quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Quando a graça silencia o medo.

 

Resenha do Culto de quarta-feira

12/08/2026

“Quando a graça silencia o medo”
João 14:1-13

As falas de Jesus aos seus discípulos nos comunicam verdades muito importantes. Verdades preciosas, que se expandem e atingem a todo aquele que se diz discípulo de Jesus.

Verdades absolutas, que devem estar vivas em nosso coração.

Tiramos alguns ensinamentos desse momento especial de Jesus com seus discípulos:

“Não tenha medo; há algo melhor aguardando aquele que crê.”

A palavra angústia significa sentimento profundo de aperto no peito, aflição. Ela traz uma forte inquietação.

E Jesus começa confortando seus discípulos.

A fé em Cristo Jesus sempre nos apontará para algo melhor que há de vir.

Por que Jesus está falando que a angústia não deveria tomar parte daquele coração?

Porque Jesus está dizendo: “É necessário que Eu vá. É necessário que Eu viva aquilo que hei de viver. É necessário que Eu vá para que Eu prepare morada.”

A Palavra quer dizer que Jesus há de preparar-nos um lugar de onde não sairemos mais, onde estaremos na presença de Deus e não sentiremos as angústias do presente tempo.

Existe um lugar preparado.

E a convicção de que Deus há de nos levar está firme nas palavras de Jesus:

“Eu vou, mas Eu volto, para que vocês estejam onde Eu também vou estar.”

Jesus busca aquele que é Seu.

Existe algo melhor e maior aguardando aquele que crê em Cristo.

A fala de Jesus é de encorajamento aos discípulos.

O chamado crente é o que tem a mente na eternidade, mas os pés na terra.

E compreenda que, enquanto está aqui, pela fé, o Reino de Deus já começou para você.

Somos chamados a viver aqui e agora para a glória de Deus; a viver aqui e agora, em obediência a Jesus, como cidadãos do céu.

O Evangelho verdadeiro não é um Evangelho que aponta ou passa a mão na cabeça do pecador.

O Evangelho verdadeiro nos salva do pecado para que nossa vida seja a de um cidadão do Reino dos céus.

Viva de forma justa. Seja obediente. Faça discípulos para Jesus. Essa é a nossa missão.

Nós pregamos sempre o Evangelho da salvação.

Mas pregamos também que o efeito da salvação é uma vida de integridade.

Aquele que foi transformado por Jesus abandona certas práticas que não glorificam a Deus.

Isso não é religiosidade. Isso é uma vida que experimentou a presença do Espírito.

Aonde o Espírito, que é Santo, habita, não haverá espaço para a iniquidade constante.

O pecado agora é uma rota que precisa ser recalculada, mas não um estilo de vida.

A fala de Jesus deve encorajar-nos a viver essa vida íntegra aqui.

Porque, em meio às aflições e angústias, com a cabeça no céu, nos lembraremos de que existe algo maior e melhor. E que vale a pena viver para a glória de Deus.

Se existe um lugar melhor, o segundo ponto de reflexão é:

“Não tenha medo; existe um caminho para este lugar.”

Tomé é aquele discípulo racional.

Muitos de nós somos como Tomé.

É um reflexo da nossa incredulidade, mesmo Deus já tendo provado, de forma maravilhosa, tantas vezes!

A pergunta de Tomé abre espaço para uma das mais belas falas de Jesus de todo o Novo Testamento.

João 14:6

Perceba algo importante. As falas de Jesus para os dias de hoje parecem complicadas.

Nós não acreditamos que todos os caminhos levam a Deus.

Jesus não deixou essa opção.

Nós não acreditamos que todos os tipos de religiões, de alguma forma, vão nos levar até Deus depois da nossa morte.

Jesus não nos deixa essa opção.

Ele diz:

“Eu sou o Caminho. Eu sou a Verdade. E Eu sou a Vida. NINGUÉM VAI AO PAI A NÃO SER POR MIM.”

Não existe outro mediador entre Deus e os homens.

Não existe outro a quem clamar.

Não existe outro que, de alguma forma, possa levar-nos até Deus.

A fé cristã não crê em caminhos alternativos.

“Ninguém vai ao Pai a não ser por Mim.”

Vivemos um tempo de pluralidade.

Mas a Palavra de Deus não muda.

O tempo muda, mas a Palavra permanece.

Existe um caminho para chegarmos a este lugar melhor que nos aguarda.

E este caminho é Jesus Cristo.

Esse Jesus Cristo é Aquele que pode salvar a sua vida ainda nesta noite e levá-lo para a glória, para viver a eternidade na Sua presença.

Jesus é o Salvador de todos aqueles que nEle creem.

Há algo melhor e há um caminho para esse algo melhor.

Terceiro ensinamento:

“Não tenha medo. Olhe para Jesus e veja Deus.”

João 13:8-10

Não é considerado cristão quem não crê na doutrina da Santíssima Trindade.

A doutrina da Trindade tem que estar clara e ardente em nosso coração.

Deus é único. Mas esse único Deus se manifesta em três Pessoas.

Não são três Deuses. É um Deus manifesto em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo.

Quando ouvimos a Palavra, estamos ouvindo o Espírito soar em nossos ouvidos.

A doutrina da Trindade é uma doutrina central da fé cristã.

A resposta de Jesus a Filipe é uma resposta importante para nós.

Ele diz:

“Quer conhecer a Deus? Olhe para Mim.”

Jesus é a máxima manifestação do Divino a cada um de nós.

Do Antigo ao Novo Testamento, Deus é Deus.

Mas a fala de Filipe nos demonstra a ingenuidade ou a falta de conhecimento daqueles que ainda não haviam recebido o Espírito Santo.

O Espírito desce em Pentecostes sobre todos, inclusive sobre os discípulos. E ali, então, há firmeza no coração.

Quando você creu em Jesus, você já recebeu o Espírito. E agora você pode testificar que este Cristo é o Deus verdadeiro.

Na doutrina da Trindade, bate o coração de toda a revelação de Deus para a redenção da humanidade.

Nós somos salvos pelo Pai, através do Filho, pelo poder do Espírito Santo. Tirar a Trindade é arrancar o coração do Evangelho.

Existem pessoas, ainda hoje, que têm uma visão idealizada de Jesus.

A sua ideia de Deus não é Deus. Deus é Aquele que está revelado nas páginas da Bíblia.

Quando pregamos o Evangelho, estamos entregando ao mundo a maior bênção que ele poderia um dia receber.

O fim do medo, o fim da angústia. O fim de uma eternidade sem Deus.

João 14:12-13

Existem lições importantes aqui.

A primeira delas: Jesus está falando que aquele que nEle permanece fará obras grandiosas.

O tempo de Jesus foi curto: três anos.

Mas você está aqui para uma vida inteira para a glória de Deus.

Quantos anos Jesus há de ter dado!

Quantos anos você tem!

Deus está lhe dando a oportunidade de glorificá-Lo aqui e agora.

Onde estão aqueles que oram de forma fervorosa e Deus responde às orações?

Onde estão aqueles que fazem a diferença porque entenderam que Jesus disse que faríamos obras grandiosas?

Precisamos de fé. Precisamos de convicção.

Temos que sair desse estado de mornidão espiritual.

Precisamos entender que o mundo é um espetáculo para a glória divina. E você foi chamado para entrar nesse espetáculo e ser um agente atuante da glória de Deus.

João 14:13

Jesus está falando que o pedido a Deus para que Ele nos ajude a cumprir aquilo que é a Sua vontade será atendido quando clamarmos em nome de Jesus.

Quando entendemos a vontade de Deus para nossa vida e oramos incessantemente por aquilo, nós temos a resposta do Eterno.

Esse texto nos aponta para as portas abertas enquanto você cumpre a vontade de Deus.

Cristo faz, ouve e transforma.

“Não tenha medo, porque Jesus é o Mediador de uma Nova Aliança.”

O texto nos diz que o que pedimos em nome de Cristo, Ele o fará! Porque Ele está assentado no Trono e escuta as nossas orações.

1 João 2:1

É Ele quem opera em nossa causa.

É Ele quem justificou a nossa vida e pagou o caminho até Deus.

