quarta-feira, 15 de julho de 2026

Quando a graça abre os nossos olhos

 Resenha do Culto de Quarta-feira

15/07/2026

"Quando a Graça abre os nossos olhos"

João 9:1-3

A pergunta dos discípulos a Jesus nos dá a oportunidade de desmistificar algo comum no pensamento daquele povo e que, muitas vezes, também está presente em nossos pensamentos.

Talvez, pela forma como João apresenta o relato, pareça ser um encontro aleatório. Mas sabemos que nada é aleatório quando se trata de Deus.

Naquele momento, Jesus olha para aquele homem.

Os discípulos perguntam a Jesus se aquela condição era consequência de uma maldição hereditária:

"Quem pecou, Jesus? Foram seus pais ou foi ele?"

Jesus responde:

"Nem os pais, nem ele. Ele está dessa forma para que, neste momento, se manifeste a obra de Deus."

Existe um paralelo entre o sofrimento e a glória de Deus.

Muitas vezes passaremos por angústias, aflições, portas que não se abrem e situações difíceis. Isso faz parte da vida humana.

Não é Deus quem coloca grandes problemas em nosso caminho. Mas, muitas vezes, Ele permite que eles venham.

Quem trouxe toda sorte de problemas, aflições e angústias foi o pecado humano.

Mas Deus utiliza situações como essa para manifestar a Sua glória, a Sua graça e o Seu poder.

Em Sua sábia providência, o Senhor permite que as dificuldades batam à porta porque, através delas, temos a oportunidade de ver a manifestação da graça, da misericórdia e do poder de Deus.

Os sofrimentos da vida também constituem uma escola para a nossa alma.

Muitas vezes, é diante dos sofrimentos da vida que dobramos os joelhos para orar.

Muitas vezes, é diante dos sofrimentos da vida que buscamos a Deus como nunca antes. Recordamo-nos de que existe um Deus que pode mudar a nossa história.

Vivemos um tempo em que muitas pessoas só buscam a Deus no aperto.

É tão maravilhoso nos relacionarmos com o Deus a quem servimos que aquele que O busca somente no dia mau não conhece a beleza da Sua presença.

Deus nunca desejará o mal para os Seus filhos.

Mas, muitas vezes, permite o sofrimento para que possamos ser tratados por Ele.

Abraão foi levado por Deus ao monte para sacrificar o seu filho.

Imagine a angústia em seu coração, o sofrimento, apesar da fé!

Elias passou por momentos emocionalmente muito difíceis.

Daniel, por manter a sua integridade, foi lançado na cova dos leões.

José, por permanecer fiel a Deus e ser próspero na casa de Potifar, foi levado injustamente para a prisão.

Grandes homens de Deus passaram por dias maus.

Mas existe algo em comum entre todos eles: a fidelidade permaneceu em meio ao dia mau.

E o fim da história foi a prosperidade e o cuidado de Deus, que mudaram a sua sorte em meio ao sofrimento.

Qual é o seu sofrimento hoje?

O mesmo Deus que cuidou de todos esses grandes homens é o Deus que cuida do seu.

Estamos vendo um homem que sofre.

Não sabemos há quantos anos.

Um homem que mendigava e que, muitas vezes, era considerado à margem da sociedade.

Alguém que não era visto. Desprezado, considerado pecador, alguém punido por Deus e também pelos homens, segundo a visão do seu contexto.

Mas a Bíblia diz que Jesus olhou para o sofrimento dele.

Jesus olha para o seu sofrimento.

Jesus olha para a dor da sua alma.

João 9:4-7

Nós somos chamados para fazer a obra de Deus.

Jesus diz algo muito interessante:

"É necessário que façamos a obra de Deus enquanto é dia, porque a noite vem, quando ninguém poderá trabalhar."

O "dia", aqui, é uma metáfora para a vida, para o tempo e para as oportunidades. É uma metáfora para as oportunidades diárias que Deus nos concede ao despertar para um novo dia.

Se você é filho de Deus, existe uma missão entregue às suas mãos.

Você é um enviado de Deus.

Alguém chamado para fazer a diferença, aqui e agora.

