segunda-feira, 4 de maio de 2026

O Ungido

 


Resenha do Culto da Noite de Domingo
03/05/2026

“O Ungido”

Atos 10:37-43

Pedro é quem prega esse sermão. Ele prega a um centurião romano chamado Cornélio.

A Palavra de Deus diz que Cornélio era um homem piedoso, temente a Deus, homem de oração — alguém que agradava a Deus.

Não obstante ser um oficial romano — e Roma dominar toda a Judeia, sendo os romanos odiados pela maioria dos judeus —, Cornélio se destacava. Ele era um estudioso da Palavra de Deus, conhecia as Escrituras e procurava aplicá-las em sua vida.

Ele buscava a face do Deus vivo. Cornélio buscou a verdade, e Deus ouviu a sua oração. Deus se revela àqueles que O buscam.

Mesmo não sendo judeu, Cornélio era um homem que buscava a face do Deus vivo. Ele queria conhecê-Lo, e Deus foi Se revelando a ele.

Deus se revela a Cornélio por meio de uma visão. Hoje, nos países islâmicos, muitos estão se convertendo por meio de visões que têm do Senhor Jesus Cristo. Por isso, missões são fundamentais.

Aqueles que estão nesses lugares correm risco de morte, mas estão levando a Palavra do Senhor aos islâmicos. Deus se revela aos que desejam conhecê-Lo.

Se você buscar a Deus por meio das disciplinas espirituais, naturalmente o Espírito de Deus Se revelará a você, ainda que por meio de visões.


Atos 10:3-5

Deus envia um anjo em uma visão, e o anjo diz a Cornélio:

“As suas orações chegaram diante de Deus.
Mande buscar Pedro. Ele está em Jope, e vai ampliar sua visão.
Pedro vai te atualizar a respeito das profecias e relatar a você acerca do Ungido de Deus.”

Até então, Cornélio tinha as revelações proféticas, todas apontando para a vinda do Ungido. A revelação que ele possuía era de que o Ungido viria.

Mas o anjo lhe diz que o Ungido já veio.

Então Cornélio manda buscar Pedro em Jope. Pedro não foi escolhido por acaso. Ele tinha muita resistência aos gentios.

Enquanto Pedro orava, Deus também lhe deu uma visão. Deus estava preparando o seu coração.

Na visão, um lençol descia do céu com todos os animais considerados impuros para os judeus, e Deus ordenava que Pedro matasse e comesse. Pedro se recusou.

Então Deus lhe disse:
“Não torne impuro aquilo que Deus purificou.”

Deus queria mostrar a Pedro que a graça é extensiva a todos os povos, de todas as nações. A salvação é para todos.


João 10:16

Quando o emissário de Cornélio chega, Pedro estava terminando seu momento de oração. Ele se levanta e vai à casa de Cornélio, pois Deus o havia enviado.

O Senhor Jesus já havia dito que tinha outras ovelhas que não eram daquele aprisco.

Ao chegar, Pedro prega esse poderoso sermão.


Atos 10:36-39

Pedro apresenta a Cornélio:

Você estudou acerca do Ungido — Ele já veio, e nós somos testemunhas disso. Ele é o Ungido de Deus.

Desde o Seu batismo, Deus revelou que Ele é o Seu Filho amado. O Espírito se manifestou, e Ele, cheio do Espírito Santo, andou por toda parte pregando o Evangelho.

É Deus Se revelando pessoalmente a nós. Nós vimos o Seu poder.

Somos testemunhas de que as profecias se cumpriram nEle. Pedro está pregando a um gentio que Cristo é o Ungido de Deus.

Ele anuncia a paz com Deus por meio de Jesus, o Messias, Senhor de toda a criação.

Jesus foi ungido por Deus com poder e viveu fazendo o bem, curando os oprimidos pelo diabo, porque Deus estava com Ele.

E nós somos testemunhas.

Primeiro ponto da pregação de Pedro:

  • Ele veio.
  • Nele se cumpriram as profecias.
  • Nós somos testemunhas.
  • Vimos a manifestação do Seu poder e pessoas sendo libertas das trevas.

Somos testemunhas de que Jesus é o Ungido de Deus, pelo poder que operava por meio dEle.


Atos 10:39-41

Segundo ponto:
Ele foi morto na cruz, mas Deus O ressuscitou.

Naquela região, especialmente em Cesareia, era notório o fato da morte de Jesus. O impacto da ressurreição foi imenso.

Após a ressurreição, muitos sepulcros se abriram, e santos entraram em Jerusalém. Imagine o impacto dessas aparições!

O véu do templo foi rasgado, e muitos sacerdotes se converteram. Soldados romanos presenciaram tudo isso.

Quantos testemunhos!

Pedro afirma:
“Nós somos testemunhas disso.”

Os apóstolos estavam vivos, assim como muitos que presenciaram esses acontecimentos.

Cornélio compreende que todo o Antigo Testamento se cumpriu em Cristo.

  • O Ungido veio.
  • Foi crucificado, mas ressuscitou ao terceiro dia.
  • E voltará.

Atos 10:42

Ele veio buscar e salvar os perdidos. Era necessário que fosse à cruz para expiar os nossos pecados.

Mas Ele voltará.

Os profetas falaram tanto da primeira quanto da segunda vinda de Cristo. A primeira já se cumpriu; a segunda está prestes a se cumprir.

Basta examinar as Escrituras, como Cornélio fez.

Muitos rejeitaram Jesus porque não buscaram a Deus.

Mas, na segunda vinda, não haverá mais oportunidade. Ele virá para julgar vivos e mortos.