1 Timóteo 2:5-6

Porque há um somente Nome pelo qual devemos buscar, adorar e clamar. E este Nome é o nome de Cristo Jesus.

Atos 4:12

Não existe outro meio para alcançar a Deus.

Não existe outro meio para chegar ao céu.

Ore e, quando orar, ore com fervor a Cristo Jesus, que um dia padeceu naquela cruz em nosso lugar.

Interceda a Cristo sem medo.

Creia que Jesus escuta quando você clama.

Essa é a garantia: Ele escuta a nossa voz.

A oração poderosa nada mais é do que aquela feita por quem crê genuinamente que Cristo Jesus o escuta e pode mudar a sua história.

A grande pergunta é:

Existem impossíveis para Deus?

Não!

Não se turbe, porque tudo o que estamos conversando nesta noite só é possível porque Ele caminhou até a cruz.

Porque Ele se entregou em amor a cada um de nós.

Não tenha medo, porque existe algo maior esperando por você.

Não tenha medo, porque existe um caminho para este lugar.

Não tenha medo, porque Cristo Jesus é o Mediador de uma Nova Aliança.

Não tenha medo; olhe para Jesus e permita que a graça silencie o medo.

Pastor Gabriel Monteiro
IBPS

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Ainda há lugar.

 

Resenha do Culto da Noite de Domingo
09/08/2026

“Ainda há lugar”

Lucas 14:12-15

Jesus estava numa festa. Jesus será encontrado muitas vezes participando de momentos assim: de celebração, de festas, nas casas... E Jesus está em um desses momentos.

E o Senhor repara que os convidados iam chegando e procurando estar nos melhores lugares, nos lugares de destaque.

E alguém olha para Jesus e diz assim:

“Bem-aventurado aquele que participar do banquete no Reino de Deus.”

Imagine você convidar alguém para uma festa em sua casa. Uma grande festa acontecendo. Você está celebrando com seus amigos!

Hoje mesmo, quanta celebração! Quantos têm seus pais e não celebram com eles, por muitas questões. Independentemente de quais sejam elas, celebre!

Celebre a vida.

Há um vídeo de um velhinho que prepara uma ceia de Natal e, um a um, os filhos vão dizendo que não poderiam participar. E, nos anos seguintes, também, cada um vinha com suas desculpas.

E, em um desses anos, ele prepara a ceia e manda um aviso para os filhos de que havia falecido.

Quando chega o aviso, os filhos são impactados. Deixam seus afazeres e correm para a casa do pai.

E, quando chegam lá, qual é a surpresa?

A mesa está posta e o pai estava lá.

Infelizmente, vivemos em uma sociedade que celebra mais a morte do que a vida.

Não deveríamos celebrar a vida?

Precisamos celebrar a vida.

Encontrei um amigo esta semana que me disse assim:

“Eu daria tudo o que tenho se Deus me desse uma hora para eu conversar com meu pai.”

O que você daria para conversar com seu pai?

Jesus disse que não provaria do fruto da videira até que pudesse fazê-lo no final dos séculos.

Eu imagino que, naquele momento, Jesus estava se despedindo dos Seus discípulos, e eles não tinham noção da importância daquele momento.

Mas eles tiveram mais quarenta dias com o Senhor Jesus após Sua ressurreição.

Celebre hoje! Você não vai ter mais quarenta dias após a ressurreição, senão uma eternidade após a ressurreição dos santos, na presença do Senhor Jesus.

Mas o texto tem um contexto de festa, e as pessoas buscavam os melhores lugares. Elas queriam estar em destaque.

A vida é assim.

Estamos numa corrida louca atrás dos primeiros lugares, de conquistas, de grandeza.

Por isso, essas datas especiais nos fazem refletir sobre a importância da comunhão com Deus.

Naquela festa, Jesus diz assim:

“Quando vocês forem dar uma festa, lembrem-se dos pobres, lembrem-se daqueles que não vão poder oferecer uma festa dessas para vocês.”

É nesse contexto que um dos convidados diz:

“Bem-aventurado aquele que participar do banquete do Reino de Deus.”

Jesus olha para aquele homem e diz assim:

“Na casa do Pai ainda há lugar.”

Jesus está dizendo que o banquete está preparado.

Há lugar à mesa para você.

A mesa está posta.

Nesta noite, você está recebendo o convite.

Ele é extensivo a todos.

Lucas 14:15-17

Deus já preparou tudo. Deus já aplainou os caminhos.

Através da obra da redenção, de forma graciosa, Cristo pagou o resgate de cada um de nós.

João 19:30

O que nos separa do Pai?

O que impede alguém de assentar-se à mesa com o Pai é o pecado.

O pecado faz separação entre nós e Deus.

É o ato de rebelião contra Deus.

Há uma penalidade para o pecado.

Essa penalidade é a morte.

Então Cristo vem e paga o preço.

Cristo mostra que os homens são salvos não pelos esforços, mas sim por aceitarem o convite que lhes é feito graciosamente.

Isso depende de você aceitar o convite.

Jesus tem um convite para você nesta noite.

Esse convite é irrecusável.

Embora a maioria tenha recusado esse convite.

A exemplo daquele velhinho que preparou o banquete e cada um foi dando uma desculpa para não participar.

Assim é a humanidade com Deus.

Embora Deus tenha enviado o Seu Filho, e aquele que nEle crê seja liberto, a maior parte das pessoas não tem usufruído da graça de Deus!

2 Coríntios 5:21

Isso se chama propiciação.

Jesus convida pecadores arrependidos, convertidos a Ele, a assentarem-se à mesa com Ele na consumação dos séculos.

Mateus 26:29

O que me dá esperança, num dia como o de hoje, é que um dia eu vou me assentar à mesa com o Pai, e que meu pai vai estar lá, à mesa. E eu vou ter uma eternidade para conversar com ele.

Mas, e você? Qual é a esperança que há em seu coração?

Jesus, aqui, está fazendo um convite.

E esse convite é extensivo a você e a todos que receberem esse convite, o aceitarem e confirmarem a sua presença através da sua fé em Cristo Jesus.

Lucas 14:17-20

Naquela festa em que muitos procuravam os primeiros lugares, Jesus faz essa intervenção e diz:

“Convidem essas pessoas.”

Naquele contexto, era uma prática formular o convite para a festa e, depois de preparada, mandar avisar que a mesa estava posta.

Hoje recebemos o convite antecipadamente.

Mas aqui, um a um, começa a dar desculpas esfarrapadas.

O primeiro tinha como prioridade acumular bens.

Não sei quais são as suas prioridades.

O problema é quando a prioridade das prioridades não é Deus.

Tem gente que não tem tempo para Deus.

Em sua agenda, Deus não ocupa o primeiro lugar.

Ou não tem nem lugar.

Quantas pessoas estão dando desculpas esfarrapadas para Deus, para não se comprometer com Deus!

Estão entretidas com as coisas deste mundo.

Não têm tempo para Deus.

Deus não é prioridade, até que uma circunstância adversa bata à porta.

Aí têm tempo para Deus!

Qual é a sua prioridade?

Jesus disse:

“Ainda há lugar.”

Lucas 14:21-24

O propósito de Deus é que a Casa dEle fique cheia.

Jesus disse:

“Na Casa do Meu Pai há muitos lugares.”

Há lugar para você na Casa de Deus.

Mas a pergunta é:

O que você tem feito com o convite que Jesus lhe fez?

O que você vai fazer com o convite que Jesus está fazendo a você nesta noite?

Vai ignorar? Vai continuar vivendo uma vida sem comprometimento com Deus, dando desculpas esfarrapadas?

É interessante aqui a insistência de Deus!

Jesus nos ensina aqui que Deus enviou os profetas. Deus enviou o Próprio Filho.

Hoje Deus envia a Sua Igreja, anunciando:

“Ainda há lugar.”

Jesus nos ordenou a pregar essa boa-nova em todo lugar.

Sair pelas ruas e convidar para entrar os que ainda estão de fora.

Você é nosso convidado.

É convidado de Jesus.

João 9:4-5

Preste atenção nisso:

A noite vem!

Nós não podemos perder tempo.

Porque cada dia nos aproxima mais e mais de Deus.

