdia, Deus se apresentou a nós.

A história desse homem não é tão diferente da nossa.

Porque um dia nós estávamos paralisados espiritualmente ou até mesmo decadentes, em uma espiral de pecados, trevas e afastamento de Deus.

Mas um dia Deus olhou para nós. Aleluia!

Com Sua mão forte, Ele nos tirou do lamaçal do pecado, lavou-nos com Seu sangue purificador e nos chamou de Seus filhos.

Mediante a fé, somos feitos filhos de Deus.

Você não precisou se arrastar nem pular no tanque, porque Deus derramou em seu coração as águas que jorram para a vida eterna.

Jesus se apresenta diante daquele homem marginalizado e começa a mudar a sua história.

João 5:10-18

Deus não segue as nossas agendas

No Antigo Testamento, vemos Deus instituindo leis ao povo de Israel.

Uma delas era que, assim como Deus descansou no sétimo dia da criação, todo homem deveria descansar e cultuar ao Senhor.

Mas, ao longo dos séculos, religiosos daqueles dias começaram a criar novos regulamentos a partir da Lei principal.

Alguns deles eram relacionados ao sábado.

Assim surgiram diversos desdobramentos daquilo que Deus havia instituído.

Então, de forma proposital, Jesus decide curar aquele homem no sábado.

Ao verem o bem que Jesus fez, aqueles religiosos entram em crise.

Naquele momento, estavam cegos para a obra que Jesus acabara de realizar. Estavam preocupados em cumprir regras baseadas em interpretações pessoais.

Isso também existe em nossos dias.

E, se você não cumprir determinadas exigências humanas, poderá ser olhado com repulsa.

Mas, nesse momento, Jesus está ensinando um princípio a eles e a cada um de nós:

Deus não segue as agendas humanas.

Se algo está na agenda de Deus, Ele completará a boa obra.

A história não é escrita por aquilo que achamos.

As respostas não vêm quando queremos.

Precisamos quebrar o orgulho, a vaidade e o ego do coração humano, que pensa ser o centro de todas as coisas.

Querido, Deus é o centro.

Ele há de julgar e fazer todas as coisas conforme a Sua santa vontade.

Precisamos crer que a vontade de Deus sempre será a melhor.

Deus nunca erra. Ele nunca chega atrasado. Ele sabe o momento certo de fazer aquilo de que precisamos.

Deus não está demorando.

Clamamos pelo mover das águas, mas precisamos ter uma confiança inabalável Naquele que pode transformar a nossa vida e, com um toque de graça, fazer-nos levantar para viver os Seus santos e retos propósitos.

Chegou o tempo daquele paralítico, e Deus foi glorificado através daquela transformação.

Aquele homem permaneceu tanto tempo naquela condição para que, um dia, a graça de Deus o alcançasse, ele fosse liberto e, quem sabe — a Bíblia não nos conta — pudesse até mesmo ter se juntado àqueles que creram no Senhor.

Deus sempre fará o melhor para aquele que crê.

Muitas vezes você não entenderá o tempo de Deus.

Mas é justamente nesse momento que precisamos permanecer inabaláveis.

Creia! Creia! E avance!