Na vida, muitas coisas oferecem segunda chance. Mas, quando Jesus voltar, não haverá mais oportunidades.

O problema é que isso pode acontecer a qualquer momento.


Atos 10:43

Ele voltará.

Hoje, todo aquele que crê recebe o perdão dos pecados, pois Ele venceu a morte. Vivemos a era da graça.

Jesus não voltará para morrer novamente. Ele virá para julgar.

A exortação de Pedro é clara:
“Creia nEle como Senhor e Salvador.”

Cornélio entendeu que as profecias se cumpriram em Cristo, influenciou sua casa e muitos outros — e eles creram.


Atos 10:44

Deus revela algo extraordinário: todo aquele que ouve a Palavra e crê em Jesus como Senhor e Salvador recebe o Espírito Santo, que passa a habitar nele e o sela como propriedade de Deus.

Fomos comprados pelo precioso sangue de Jesus.

Se você ainda não crê, há uma promessa:

“Deus amou o mundo de tal maneira que enviou Seu Filho, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

Você crê nisso?


Pastor Nélio Monteiro
Igreja Batista Parque Safira


Escolhas Mortais

 

Resenha do Culto da Manhã de Domingo
03/05/2026
"Escolhas Mortais"

Hebreus 10:24-30

Neste texto, o escritor de Hebreus escreve à igreja, aos cristãos judeus que estavam inclinados a abandonar a comunidade de fé. Havia muitas perseguições, mortes e perdas de bens.

O escritor escreve estimulando os irmãos a perseverarem na fé. Ele os convida a não desviarem do caminho. É importante lembrar que, naquele contexto, a igreja era chamada de “os do caminho”.

Quem é o caminho?
O caminho é Jesus.

O escritor os está exortando a não abandonarem a Cristo por causa das perseguições que estavam vivenciando.

Hebreus 10:19-22

Ele está a nos dizer que Cristo conquistou o livre acesso ao Pai, através do Seu sacrifício na cruz, e que o sangue que foi derramado nos purificou, tornando-nos aceitáveis diante de um Deus que é Santíssimo.

A ação do Espírito de Deus purificou a nossa mente. É isso que ele está a nos lembrar: que o véu foi rasgado de cima para baixo, no ato expiatório ali na cruz.

Ele está a dizer-nos que somos privilegiados.
Como abrir mão disso?

Quando alguém, de forma consciente, vira as costas para Cristo, que esperança restará para uma pessoa assim?
Nenhuma!

Ele nos lembra que Cristo é o Sacerdote Eterno que nos leva a Deus. No Velho Testamento, eram necessários sacrifícios constantes. Mas Cristo, ao ir à cruz, tornou-se o Cordeiro de Deus, o sacrifício perfeito.

Após o sacrifício de Jesus, cessaram os sacrifícios, porque o sacrifício de Cristo atendeu a todo o propósito de Deus. Sobre Ele foi lançada toda a ira por causa dos nossos pecados.

Portanto, somente Ele pode nos levar a Deus.

O escritor de Hebreus nos lembra:
“Não abandonem a Cristo. Lembrem-se do preço que Ele pagou por vocês. Foi preço de sangue.”

Portanto, abandonar o caminho traz consequências mortais — não só a perda da vida do corpo, mas também a perda da vida da alma, porque Cristo é o único caminho para a nossa salvação.

Hebreus 10:20

Jesus não vai nascer de novo.
Jesus não vai exercer o ministério de novo.
Jesus não vai à cruz novamente para expiar os pecados.

Ele é o único caminho.

Desviar do caminho é uma escolha mortal.

O escritor nos exorta a não deixarmos a congregação dos santos.

Hebreus 10:23-27

A segunda grande exortação é: não deixem a congregação dos santos.

Na congregação da igreja de Cristo, crescemos na fé. Quem deixa de estar na casa de Deus deixa de crescer espiritualmente.

Aqui, estimulamos uns aos outros. Cuidamos uns dos outros.

Aquele que deixa de estar na casa de Deus deixa de ouvir a voz de Deus direcionada à comunidade de fé.

Quando você não vem, seus filhos não vêm. Existem muitos que se esquecem do fato de que seus filhos irão aonde você vai.

Pode chegar o dia em que você desejará que eles venham à casa de Deus, mas eles não irão, porque aprenderam com você a ir para outro lugar.

É sobre isso que o autor, inspirado pelo Espírito de Deus, está a nos exortar.

Na comunidade de fé, crescemos, aprofundamos nosso relacionamento com Deus e adoramos juntos ao Senhor.

Quando caminhamos com o povo de Deus, o predador sabe que ali há uma cobertura espiritual. Mas, quando o indivíduo sai do grupo, torna-se presa fácil.

Hebreus 10:28-29

Se você pecar intencionalmente depois de receber o conhecimento da verdade, é como rejeitar a salvação oferecida graciosamente por Deus. É como pisar no Filho de Deus.

Isso é mortal.

Infelizmente, isso não ocorre de forma imediata; é um processo. A pessoa não percebe que está se afastando, nem as ciladas de Satanás.

Os prazeres mundanos têm desviado muitos da congregação. Muitos têm abandonado a comunhão dos santos.

Seus atos ofendem a Deus, e isso traz condenação eterna.

Graça desprezada traz juízo, mas graça reverenciada traz ousadia.

Somos privilegiados. Podemos nos sentar à mesa com Deus, porque Jesus nos deu ousadia mediante a Sua graça.

Fomos alcançados pela graça de Deus. Amém?