Cada dia que passa é uma oportunidade a menos para anunciar Cristo Jesus como Senhor e Salvador.

Cada pessoa é preciosa aos olhos de Deus.

Ele não quer que ninguém se perca.

Deus não tem prazer em ver alguém indo para o inferno.

Deus quer a Casa dEle cheia.

Por isso, Ele enviou os profetas. Ele enviou o Próprio Filho. Hoje Ele envia a Igreja a anunciar:

“Deixe o pecado. Volte para Deus. Priorize Deus, porque o dia está passando e a noite está chegando.”

Não perca tempo.

A perdição se dá não pela ausência de convite, mas pela rejeição desse convite.

Quem faz a escolha errada é inteiramente responsável pela decisão que tomou.

Lucas 14:30

Jesus diz que a mesa está posta.

Ainda há lugar.

Aonde você pretende passar a eternidade?

Na mesa do Pai há lugar para você.

Celebrar a vida!

É disso que Jesus está dizendo:

“Não celebre a morte, celebre a vida. Eu já morri por você. Eu já venci a morte para você. E Eu sou o Caminho de volta para a Casa do Pai.”

Para que juntos possamos, naquele grande dia, participar desse grande banquete.

Sabe quem vai estar à mesa conosco?

Nosso Pai Eterno!

Você vai estar lá?

Pastor Nélio Monteiro
IBPS

domingo, 9 de agosto de 2026

Ceia do Senhor

 

Resenha do Culto da Manhã de Domingo
09/08/2026

Ceia do Senhor
Mateus 26:26-28

Jesus sentou-se à mesa da comunhão, instantes antes do momento em que Ele seria o Último e Supremo Cordeiro Pascal.

Demos graças.

A Ceia é o momento de ação de graças.
A Ceia é o momento de gratidão a Deus.

Por meio dela, celebramos a comunhão que temos com Deus e com nossos irmãos.

A morte vicária de Cristo nos redimiu, nos purificou e nos deu acesso à mesa do Pai.

Mesa é lugar de comunhão.

Jesus, nessa última Ceia, disse:

“Eu não vou provar do fruto da vide até que beba do vinho novo com vocês.”

Essa é a nossa expectativa, a nossa viva esperança. Iremos celebrar com Cristo e com toda a Igreja triunfante a vitória de Cristo.

Porque Cristo conquistou a nossa redenção, uma vez que Sua morte nos tornou aceitáveis aos olhos de Deus Pai.

Nessa transição das alianças, Cristo veio.

O Cordeiro Perfeito de Deus foi morto na cruz. Um sacrifício santo, sem mácula, ofereceu-Se na cruz para que nossos pecados fossem perdoados por Deus Pai.

Portanto, todos aqueles que Nele creem recebem este perdão.

Naquela noite, na celebração da Páscoa, eles tomaram três cálices de vinho. Cada um tinha uma representatividade. E Jesus toma o terceiro cálice e o coloca como símbolo da Nova Aliança.

Ele restitui a aliança através do Seu sangue para remir os pecados de todos aqueles que Nele creem.

Ele conclui dizendo:

“Não mais beberei ou comerei até que se cumpra no Reino de Deus.”

Portanto, a Páscoa Cristã contempla o futuro.

Se a da Velha Aliança contemplava um tempo que se cumpriu na Terra, a Nova contempla um tempo que se cumprirá no Céu.

Um Novo Céu e uma Nova Terra.

Quando a Igreja celebra a Ceia do Senhor, ela direciona nosso olhar para o futuro, para o tempo em que Cristo voltará e nós celebraremos com Ele o cumprimento dessa Páscoa.

Até que Ele venha.

Ora, vem, Senhor Jesus!

Pastor Nélio Monteiro
IBPS

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

"Quando a graça nos constrange "

 

Resenha do Culto de Quarta-feira
05/08/2026

"Quando a graça nos constrange"

João 13:1-11

Das muitas lições que podemos tirar deste texto, deste momento singular em que Jesus tem um movimento completamente ilógico para aquele contexto e para a visão humana, Jesus manifesta um amor que nos constrange.

O amor de Deus constrange o homem.

O amor de Deus não é baseado no quanto merecemos esse amor, nem no quanto nos dedicamos ou estamos cumprindo todas as coisas.

O amor de Deus não é baseado no mérito humano. O amor de Deus é uma decisão do Divino.

Se olharmos para cada um de nós de forma racional, não somos dignos do amor de Deus.

Esse amor nos constrange, porque estamos tratando de um Deus que se basta, que não tem falta de nada.

De um Deus que não precisa da nossa adoração para ser glorificado.

Mas esse Deus, que poderia condenar-nos, decide nos amar.

Esse é um amor que nos constrange.

Um amor que não conseguimos entender.

O que Deus viu em nós?

O que nós oferecemos a Deus?

Romanos 5:8

Paulo está dizendo que Jesus não morreu por você depois da sua conversão, depois da sua mudança de vida.

Não!

Jesus morreu antes.

Ele decidiu se entregar enquanto ainda éramos pecadores, malcheirosos, ossos secos.

Ele provou o Seu amor.

Um amor tão puro, tão decisivo, tão real, que não conseguimos nem expressar em palavras quão grandioso foi o fato de o Filho Unigênito de Deus, o Eterno, pisar nesta terra!

O amor de Deus não falha, não perece.

O amor de Deus não se esvai.

Muitas vezes, amamos porque o outro é um excelente cônjuge. Amamos porque o outro é um bom amigo.

Mas, na primeira vez que ele nos trai, deixamos de amar.

Mas não é assim o amor de Deus.

Ele continua te amando, mesmo quando você O trai.

É um amor diferente.

Jamais entenderemos por completo a amplitude do amor de Deus.

É exatamente por isso que esse amor nos constrange.

Efésios 2:1-7

Não é um amor romântico. Não é um mero sentimento. É algo profundo.

É um amor totalmente outro. Não faz parte daquilo que conseguimos racionalmente entender.

Mas cremos quando Ele diz que nos ama.

Cremos na Palavra. Cremos no Cristo que Se entregou por cada um de nós.

O amor de Deus nos constrange.

Não permita que as circunstâncias terrenas façam você duvidar do amor de Deus.

Tenha uma fé como a de Marta e a de Maria!

Uma fé não circunstancial.

Uma fé que entende que Deus ama você.

Um amor que nos constrange.

Nos primeiros versos, o texto diz que Jesus nos amou até o fim.

E agora, esse que nos ama com um amor que nos constrange, levanta-Se após a Ceia, tira a veste principal, toma a toalha sobre os ombros, cinge-Se, pega a bacia e o jarro de água. E Ele, o Deus do Universo, o Senhor dos senhores, dobra os Seus joelhos e começa a lavar os pés dos discípulos.

Naquela cultura, aquele que lavava os pés era o escravo mais humilde da casa.

O último na hierarquia de valor daquela sociedade.

O movimento de Jesus é algo que nos constrange.

Nenhum rei faria isso!

Mas nós estamos vendo o Deus do Universo fazendo isso.

De repente, Jesus chega a Simão Pedro, e Pedro, como o discípulo mais impulsivo, diz:

"Senhor, os meus pés o Senhor não vai lavar."

E, calmamente, Jesus diz:

"Pedro, é necessário que Eu assim o faça. Você ainda vai entender."

Mas Pedro insiste tanto com o Senhor Jesus que Ele diz:

"Se você não permitir, você não tem parte comigo."

Aquilo seria um símbolo para todas as futuras gerações de cristãos.

Não apenas pelo que se espera de um crente, mas também pelo pleno entendimento daquilo que Jesus faz, fez e continua a fazer na vida de todo aquele que crê.

Ele continua a purificar as nossas imundícies.

O Deus Eterno sujou os Seus pés para limpar os nossos.

O Deus Eterno Se entregou por nós.

Isso deve nos constranger de tal maneira que passemos a olhar para Deus com olhos diferentes.

Entender a profundidade da graça que nos alcança.

Naquele momento, Jesus está lavando os pés dos discípulos...

Imagine a cena!

Imagine o espanto!

Imagine as lágrimas!