Pastor Gabriel Monteiro

IBPS


segunda-feira, 15 de junho de 2026

O Bom Pastor


Resenha do Culto da Noite de Domingo – 14/06/2026

O Bom Pastor

João 10:11-18

Sempre que pensamos nesse tema, vêm à mente as vivências de Davi.
Davi, no Salmo 23, inicia dizendo:
"O Senhor é o meu Pastor e de nada terei falta."
Era um homem que teve a experiência de pastorear, de fato, um rebanho de ovelhas. E, no cuidado com as ovelhas, entendeu por que o Deus Vivo olha para o Seu povo como um rebanho.
Não basta conhecer o Salmo se você não conhecer o Pastor, se Ele não for o seu Pastor.
Jesus afirma:
"Eu sou o Bom Pastor."
Por que Ele acrescenta "Bom" aqui?
Porque, de fato, existem maus pastores, ladrões, mercenários e salteadores.
O Bom Pastor é Aquele que dá a vida por Suas ovelhas.
Quando o Senhor Jesus faz essa declaração, naquele contexto era comum o pastoreio de ovelhas. Ele sabia o valor de uma ovelha e os cuidados que deveria ter com ela devido à sua fragilidade.
Eles sabiam que precisavam conduzi-la bem, porque ela não tem senso de direção. Portanto, a ovelha precisa do cuidado e da direção de um pastor.
O Bom Pastor veio em busca das ovelhas perdidas.
Chama-me a atenção a parábola da ovelha que se perdeu. É interessante que o pastor deixa as noventa e nove no aprisco e vai em busca da que está perdida. Ele sabe o risco que ela está correndo, porque a ovelha tem um predador voraz.
O pior de todos é o lobo. Ele está sempre à espreita. E qualquer ovelha que sai do rebanho, ele observa para devorá-la.
Por isso, Jesus é o Bom Pastor que cuida das Suas ovelhas.
Deus sempre condenou os líderes espirituais e os líderes políticos de Israel que deveriam conduzir o povo como um rebanho.
Ezequiel 34:23-24
Reis se levantaram depois de Davi, e esses reis desviaram o povo da comunhão com o Deus Vivo. Eles levaram o povo à idolatria, com a permissão de falsos profetas.
Para permanecerem bem diante dessas autoridades, deixavam-se corromper. Em vez de confrontarem esses reis em seu mundanismo, participavam do ato de desviar o povo de uma vida de santidade diante de Deus.
Isso trouxe muito sofrimento ao povo de Israel, a ponto de Deus levá-los ao exílio por setenta anos.
Os reis que deveriam conduzir o povo à adoração a Deus se desviaram. Os profetas que deveriam confrontar os reis não o fizeram; participaram da corrupção. A maioria havia se corrompido.
Ao longo das eras e dos séculos, a história não mudou.
Há muitos mercenários, ladrões e falsos pastores que, em vez de levar as ovelhas para o aprisco do Senhor, as tiram dele e as levam para o mundo.
Há dois apriscos espirituais.
Existe o aprisco que é o Reino de Deus. Naturalmente, o Reino de Deus não é visível; ele é espiritual. É o aprisco dos santos, daqueles que querem deixar o mundo com toda a sua perversidade e serem resgatados.
Jesus veio com essa missão, porque a humanidade estava perdida.
Quando Jesus chegou, a situação do povo era como a de ovelhas que não têm pastor.
As ovelhas de Israel estavam dispersas porque lhes faltavam pastores de verdade, homens comprometidos com Deus e com a Sua Palavra.
Não havia compromisso com Deus. Havia apenas religiosidade e cerimoniais vazios.
Isso fazia com que a consciência daqueles que queriam permanecer em uma vida de pecado fosse cauterizada.
Assim, o povo vivia sem direção, em sua vida de pecado, sem compromisso com Deus.
Então Deus envia Jesus, o descendente de Davi, o Messias Prometido.
Ele veio e trouxe o aprisco celestial, o Reino de Deus. E nesse aprisco encontramos paz, segurança e alimento para a nossa alma.
Mas Jesus tinha uma preocupação:
"Quando Eu lhes deixar, virão lobos vorazes."
Eles tirarão ovelhas do aprisco santo e as levarão de volta para o aprisco do lobo, o aprisco do diabo.
O mundo, com seus prazeres e ilusões, com suas inclinações para o mal e sua rebelião.
Há dois apriscos. Ou você está em um, ou estará no outro.
O Senhor Jesus alertou que o lobo ataca e espalha o rebanho.
Jesus diz:
"O mercenário, que não é pastor, abandona as ovelhas."
Quantos não estão preocupados com a situação espiritual do rebanho!
Quantos estão dizendo apenas o que as pessoas querem ouvir!
E esses levam multidões que querem viver uma vida de pecado. Querem algo que cale sua consciência para que possam permanecer em sua depravação, mesmo sabendo o que a Palavra de Deus condena.
Mas o mercenário vem e contradiz o que Deus diz.
Pior ainda: aqueles que o seguem deixam de ouvir a voz do Bom Pastor, a voz de Jesus.
Deixam de ouvir o que está nas Escrituras Sagradas, a voz do Bom Pastor que fala à consciência, que fala por meio do Seu Espírito e dos verdadeiros profetas.
Os falsos profetas arrastam multidões, multidões que querem voltar para o mundo, que querem viver as depravações do mundo.
É como se tudo o que Deus disse tivesse perdido a validade.
Mas o Bom Pastor conhece as Suas ovelhas.
A ovelha do Bom Pastor conhece a Sua voz. Discernindo a voz de Jesus da voz do mundo, ela segue Jesus.
Aquele que realmente ama a Cristo segue a Cristo e busca uma vida de santidade.
Porque Deus é Santo, e a Palavra de Deus nos instrui a uma vida de santidade.
Há dois apriscos.
Deus é o Bom Pastor de Israel.
O aprisco do lobo é o mundo.
O falso profeta é aquele que busca a ovelha no aprisco santo e a leva de volta para o aprisco do mundo, de forma perversa e sutil.
O Bom Pastor diz o que Deus diz, nada mais e nada menos.
O falso pastor é aquele que apresenta sua própria interpretação.
A Palavra de Deus não tem dupla interpretação.
A porta é estreita, e Deus não vai alargá-la.
Jesus falou que a maioria vai para o inferno.
Essa é a verdade.
Deus não mudou. A Palavra de Deus não muda.
Cuidado com os lobos vorazes.
Mateus 7:15-16
Olhe para a mensagem. Olhe para a vida.
Cuidado com os infiltrados, que são predadores de almas.
Judas 1:11-13
O que Judas está dizendo?
Vejo três exemplos de falsos líderes.
O primeiro é Caim, que achou que poderia adorar a Deus do seu próprio jeito. Quando Deus olhou para o coração de Caim, viu perversidade.
Balaão havia sido um verdadeiro profeta. Deus falava com Balaão, mas ele se deixou corromper por um rei.
O rei tentou suborná-lo. Balaão foi a Deus querendo amaldiçoar o povo, mas Deus disse não.
E Deus transformou sua intenção em bênção.
Até que chegou o momento em que Balaão deu um conselho ao rei:
"Leve as mulheres sensuais para se prostituírem com o povo de Israel, e Deus Se afastará da nação."
Essa tem sido a estratégia de Satanás.
Ele traz o pecado para o meio do povo de Deus.
Os lobos vorazes fazem isso. Infiltram-se no meio do povo de Deus e levam o povo a se envolver com a depravação, afastando-o da graça divina.
O fruto dessas pessoas é amargo.
Prometem o céu enquanto caminham para o inferno.
Mas Cristo, o verdadeiro Pastor, é Aquele que nos guia às águas tranquilas.
É Aquele que traz refrigério para nossa alma.
É Aquele que nos conduz pelo caminho certo para mostrar quão grande Deus é.
A voz que devemos ouvir neste mundo é a de Cristo.
Que voz você tem ouvido?
O Bom Pastor dá a vida por Suas ovelhas.
João 10:15
Cristo deu a vida dEle para resgatar a sua.
Cristo deixou a glória do Céu, veio como homem, humilhou-Se e foi humilhado para levá-lo de volta ao aprisco e dar-lhe a vida eterna.
Em todo o Antigo Testamento, a Palavra de Deus aponta Deus como Pastor de Israel.
E toda a Nova Aliança aponta Cristo como Pastor da Igreja.
O maior privilégio que podemos ter é olhar para o Senhor e dizer:
"O Senhor é o meu Pastor."
Pedro diz que Deus não nos comprou com prata, ouro ou coisa semelhante, mas com o precioso sangue de Cristo.
Esse é o preço que Jesus pagou para resgatar a sua alma.
Jesus veio e me resgatou. Eu era a ovelha perdida.
Se você está perdido, saiba: Jesus veio para resgatá-lo.
Jesus é Aquele que cura as feridas da sua alma.
Somente Ele cura.
Ele me salvou da condenação eterna, porque eu estava morto em meus delitos e pecados.
Ele pagou um alto preço pela sua alma.
"Há muitas vozes no mundo, mas eu conheço a voz do meu Pastor. Eu sei qual é o sonho que Deus tem para mim."
Quem é o seu pastor?
O Bom Pastor é Aquele que tira do aprisco do mundo e leva para o aprisco do Reino.
O mau pastor é aquele que tira do aprisco santo e leva para o aprisco do mundo.
"O meu Pastor é Santo e requer santidade. O meu Pastor é íntegro e requer integridade. Ele é verdadeiro e requer verdade."
Quem é o seu pastor?
Ele é o Pastor que veio buscar a ovelha perdida.
Se você está perdido hoje, Ele o encontrou. Renda-se.
Em qual aprisco você está?
Lembre-se:
O lobo leva para o mundo e deixa fazer o que quiser. Não há censura.
Mas o prazer é transitório na terra e eterno o sofrimento no inferno.
O aprisco santo é diferente, porque Deus é um Pai que cuida e ama.
Deus sabe quanto custou cada alma que Ele comprou.
Foi um alto preço.
Onde você passará a eternidade?
No aprisco santo ou no aprisco do mundo?
Quem é o seu pastor?
Judas disse:
"Muitos vão pelo caminho de Caim e pelo erro de Corá."
Corá era um príncipe no meio do povo de Deus, mas se rebelou contra a autoridade instituída por Deus por causa do orgulho.
Seu orgulho o fez pensar que sua estrela brilhava mais do que a do próprio Deus.
Por isso caiu.
Seu caminho é o das trevas.
Assim como todos aqueles que o seguem terão o mesmo destino.
Mas aquele que ouve a voz do Bom Pastor e O segue terá a vida eterna.
Qual é o seu aprisco?
Quem é o seu pastor?