Pastor Nélio Monteiro
Igreja Batista Parque Safira 

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Jesus, meu barco e as tempestades

 


Resenha do Culto da noite de domingo
26/04/2026

"Jesus, meu barco e as tempestades"

Mateus 8:23-27

As ondas se arremessavam contra o barco onde Jesus estava.
Esse texto traz algumas verdades para nós.

A primeira está bem estampada neste primeiro verso: seguir a Cristo não impede tristezas, lutas e tempestades. Servir a Cristo não impede que nós, seus discípulos, passemos também por situações das mais diversas — aflições, lutas, enfermidades.

Muitas pessoas, de forma equivocada, pensam que servir a Cristo vai tirá-las das tempestades. Na verdade, o barco que tem Jesus também pode ser afligido pelas ondas e pelas tempestades.

Nossa vida é repleta de tempestades. Essa verdade precisa ficar firme em nosso coração, principalmente em momentos difíceis. A vida dos profetas, de tantos homens piedosos, de tantos servos de Deus, dos discípulos de Jesus e do próprio Jesus demonstra isso: nós, que servimos a Cristo, não estamos livres das tempestades.

Pensar sobre isso pode trazer grande encorajamento às nossas vidas. Sim, o barco que tem Jesus também é açoitado pelas ondas. Ninguém está livre das tempestades.

Alguém disse que viver neste mundo é ter problemas. Todos nós enfrentamos problemas e tempestades, que nos afetam de várias formas. É o filho que adoece, o carro que quebra a caminho do trabalho, o luto que bate à porta.

Viver neste mundo é viver em meio a problemas e tempestades, com questões a serem resolvidas externamente e também em nosso coração. Lidamos o tempo inteiro com diversas lutas: traição, ingratidão, enfermidades, crises financeiras e emocionais.

Somos afetados pelo pecado do outro e também pelo nosso próprio pecado. Existem problemas que chegam até nós pelas mais diversas circunstâncias, muitos fora do nosso controle. Mas também há problemas que são frutos das nossas escolhas — da nossa desobediência e da nossa relutância em ouvir os conselhos de Deus por meio da Palavra.

Pense nos seus problemas: quantos foram causados por você mesmo? Quantos evitaríamos se seguíssemos a máxima de Tiago: “ouvir mais e falar menos”?

Fato é que todos nós enfrentamos tempestades em nossa jornada.

João 16:33

A inevitabilidade dos problemas e das tempestades: você não pode fugir disso. Diferente dos problemas que buscamos com as próprias mãos, aqui os discípulos entraram numa tempestade justamente porque estavam obedecendo à voz do Senhor Jesus.

Imagine entrar em uma tempestade exatamente por estar obedecendo à Palavra de Deus. Não podemos fugir disso. Às vezes, somos literalmente varridos pelas tempestades.

Penso que, na maioria das vezes, as tempestades que vêm à nossa vida são pedagógicas. São dolorosas, mas ensinam. É Deus nos moldando, ajustando algo em nós.

Se ninguém está livre das tempestades, esse texto também mostra a debilidade e a incredulidade dos discípulos. Em meio às tempestades, nosso coração é revelado.

Como somos frágeis! Como somos incrédulos! Como dependemos da graça de Deus para vencê-las! Muitas vezes pensamos que vamos naufragar.

Por que tantos problemas, batalhas e adversidades? Para revelar o nosso coração.

Às vezes perguntamos: “Por quê, Senhor?”
Mas a pergunta deve ser: “Para quê, Senhor?”

O que o Senhor quer me ensinar que eu não aprendi no tempo de bonança?

Na angústia, ficamos mais sensíveis à voz de Deus. É na tempestade que podemos conhecer quem é aquele a quem até o vento e o mar obedecem.

Não desperdice seus desertos — eles são pedagógicos.

O que Deus quer nos ensinar na dor, no luto, na dificuldade, que não aprenderíamos na tranquilidade?

Os discípulos tiveram ali uma oportunidade única de conhecer mais o Senhor. Experimentaram medo real, mesmo estando tão próximos de Jesus.

Às vezes é assim na nossa vida: parece que Jesus está “dormindo” no nosso barco. Surge a dúvida: será que vamos naufragar, mesmo com Jesus tão perto?

Antes disso, eles ouviram o Sermão do Monte, viram milagres, aprenderam na teoria. Agora precisavam exercitar a fé.

Assim também acontece conosco. É mais fácil lidar com o problema do outro. Difícil é descansar em Deus quando a tempestade é nossa.

Deus não se escandaliza com a nossa falta de fé. Os evangelhos mostram isso claramente.

Jesus permitiu aquela situação para que os discípulos colocassem a fé em prática.

E nós? Já sondamos o nosso coração nas tempestades?
O que habita dentro dele nesses momentos? Medo, amargura, ódio, desesperança?

As tempestades devem nos transformar. Não podemos sair delas da mesma forma que entramos. Precisamos sair melhores, com uma fé mais firme, capazes de ajudar outros.

Elas também nos purificam e nos aproximam de Deus.

Mateus 8:25

Os discípulos aprenderam a orar. Há momentos em que essa é a única opção — e a melhor.

Foram acordar Jesus. É no desespero que lembramos que Ele está no barco.

Se as tempestades nos aproximam de Deus, então já foram bênção.

Mas não devemos buscar Jesus apenas nas tempestades. Devemos buscá-lo também na bonança.

Muitos só se lembram de Jesus quando estão naufragando, e depois se esquecem daquele que os salvou.

Salmos 119:132-133

As tempestades também nos levam à Palavra de Deus. Ainda assim, muitos, mesmo em meio ao sofrimento, não clamam por Jesus.