Imagine o constrangimento diante da expressão daquele Messias tão aguardado! Agora, Ele está lavando os nossos pés!

Jesus diz:

"Basta que Eu lave os pés, porque vocês já foram limpos. Existe um que não. Mas vocês já foram limpos."

No dia em que você teve um encontro real e pessoal com o Senhor Jesus Cristo, o Espírito Santo começou uma faxina no seu coração.

Deus perdoou os seus pecados.

Você foi justificado mediante a fé.

Agora, pecadores por natureza, nós só precisamos que continuamente os nossos pés sejam lavados, porque Aquele em quem cremos já lavou a nossa alma, já lavou o nosso coração.

Nunca se suja por completo aquele que caminha com Jesus.

Nunca se suja por completo aquele que foi transformado pela ação do Espírito Santo de Deus.

Aquele que foi selado pelo Espírito Santo nunca pecará em paz, porque o Espírito o constrangerá.

Diferentemente dos filmes, nos quais os heróis são vangloriados, o Filho do Homem dobra os Seus joelhos e lava os pés dos Seus discípulos.

João 13:12-17

Jesus é o nosso maior exemplo de humanidade.

Jesus era Deus.

Fez milagres, perdoou pecados, andou sobre as águas, expulsou demônios e aceitou adoração.

Era Deus!

Mas Jesus também era homem.

Ele teve fome. Teve frio. Dormiu. Chorou. Experimentou a morte.

E a humanidade de Cristo, para nós, é algo importantíssimo.

Não apenas pela representação na cruz do Calvário, mas como modelo de vida a ser seguido.

O Homem, Cristo Jesus, é o nosso maior modelo!

A vida de Cristo deve nos inspirar a viver, agir e mudar.

Nesse momento, Jesus está ensinando algo muito importante àqueles discípulos:

"Vejam bem, vocês estão caminhando na escola do Messias. Vocês estão almoçando com Deus, jantando com Deus, vendo milagres e ouvindo ensinamentos que ninguém mais está ouvindo. Mas, embora vocês estejam nessa escola, Eu estou formando vocês para fazerem aquilo que Eu fiz. Não para estarem em lugar de privilégio, mas para irem ao mundo servindo a todos. Servindo aos outros. Servindo a Deus."

Aqueles homens estavam sendo formados na humildade de Cristo para que entendessem que seu ministério era o ministério da pregação da Palavra e da evangelização.

Era um ministério de, muitas vezes, passar frio, passar fome, trabalhar para garantir o sustento e continuar pregando o Evangelho.

Era um ministério de plantar igrejas.

De tornar-se servo por amor a Cristo Jesus.

Deus deixou o Trono e veio como Servo.

E agora Ele diz:

"Apesar de vocês comerem à mesa do Rei, também devem viver como servos."

A lógica do Reino dos Céus é diferente.

Maior é aquele que serve.

É aquele que ama.

É aquele que compartilha o Evangelho.

É aquele que faz a diferença.

O maior no Reino dos Céus é aquele que tem o coração no lugar certo: um coração de servo.

E, quando temos o coração no lugar certo, nossas mãos, nossos pés e nossos olhos fazem tudo para servir ao Rei Jesus.

E nós servimos ao Rei Jesus quando servimos aos nossos irmãos.

"Vocês devem fazer aquilo que Eu vos ensinei."

O ensino foi justamente este:

A lógica do Reino é diferente.

"Eu vos dei o exemplo para que, assim, também façais."

Jesus está convocando cada um de nós a pegar a nossa bacia e o nosso jarro cheio de água.

(Essa água são as vocações e os talentos que Ele tem dado a você.)

Deus está chamando você para pegar a toalha e começar a servir.

Começar a viver para a glória de Deus.

Muitas vezes, essa bacia é o lugar onde Jesus plantou você para fazer a diferença, derramar a água naquele lugar e lavar os pés daqueles que estão sujos com a poeira deste mundo mau.

Nós somos chamados para lavar os pés, e não para receber a glória.

Que possamos servir por onde quer que o Messias nos enviar.

O amor que nos constrange.

O amor que nos limpa.

O amor que nos ensina.

Qual é a nossa resposta ao amor divino?

A esse amor maravilhoso?

O texto começa dizendo que Judas estava ali, e Jesus sabia que ele O trairia.

Jesus sabia que ele não estava limpo.

Existem pessoas que têm dificuldade de receber amor.

Têm dificuldade de manifestar amor.

Judas estava ali.

Caminhou com a máxima expressão de amor, que é Jesus, durante três anos de ministério.

Viu coisas maravilhosas.

Coisas que os nossos olhos não verão nesta terra.

Embora visse tudo isso, aquele homem respondeu ao amor divino de forma completamente diferente dos outros onze.

Existem pessoas que, embora estejam na igreja de Cristo, continuam rejeitando esse amor.

Continuam não compreendendo esse amor.

Continuam não aceitando esse amor.

Na providência divina haveria o traidor.

Mas, dentro dos paradoxos teológicos da vida, Jesus diz:

"Ai daquele que trair o Filho do Homem!"

Aquele homem amou mais este mundo do que a Deus.

Essa foi a resposta dele ao amor divino.

Amou mais este mundo do que a Deus.

Judas trocou o Mestre por trinta moedas de prata.

Naquele momento, Judas já procurava a oportunidade certa para entregá-Lo.

A graça de Deus é manifesta nesse lugar semana após semana.

Mas é triste saber que muitos respondem a esse amor com indiferença.

Com aparência de piedade nos cultos públicos, mas com uma vida de perversidade fora dessas paredes.

Deus conhece aquele que O ama.

Deus conhece aquele que responde a esse amor com fé, com amor e com todo o coração.

Qual é a sua resposta?

Como você tem respondido ao amor de Deus?

Pastor Gabriel Monteiro
IBPS

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Vivifica-nos, Senhor!

 

Resenha do Culto da Noite de Domingo

02/08/2026

Ezequiel 37:1-10

Vivifica-nos, Senhor!

Esse texto é muito profundo. Podemos meditá-lo sob várias óticas. Hoje, quero pensar sobre o avivamento.

Só Deus pode trazer de volta à vida aquilo que já morreu ou dar vida àquilo que está morto.

Esse era o olhar que o povo de Israel tinha de si mesmo. Não tinham esperança. Estavam como ossos secos. Eles estavam exilados por causa da desobediência, por não ouvirem a voz dos profetas e por teimarem com Deus.

Embora Deus tenha enviado profetas, chamando-os ao arrependimento, eles foram duros de coração. Então, Deus os entregou ao povo inimigo, e os babilônios os levaram como escravos para a Babilônia.

Lá, eles foram exilados e se sentiram desamparados, sem esperança e sem um futuro à vista. Por isso, tinham esse olhar sobre si mesmos:

"Estamos mortos!"

Eles caíram em mornidão espiritual.

O propósito de Deus era levar esse povo ao arrependimento, para que fosse liberto e tratado por Ele.

Mesmo nessa situação, continuavam com o coração endurecido em relação a Deus. Então, Deus permitiu que passassem por tudo isso.

Nós, que cremos em Cristo e nos tornamos cidadãos dos céus, somos peregrinos em uma terra estranha. Mas também temos a expectativa de que Deus intervirá novamente, e o Filho de Deus voltará para nos levar, cumprindo a promessa de um novo céu e uma nova terra.

Mas, nesse processo, quantos vão ficando pelo caminho! Quantos abandonam a Deus! Quantos caem em uma mornidão espiritual semelhante à daquele povo! Isso acontece porque se sentem exilados, e não peregrinos.

Quando Deus dá essa visão a Ezequiel, ele é conduzido pelo Espírito do Senhor a um vale cheio de ossos secos. Deus o faz andar por esse vale e lhe diz para profetizar sobre aqueles ossos.

Era assim que Ezequiel se sentia como profeta, pois pregava a Palavra de Deus para um povo que não queria ouvir nem obedecer. Eles não escutavam a Palavra de Deus e, por isso, continuavam sem esperança.

Tenho trazido uma Palavra a respeito dos sinais que Jesus disse que ocorreriam nos últimos dias. A mornidão espiritual é um desses sinais.