Pastor Nélio Monteiro  - IBPS
 

Generosidade Divina


Resenha do Culto da Manhã de Domingo

14/06/2026

Generosidade Divina

2 Coríntios 8:1-6

O texto nos fala de uma igreja generosa.

As igrejas da Macedônia eram igrejas generosas. Jerusalém estava passando por grandes dificuldades. Paulo e os pastores que caminhavam com ele levantaram uma grande campanha missionária para suprir os irmãos em Jerusalém.

Dentre as regiões em que as ofertas foram levantadas, havia a região da Macedônia, cujas igrejas também estavam passando por dificuldades. Por isso, Paulo não quis envolver esses irmãos nessa campanha. Mas eles quiseram participar e levantaram uma grande oferta, que impactou o coração do apóstolo.

"Eles nos surpreenderam."

Deus é generoso. Ninguém dá mais do que Deus. A generosidade de Deus é algo impressionante na vida de cada um de nós.

Como esta igreja é abençoada por Deus! Abençoada por pessoas generosas. Por isso, a obra de Deus avança.

Mas há algo que aprendi com Deus:

"Nós damos porque recebemos."

Deus nos dá para que possamos dar. Ele age em seu povo para que ele seja generoso também.

Alguns pontos que as igrejas da Macedônia nos ensinam:

Eles não deram do que sobrava.

Há pessoas que pensam assim:

"Se sobrar, eu dou."

E eu penso que não dão porque não sobra. E não sobra porque não dão.

Por que Deus haveria de abençoar quem não abençoa?

Ageu 1:6

Que sensação é essa?

Não é que eles não trabalhavam. Não é que eles não ganhavam. Mas o fruto que recebiam e retinham para si não trazia alegria ao coração deles, nem bênção para a obra de Deus.

Então, por mais que tivessem, mais queriam e eram dominados pela avareza, pela insatisfação e, muitos até, pela escassez, porque retinham aquilo que Deus lhes dava.

2 Coríntios 8:3-4

Eles entendiam que era um privilégio participar da assistência aos santos.

Como é bom abençoar a vida do outro!

Damos porque recebemos.

2 Coríntios 9:7

Deus ama quem dá com alegria.

Nosso coração é a chave para tudo o que fazemos. Um coração generoso é um coração grato, fiel e que reconhece a soberania de Deus em sua vida.

Um coração generoso busca oportunidades para abençoar outras pessoas. Isso é o retrato de quem entendeu o Evangelho da Graça.

Hoje vivemos perto de gente que tem em abundância e, às vezes, não compartilha. Retém tudo para si.

Como é bom compartilhar!

Devemos semear no lugar certo.

Provérbios 11:24

Alguns dirão:

"Eu retenho e continuo tendo."

Não têm nada.

Há pessoas tão pobres que a única coisa que têm é dinheiro. E há pessoas tão ricas que, mesmo tendo pouco, são capazes de compartilhar.

Investir na obra de Deus não é gasto; é investimento.

Invista.

Quem mais semeia, mais colhe.

Deus está interessado na maneira como ofertamos, a partir dos recursos que temos. Deus está interessado no nosso coração e em como ofertamos daquilo que Ele nos deu.

As igrejas da Macedônia foram generosas e excederam o padrão. Fizeram isso porque entenderam o Evangelho da cruz.

2 Coríntios 8:5-9

Preste atenção nisso!

Deus deu primeiro. Ninguém dá mais do que Deus. E Deus deu o melhor que Ele tinha.

Deus deu a Si mesmo.

Ele se fez pobre para nos tornar ricos.

Doar é uma resposta natural a esse amor.

Você não imagina quantos irmãos são supridos pela sua generosidade!

Você faz parte de uma igreja generosa.

Ser generoso é uma graça. É entender o Evangelho da cruz. Isso é fruto de gratidão.

Dê honra ao Senhor, oferecendo uma parte de tudo o que você ganha.

Há pessoas dando a primeira parte para o mundo.

Honre ao Senhor com os seus bens e com as primícias da sua renda.

Se você não dá a primeira parte, não honra ao Senhor.

Para quem você dá a primeira parte?

Ser generoso é uma resposta natural ao amor de Deus.

Deus tem sido tão generoso com os irmãos porque fazemos parte de uma igreja generosa. Uma igreja que abençoa. Uma igreja capaz de ajudar outras igrejas.

A generosidade desta igreja tem abençoado muitas pessoas.

Que Deus continue abençoando sua vida.

Que seu coração se incline a esse tão grande privilégio que Deus nos dá: o privilégio de abençoar.

Seja generoso.