Os discípulos, apesar da fraqueza, correram até Ele. Muitos hoje nem isso fazem.

Mateus 8:26

Jesus acalmou a tempestade e os repreendeu. Aquele dia marcou suas vidas para sempre.

Havia coisas que eles não podiam fazer — e há coisas que só Jesus pode fazer.

Como Criador, Ele acalmou o mar com autoridade. Assim também há tempestades em nossa vida que somente Jesus pode acalmar.

Você tem medo de naufragar?
Jesus está no seu barco?

Há muitos “barcos” naufragando por não terem Jesus.

A diferença entre o barco que naufraga e o que permanece firme, mesmo em meio à tempestade, é a presença de Jesus.

Pastor Ryan Sousa
Igreja Batista Parque Safira 

domingo, 26 de abril de 2026

Sedentarismo Espiritual

 



Resenha do Culto da Manhã de Domingo
26/04/2026

"Sedentarismo espiritual"
Hebreus 12:1-2

O sedentarismo atinge um terço da população global e acarreta várias doenças.
Ele já é considerado uma ameaça silenciosa à saúde pública.
O sedentarismo já pode ser considerado uma epidemia moderna.

As pessoas substituem os exercícios pelas telas, alterando, inclusive, o padrão de sono.
Parece algo inofensivo, mas tem efeito a longo prazo na saúde.
Ele também é um estilo de vida — errado, mas presente na vida de muitos.

Temos o sedentarismo em um extremo e o burnout em outro.
O burnout já é o oposto do sedentarismo: é uma exaustão causada pelo acúmulo e pelo estresse.

Não sei em qual dos dois grupos você se encontra aqui, nesta manhã!

No texto de Hebreus, o autor fala sobre o acúmulo de coisas, sobre aquilo que pode atrapalhar o movimento, a nossa corrida na carreira da fé.
Não podemos esquecer que estamos em uma jornada e que tudo aquilo que pesa em nossa mochila pode nos atrapalhar.

Se tem uma coisa que atrapalha nosso movimento, é o pecado.
O pecado paralisa.

Quantas pessoas estão paralisadas pelo excesso de coisas em suas mochilas!
Pense por alguns minutos naquilo que você tem carregado.
Quanta gente tem ficado pelo caminho por causa do peso em sua mochila!

Tanta gente carregando tantas coisas — e isso dificulta a jornada de todos nós.
Culpa, falta de perdão, mentiras, rancor...
Carregamos tantas coisas em nossas bagagens.

Você consegue identificar, olhando para o seu coração, aquilo que está atrapalhando você de correr?

Temos muitas bagagens ao longo da vida: preguiça, desânimo, falta de esperança, autoengano, vícios, orgulho, arrogância.

Pense no peso do pecado.
Quais pecados você tem tido dificuldade de abandonar? De tirar da sua mochila?

O pecado nos paralisa. Ele se coloca como um peso a mais em nossas vidas.

Pense um pouco naquilo que te atrapalha: ira, pornografia, medo excessivo, maledicência, ansiedade, arrogância, excesso de entretenimento.

Precisamos remover aquilo que nos atrapalha na jornada.
Precisamos orar a Deus para que nos ajude a retirar de nossas mochilas tudo o que impede a nossa caminhada.

O pecado é um peso para a nossa saúde espiritual.
Assim como o sedentarismo, ele traz doenças para a vida emocional e física.

Tire da sua vida tudo o que te atrapalha a chegar ao céu.
Retire as pequenas coisas que, a longo prazo, causam grandes estragos.
Evite as pequenas brechas e a aparência do mal. Seja resoluto.

Para correr com perseverança, é preciso deixar os fardos desnecessários.
A jornada da fé é uma maratona. Precisamos estar preparados.

Às vezes é doloroso.
Se você está no sedentarismo espiritual, vai ser cansativo.

Isso nos fala de uma vida daqueles que querem correr com perseverança.
A falta de disciplinas espirituais leva ao sedentarismo espiritual.

O cristão que para de avançar logo começa a retroceder.
A acomodação e a mornidão espiritual são equivalentes ao sedentarismo físico.
As prioridades ficam desordenadas.

Os sintomas são:
Pouco interesse nas coisas de Deus e muito interesse nas outras coisas.
Falta de envolvimento espiritual.
As coisas de Deus já não trazem alegria.

Porém, há muito tempo gasto com trabalho, entretenimento e mídia.
A mídia é um grande vilão.

Deus escreveu um livro, e Ele quer que você o leia.
Mas não se gasta tempo com a leitura bíblica — lê-se muito o que pouco importa.

Oração: não gastamos tempo nessa disciplina.

Sedentarismo espiritual: músculos fracos, sem forças.

Temos acesso livre à oração, à leitura da Palavra de Deus e às conversas espirituais, mas não há crescimento.

1 Timóteo 4:8

Como exercitar-se na piedade?
Significa uma religião saudável. Em outras palavras: exercite-se na devoção.

Não podemos sair desse sedentarismo espiritual, dessa letargia, sem o mínimo de esforço.
A devoção a Deus, o movimentar-se diante dEle, tem valor aqui e valor eterno.

A verdadeira devoção nasce de um coração que quer conhecer a Deus — um coração que tem sede dEle.

A piedade de que Paulo fala refere-se a um coração que abandona o pecado, que deixa o peso da mochila para correr com perseverança.

O pecado paralisa.

A verdadeira devoção nasce do coração de quem quer se parecer com Jesus, por mais difícil que seja.

Você não pode correr a jornada da fé sem se exercitar, sem se movimentar.