2 Timóteo 3:1-5

Vejam bem: Paulo, inspirado pelo Espírito de Deus, está dizendo que, nos últimos dias, a humanidade estará nessa condição de morte espiritual. Serão mais amigos dos prazeres do que amigos de Deus. Haverá gente arrogante, orgulhosa e atrevida.

E estamos vivendo dias assim.

É nítida a mornidão espiritual em nossos dias.

Muitos estão em busca de uma religiosidade que tampe a consciência, porque ela os acusa. Procuram uma religiosidade que não os confronte com seus pecados.

O amor é um atributo de Deus, mas a justiça também. Ele conhece as nossas intenções.

O povo de Israel estava exilado por causa da sua rebelião contra Deus, porque não ouviu a Sua voz. Por isso, encontrava-se nessa condição de morte espiritual.

Então havia duas crises: a do povo, que se sentia morto espiritualmente, e a do profeta, que questionava:

"Para que vou continuar pregando para esse povo que não quer mudar de vida?"

Ezequiel 37:4-6

A fé ocorre quando escutamos a mensagem do Senhor.

Escutar envolve a mente, o coração e os ouvidos.

A mensagem de Deus é:

"Ouçam o que estou dizendo. Que essa mensagem alcance a mente de vocês e, em resposta ao Meu chamado, vocês se rendam a Mim."

Deus quer restaurar a sua consciência. Deus quer trazer vida à sua vida. Esse é o propósito dEle.

Esse deve ser o clamor que flui do mais profundo do nosso ser:

"Vivifica-me, Senhor! Que eu possa ouvir a Tua voz."

Esse era o problema do povo de Israel. Não é que Deus tivesse deixado de falar; eles é que não obedeciam. Conheciam a vontade de Deus, mas não a praticavam.

Ezequiel 33:32

Essa era a crise de Ezequiel:

"Eles gostam de ouvir, mas não obedecem."

De que adianta?

Há pessoas que conhecem a Palavra de Deus para a própria condenação. A Palavra só será transformadora na vida daquele que a coloca em prática.

Israel ouvia os profetas, mas não obedecia.

Escutar gera resposta. Escutar gera mudança.

Por isso, o Senhor Deus diz:

"Ouça a Palavra de Deus, e não a cultura."

Hoje há uma cultura corrompida. Mas quem disse que é a cultura que deve nortear a nossa vida?

Quem deve nortear a nossa vida é a Palavra de Deus.

Estamos em meio a um mar revolto, e a nossa bússola é a Palavra de Deus, não a cultura.

O mundo jaz no maligno, e a cultura deste mundo é pervertida.

O avivamento vem quando nos enchemos do Espírito do Senhor.

Primeiro, Deus diz:

"Pregue. Profetize a Palavra de Deus para esse povo."

O profeta profetiza para os ossos secos e percebe que começa a surgir vida. Depois, porém, vê um vale cheio de cadáveres e pensa:

"Senhor, eu profetizei, mas continuo vendo apenas cadáveres. Não há vida."

O ser humano sem o Espírito de Deus é um zumbi espiritual; é um cadáver, espiritualmente falando.

Essa era a situação do povo de Israel e continua sendo a situação daqueles que não têm o Espírito do Senhor.

João 15:14-16

Qual é a promessa de Jesus?

Se vocês ouvirem a Minha voz, se ouvirem a Minha Palavra e permitirem que ela desça ao coração, ela transformará a mente de vocês. Vocês serão Meus amigos, e tudo o que Me pedirem Eu lhes concederei.

O maior problema da humanidade é a falta de oração, de fé e de vida com Deus.

Há gente que vive murmurando, de sofrimento em sofrimento.

A pergunta deveria ser:

"Senhor, o que devo fazer para ter a vida eterna?"

Faça como Nicodemos.

A vida que Deus tem para nos dar é eterna. Ela é produzida pelo Espírito de Deus.

Há muitas pessoas sofrendo porque não se enchem do Espírito de Deus.

"Enchei-vos do Espírito!"

O avivamento vem quando nos enchemos do Espírito.

Ezequiel 37:7-10

Preste atenção nisso: quando nos enchemos do Espírito, Ele traz vida à nossa vida. E a vida que Ele traz é vida eterna.

Só o Espírito traz vida de verdade.

Deus usa a boca do profeta para liberar vida, soprando vida sobre aquilo que já existia, vivificando aqueles que se sentiam mortos.

O Espírito de Deus traz vida à sua vida quando você O invoca do profundo do coração.

Houve um momento em que Davi se sentia como um osso seco. Estava em grande angústia.

Mas chegou o momento em que foi diante de Deus e disse:

"Dá-me um coração segundo o Teu coração."

Quando nos rendemos ao Espírito de Deus, Ele transforma a nossa vida.

Se você está se sentindo como um exilado, clame ao Espírito de Deus.

Quando Ezequiel clama ao Espírito, Ele vem e traz vida.

"As palavras de Jesus são Espírito e vida."

Se você crer em Jesus e aplicar os Seus ensinamentos à sua vida, o Espírito de Deus habitará em você e transformará a sua vida.

João 6:63-64

Se a Palavra de Deus penetrar na sua mente e no seu coração, ela gerará vida.

Olhe para as promessas de Deus. Aproprie-se delas.

Creia no poder de Deus de trazer à existência aquilo que não existe.

Isso é fé.

Deus pode vivificar o seu casamento, se ele está morto.

Deus pode vivificar a sua esperança, se ela está morta.

Deus pode trazer vida ao seu corpo, se ele está doente ou morrendo.

Deus é Deus, e, quando o Espírito de Deus opera, há liberdade, transformação e vida.

Jesus é o passaporte seguro para o céu.

Deus tem exército; Deus não tem milícia.

O Senhor Deus é o Senhor dos Exércitos.

Quem faz parte do exército do Senhor obedece.

O exército escuta a ordem e obedece; a milícia, não.

O exército tem disciplina e direção; a milícia, não.

O avivamento vem quando depositamos toda a nossa esperança em Deus, em Cristo Jesus.

Ezequiel 37:11-14

Meu irmão, Jesus disse:

"Aquele que crê em Mim, ainda que esteja morto, viverá. E aquele que vive e crê em Mim nunca morrerá."

Você crê nisso?

Jesus está nos prometendo a vida eterna.

Você não é apenas osso e carne.

Esse corpo, um dia, voltará ao pó.

Você não é isso!

Esse corpo é uma morada. Nele habita o seu espírito. E, quando o Espírito de Deus vem habitar em nós, esse corpo se torna santuário do Espírito Santo.

O Espírito vai transformando o nosso caráter.

Vai nos transformando de dentro para fora.

O Espírito nos conduz em direção a Cristo.

O Espírito do Senhor nos leva a obedecer a Cristo.

O Espírito do Senhor nos leva a adorar a Cristo.

O Espírito do Senhor, em Cristo Jesus, nos conduz à presença do Pai.

Essa é a promessa de Deus.

Quando cremos no Senhor Jesus Cristo como Senhor e Salvador, o avivamento vem.

João 14:6

Qual é a sua realidade espiritual?

Aquele povo que estava no exílio se sentia morto espiritualmente.

E Deus lhes disse:

"Ouçam a Minha voz. Rendam-se a Mim. O Meu Espírito entrará em vocês e lhes trará vida."

Ele trará novamente a esperança, a saúde espiritual, a libertação e os conduzirá de volta para casa.

Esse é o propósito de Deus.

Poderá um pecador ser transformado em santo?

Sim!

O pecador está morto por causa dos seus delitos e pecados. Mas, quando ouve a Palavra de Deus e crê Naquele que Deus enviou, recebe uma nova vida.

O Espírito de Deus se apossa dele, e ele é transformado em uma nova criatura.

2 Coríntios 5:17

Quando o Espírito de Deus vem habitar em nós, Ele transforma o nosso caráter e a nossa mente.

As coisas do passado são esquecidas, apagadas e perdoadas.

Estão anuladas diante de Deus, porque Jesus pagou a nossa dívida.

A Palavra de Deus diz que o sangue de Jesus nos purifica de todos os pecados.

Muita gente não entende esse amor de Deus.

Como pode Deus enviar o Seu único Filho para morrer em uma cruz por gente pecadora?