Abençoe quem te abençoa.

Abençoe porque você é abençoado.

Amém!

Pastor Nélio Monteiro

IBPS

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Quando a Graça traz esperança

  Resenha do Culto de Quarta-feira – 11/06/2026

Quando a Graça Traz Esperança

João 4:43-47

A fama de Jesus estava se espalhando. Ele iniciava Seu ministério e, logo ali, dentro de Jerusalém, realizava muitos milagres.

Na ocasião da Festa da Páscoa, Jerusalém estava cheia. Jesus, naquela ocasião, libertou muitos que estavam cativos emocionalmente, espiritualmente e fisicamente. Ele havia feito coisas grandiosas.

O texto nos diz que aqueles que habitavam na região da Galileia, ao subirem para a festa, viram os grandes feitos do Senhor Jesus.

Nesse contexto, quando Jesus chega à Galileia, local onde inicialmente não havia sido bem aceito, algo diferente acontece. Os galileus O recebem extasiados e alegres. Não porque o Filho de Deus havia chegado até eles, mas porque Aquele que fazia milagres, curas e libertações estava ali.

Era aquela espécie de curiosidade que muitos, até nos dias de hoje, ainda têm.

Dentro da multidão que seguia Jesus havia pessoas de todas as origens. Mas havia um homem que a Bíblia nos diz ser um oficial do rei. Quem reinava naqueles dias, na Galileia, era Herodes Antipas.

Esse oficial vem desesperado até Jesus.

O oficial do rei, naqueles dias, tinha recursos: os melhores médicos, as melhores oportunidades. Era um homem bem-quisto. Mas ele vem até Jesus porque nada melhorava a condição de seu filho.

Temos diante de Jesus não um oficial do rei, mas um pai desesperado, lutando para que seu filho fosse salvo.

Mas a doença que veio era para a morte.

No dia mau, onde está a sua esperança?

Quando as coisas saem do controle das mãos, quando saem do controle dos recursos, onde está a sua esperança?

Por vezes, precisamos lembrar ao nosso coração que, independentemente das circunstâncias que aconteçam, existe um Deus assentado no trono. E esse Deus define aquilo que é, aquilo que haverá de ser e aquilo que um dia poderá acontecer em sua história.

Precisamos lembrar que acreditamos em um Deus que não está inerte às nossas questões.

Cremos em um Deus que, mesmo que não faça o milagre da forma que desejamos, nunca nos deixa sozinhos no meio da angústia. Ele passa conosco por ela.

Mesmo em meio às lágrimas, existe um Deus que não está inerte diante do nosso clamor.

Aquele homem, que não vê mais solução para suas questões, corre até Jesus. Há desespero. Há o coração de um pai. Ele está diante do Filho do carpinteiro, clamando.

Há um primeiro clamor no dia mau:

Onde está a sua esperança?

João 4:48-50

O texto não nos fala que aquele era um homem temente a Deus. Ele nos fala que era um pai desesperado.

Mas a esperança raiou diante dos olhos daquele homem.

Ele insiste com Jesus:

"Venha antes que meu filho morra."

Se você estivesse diante de Deus assim como esse pai estava, você insistiria?

A resposta de Jesus é para todos aqueles que estavam ao redor da Galileia:

"Vocês não crerão se não virem milagres."

Naquele momento, Ele não faz um milagre visível aos galileus.

Aquele homem insiste:

"Venha antes que meu filho morra."

Você insistiria?

Esse mesmo Jesus está aqui.

Esse Jesus que está vivo é o mesmo que escuta o clamor daquele que está com o coração derramado.

É esse Jesus que se apresenta a você nesta noite.

Também se derrame diante de Jesus!

Existe um Deus que pode mudar tudo em seu favor.

Esse homem não conhecia Jesus. Ele tentou todos os recursos.

Mas nós conhecemos Jesus, e Ele deve ser o nosso primeiro recurso.

O problema veio? Joelhos no chão diante de Deus.

Ele abençoará os recursos que Deus lhe dá. Mas a primeira coisa que o crente deve fazer em meio às angústias e aflições da vida é colocar os joelhos no chão e levá-las diante de Deus.

Nosso coração vai diante do Eterno, porque Ele é a maior autoridade da história e da vida.

Independentemente do momento, chegou o dia do encontro desse oficial com Jesus.

A resposta de Jesus é impressionante, porque é uma resposta que muda tudo.

Jesus diz:

"Vá, porque ele vive."

A resposta de Jesus exige um passo de fé.

Muitas vezes, nossa incredulidade se manifesta porque queremos afirmações muito claras.

Se Deus direciona e já deixou evidente, mesmo que você não veja, creia e avance.

O que aquele homem tinha de garantia?

Ele estava conhecendo Jesus pela primeira vez.

Não viu nenhum milagre. Apenas ouviu falar.

O que aquele homem tinha era a Palavra de Deus.

E a Palavra de Deus deve ser garantia suficiente para a fé em nosso coração.

Todas as vezes que abrimos a Bíblia, estamos diante da Palavra de Deus.

Há muitas pessoas buscando respostas que Deus já deu, mas continuam incrédulas, esperando uma resposta que Deus não dará novamente.

Busque a Deus em Sua Palavra.

Muitas vezes, a resposta para o seu dilema será encontrada em sua busca pela Palavra de Deus.

Aqui, Jesus diz:

"Vá!"

E aquele homem creu.

Aquele homem creu e partiu.

O fundamento extraordinário para experimentar a graça, os milagres e os feitos de Deus passa pela fé.

Todos aqueles que experimentaram o transbordar da graça de Deus na Bíblia creram.

E a fé não os deixou inertes.

A fé os colocou em movimento.

Eles creram e partiram. Creram e avançaram. Creram e pregaram.

Porque a fé nos tira da comodidade, do lugar em que a incredulidade nos coloca.

A fé nos movimenta para fazer aquilo que glorifica a Deus.

Aquele homem vai até o vilarejo de Cafarnaum. Esse oficial tem fé de que Aquele Homem que falou com tamanha autoridade haveria de operar na vida de seu filho.

Nós precisamos desse tipo de fé.

Se o Senhor dos Exércitos mandar marchar, marche.