Você já se matriculou na “academia de Deus”?
Você tem se exercitado?
Ou o seu sentimento, nesta manhã, é de um sedentário espiritual?

Paulo exortou Timóteo a se exercitar com o propósito de sair da inércia espiritual.

Exercite-se na sua vida espiritual.
Isso exigirá sacrifícios e sabedoria para usar o tempo.

O sedentarismo espiritual, a falta de disciplina, é uma das principais razões pelas quais muitos crentes caem em pecado.

O pecado encontra terreno fértil em um coração ocioso.
A alma sedentária se torna vulnerável ao acúmulo de pecados e peso espiritual.

Hebreus 12:2

Cristo restaura o medo da morte.
Para você que se sente cansado, Cristo restaura o movimento da alma.

Olhe para Cristo. É isso que o autor de Hebreus está dizendo.
Ele terminou a corrida que lhe foi proposta. Ele venceu o mundo.

Olhar para Cristo muda a nossa perspectiva.

Mateus 11:28

Ele está falando aos sedentários espirituais:
Venham!

Pastor Ryan Sousa
Igreja Batista Parque Safira

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quinta-feira, 23 de abril de 2026

Fé em movimento - Quando o ouro custa a alma.

 

Resenha do Culto de Quarta-feira

22/04/2026

"Fé em movimento – Quando o ouro custa a alma"

Tiago 5:1–6

Tiago inicia com uma sentença destinada aos ricos.

Naquela ocasião, na região da Palestina, onde estavam inseridas várias igrejas, havia um movimento em que poucos latifundiários se tornavam grandes proprietários de quase todas as terras.

Aqueles camponeses, muitos deles cristãos, em sua grande maioria eram pobres. E muitos deles se tornavam trabalhadores desses latifundiários, e uma realidade ocorria ali: eles trabalhavam e, na cultura judaica, após o trabalho se recebia o denário do dia. Porém, muitos desses proprietários retinham para si o pagamento devido daqueles que pouco tinham — daqueles que precisavam do pagamento para comer naquele dia.

Assim, Tiago direciona essa porção do capítulo para ensinar o coração da igreja, mas também para demonstrar àqueles que muito tinham, no seu tempo, um grande problema: uma sentença já determinada àqueles homens.

A Palavra de Deus, por meio de Tiago, está falando muito além de você possuir ou não posses. Tiago está falando de um problema evidente, que se revela através dos atos desses ricos: o problema do apego, de um coração dividido, de uma adoração incoerente — o problema da idolatria.

Um problema que pode muito bem estar no coração de ricos, de pobres, de crentes e de não crentes.

Aqui, há um alerta de Tiago:

Reavalie a sua adoração.

O dinheiro, apesar de ser solução para muitas questões da vida, também é problema para tantas outras. Não é à toa que a Palavra de Deus nos fala sobre o potencial do dinheiro de destruir o coração do homem.

A Palavra de Deus condena tudo aquilo que domina o coração do homem, tornando-se o seu deus. Você se torna adorador daquilo que domina o seu coração.

A Palavra de Deus fala muito mais sobre o problema do dinheiro do que sobre outros temas.

A Bíblia nos apresenta um encontro de Jesus com um jovem — um encontro que era para ser transformador. Mas vemos um jovem que guardava os mandamentos de Deus e os colocava em prática. Em determinado momento, Jesus olha para ele e diz:

"Falta-lhe algo."

Mateus 19:20–26

O problema desse jovem não era ter posses; o problema era que as posses eram um deus em seu coração. Ele deixa de seguir a Cristo porque tinha muito. Talvez por isso, não sabemos o seu nome.

Você se torna cada vez mais parecido com aquilo que adora, e aquilo que você adora forma a sua identidade.

Quando você adora o Senhor de todo o seu coração, torna-se mais parecido com Ele. E assim você recebe um nome, dado por Deus: uma identidade — você é chamado de filho.

Mas aqueles que adoram outras coisas terão outros nomes; sua identidade é pautada naquilo que possuem.

Lembra da parábola de Jesus? Temos "O rico e Lázaro". Existe alguém que tem nome; existe alguém cuja identidade é definida pela sua adoração.

Mateus 6:24 e 1 Timóteo 6:10

Existe uma potencialidade em nosso coração de transformar as riquezas em um deus, porque o dinheiro tem o poder de nos entregar aquilo que desejamos.

Soa pesado admitir que é possível haver idolatria ao dinheiro em nosso coração. Mas e se isso for realidade? Não seria importante que a Palavra de Deus escrutinasse o nosso coração e colocasse isso diante dos nossos olhos?

Martinho Lutero dizia:

"É necessário que o homem converta a mente e o bolso."

Porque muitas vezes podemos ter aparência de piedade, mas, quando se trata daquilo que temos, não estamos dispostos a nos mover para abençoar o próximo, a igreja ou cuidar de alguém.

Precisamos reavaliar a nossa adoração.

Falamos pouquíssimo neste púlpito sobre dízimo, embora saibamos que isso é bíblico. O dízimo é educativo, é culto, faz parte da adoração da igreja, do investimento no Reino de Deus e de um coração que está sendo educado no entendimento de que somos mordomos daquilo que é de Deus.

A mordomia dos recursos nos ajuda a manter a adoração no lugar correto.

O dinheiro é o único ídolo que cega você para o fato de que ele é um ídolo. É muito fácil ver os ídolos dos outros, mas é quase impossível ver o próprio quando se trata de dinheiro.

O que move o seu coração?

A idolatria bate à porta.