Foi exatamente isso que Deus fez, para que um pecador como eu e você pudesse se tornar santo, separado para Deus, porque foi comprado pelo precioso sangue de Jesus.

Ezequiel 37:3

O Senhor sabe!

Pode um pecador se tornar um salvo?

O Senhor sabe!

Há esperança para você. Há esperança para mim. Há esperança em Cristo Jesus.

Mas não se esqueça: Jesus é a nossa única esperança.

Só Ele nasceu sem pecado, viveu sem pecado e entregou voluntariamente a Sua vida para nos salvar.

Não há outro Mediador além de Cristo Jesus.

Romanos 10:17

Qual é a Palavra de Cristo?

"Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai senão por Mim."

Há um caminho.

Há uma viva esperança: Cristo.

Efésios 1:13-14

Sabe o que Jesus fez por você?

Ele pagou o resgate.

Jesus resgatou você quando você não merecia.

Você era um pecador.

Já parou para pensar na profundidade desse amor?

Esse Espírito vem habitar em nós.

Portanto, renda-se. Arrependa-se, para que o avivamento venha.

Romanos 1:2-5

Paulo diz:

"Como os profetas do passado profetizaram e avisaram, séculos antes, Ele veio."

Ele cumpriu a Sua Palavra.

Hoje, depois de vencer a morte e pagar o preço do nosso resgate, temos esperança nEle.

Jesus Cristo é a nossa única esperança.

Somente em Cristo recebemos a nova vida.

A vida eterna.

A vida de qualidade.

A vida que ultrapassa todos os limites.

Uma vida que começa quando o Espírito de Deus vem habitar em nosso corpo e nos preparar para o grande dia em que estaremos diante do Senhor, nosso Deus.

Amém!

Pastor Nélio Monteiro
IBPS

domingo, 2 de agosto de 2026

Passaporte para o céu


Resenha do Culto da Manhã de Domingo

02/08/2026

"Passaporte para o Céu"

João 14:6

Começamos a pensar sobre o caminho.

A primeira figura que Jesus usa aqui é o caminho. Ele fala da vida, desse momento que estamos vivendo e que é transitório.

Todos nós estamos aqui, igualmente, nessa situação. Nascemos, crescemos, nos desenvolvemos e, depois, partimos.

Qual é o caminho que escolhemos seguir em nossa vida?

Existem perguntas que envolvem orientação para a vida. Ao adolescente perguntamos qual caminho ele quer seguir. Para quem está em crise nos relacionamentos, perguntamos se essa é a pessoa com quem deseja construir a vida.

O caminho fala desse momento transitório que estamos vivendo e das escolhas que fazemos.

Hoje existem muitos caminhos que decidimos seguir ao longo da vida. Mas há um caminho específico, muito mais profundo e importante do que todas as escolhas que fazemos nesta terra.

Para onde iremos na eternidade? Quem será o Senhor do nosso coração?

Todos os textos que utilizam a figura do caminho procuram alinhar o nosso olhar para entendermos que existe uma forma correta de viver neste mundo.

Existe um jeito certo.

Existem caminhos que são piores do que outros.

Nem todos os caminhos levam ao mesmo lugar.

Não são escolhas arbitrárias que nos conduzirão ao Reino dos Céus.

Então, qual é o caminho?

Quem é o Messias? Quem é Jesus?

Para algumas pessoas, Jesus é apenas um filósofo. Para outras, um profeta importante que veio a esta terra, mas não o Messias.

Então, será que todos os caminhos realmente têm a mesma finalidade?

Esse caminho específico não é o caminho do sucesso profissional de que Jesus está falando.

Também não é o caminho do sucesso nos relacionamentos.

É o caminho que conduz ao Reino dos Céus.

Estamos falando do passaporte.

O que é um passaporte?

É um documento que me permite sair de onde estou e ser recebido em outra nação. Ele funciona como meu documento de identificação.

Se eu perder esse passaporte, terei que passar por vários processos para tentar reavê-lo. E pode ser que eu nem consiga viajar.

A analogia do passaporte é interessante porque todos nós estamos vivendo este momento transitório da vida e desejamos chegar a algum lugar.

O problema é que só existe uma forma de chegar lá.

Só existe um caminho.

Só existe Alguém que permite a nossa entrada no Céu.

E essa Pessoa é o nosso Senhor Jesus Cristo.

Ele é a Via pela qual chegaremos até Deus.

É Ele quem valida o nosso passaporte para que possamos entrar na eternidade com Deus.

O nosso Senhor Jesus é a Via. Ele é o Caminho. É quem nos leva até o Pai.

Existem muitos caminhos, mas o único que conduz ao Senhor é Jesus Cristo.

Não há nada que possa nos levar até Deus, senão a única Via que existe: Jesus Cristo.

Sabemos, então, que o caminho é o processo desta vida até a chegada.

E quem valida esse caminho é o nosso Senhor Jesus Cristo.

Ele é a Via até o Pai.

Mas Jesus também atribui a Si outro título.

O Senhor Jesus Cristo é a Verdade.

Em tempos de mentira, o que é a verdade?

Esse texto tem uma lógica orientadora para as nossas vidas.

Em um momento tão confuso e com tantas vozes, é direcionador ler um texto em que Jesus afirma que Ele é o Caminho e também a Verdade.

O Senhor Jesus outorga a Si mesmo essa autoridade.

Em um mundo de mentiras e de narrativas nas quais já não sabemos em quem acreditar, ter um chão firme para pisar — que é o nosso Senhor Jesus Cristo, a Verdade — traz paz ao nosso coração.

Porque, quando caio no relativismo, perco a segurança e a base.

Em que vou fundamentar a minha vida?

Como vou me orientar neste mundo?

Se não há verdade, perco a direção.

Já não sei mais como tomar as decisões da minha vida.

O que valida as minhas escolhas?

Houve um tempo em que entendíamos Jesus Cristo como a Verdade das nossas vidas e fundamentávamos tudo nEle.

Estamos tentando resgatar esse tempo.

Quando olhamos para séculos atrás, percebemos que a vida dos puritanos girava em torno de Cristo.

Eles trabalhavam para a glória de Deus.

Relacionavam-se para a glória de Deus.

Não ultrapassavam limites porque entendiam que isso ofendia a Deus.

Não negociavam princípios porque sabiam que isso também O ofendia.

Eram pecadores como nós, mas viveram em um período em que seus corações estavam tão impactados e confiantes na Verdade, que é Cristo, que possuíam uma base sólida para suportar o mundo.

Hoje não vivemos nesse mesmo contexto.

Estamos em um mundo profundamente relativista e somos afetados por isso, muitas vezes sem perceber.

Começamos a agir como os pagãos.

No Sermão do Monte, Jesus diz:

"Não se preocupem com o que comer ou com o que vestir, porque essas são preocupações dos pagãos."

Vocês têm um Pai que cuida de vocês. Ele os sustenta e os veste.

Mas andamos atordoados, tentando encontrar segurança por meio da nossa própria força.

O que isso é, senão um comportamento de pagãos?

Isso revela o tempo em que vivemos.

Nossa geração foi profundamente marcada pelo relativismo.

E, muitas vezes, vivemos sem a confiança na salvação e no sustento de Cristo Jesus.

Jesus Cristo é a Verdade.

Ele é a Luz em meio à escuridão do relativismo.

Posso ter paz, porque, se Jesus diz que é a Verdade e o Caminho que conduz ao Pai, posso confiar nEle.

Com Cristo, minha eternidade está segura em Deus.

Jesus não mente.

Posso descansar.

Não preciso viver ansioso.

Tenho um Deus que é a minha Verdade.

E, tendo essa base, posso caminhar com mais paz.

O povo de Deus deveria ser o povo que mais transmite paz e tranquilidade nesta terra.

Não porque não tenha problemas, mas porque tem a certeza da salvação e do sustento do Senhor Jesus.

Ele é a nossa Verdade.

Nós temos um Caminho.

Temos uma Verdade que nos sustenta nesse Caminho.

E agora temos um terceiro ponto:

Jesus é a Vida.

Efésios 2:1–5

Jesus é a Vida.

Temos um Caminho e temos uma Verdade.