Há momentos em que você vai pedir, mas Deus já deu a resposta.

Continue avançando e acreditando.

João 4:51-54

Quem aqui já experimentou os grandes feitos de Deus?

Nós, que nos relacionamos com Deus, os experimentamos diariamente.

Precisamos testemunhar Seus grandes feitos. Aquilo que Deus faz em nós, precisamos proclamar.

O mundo está doente, sem esperança, em meio a um abandono da fé.

As pessoas estão depressivas, desestruturadas, passando pelos maiores dilemas da vida sem Deus.

Precisamos ser aqueles que iluminam. Aqueles que testemunham aquilo que Deus faz e aquilo que Deus pode fazer.

Aquele oficial jamais foi o mesmo, porque a graça alcançou sua vida, sua história e sua família.

O texto nos diz que, ao chegar, os servos vieram e disseram:

"A febre o deixou."

Quando aconteceu?

Naquele momento em que Jesus falou e o homem creu.

O texto nos diz que esse homem agora podia voltar e testemunhar à sua família o que acabara de acontecer e a experiência de vida com Deus.

E a Bíblia nos diz que esse homem creu, e toda a sua casa também.

Eu não sei se toda a sua casa já creu.

Mas sei de uma coisa: através do testemunho da sua vida, toda a sua casa pode vir a crer.

Você pode ser um instrumento de Deus para a proclamação do Evangelho e, assim, para a ação do Espírito, libertando e fazendo com que aqueles que ainda não creram possam se derramar diante de Deus e depositar sua fé no Senhor Jesus.

Não desperdice o seu sofrimento.

Não desperdice a sua alegria.

Não desperdice as respostas de oração.

Que cada momento da sua vida possa gerar um testemunho daquilo que Deus fez, está fazendo e ainda fará.

Porque até o dia mau pode trazer glória para o Deus bom.

Deus seja louvado, pois a história desse oficial tem se repetido milhares de vezes ao longo da história. Onde, pelo toque da graça, há esperança. E com a esperança, há fé. E com a fé, há salvação para toda a casa.

O maior milagre de todos não foi a cura do filho, mas a operação do Espírito, fazendo com que todos aqueles recebessem não apenas a vida passageira, mas a vida eterna que recebemos mediante a fé no nome de Cristo Jesus.

Quando a Graça Traz Esperança!

Eu não sei como está a sua esperança, mas existe um Deus que pode renová-la nesta noite.

Creia no Deus que faz novas todas as coisas.

Pastor Gabriel Monteiro
IBPS 

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Corpus Christi


Resenha do Culto da Manhã de Domingo

07/06/2026

"Corpus Christi"

1 Coríntios 11:23-26

Tivemos um feriado católico, Corpus Christi, visto que eles entendem que Cristo está presente na hóstia.

De fato, quando Jesus institui a Ceia, Ele usa a expressão:

"Este é o meu corpo, que é dado por vós."

Mas nós cremos, e é o que está nas Escrituras, que a Ceia é um memorial. O pão não se transforma no corpo de Jesus, nem o vinho no sangue de Jesus. A Ceia é um memorial. É isso que o texto está nos dizendo.

Quando Jesus afirma:

"Este é o meu corpo", é importante notar que Ele estava à mesa com os discípulos. Jesus pega o pão, que estava em Sua mão, enquanto Seu próprio corpo estava presente ali, no momento em que instituía a Ceia.

Portanto, o corpo de Jesus não estava naquele pão. O que Jesus está nos ensinando aqui é algo memorial.

Em todo o Velho Testamento, vemos muitos memoriais sendo levantados. A Páscoa é um memorial para os judeus. Ela relembra a saída do Egito, o sofrimento do povo e como Deus os tirou de lá com mão forte.

Da mesma forma, a Ceia nos lembra da morte e da ressurreição de Jesus.

Portanto, o pão estava em Sua mão, distinto do Seu corpo. O cálice não era a nova aliança; ele representava a nova aliança.

Quando Jesus instituiu a Ceia, o pão estava em Sua mão, distinto do Seu corpo. Jesus falou de forma simbólica muitas vezes ao se referir a Si mesmo.

João 15:1

Jesus diz que Ele é a videira. Naturalmente, Ele não está dizendo que é uma árvore, mas falando de forma simbólica.

João 10:9

Ele diz que é a porta. Jesus não é uma porta literal. Ele está dizendo que é o caminho que nos leva a Deus.

João 6:41

Também disse que Ele é o pão que desceu do céu.

Os judeus argumentavam:

"Nossos pais comeram o maná que caiu do céu."

Mais uma vez, Jesus estava falando de forma simbólica.

"Em memória de mim" é um ato de lembrar-se dEle.

Sempre que celebramos a Ceia, estamos lembrando do Seu sacrifício. Não é Cristo preso no pão; é Cristo vivo no crente. Ele vive em nós por meio do Seu Espírito.

O Seu sacrifício foi realizado uma única vez e foi perfeito.

Hebreus 10:12

Isto é o que dizem as Escrituras, e é nisso que nós cremos.

Jesus instituiu um memorial e, ao celebrarmos a Ceia, anunciamos a Sua morte até que Ele venha.

A Ceia é um vínculo entre nós e Cristo. Ela nos lembra da morte de Jesus e da salvação provida por Ele na cruz.

A Ceia também é profética, porque, sempre que a celebramos, anunciamos a nossa esperança de que Ele voltará.

Há uma promessa de que, quando Ele voltar, nos assentaremos literalmente à mesa com Ele, nas bodas do Cordeiro.

É isso que anunciamos: a nossa convicção de que Ele voltará. E então reinaremos para sempre com Cristo.

Pastor Nélio Monteiro

IBPS


domingo, 7 de junho de 2026

Vida que supera a morte


Resenha do Culto da Noite de Domingo

07/06/2026

Vida que Supera a Morte

Lucas 8:4-8

Jesus contava histórias ilustrativas com o propósito de que a mensagem chegasse de forma muito clara à mente das pessoas. Algumas parábolas, no entanto, não tinham esse mesmo foco. O foco estava em instruir os discípulos.