Lembre-se:

Deus não divide a Sua glória com ninguém.

Reavalie a sua adoração.

Não caia na ilusão da temporalidade.

Somos um povo do agora — queremos o hoje. Não planejamos nada. Os discursos dizem:

"Viva o hoje. Não pense no amanhã."

Talvez o imediatismo nos impeça de olhar a vida com os olhos da eternidade, o que pode ser um problema para o nosso coração.

O Evangelho não propõe um voto de pobreza, mas precisamos ter cuidado para que as riquezas não sejam o motor da nossa história.

Não adoramos apenas aquilo que cantamos em louvores, mas aquilo ao qual dedicamos toda a nossa vida.

Estamos sendo guiados por aquilo que, muitas vezes, está distante da identidade que Cristo tem para nós.

É nesse ponto que caímos na ilusão das riquezas, pois elas prometem as melhores bênçãos, mas cobram muito caro: cobram a alma.

A Palavra de Deus evidencia o contraste entre as bênçãos na temporalidade — o aqui e agora — e a eternidade, aquilo que está por vir.

Tiago 5:1–5

Temporalidade, luxo e prazeres: é uma engorda para o dia da matança.

Jesus direciona nosso anseio não para a temporalidade, mas para a eternidade.

Mateus 6:19–21

Existe um direcionamento de Cristo ao coração do discípulo:

"Mantenham os olhos na eternidade."

Seus pés estão na terra — trabalhe, conquiste —, mas entenda que as bênçãos vêm para abençoar.

O que faz você escolher um trabalho? O que você vai ganhar ou o propósito que isso tem para a sua vida?

O que define a forma como você enxerga as pessoas? O que elas têm ou o seu caráter?

Cuidado com as ilusões da temporalidade. Essa vida passa.

A sua adoração move as suas mãos.

Tiago 5:4–6

O clamor dos oprimidos chega ao trono do Senhor. Ele cuida dos órfãos, das viúvas, dos estrangeiros e dos pobres.

Existiam leis em Israel para que os vulneráveis fossem cuidados. Isso tem a ver com compaixão e graça — com um Deus que define o outro de forma diferente da nossa.

A tendência humana é honrar os que parecem superiores, mas não é assim aos olhos do Senhor, pois Deus não faz acepção de pessoas.

Precisamos pedir ao Senhor que nos dê um coração de compaixão e graça, porque nossa tendência é ao endurecimento. Muitas vezes, ao ajudar o outro, Deus trata primeiro o nosso coração.

Precisamos de atos intencionais de cuidado com quem precisa. Há pessoas sedentas de Deus, oprimidas, carentes do básico, necessitando de transformação e libertação.

Tudo o que temos pertence ao Senhor. Reter recursos de quem está em necessidade, quando podemos ajudar, não é apenas falta de compaixão — é roubo.

Mateus 25:34–40

Aquilo que adoramos determina como lidamos com a vida, com as pessoas e com as riquezas.

Tiago traz uma sentença destinada a ricos e incrédulos, mas que se aplica aos nossos corações. Porque, infelizmente, a igreja estará repleta de justos e ímpios — trigo e joio.

Quando o Senhor Jesus toca em algo que nos aflige, Ele também nos dá a oportunidade de reavaliar quem temos adorado.

Não adoramos ao Senhor apenas pelo que Ele tem ou nos dá, nem só quando tudo está bem. Deus não precisa das suas riquezas, mas usa você como instrumento para abençoar vidas.

O deus Mamon diz:

"Retenha para si."

O Senhor dos Exércitos diz:

"Abençoe o próximo."

A condenação de Tiago aqui é contra a exploração do pobre, a retenção injusta, a desonestidade e a negligência — frutos de mãos que adoram um deus chamado dinheiro.

Finalizo com Martinho Lutero:

"Existem três conversões necessárias na vida de um homem: a do coração, a da mente e a do bolso."

Se o bolso não foi convertido, a conversão ainda não é plena.

Deus é dono de tudo. O dinheiro e as riquezas são apenas detalhes nas mãos de um Deus poderoso. Ele dá, Ele tira, Ele abre, Ele fecha.

Reavalie:

Onde está a sua adoração?

Em que está a sua prioridade?

Nas vidas, no Reino, no avanço… ou no ter, reter e guardar para si?

Pr. Gabriel Monteiro

Igreja Batista Parque Safira


domingo, 19 de abril de 2026

Está consumado

 Resenha do Culto da noite de domingo

19/04/2026

"Está consumado"

João 19:30 e Mateus 27:45-54

Olhar para esse texto impacta a nossa vida. Parar para imaginar toda a via dolorosa, todos aqueles momentos, nos impacta profundamente.

Aqui, Jesus dá um grito. Eu diria que um grito de vitória, mas em meio à extrema dor e sofrimento.

Quando o Senhor Jesus diz:

"Está consumado!",

e, após esse grito de vitória, Ele expira.

Ao profetizar acerca da vinda de Jesus, Isaías nos lembra que Ele seria um homem de dores. E assim se desenvolveu o ministério do Senhor Jesus Cristo.

Esse é o momento em que Ele dá o grito de vitória, ainda que com intensa dor, porque o pecado quebrou o inquebrável.

Naquele instante, Jesus sentiu-se abandonado. Um sofrimento que vai muito além do físico — essa foi a maior dor que Ele experimentou.

Quando Ele diz:

"Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?",

expressa o auge dessa dor.

Desde a eternidade, Deus é. O Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus. E, nesse momento, o que parecia inquebrável é rompido.

Por isso, esse grito. E, quando Jesus o profere, acontecimentos sobrenaturais ocorrem, impactando todos que presenciaram aquela cena.