Que possamos construir, para a glória de Deus, obras que tenham valor para a eternidade.

O tempo é aqui e agora.

O que você tem feito com o tempo que Deus lhe tem dado?

O que você tem feito com as oportunidades que Deus lhe concede?

O que você tem feito enquanto é dia?

Seja intencional na sua vida, na sua fé e no seu trabalho.

O texto diz que Jesus cospe no chão e faz barro.

Isso nos remete à criação, quando Deus tomou o barro e formou o homem, como um artesão.

Aqui, Jesus coloca aquele barro sobre os olhos daquele homem.

Onde havia desesperança, agora a esperança começa a surgir.

Deus está restaurando aquilo que as consequências do pecado humano destruíram.

Aquele homem que não via, agora, pelo toque da graça, enxerga pela primeira vez.

Um homem que só conhecia a beleza do céu pelo que lhe contavam.

Conhecia o mar apenas pelo barulho das ondas.

Conhecia as pessoas somente pelo que lhe diziam.

Mas agora Jesus está fazendo tudo novo outra vez.

É isso que Ele faz.

Quando Jesus se encontra conosco, Ele pode transformar aquilo que você acredita que não tem mais jeito.

Ele é Deus.

Naquele dia, Jesus restaurou a vida, a dignidade e a história daquele homem.

João 9:18-34

Não retenha o seu testemunho.

Deus fez, Deus faz e continuará fazendo coisas grandiosas.

Nada é impossível para Deus.

Muitas vezes, as angústias batem ao nosso coração porque nos esquecemos das maravilhas que Ele já realizou.

Pense no que Ele já fez na sua vida.

Pense no que Ele já fez na vida de pessoas que você conhece.

Você tem testemunhado dos feitos de Deus?

Precisamos contar ao mundo as transformações que Deus tem operado em nossa vida.

Somos chamados para ser testemunhas dos feitos de Deus.

Seja um semeador dos feitos de Deus.

O que Deus fez na sua vida, não guarde apenas para você.

O que Deus está fazendo na sua vida, também não guarde para si.

Testemunhe.

O mundo precisa ouvir dos feitos de Deus.

É isso que esse homem faz.

Seus pais, com medo da reprovação dos líderes religiosos do seu tempo, abandonam o próprio filho à própria sorte.

Mas aquele homem, cheio de coragem, levanta-se como uma voz em meio à repressão religiosa do seu tempo.

Uma voz que não se cala diante do medo.

Que não se cala diante das autoridades.

Porque ele sabe que precisa falar daquilo que viveu.

Do que Deus fez na sua vida.

Do que Deus fez na sua história.

Nós temos memória curta.

Precisamos nos lembrar dos feitos de Deus.

Precisamos testemunhá-los para que outras pessoas também sejam impactadas.

Esse homem se enche de coragem porque sabe que Aquele que o libertou só podia vir da parte de Deus.

Quando a graça abre os olhos, não retenha o seu testemunho.

João 9:35-41

Aquele homem era cego de nascença.

A partir do toque de Deus, agora ele vê.

Mas, muito mais do que a cura física, agora ele enxerga pelos olhos da fé.

Agora ele enxerga pelo espírito, pela alma, através da presença do Espírito Santo em seu interior.

O texto nos diz que ele se encontra com Jesus, e Jesus lhe pergunta:

"Você crê?"

E ele responde:

"Eu creio."

Então, o texto diz que ele adorou a Jesus.

Alguns críticos dizem que Jesus não era Deus; que era apenas um mestre, alguém que realizou grandes obras e muitos milagres, mas não Deus.

Na cultura judaica, aceitar adoração seria considerado uma blasfêmia contra Deus.

E é exatamente essa adoração que Jesus recebe.

Ou Ele é Deus e, por isso, pode receber adoração, ou seria um lunático.

Nós estamos aqui porque cremos que Ele é Deus.

É isso que distingue, naquele momento, um cego de nascença — considerado um pecador — dos fariseus, conhecedores da Palavra.

A cegueira espiritual.

Um não enxergava com os olhos, mas passou a enxergar com os olhos e com a alma.