As parábolas nos forçam a pensar e compreender verdades eternas. Elas nos fazem refletir não apenas sobre o que Jesus dizia de forma direta, mas também sobre o que Ele quer nos dizer. É preciso cavar a parábola para entender o que Jesus quer ensinar.

A condição da terra onde a semente caiu é determinante para que ela possa dar frutos ou não. Esse é o ponto que Jesus deixa muito claro nessa parábola.

Nem toda semente cai em terra boa. Jesus vai falar de quatro tipos de solo. É interessante notar que apenas em um deles a semente deu fruto.

A Palavra de Deus é proclamada, mas a maioria a rejeita. A proporção de solo que recebe a semente é muito inferior. Mesmo assim, o semeador lança a semente em todas as direções.

Dos quatro tipos de solo, apenas um era fértil.

Aqui, o Senhor Jesus Cristo está lançando a semente do Evangelho.

Lucas era um historiador, um homem atento a todos os aspectos. Ele tinha uma visão muito ampla. Observa que aquele era o momento em que o ministério de Jesus estava impactando multidões.

Ele diz que pessoas de todas as cidades vinham em busca de Jesus. Era uma multidão muito grande que queria ouvi-Lo. Mas Jesus sabia que apenas uma minoria creria nEle, que a semente produziria fruto e traria salvação.

A proporção não mudou.

A semente tem potencial de vida, mas depende do solo em que vai cair para produzir ou não.

Uma caiu à beira do caminho.

Quem são essas pessoas? Que tipo de solo é esse?

Uma semente que cai em terra dura, como pode frutificar?

Jesus fala de pessoas que se recusam a crer no Evangelho. Não é que o Evangelho não lhes seja oferecido. Elas são resistentes ao Evangelho. Não há predisposição para crer. Elas não desejam ver nem ouvir.

Jesus diz que o coração delas é como uma terra dura, onde o Evangelho é oferecido, mas a semente não produz frutos.

Há uma predisposição em seu coração para não crer, para não permitir que a Palavra alcance seu interior.

Muitas vezes, a Palavra de Deus até impacta, mas vêm os poderes demoníacos e retiram a Palavra de seus corações, para que não se salvem pela fé.

Assim, não se rendem a Cristo, e o Evangelho não transforma suas vidas, como transforma a vida daquele que está predisposto a ouvir o que Deus tem a dizer.

Lucas 8:5-6

Muitos começam em Cristo. Entendem o Evangelho e até começam a andar com Cristo, mas não permanecem.

Por quê?

Jesus disse que muitos creriam, mas não permaneceriam porque não têm raízes.

Até ouvem e recebem a Palavra com alegria, mas emoção sem raiz morre.

Não basta emocionar-se com a beleza do Evangelho. É necessário que o Evangelho produza vida.

Porque, se isso não ocorrer, quando vier a tentação, essas pessoas se desviarão.

João, em sua primeira carta, trata desse assunto:

"Nos deixaram porque não eram dos nossos. Se fossem dos nossos, teriam permanecido."

Lucas 8:6-7

Quem são esses?

São aqueles cujas sementes são sufocadas pelas preocupações desta vida.

Até começam a caminhar, mas se preocupam com as riquezas e com os prazeres, e essas coisas vão mudando o seu coração.

Estão preocupados com os deleites e com o poder, e não deixam espaço para Deus em suas vidas.

São aqueles seduzidos pelo materialismo.

Começam a caminhar com Deus e passam a lembrar dos prazeres que desfrutavam longe dEle. Ou são seduzidos pelo poder das riquezas.

Uma coisa que não negamos é que Deus abençoa o justo.

O problema é quando os presentes de Deus tomam o lugar de Deus no coração do homem. Então, essas bênçãos são transformadas em maldição, porque os separam de Deus.

Alguns se lembram dos prazeres do mundo e são seduzidos.

2 Timóteo 4:10

Demas amou o presente século.

O presente século é muito sedutor, mas é transitório.

Aqueles que colocam sua esperança apenas nesta vida se frustram e se esquecem da promessa de Deus.

Jesus foi muito claro:

"Meu Reino não é deste mundo."

Se a nossa vida fosse apenas isso aqui, seríamos miseráveis.

As profecias falam de um novo céu e de uma nova terra. Deus os tem preparado para nós.

Nessa nova terra não haverá mais morte, nem separação, nem violência. Não haverá mais lágrimas nem dor.

É essa terra que Deus tem preparado para nós.

Porque esta vida é transitória.

O que nos dá esperança é que, se partirmos em Cristo, usufruiremos dessa terra.

Os planos de Deus não podem ser frustrados. São infinitamente superiores.

Se fosse apenas nesta terra, Jesus não teria vivido somente trinta e três anos. Ele estaria vivo até hoje.

Jesus quis nos mostrar que há vida além desta vida. Que existe uma vida plena além desta vida.

Nesses terrenos, tanto a semente que caiu à beira do caminho, quanto a que caiu sobre a pedra e a que caiu entre os espinhos, tiveram a vida vencida pela morte.

Mas eu quero falar sobre a vida que supera a morte.

Imagine uma semente.

Quando a semente cai em terra fértil, nasce uma árvore. Porque, na terra fértil, a vida encontra a vida.

Mas a semente que cai à beira do caminho morre. A morte supera a vida.

Porém, quando colocada em terra boa, a vida supera a morte.

Jesus nos ensina que terra boa não é sorte, é decisão.

O lavrador prepara a terra. Ele precisa prepará-la se quiser que a semente morra na terra e, dessa semente que morre, nasça vida e produza muito mais.

Desde o princípio, Deus coloca diante do homem a decisão entre a vida e a morte.

Deuteronômio 30:19

Quando você escolhe a vida, a vida encontra a vida.

A bênção de Deus vem. E não vem apenas sobre a sua vida, mas também sobre os seus descendentes.

Quando você se rende a Cristo, a bênção vem sobre sua vida e sobre sua posteridade, gerando vida além da vida.

Mateus 13:14-15

A semente que cai na pedra não brota.

A semente que cai à beira do caminho não brota.

A semente que cai entre os espinhos não brota.

Mas a semente que cai em terra boa dá fruto em abundância.

Que tipo de terra é o seu coração?