O texto diz que, nesse momento, o véu do templo se rasgou.

Mateus 27:51

O véu do templo separava o Santo dos Santos — o lugar santíssimo, onde o sumo sacerdote podia entrar apenas uma vez por ano.

Quando ele adentrava, amarravam uma corda em seu tornozelo, pois, se não estivesse devidamente purificado, poderia morrer. Caso demorasse, poderia ser puxado para fora, sem que ninguém precisasse entrar naquele lugar santíssimo.

Esse espaço representava a separação entre Deus e o homem, pois o pecado nos separa de Deus. Por isso, o véu tinha um simbolismo profundo.

No momento em que o véu se rasga, os principais sacerdotes estavam no templo. Imagine o impacto! De repente, aquilo que separava o Santo dos Santos se rompe de alto a baixo.

Isso aconteceu exatamente às três da tarde, no momento em que Jesus clamou:

"Está consumado."

Ali terminou a separação entre Deus e o homem. Agora, o homem passa a ter acesso a Deus por meio do Senhor Jesus Cristo.

Era também a hora do sacrifício pascal, quando o cordeiro era imolado. Nesse exato momento, Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, é sacrificado.

Ele expira com o grito de vitória, e o véu é rasgado do céu para a terra.

Esse véu simbolizava a separação entre um Deus Santo, Santo, Santo e um homem rebelde. Mas agora ele é rasgado, porque o Cordeiro foi sacrificado.

A dívida foi paga. A obra da salvação foi consumada.

Imagine o impacto! Imagine a repercussão! Muitos daqueles que presenciaram esses acontecimentos se converteram, reconhecendo que Jesus é o Filho do Deus vivo.

Atos 6:7

Imagine estar no templo e, de repente, de forma extraordinária e assustadora, o véu se rasgar de alto a baixo.

Isso simboliza que Deus estava perdoando — o pecado da humanidade estava sendo expiado. O homem voltou a ter comunhão com Deus.

A natureza também se manifestou.

Mateus 27:45

Houve trevas sobre toda a terra. O universo reagiu diante da dor do seu Criador.

Eram manifestações sobrenaturais — mais do que físicas, eram também espirituais. Imagine a opressão daquele momento!

Parecia que as forças das trevas lutavam para que o Filho de Deus descesse da cruz. Mas Ele permaneceu e cumpriu Sua missão até o fim.

Seu grito declara:

"Está consumado. Eu paguei o preço."

Diante dessa morte, a terra tremeu, e as rochas se partiram. Não foi acaso — foi algo profundamente impactante.

Mateus 27:54

Naquele momento, até homens acostumados à morte tremeram e reconheceram:

"Verdadeiramente este era o Filho de Deus."

Ele é o Senhor do universo.

Mateus 27:52

Os túmulos se abriram. Aqueles que morreram na esperança da ressurreição foram testemunhas de que a morte foi vencida.

1 Coríntios 15:55

"Onde está, ó morte, a tua vitória?"

Jesus venceu a morte.

Imagine os comentários na cidade! O silêncio do sábado... mas então chega o domingo!

Houve uma sexta-feira, mas houve um domingo como nenhum outro: Ele ressuscitou!

Ele venceu a morte. Está consumado.

O sacrifício de Jesus foi perfeito. E, como Ele havia profetizado acerca do templo em Jerusalém, não ficou pedra sobre pedra. Porém, o templo espiritual foi levantado.

A promessa de Deus, anunciada por Joel, se cumpre quando um pecador se arrepende e reconhece Cristo como Senhor e Salvador.

O Espírito Santo convence do pecado, da justiça e do juízo, e passa a habitar no crente. Esse corpo mortal é revestido de imortalidade, pois se torna morada do Deus vivo.

O sistema expiatório do Antigo Testamento cessou. Hoje, temos acesso direto ao Pai por meio do Filho, que é o Caminho, a Verdade e a Vida.

O véu do templo se rasgou. A entrada à presença de Deus está aberta a todo aquele que crê.

Ao terceiro dia, o templo de Cristo se levantou novamente, pois a morte não pôde detê-lo.

E, porque Ele venceu a morte, nós também venceremos com Ele.

Apocalipse 14:13

Quais obras? Aquelas produzidas em nós pela fé em Cristo e através da nossa vida, proclamando que Ele vive, reina e voltará.

Por isso, temos paz e esperança.

O grito de vitória foi dado. Ele cumpriu o que prometeu:

"Está consumado."

A dívida foi paga. A morte foi vencida ao terceiro dia.

Hoje, o Espírito do Senhor habita na vida daquele que crê. Essa experiência pertence àquele que reconhece Cristo como Senhor e Salvador.

Ele habita em nós como selo — a garantia de que pertencemos ao Deus vivo.

Nesta noite, esse mesmo Deus pode reinar na sua vida, se você O reconhecer como Senhor e Salvador.

Só está perdido quem não tem Jesus como Senhor e Salvador.

Porque o Deus eterno reina soberanamente de eternidade em eternidade, e nenhum dos seus propósitos pode ser frustrado.

Pastor Nélio Monteiro

Igreja Batista Parque Safira

Servos


Resenha do Culto da manhã de domingo

19/04/2026

"Servos"

Mateus 25:14-19

Há uma palavra nesse texto quando trata do servo: a expressão doulos, que traz o sentido de servo-escravo.

É importante percebermos algo que o Senhor Jesus apresenta aqui: a condição do escravo é de obediência, fidelidade e reconhecimento de que ele está servindo alguém que é o seu dono. E um escravo bom e fiel é aquele que reconhece que é propriedade do seu senhor.