Os outros enxergavam com os olhos, mas não com a alma.

Ainda assim, ensinavam acerca de Deus.

Estavam presentes na sinagoga e no templo.

Eram conhecedores da Lei e discipuladores das novas gerações.

Deus estava diante deles, e eles não O reconheceram.

Você pode ter o lugar, a igreja, os sacramentos e os ritos.

Pode ter passado pelo batismo.

Mas, se ainda não foi alcançado por Cristo, se a sua resposta ainda não foi "Eu creio", você pode ter tudo e, ao mesmo tempo, não ter nada.

A cegueira espiritual é o que leva religiosos convictos à perdição.

Mas aqui está Jesus, que abre os olhos espirituais para que possamos afirmar, de todo o coração:

"Sim, Senhor, em Ti eu creio."

Quando a graça tocou a vida daquele homem, os seus olhos foram abertos.

E os seus, meu querido irmão? Já foram abertos pelo toque da graça de Deus?

Você pode ter tudo, mas, se não tiver o seu Salvador, não tem nada.

Que possamos orar por aqueles que, mesmo estando no meio da igreja, ainda são cegos espiritualmente.

Tão perto, mas tão longe!

Quando a graça abre os nossos olhos, não apenas as feridas são curadas.

Não apenas o físico é restaurado.

Não apenas a sorte é transformada e as portas são abertas.

Quando a graça abre os nossos olhos, nós podemos enxergar Jesus como Ele realmente é e afirmar, com o grito da alma:

"Eu creio em Ti, Senhor!"

Pastor Gabriel Monteiro
IBPS

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Nada é para sempre


Resenha do Culto da Noite de Domingo

12/07/2026

"Nada é para sempre"

Lucas 16:19-31

O Senhor Jesus falava acerca do cotidiano e de verdades profundas de uma forma muito simples.

Uma curiosidade que nos vem à mente é: o que acontece minutos após a nossa morte? Há sempre essa pergunta.

O que o Senhor Jesus vai nos relatar por meio dessa parábola é o que acontece no além.

O que o Senhor Jesus começa a falar a respeito dessa parábola deve nos levar a refletir com seriedade acerca dos nossos caminhos.

Jesus nos mostra que a morte atinge todas as pessoas. Ele fala acerca de dois homens.

Naquele contexto, as pessoas pensavam que todos os que prosperavam financeiramente eram abençoados por Deus. Também acreditavam que aqueles que viviam na pobreza financeira não eram abençoados por Ele.

Jesus conta essa parábola para quebrar esse paradigma.

Naturalmente, aquele homem rico colocava toda a sua esperança nas riquezas. O texto diz que ele vivia regaladamente. Era festa todos os dias.

Mas chega um momento em que ele morre.

Jesus também fala acerca de um mendigo chamado Lázaro, que foi colocado à porta daquele rico. No dia seguinte, esperava-se que houvesse bastante comida ali para que Lázaro pudesse se alimentar, mas isso não acontecia.

Lázaro desejava comer as migalhas que eram lançadas aos cães daquele homem.

Quem olhava para ele pensava que sofria por ter pecado ou por ter feito alguma coisa contra Deus.

Mas Jesus revela que não era nada disso.

Na verdade, aquele homem era um servo de Deus e colocava sua esperança no Senhor.

O ponto importante aqui é que a morte atinge todas as pessoas. Ninguém ficará para semente.

Um dia, todos nós partiremos e nos encontraremos com Deus.

Aquele homem vivia acumulando. E quantos vivem assim, nessa ilusão, apenas acumulando? Cuidam das coisas temporais e se esquecem da mais importante: a eternidade.

Há uma eternidade.

Uma verdade que todos viveremos é que um dia estaremos diante de Deus. A finitude é uma realidade.

Aquele homem vivia acumulando, e Jesus nos lembra do óbvio: a morte visita a casa de todas as pessoas.

O homem morreu e foi sepultado.

Mas Jesus afirma que Lázaro também morreu. Há, porém, uma diferença: Lázaro foi levado pelos anjos, enquanto o homem rico morreu e foi sepultado.