Quatro amigos caminham juntos.

Um decide servir a Cristo.

Outro rejeita.

Outro se emociona, mas se desvia.

O quarto decide ouvir.

A vida dele é transformada.

O que Jesus nos ensina aqui é que a pessoa determina se o solo é bom ou não.

É uma questão de decisão.

Terra boa não é sorte, é decisão.

A sua decisão muda o seu futuro, seja para o bem ou para o mal.

É isso que Jesus está nos dizendo.

O erro é da própria pessoa quando ela faz uma escolha ruim para sua vida.

Tome a decisão de abrir o seu coração para que Cristo possa entrar e fazer morada, permitindo que o Evangelho produza vida em você.

Porque, se você não abrir, Deus não vai forçar a porta do seu coração.

Em terra boa, a vida supera a morte.

João 12:24

Sobre o que Jesus estava falando?

Jesus falava acerca da vida que supera a morte.

Se a semente cair na terra e morrer, produzirá muito fruto.

Jesus foi uma semente que caiu na terra.

A semente morreu, mas ao terceiro dia ressurgiu.

Jesus está nos ensinando que, quando o Evangelho cai em nosso coração, a morte não tem mais poder sobre a nossa vida.

Porque o Evangelho produz vida e vida eterna em nós.

De forma que, ainda que o corpo vá para a terra, o espírito vai para Deus.

Esse corpo que foi para a terra um dia ressurgirá, sem a contaminação do pecado, semelhante ao corpo de Jesus após a Sua ressurreição.

Eles viram Jesus. Jesus comeu com eles. Mas Ele não estava mais limitado ao tempo e ao espaço.

E a promessa dEle é que um dia voltará, e nós nos assentaremos à mesa com Ele.

João 3:17-19

Em terra boa, a vida supera a morte.

A vida vence a morte e nos leva a frutificar.

Que tipo de terra é o seu coração?

A semente foi lançada. O Evangelho foi anunciado.

Jesus já veio. Jesus já morreu. Jesus já ressuscitou. Jesus está à destra de Deus e intercede por você.

Jesus ama você.

Há uma esperança em nosso coração: que um dia ressurgiremos para uma vida eterna junto dos nossos.

Estaremos juntos, porque esse é o plano de Deus.

O pecado não venceu o poder de Deus.

A morte não venceu a vida.

A vida sempre superará a morte.

Porque há um Deus vivo, que é a origem da vida e que nos criou para a vida. Ele não nos criou para a morte.

Mesmo quando deixamos esta vida, é então que passamos a viver plenamente na presença de Deus.

É a vida superando a morte.

A semente do Evangelho tem potencial de vida.

Mas rejeitá-la é entregar o projeto de Deus para a sua vida à morte.

"Ao findar o labor desta vida,

Quando a morte ao teu lado chegar,

Que destino há de ter a tua alma?

Qual será, no futuro, o teu lar?

Meu amigo, hoje tu tens a escolha:

Vida ou morte, qual vais aceitar?

Amanhã pode ser muito tarde;

Hoje Cristo te quer libertar."

Amém?

Pastor Nélio Monteiro


quinta-feira, 4 de junho de 2026

Quando a Graça nos encontra


Resenha do Culto de Quarta-feira
03/06/2026

"Quando a Graça nos Encontra"

João 4:1-10

Os encontros de Jesus são marcantes. Em todos eles, nós aprendemos algo. Os encontros de Jesus tocaram profundamente a vida daqueles que O encontraram.
Os encontros de Jesus são marcantes porque aprendemos tanto com Jesus — com Suas palavras, Suas atitudes e Seu coração — quanto com as atitudes das pessoas que se encontraram com Ele.
Eu chamaria esses encontros de "encontros da graça".
Graça é o poder de Deus que nos alcança nas mais diversas circunstâncias. É esse poder que Deus traz a nós e que nos dá a condição exata para recomeçarmos, independentemente das circunstâncias em que nos encontramos.
Era exatamente isso que acontecia com as pessoas que se encontravam com Jesus. Elas tinham ali o poder de recomeçar.
Jesus encontrou muitas pessoas ao longo do Seu ministério: pessoas humildes, vivenciando seu dia a dia de forma comum, como nós.
Jesus se encontrou com viúvas que sepultavam seus únicos filhos. Encontrou-se com leprosos, pessoas marginalizadas que não podiam nem mesmo estar perto dos outros.
Jesus tocava essas pessoas.
Leprosos, adúlteros, pessoas afundadas em seus pecados. Pessoas leprosas não apenas na carne, mas também na alma.
Jesus se encontrava com famintos de pão, sim, mas também com aqueles que estavam famintos de sentido para suas vidas.
Os encontros de Jesus eram significativos.
Ele se encontrou com políticos corruptos, discípulos duvidosos, mulheres cativas pelas trevas e noivos desesperados.
Cada encontro de Jesus trazia consigo o poder do recomeço. O poder de escrever uma nova história, de começar novamente a partir daquele encontro.
A Palavra de Deus também nos mostra aqueles que se encontraram com Jesus e seguiram seu caminho, recusando-se a entrar na escola do discipulado.
O jovem rico, por exemplo, encontrou-se com Jesus, mas aquele encontro não produziu efeito em sua alma.
Ainda assim, cada encontro carregava a marca do recomeço.
Muitos, ainda hoje, precisam de um recomeço.
O Evangelho possibilita isso. É possível recomeçar. É possível nascer de novo.
Nicodemos precisava de um recomeço.
Nós precisamos recomeçar.
E aquela mulher, afligida pela vida, também precisava recomeçar.
Jesus não fazia, nem faz, acepção de pessoas.
Ele estava prestes a testemunhar a uma samaritana imoral.
Deus gosta de pessoas improváveis.
E isso não é um bordão; é um fato. Basta olhar para as Escrituras.
As Escrituras estão repletas disso.
Pessoas improváveis, mas alcançadas pela graça. Essa graça que nos encontra.
Você tem orado por alguém improvável?
Uma samaritana, com a vida toda errada, talvez fosse a última pessoa que escolheríamos para fazer diferença na sociedade.
Mas aquela mulher estava na agenda de Jesus.
Era necessário passar pela região de Samaria.
Havia três formas de acessar a Galileia. Os judeus faziam um caminho mais longo para evitar passar por Samaria, pois os samaritanos eram considerados mestiços.
Eles possuíam uma religião misturada, como podemos perceber pelo relato daquela mulher.
Mas Jesus, naquele dia, decidiu passar por aquela região ignorada.
Jesus estava rompendo barreiras por meio do diálogo e das atitudes.
Aqui, Jesus abre a porta do Evangelho aos gentios, aos improváveis.
Às vezes, nós também demonstramos essa seletividade.
Quando a graça de Deus nos alcança, ela não leva em conta barreiras geográficas, ideológicas, políticas ou religiosas.
A graça de Deus está acessível a todos.
E Jesus foi exatamente àquele lugar para procurar aquela mulher, aquela ovelha perdida.
Ele inicia um diálogo com aquela mulher, causando surpresa até nela mesma.
Jesus começa esse diálogo e a surpreende profundamente, porque agora irá revelar-Se a ela.
Aquela mulher estava diante do Verbo que se fez carne, diante do Deus que tem poder para salvar e buscar a ovelha perdida.
Ela estava diante do Cristo que sonda mentes e corações.
Cristo Se revela como alguém capaz de identificar a necessidade real daquela mulher.
Cristo pode revelar nossas necessidades mais profundas.
Jesus foi direto ao cerne do problema.
Ele estava identificando a sede da alma.
Aparentemente, temos tantas necessidades a serem supridas, mas somente Jesus sabe exatamente aquilo que precisa ser preenchido em nossas vidas.
Só Cristo pode sondar verdadeiramente o nosso coração.
Jesus conhece a fome e a sede da nossa alma.
Diante daquela mulher estava alguém que a conhecia melhor do que ela mesma.
Agora, Jesus começa tanto a Se revelar àquela mulher quanto a revelar quem ela realmente era.