Agora precisamos pensar sobre a Vida.

Todos convivemos com pessoas que não creem em Jesus. Elas respiram, trabalham e estão vivas.

Quando Jesus diz que Ele é a Vida, está falando da verdadeira vida espiritual.

Trazer vida é restaurar a nossa comunhão com Deus.

Nós havíamos rompido essa relação.

Estávamos mortos, seguindo o curso deste mundo.

Mas Jesus veio e, trazendo vida, permitiu que tivéssemos novamente acesso ao Pai.

Jesus ser a Vida significa que já não somos pessoas em guerra contra Deus.

Agora estamos em paz com Ele.

Podemos orar, conversar com o nosso Pai e experimentar Sua ação em nossa vida.

O Senhor Jesus é a Vida.

É Ele quem nos concede direção e sensibilidade espiritual para vivermos diante de Deus.

Vivemos um tempo profundamente espiritualista.

O Brasil é um dos países onde mais crescem as religiões de mistério e as manifestações espirituais.

As pessoas falam cada vez mais sobre espiritualidade e buscam todo tipo de prática.

Algumas acreditam em horóscopos, outras em diferentes formas de espiritualidade.

Sempre existe uma tentativa de conexão interior, mas, muitas vezes, sem Deus.

É como se o ser humano buscasse comunicar-se consigo mesmo, e não com o próprio Deus.

Estamos cercados de discursos espiritualistas que falam muito sobre aperfeiçoamento interior e muito pouco sobre relacionamento com o Deus verdadeiro.

Será que essa tendência não revela que estamos tão individualizados que pensamos nem precisar mais de Deus, desde que consigamos encontrar uma paz produzida por práticas alternativas?

Hoje, muitas pessoas não procuram Deus.

Procuram apenas uma sensação de paz.

Queremos viver os nossos próprios caminhos.

Ignoramos a Verdade e perdemos a Vida.

Quanto mais nos afastamos de Jesus, mais vemos o nosso mundo apodrecer.

Se você coloca sua esperança nesta terra, tenho uma má notícia:

Estamos vivendo um processo de deterioração.

Sofremos enquanto aguardamos a volta do nosso Senhor.

Nossa esperança não está em dias melhores neste mundo.

Nossa esperança é que o nosso Redentor vem.

Jesus está voltando.

Quando Ele retornar, Se assentará em Seu trono sobre a terra.

Teremos um Rei justo.

Teremos um Governante justo.

Não precisamos viver presos às preocupações deste mundo.

Não é aqui que desfrutaremos da plenitude.

Aguardamos a volta do nosso Senhor.

Esse Jesus, que é o Caminho, a Verdade e a Vida, também é quem nos conecta ao Pai.

Jesus nos dá direção.

Para o tempo em que vivemos, Ele é a resposta.

Não existe outra direção.

Qualquer tentativa de orientação fora de Cristo é permanecer perdido diante do abismo.

As pessoas precisam de Jesus hoje, talvez mais do que há cem anos.

Porque já não sabem o que estão fazendo.

Perderam o senso de direção.

Não sabem em que creem.

Mas Jesus Cristo vem como a bússola que orienta a nossa caminhada.

Quando essa verdade é colocada em nosso coração, ela produz outro efeito.

Além de orientar nossa vida nesta terra, dar-nos a certeza da salvação e trazer-nos vida, ela também nos conecta ao Pai.

O efeito de Jesus em nossa vida não é apenas orientador.

Caso contrário, viveríamos acreditando em algo, mas sem saber para onde estamos indo.

Mas Ele já revelou o destino.

Já disse que esse passaporte nos conduz à eternidade com Deus.

Porque Jesus nos liga ao Pai.

Faz nascer em nós o desejo de estar com o Senhor.

O efeito de Jesus em nossa vida possui duas dimensões:

Orientação: minha vida tem direção porque tenho um Caminho.

Minha vida tem sentido porque tenho uma Verdade que me sustenta.

Minha vida tem acesso a Deus porque fui vivificado em Cristo.

Salvação: temos a certeza de que, por meio de Cristo, viveremos eternamente com Deus.

Encontraremos o nosso Senhor.

Essa é a grande esperança e a alegria da nossa alma.

Que o Senhor Jesus não permita que percamos a alegria da salvação que Ele conquistou por nós.

Irmão Daniel Monteiro

IBPS


quarta-feira, 29 de julho de 2026

Quando a graça expõe nossas intenções

 

Resenha do Culto de Quarta-feira
29/07/2026

Quando a graça expõe nossas intenções

As intenções são tudo aquilo que está no nosso coração antes dos comportamentos e até mesmo dos nossos pensamentos.

As intenções são o que nos move.

Se as intenções são más, elas vão nos levar pelo caminho do mal. Se forem boas, vão nos levar pelo caminho do bem.

Não é à toa que Jesus nos traz uma palavra interessante sobre os nossos olhos: "Se os nossos olhos forem bons, todo o nosso corpo será luz. Mas, se os nossos olhos forem maus, também será trevas. Densas trevas serão."

João 12:1-11

Nós temos Jesus em Betânia, na casa de Lázaro, um amigo de Jesus que havia sido ressuscitado por Ele.

Marta e Maria eram irmãs de Lázaro.

Nesse momento, Jesus está sentado à mesa com essas três personagens.

Há ali alguns outros, entre eles os discípulos de Jesus. Não sabemos quantos.

Um deles, talvez o próprio João, que está narrando a cena e expondo a intenção de cada um. O segundo é Judas.

Havia boatos de que alguns judeus estavam indo até lá.

Não para ver Jesus, mas para ver Lázaro.

A intenção não era ir até o Mestre, mas ver o homem que havia ressuscitado.

Era para ver o milagre.

Não podemos julgá-los, porque, provavelmente, muitos fariam o mesmo caso acontecesse algo semelhante aqui.

Começou a atrair o olhar dos curiosos.

Era isso o que estava acontecendo.

Mas o importante desse texto é a interação entre Maria, Judas e Jesus, além dos judeus que vinham conhecer o milagre que havia acontecido.

Quando Maria se aproxima de Jesus, o texto bíblico diz que ela leva um perfume muito precioso.

Um perfume que valia aproximadamente um ano de trabalho.

Ali, Maria quebra o frasco de perfume, derrama-o aos pés de Jesus e, com os cabelos, enxuga os pés do Mestre.

Geralmente, aquilo que nos é mais precioso carregamos em nosso coração.

Quando temos algo muito precioso, as nossas intenções mudam.

Precioso é aquilo que nos custa algo.

Aquilo de que abrimos mão torna-se sacrificial.

Naquele momento, Maria pega algo que era precioso para ela.

Ela quebra aquele perfume para banhar os pés de Jesus.

Depois, passa os próprios cabelos nos pés do Mestre.

Aquele era um momento de devoção e entrega, mas também de humilhação e rendição pessoal.

Maria estava passando os cabelos nos pés do Mestre.

Não era apenas o valor financeiro.

O ato de entregar-se e humilhar-se diante do Mestre, com carinho, demonstrava que os pés do Messias eram tão preciosos que ela não poderia enxugá-los com qualquer pano.

Por isso, ela os enxuga com os cabelos, com aquilo que ela tem.

Uma cena de louvor!

Quando a graça expõe as nossas intenções, percebemos que nessa cena há mais do que um perfume quebrado e cabelos nos pés de Jesus.

Há uma mulher tentando, simbolicamente, adorar Jesus com tudo o que possui.

A entrega máxima do que ela tem.

Essa era a intenção: entregar o que tinha de mais precioso. Era uma demonstração de adoração ao Mestre.

Aqueles que não entendem os princípios dos dízimos e das ofertas acham que aquilo que estamos entregando é dinheiro.

Na verdade, estamos fazendo uma entrega de adoração.

O dinheiro é o menos importante ali.

Ele é o símbolo da minha renúncia. É o símbolo de que estou entregando algo.

Muitas vezes, temos perdido a dimensão do simbólico.

Nas nossas orações, perdemos a dimensão do simbólico, de muitas vezes nos ajoelharmos diante de Deus e chorarmos na Sua presença.