Se lhe foi dada uma missão, ele deve cumpri-la conforme lhe foi delegada, porque um escravo não tem vontade própria.

Mas há algo interessante acontecendo aqui: o senhor dá aos seus servos uma missão de acordo com a capacidade de cada um. Ele conhecia os seus servos, conhecia as limitações de cada um, mas ainda assim confiou tarefas a todos. Porque, ao sair em viagem, confiou neles para administrar aquilo que lhes foi entregue.

Quero trazer uma aplicação para a vida de cada um de nós. É exatamente a nós que o Senhor está falando nesta manhã.

O Senhor nos deu uma missão antes de subir aos céus:

"Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a todas as nações. E eu estarei convosco até a consumação dos séculos."

Não é essa a missão da Igreja? Anunciar que Cristo vive! Discipular pessoas, levando a Boa Nova da salvação em Cristo Jesus. Advertir, alertar e encorajar, porque Ele vai voltar.

Não aguardamos a volta do Senhor Jesus Cristo?

O Senhor equipou cada um de nós com dons e talentos, e ambos devem ser utilizados em prol do Reino de Deus, para cumprir a missão que Ele nos deu.

Lembre-se: o servo não tem vontade própria.

Paulo, quando toma consciência disso, declara:

"Não mais vivo eu, mas Cristo vive em mim."

Ou seja, Aquele que me comprou por alto preço é o Senhor da minha vida. E, a partir do momento em que Ele se torna o meu Senhor, o meu dono, cabe-me fazer a vontade dEle, e não a minha.

O problema é que, muitas vezes, não temos consciência disso. Ao longo da vida, pegamos os dons e talentos que Deus nos dá e os utilizamos em proveito próprio.

"É o meu tempo, é o meu dinheiro, são as minhas prioridades."

Essa é a atitude daquele que recebeu um talento e o enterrou para devolvê-lo quando o senhor voltasse.

Nós temos uma missão, e ela nos foi outorgada pelo Senhor. Não podemos nos esquecer de que, no Reino de Deus, pessoas são prioridade.

Como você tem utilizado o seu dom e os seus talentos?

Como você tem usado aquilo que Deus colocou em suas mãos?

Nada do que você tem é realmente seu. O que você vai levar?

O texto diz que o que recebeu cinco talentos trabalhou, se esforçou e ganhou mais cinco. O que recebeu dois também trabalhou e ganhou mais dois. O texto não diz quanto tempo o senhor demorou para voltar. Mas e o que recebeu um? O que fez? Enterrou.

Mateus 25:24-27

O que Jesus está ensinando aqui? Deus não tolera passividade. O Reino de Deus é um reino em movimento.

Aquele que recebeu talentos e trabalhou produziu. E o senhor diz:

"Muito bem, servo bom e fiel."

Ele está falando de caráter. Ele confiou, e os servos produziram.

"Entra e vem celebrar comigo."

Mas e o que enterrou o talento?

Ele diz:

"Tirai dele o talento e dai a outro que sabe administrar."

Interessante que Ele apresenta um princípio:

Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito.

Para Deus, o que importa é atitude e resultado.

Jesus andou com os doze, mas os enviou de dois em dois. Deu autoridade e os enviou. Eles voltaram felizes, cheios de experiências extraordinárias.

Depois, Jesus enviou outros setenta.

Depois, enviou a Igreja. Nós fomos enviados. Ele confiou em você e em mim.

Qual legado vamos deixar?

Quando Ele diz que quem é fiel no pouco receberá muito mais, está falando de crescimento espiritual, intimidade com Ele e aprovação diante dEle.

Você já pensou, ao chegar no juízo final, estar diante de Jesus e ouvir que foi reprovado?

Deus requer de nós atitudes e resultados.

O Senhor nos chama a levar Sua mensagem ao mundo inteiro.

Três coisas como servos que quero destacar nesta manhã:

Temos uma missão.

E a missão que Ele nos deu foi fazer discípulos de todas as nações.

Talvez eu não possa ir, mas posso orar e contribuir para que o Evangelho alcance o mundo inteiro.

Não há desculpa para a passividade.

Devemos ser diligentes no uso dos dons e talentos.

Jesus deixa claro que Deus pedirá contas.

Isso nos leva a temer e tremer.

Quando estivermos diante do Senhor, Ele perguntará:

"Você orou? Pregou? Contribuiu? O que fez com os recursos que coloquei em suas mãos?"

Precisamos deixar um legado.

Qual legado você deixará na sua passagem pela terra?

O que realmente te acompanhará quando você partir?

As suas obras te acompanharão.

Que obras são essas? Estruturas? Conhecimento intelectual?

Jesus nos ensina três coisas pelo Seu próprio exemplo:

Ele cumpriu Sua missão — buscar e salvar o que se havia perdido.

Ele foi diligente.

E Ele deixou um legado.

Estamos aqui porque o Evangelho da graça de Deus nos alcançou em Cristo Jesus.

Qual será o seu legado?

Quando você chegar diante do Senhor para prestar contas dos seus dons e talentos, e Ele perguntar:

"Eu te dei esses dons, esses talentos e esses recursos. Como você os utilizou?"

Imagine aqueles que chegam lá e não têm nada, nem uma alma.

Mas imagine aqueles que usaram seus dons e talentos na obra do Senhor e verão vidas alcançadas por meio da sua fidelidade.

E então… vamos completar a missão?

Pastor Nélio Monteiro

Igreja Batista Parque Safira


O Ungido

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