João 4:16-18

Jesus começa a falar da vida íntima daquela mulher.
Ele a confronta com o seu pecado.
Jesus passa a tratar da sua vida pessoal, dos fracassos e dos relacionamentos.
Nós precisamos reconhecer os nossos pecados.
Precisamos ser confrontados por Deus.
Quanta dificuldade temos em aceitar o confronto!
Jesus a levou a admitir seu pecado quando mandou que chamasse seu marido.
O confronto de Deus não gera condenação; antes, gera oportunidade de mudança.
Quando a graça nos encontra, recebemos uma oportunidade de mudança e arrependimento.
Quando somos confrontados por Jesus, pela Palavra ou por conselheiros espirituais, recebemos uma oportunidade de Deus para recalcular nossa rota.
Agora que sua vida havia sido revelada e seus pecados expostos, ela não encontrou condenação da parte de Cristo. Pelo contrário, encontrou uma oportunidade de arrependimento, conversão, mudança de atitude e mudança de direção.
Ela até tentou mudar o foco da conversa.
Mas Jesus reorienta a alma perdida e confusa.


João 4:21-23
Jesus fala a essa mulher sobre a obra regeneradora do Espírito Santo.
Ele fala da mesma verdade que apresentou a Nicodemos: a necessidade de um novo nascimento.
A obra do Espírito transforma pecadores em adoradores.
Adoradores que adoram ao Pai em espírito e em verdade.
Aquela mulher teve seu coração exposto e seus pecados revelados.
Jesus estava no encalço do seu coração.
Era necessário confrontá-la para então apresentar-lhe as Boas-Novas.
Sua sede jamais seria saciada por prazeres passageiros.
Jesus mostrou a realidade: qual era a verdadeira sede dela.
Permita que Jesus confronte seu pecado.
Quando a graça nos alcança, nosso coração é quebrantado.
Uma das verdadeiras marcas do avivamento é a convicção de pecado.
É a convicção de que precisamos de um Salvador.
Agora, aquela mulher estava pronta para receber seu Salvador.
Seu pecado precisava de perdão.
Sua vida necessitava de uma transformação.
Ela estava perdida e não sabia a quem adorar.
Vivia afundada em seus pecados, mas Jesus a encontrou.
Ele ressignificou sua história.
Quando ela creu que Jesus era, de fato, quem dizia ser, foi como se escamas caíssem de seus olhos.
A mulher que havia ido buscar água saiu saciada pelo Cristo, que é a Água Viva.
Ela teve uma experiência tão impactante que desejou contar aos seus vizinhos.


João 4:28-30
Como foi dito no início, os encontros de Jesus são marcantes.
Será que não é isso que Deus deseja de nós?
Nós, que fomos alcançados por essa graça, que nos resgatou do reino das trevas para o Reino do Filho, o Reino da luz, não deveríamos ter esse mesmo entusiasmo?
Aquela experiência fez com que a mulher voltasse à sua cidade e dissesse:
"Venham e vejam!"
Será que não é isso que Deus requer de cada um de nós, que tivemos um encontro com Jesus?
Que também tenhamos esse entusiasmo para estender essa graça aos perdidos.
O encontro da graça com aquela mulher improvável possibilitou outros encontros improváveis.
É interessante perceber que não foram os discípulos, que haviam ido à aldeia comprar comida, que trouxeram pessoas para ouvir o Mestre.
Foi aquela mulher pecadora, agora arrependida, que veio anunciar as Boas-Novas.
Quando a graça nos alcança, somos transformados, redefinimos nossas prioridades e nos tornamos testemunhas dessa graça.


João 4:39-42
Essa palavra é muito significativa porque não vem de religiosos. Ela vem de samaritanos, de pessoas improváveis.
Ela nasce de um encontro pessoal com Cristo.
Aquela mulher conectou cada um deles a Cristo, e Cristo pôde realizar Sua obra no coração daqueles samaritanos.
Não foram os discípulos que trouxeram os improváveis.
Foi uma mulher.
Uma samaritana que trouxe outros que também necessitavam de graça e salvação.


Pastor Ryan Sousa
IBPS

Quando a graça nos levanta

Resenha do Culto de Quarta-feira 17/06/2026 Quando a Graça nos Levanta João 5:1-5 Estamos diante de mais um encontro de Jesus. Mais um toque...