Lucas 16:22

Por que um é levado pelos anjos e o outro é sepultado?

O sepulcro lembra a morte eterna.

Mas o servo de Deus deixa esta vida para entrar na verdadeira vida.

Quando um servo de Deus deixa este corpo, os anjos vêm e o levam para junto de Deus.

É isso que Jesus está nos revelando.

Com quem você vai passar a eternidade?

Todo mundo vai morrer. O que fará a diferença é com quem você passará a eternidade.

O Senhor Jesus nos lembra que a alma sobrevive à morte.

Lucas 16:23

Ele levanta os olhos, vê, sente e pensa. Não esqueceu da sua vida passada.

Quando deixarmos este corpo, nossa alma sobreviverá à morte.

Você não é apenas um corpo. Foi criado à imagem e semelhança de Deus. Você é um espírito e possui uma alma.

Sua alma sobrevive à morte, sem interrupção da consciência.

Ele tem consciência e começa um diálogo com Abraão.

Primeiro, dirige-se a Abraão como pai:

— "Pai Abraão, peça a Lázaro que molhe a ponta do dedo e refresque a minha boca, porque estou neste tormento e tenho sede."

Abraão responde:

— "Filho, não tem como. Existe um grande abismo entre nós e vocês. Ainda que quiséssemos socorrê-lo, não poderíamos. Também não é possível que alguém que está onde você está venha para cá."

Isso é terrível.

Então ele argumenta com Abraão:

— "Então mande Lázaro avisar meus irmãos, para que eles não venham para este lugar, porque vivem como eu vivia."

Abraão responde:

— "Isso é impossível. Ainda que Lázaro ressuscitasse e os avisasse, eles não creriam. Lá eles têm os profetas anunciando a Palavra."

Preste atenção nisso: a salvação é individual.

Eclesiastes 12:14

No dia em que deixarmos este corpo, estaremos diante do justo Juiz. Ele trará a julgamento todas as obras, sejam boas, sejam más.

Romanos 14:12

Cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus.

Nossa alma sobreviverá à morte conscientemente, e prestaremos contas a Deus de todos os nossos atos.

A terceira grande verdade que Jesus nos revela é que, na vida vindoura, haverá recompensas e punições.

Lucas 16:24-25

Jesus não diz que o rico era imoral. Ele mostra a confusão espiritual daquele homem.

Jesus não diz que ele foi para o inferno porque era rico.

Muitos homens de Deus eram ricos, mas priorizaram o Reino de Deus.

Eles priorizaram Deus em suas vidas. Não era o dinheiro que dominava sua mente e seu coração, mas o temor e a obediência ao Senhor.

Lázaro também não foi para o céu porque era mendigo. Foi porque creu em Deus, apesar dos sofrimentos e das dificuldades que enfrentou.

Não abriu mão da sua fé.

Lázaro era servo de Deus, embora mendigasse o pão.

Agora, Lázaro está na presença de Deus, sendo consolado.

Já aquele homem, que vivia regaladamente todos os dias, agora está em tormento.

Jesus está falando acerca de algo muito sério.

Na vida vindoura haverá recompensas e punições.

Portanto, não perca a oportunidade de servir ao Senhor, de se render a Ele enquanto há esperança.

Hoje você pode buscar a Deus.

Hoje você pode encontrar-se com Deus.

Mas chegará um dia em que você O buscará e não O encontrará, se não O buscar no tempo oportuno.

O rico foi para o inferno porque não tinha tempo para Deus.

No seu festejar contínuo, ele não conhecia a Palavra de Deus.

Você tem tempo para Deus?

Que lugar Deus ocupa na sua vida?

Que lugar Deus ocupa na sua agenda?

Quantos estão tão envolvidos com as coisas deste mundo que se esquecem de que um dia estarão diante de Deus!

Aquele homem não conhecia o Deus vivo. E, quando está no inferno, nem sabe a quem orar.

Em vez de clamar a Deus, clama a Abraão.

O que Abraão podia fazer por ele?

Nada!

