Resenha do Culto da noite de domingo
19/04/2026
"Está consumado"
João 19:30 e Mateus 27:45-54
Olhar para esse texto impacta a nossa vida. Parar para imaginar toda a via dolorosa, todos aqueles momentos, nos impacta profundamente.
Aqui, Jesus dá um grito. Eu diria que um grito de vitória, mas em meio à extrema dor e sofrimento.
Quando o Senhor Jesus diz:
"Está consumado!",
e, após esse grito de vitória, Ele expira.
Ao profetizar acerca da vinda de Jesus, Isaías nos lembra que Ele seria um homem de dores. E assim se desenvolveu o ministério do Senhor Jesus Cristo.
Esse é o momento em que Ele dá o grito de vitória, ainda que com intensa dor, porque o pecado quebrou o inquebrável.
Naquele instante, Jesus sentiu-se abandonado. Um sofrimento que vai muito além do físico — essa foi a maior dor que Ele experimentou.
Quando Ele diz:
"Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?",
expressa o auge dessa dor.
Desde a eternidade, Deus é. O Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus. E, nesse momento, o que parecia inquebrável é rompido.
Por isso, esse grito. E, quando Jesus o profere, acontecimentos sobrenaturais ocorrem, impactando todos que presenciaram aquela cena.
O texto diz que, nesse momento, o véu do templo se rasgou.
Mateus 27:51
O véu do templo separava o Santo dos Santos — o lugar santíssimo, onde o sumo sacerdote podia entrar apenas uma vez por ano.
Quando ele adentrava, amarravam uma corda em seu tornozelo, pois, se não estivesse devidamente purificado, poderia morrer. Caso demorasse, poderia ser puxado para fora, sem que ninguém precisasse entrar naquele lugar santíssimo.
Esse espaço representava a separação entre Deus e o homem, pois o pecado nos separa de Deus. Por isso, o véu tinha um simbolismo profundo.
No momento em que o véu se rasga, os principais sacerdotes estavam no templo. Imagine o impacto! De repente, aquilo que separava o Santo dos Santos se rompe de alto a baixo.
Isso aconteceu exatamente às três da tarde, no momento em que Jesus clamou:
"Está consumado."
Ali terminou a separação entre Deus e o homem. Agora, o homem passa a ter acesso a Deus por meio do Senhor Jesus Cristo.
Era também a hora do sacrifício pascal, quando o cordeiro era imolado. Nesse exato momento, Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, é sacrificado.
Ele expira com o grito de vitória, e o véu é rasgado do céu para a terra.
Esse véu simbolizava a separação entre um Deus Santo, Santo, Santo e um homem rebelde. Mas agora ele é rasgado, porque o Cordeiro foi sacrificado.
A dívida foi paga. A obra da salvação foi consumada.
Imagine o impacto! Imagine a repercussão! Muitos daqueles que presenciaram esses acontecimentos se converteram, reconhecendo que Jesus é o Filho do Deus vivo.
Atos 6:7
Imagine estar no templo e, de repente, de forma extraordinária e assustadora, o véu se rasgar de alto a baixo.
Isso simboliza que Deus estava perdoando — o pecado da humanidade estava sendo expiado. O homem voltou a ter comunhão com Deus.
A natureza também se manifestou.
Mateus 27:45
Houve trevas sobre toda a terra. O universo reagiu diante da dor do seu Criador.
Eram manifestações sobrenaturais — mais do que físicas, eram também espirituais. Imagine a opressão daquele momento!
Parecia que as forças das trevas lutavam para que o Filho de Deus descesse da cruz. Mas Ele permaneceu e cumpriu Sua missão até o fim.
Seu grito declara:
"Está consumado. Eu paguei o preço."
Diante dessa morte, a terra tremeu, e as rochas se partiram. Não foi acaso — foi algo profundamente impactante.
Mateus 27:54
Naquele momento, até homens acostumados à morte tremeram e reconheceram:
"Verdadeiramente este era o Filho de Deus."
Ele é o Senhor do universo.
Mateus 27:52
Os túmulos se abriram. Aqueles que morreram na esperança da ressurreição foram testemunhas de que a morte foi vencida.
1 Coríntios 15:55
"Onde está, ó morte, a tua vitória?"
Jesus venceu a morte.
Imagine os comentários na cidade! O silêncio do sábado... mas então chega o domingo!
Houve uma sexta-feira, mas houve um domingo como nenhum outro: Ele ressuscitou!
Ele venceu a morte. Está consumado.
O sacrifício de Jesus foi perfeito. E, como Ele havia profetizado acerca do templo em Jerusalém, não ficou pedra sobre pedra. Porém, o templo espiritual foi levantado.
A promessa de Deus, anunciada por Joel, se cumpre quando um pecador se arrepende e reconhece Cristo como Senhor e Salvador.
O Espírito Santo convence do pecado, da justiça e do juízo, e passa a habitar no crente. Esse corpo mortal é revestido de imortalidade, pois se torna morada do Deus vivo.
O sistema expiatório do Antigo Testamento cessou. Hoje, temos acesso direto ao Pai por meio do Filho, que é o Caminho, a Verdade e a Vida.
O véu do templo se rasgou. A entrada à presença de Deus está aberta a todo aquele que crê.
Ao terceiro dia, o templo de Cristo se levantou novamente, pois a morte não pôde detê-lo.
E, porque Ele venceu a morte, nós também venceremos com Ele.
Apocalipse 14:13
Quais obras? Aquelas produzidas em nós pela fé em Cristo e através da nossa vida, proclamando que Ele vive, reina e voltará.
Por isso, temos paz e esperança.
O grito de vitória foi dado. Ele cumpriu o que prometeu:
"Está consumado."
A dívida foi paga. A morte foi vencida ao terceiro dia.
Hoje, o Espírito do Senhor habita na vida daquele que crê. Essa experiência pertence àquele que reconhece Cristo como Senhor e Salvador.
Ele habita em nós como selo — a garantia de que pertencemos ao Deus vivo.
Nesta noite, esse mesmo Deus pode reinar na sua vida, se você O reconhecer como Senhor e Salvador.
Só está perdido quem não tem Jesus como Senhor e Salvador.
Porque o Deus eterno reina soberanamente de eternidade em eternidade, e nenhum dos seus propósitos pode ser frustrado.
Pastor Nélio Monteiro
Igreja Batista Parque Safira