Achamos que a fé é apenas frieza intelectual, afastando o nosso coração da verdadeira espiritualidade.

O simbólico é o momento em que separo um tempo do meu dia que não negocio.

A dimensão do simbólico na nossa fé vem se perdendo quando achamos que, nos momentos de louvor, não podemos nos emocionar.

Perdemos isso quando chega o Natal e não nos alegramos com o nascimento de Cristo porque Jesus não nasceu em 25 de dezembro.

Isso não importa para nós.

Importa que temos um dia em que simbolizamos e celebramos a alegria do nascimento de Jesus.

Perdemos o simbolismo da nossa fé quando participamos da Ceia sem avaliar o nosso coração.

Quando achamos que o suco de uva e o pão sem fermento são apenas suco de uva e pão sem fermento, sem valor algum.

Sendo que aquilo é um convite à introspecção.

É um símbolo. Uma tentativa de tornar esse momento único.

Perdemos esse simbolismo quando se aproxima a Páscoa e já não refletimos tanto sobre a Paixão de Cristo.

Nos últimos Natais, tenho sentido um apagão nesse simbolismo.

Chega a Páscoa e parece a mesma coisa.

Porque não estamos entendendo que existem símbolos que nos convidam à introspecção.

Importa aquilo que eles produzem em nosso coração.

É isso que Maria está fazendo.

Quando ela entrega, está entregando simbolicamente tudo.

Se temos as intenções de Maria, que são boas e nos ensinam a ter uma entrega mais profunda, agora veremos outra intenção: a fala de Judas.

João 12:4-6

Se, por um lado, temos Maria entregando, por outro vemos a figura crítica de Judas.

Judas reage ao ver o valor do perfume derramado aos pés de Jesus.

Tenho a sensação de que, naquele momento, ninguém estava falando.

Todos olhavam, comovidos, em silêncio.

Mas alguém reage.

E a primeira figura que reage é justamente aquele que se incomoda com a adoração, com a entrega que está sendo realizada.

Naquele momento, Judas diz que aquilo poderia ser vendido e o dinheiro entregue aos pobres.

Interessante que ele vem com uma boa máscara.

Parece que a intenção é boa.

A aparência é boa.

O problema é que o coração dele era reativo por causa da adoração.

A graça de Deus expõe as nossas intenções, porque só há duas formas de reagirmos a ela.

Quando o ser humano tem contato com a graça de Deus, ela é tão irresistível que ou nos curvamos em adoração, ou reagimos contra ela.

Só existem duas formas de reagirmos diante da graça de Deus: ou ela nos chama para uma entrega total, ou damos um passo para trás.

As intenções de Judas envolviam roubar aquelas moedas.

Não à toa, ele traiu Jesus por muito menos que trezentos denários.

Diante de algo tão grandioso, Judas só conseguia pensar em bens materiais.

O problema das intenções do nosso coração é que, quando ele está corrompido, podemos estar diante da coisa mais sagrada, e ela se torna irrelevante para nós.

Para uma pessoa cética, nem mil milagres conseguem convencê-la.

Mas, para uma pessoa de fé, nem um milagre é necessário.

Judas está diante de um ato de adoração.

Está diante do Messias vivo.

Estamos nos aproximando do período da morte de Jesus e, mesmo diante do Messias, reunido na comunhão dos santos e em um momento de adoração, ele consegue pensar apenas no material.

Ele corrompe o próprio coração pelas coisas mais simples.

A graça revela as nossas intenções.

Quando estamos no meio do povo de Deus e o Espírito de Deus se faz presente, o nosso coração é revelado.

Não apenas esse texto diz isso.

O salmista afirma que Deus sonda o nosso coração e nos conhece.

Da mesma forma, o Evangelho de Lucas diz que nada do que está oculto permanecerá oculto.

Tudo será trazido à luz.

Quando nos aproximamos de Deus, as nossas intenções são reveladas.

Qual é o mínimo de envolvimento que preciso ter na igreja para continuar na lista dos salvos?

Qual o mínimo de oração que preciso fazer durante a semana?

Até onde posso ir?

Até quando ainda não perdi o jogo e caí na eternidade sem Deus?

Quantos casais perdem o relacionamento por fazerem apenas o que consideram o mínimo?

O mesmo acontece com o nosso relacionamento com Deus.

Às vezes, nas nossas intenções, estamos fazendo apenas o mínimo, não porque queremos adorá-Lo e estar na Sua presença, mas porque não queremos passar uma eternidade longe d'Ele.

Adoramos a Deus não por Quem Ele é, mas porque estamos procurando um Deus que, de alguma forma, vai nos abençoar.

Achamos que buscamos a Deus com a intenção de receber algo em troca.

Judas estava presente quando Jesus ensinou que não deveríamos ajuntar tesouros na terra.

Ele conhecia todos esses ensinamentos.

Mas seu coração estava tão corrompido que sua intenção era seguir a Cristo apenas pelo que poderia receber.

A graça de Deus expõe o nosso coração, porque nada do que está oculto permanecerá oculto diante d'Ele.

Temos a cena de Maria, em um ato de adoração.

Temos a cena de Judas, expondo a corrupção do seu coração e recebendo uma resposta de Jesus.

E temos uma terceira intenção: a daquele povo que estava indo até lá.

João 12:9

No ministério de Jesus, recordo-me de algumas passagens.

Uma delas é quando Jesus multiplica os pães e os peixes.

Depois desse milagre, Ele continua Sua caminhada para outra região.

Muitas pessoas O seguiam.

Não por Quem Jesus era, mas por causa da comida.

As pessoas seguiam o Messias porque queriam comer.

A intenção dos seus corações era estar ali por causa do banquete.

Quantas vezes as nossas intenções também estão apenas nas multiplicações que Deus pode fazer na nossa vida!

Em vez de nos assentarmos à mesa com Jesus, queremos apenas que Ele multiplique a nossa mesa.

Somos convidados a sentar-nos à mesa de Cristo e cear com Ele.

Na Ceia de Cristo há alimento para todos, mas nós queremos apenas que Ele multiplique aquilo que está na nossa mesa.

Queremos um banquete para nós.

Se o Messias vai ou não jantar em nossa casa, isso pouco importa.

Essa multidão vai até lá não apenas por causa de Jesus, mas para ver Lázaro, que havia sido ressuscitado.

A intenção era o espetáculo, a curiosidade.

Uma grande multidão estava indo para ver a ressurreição de um homem, e não Aquele que tinha poder para ressuscitar.

Quando Jesus cura os dez leprosos, apenas um volta para agradecer ao Mestre.

A graça de Deus manifesta as intenções do nosso coração.

Temos o exemplo de Maria, que, diante da graça de Deus, foi capaz de se humilhar diante do Mestre e entregar tudo o que possuía.

Temos o exemplo de Judas, que, diante da graça de Deus, revoltou-se e desejou tomar aquilo para si.

E temos o exemplo da multidão.

Não é um exemplo totalmente negativo nem positivo.

A multidão é apenas multidão.

Ela apenas vai.

Se temos três cenários, talvez eu possa me identificar com um deles.

Posso ser como Maria, cuja intenção do coração é um verdadeiro ato de louvor.

Posso ser como Judas, que se incomoda com o louvor, com a comunidade de fé e com a comunhão dos irmãos.

Ou posso ser como a multidão, que vai onde há espetáculo, onde está o interesse do momento, onde há comida ou entretenimento.

Enquanto houver entretenimento, estou ali.

Mas, quando isso acaba, eu me desligo.

Essa é a multidão.

Ela vai.

Está presente.

Mas não pertence verdadeiramente àquele lugar nem entrega o seu louvor.

Que possamos avaliar com qual dessas personagens nos parecemos.

Que o Senhor Deus ministre essa verdade aos nossos corações, para que entendamos aquilo que temos de mais precioso para entregar.

E que possamos entregar isso a Deus sem reservas, porque aquilo que é mais precioso revela onde está o nosso coração.

Amém?

Irmão Daniel Monteiro
IBPS

Quando a graça silencia o medo.

  Resenha do Culto de quarta-feira 12/08/2026 “Quando a graça silencia o medo” João 14:1-13 As falas de Jesus aos seus discípulos nos co...