Quantas pessoas estão clamando a deuses falsos, a deuses mortos, ignorando as advertências e as oportunidades que Deus lhes concede, sem tempo para o verdadeiro Deus!

A quarta verdade que Jesus nos revela é que, após a morte, cessa toda oportunidade.

Lucas 16:26-31

Após a morte, cessam todas as oportunidades.

Quem vai para o céu passará a eternidade com Deus.

Quem for para o inferno passará a eternidade ali.

Essa é a realidade.

A justiça será feita conforme a decisão de cada um durante a vida.

Hoje você pode comprometer-se com Deus.

Hoje você pode mudar de vida.

Hoje a graça de Deus pode alcançá-lo.

Mas, se partir sem Cristo e sem salvação, não haverá mais oportunidade.

Na eternidade, não há como mudar o resultado da escolha feita.

É uma questão de justiça divina.

Portanto, o tempo oportuno é agora.

Hoje é o dia da sua salvação.

Lucas 13:24

Hoje você pode entrar.

Jesus diz:

"Eu sou a porta. Eu sou o caminho. Eu sou a verdade. Eu sou a vida."

Hoje você pode entrar pela porta.

Hoje você pode receber a vida eterna.

Hoje você pode optar pelo caminho estreito.

Mas chegará um dia em que muitos desejarão entrar pela porta da salvação e não poderão mais.

Cada um é responsável pela decisão que toma em vida.

Aquele homem tomou uma decisão: não havia lugar para Deus em sua vida.

Quando precisou orar, dirigiu-se à pessoa errada.

A Palavra de Deus diz que há somente um Mediador entre Deus e os homens.

1 Timóteo 2:5-6

Observe o pedido daquele homem no inferno.

Que Deus mandasse alguém. Que Deus mandasse Lázaro.

E Abraão lhe diz:

"Ainda que alguém ressuscite e vá falar com eles, não acreditarão."

O próprio Jesus afirma ser o testemunho verdadeiro, Aquele que morreu, ressuscitou, venceu a morte e voltou. Ele nos convida e declara ser o caminho, a verdade e a vida. Quem nele crê não provará da morte eterna, mas viverá eternamente.

Portanto, essa parábola nos leva a refletir sobre quatro grandes verdades:

No dia em que você deixar este corpo, sua alma sobreviverá à morte.

Você não perderá a consciência. Terá plena consciência de tudo, e Deus lhe pedirá contas dos seus atos.

Na vida eterna haverá recompensas e punições.

Após a morte, cessa toda oportunidade de salvação.

Hebreus 3:15

Na provocação, o povo de Israel endureceu o coração contra Deus e sofreu as consequências da sua rebelião.

Não endureça o seu coração.

Se o Senhor tem falado com você, convidando-o a voltar-se para Ele, a render-se e a submeter-se ao Seu senhorio, faça isso hoje.

Amanhã pode não chegar.

Temos acesso à Palavra de Deus. Ela está em nossas mãos, mas precisa estar também em nosso coração. Precisa fazer parte da nossa vida, revelando o Deus que é Senhor da eternidade.

Muitas teorias caíram por terra, mas a Palavra de Deus permanece para sempre.

Você pode conhecer a Deus por meio do testemunho da Sua Palavra.

Mais do que isso, há o testemunho da ressurreição de Cristo.

Ele ressuscitou!

Essa parábola é o testemunho Daquele que venceu a morte para conceder-nos vida eterna.

João 3:17-18

Jesus pagou o preço do nosso pecado para nos libertar das algemas da morte e do jugo de Satanás.

Ele pagou um alto preço para nos conceder a vida eterna.

Portanto, onde e com quem você passará a eternidade?

Você é livre para fazer escolhas, mas também é responsável por elas.

Lembre-se de que o caminho que leva a Deus é estreito. Ele nos leva a abrir mão do nosso eu, a tomar a nossa cruz, a mortificar a nossa vontade e a buscar uma vida de santidade.

Não queremos enganar ninguém.

Amanhã pode não chegar.

A morte é um fato, e precisamos lidar com essa realidade.

Mas Jesus nos oferece uma esperança maravilhosa.

A vida vence a morte quando Cristo é Senhor da nossa vida.

Ele veio para nos dar vida, e vida em abundância.

Há vida além desta vida.

Há esperança além desta vida.

A vida não termina aqui.

Mas a escolha de onde você passará a eternidade é feita aqui.

É isso que Jesus nos revela nessa parábola.

Nesta vida, nada é para sempre.

Tudo passa.

Mas a Palavra de Deus diz que aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.

Hoje você pode tomar uma decisão que mudará o seu presente e o seu futuro.

Pastor Nélio Monteiro

IBPS

domingo, 5 de julho de 2026

A restauração de todas as coisas.

 

Resenha do Culto da Noite de Domingo
05/07/2026

A restauração de todas as coisas

Apocalipse 21:1-8

Pense, por um instante, no dia mais feliz da sua vida!

Agora imagine que um dia seremos muito mais felizes do que nesse dia que você pensou, e isso para sempre.

O apóstolo João anteviu essas coisas. Isso deve nos fazer ansiar por elas.

João teve o privilégio de ver aquilo que um dia nós, de fato, seremos em Cristo. Isso deve despertar em nós um desejo ardente pelo encontro com o nosso Senhor e Salvador: o dia da restauração de todas as coisas.

Apocalipse não é um livro que deve nos causar medo. É um livro de esperança.

Ele apresenta o juízo de Deus, previamente anunciado aos ímpios. Mas, para os crentes que depositaram sua fé em Jesus nesta vida, é um livro que fala de restauração, de esperança. É o livro que anuncia que todas as coisas se fizeram novas.

Portanto, Apocalipse mistura juízo com esperança de restauração. Traz a realidade de que aqueles que se curvaram à besta, ao sistema deste mundo, ou que não se arrependeram genuinamente, sofrerão as duras consequências do juízo.

Mas também fala da doce esperança dos crentes. Do dia em que seremos felizes para sempre.

Fala da esperança daqueles que pertencem ao Cordeiro que venceu, e que desfrutarão de alegria sem fim na presença de Deus, em Seu Reino.

Uma das grandes alegrias que teremos no céu será a ausência do pecado.

O pecado devastou a nossa humanidade.

Apocalipse 22:3

"Nunca mais haverá qualquer maldição."

Não sofreremos mais o peso do pecado.

Pense em quanto sofremos por causa dele!

O desejo que deve permear o nosso coração é o de que um dia estaremos com Cristo. E, enquanto ainda estamos nesta terra, devemos desejar nos parecer cada vez mais com Jesus.

Se você é crente e não tem esse desejo, alguma coisa está errada.

Como seria maravilhoso se houvesse pequenos Cristos espalhados por aí!

O que nos impede de sermos mais parecidos com Jesus?

É o pecado. O pecado traz colheitas amargas. Traz maldição.

Depois da queda de Adão, tudo se tornou um emaranhado de más notícias.

O pecado arrasou com tudo.

A queda em Adão trouxe consigo todas as consequências do mal.

Até a natureza foi afetada! Ela está gemendo, aguardando a restauração de todas as coisas, a revelação dos filhos de Deus.

Nós também.

Olhe para o seu coração: egoísmo, avareza, inveja, orgulho... A lista é grande!

O pecado imprimiu sua marca em nós.

Ele continua gerando morte naqueles que não se converteram, que não se arrependeram e que continuam sob seu domínio.

A ausência do pecado é a esperança daqueles que estarão diante do Cordeiro naquele grande dia.

Cada um de nós deve ansiar por isso: o dia da restauração de todas as coisas. O dia em que estaremos livres.

Isaías profetizou sobre esse dia e trouxe uma nota de esperança.

Isaías 65:17-19

Um dia seremos livres, porque seremos semelhantes a Jesus.

Seremos livres do pecado, que rouba a nossa alegria e nos tira o bem mais precioso que um crente pode ter: a comunhão com Deus.

Apocalipse 21:3

Que promessa!

Quem a registra é o próprio apóstolo João.

O céu é o lugar onde Cristo está.

1 João 3:2

Um dia seremos semelhantes a Ele, porque estaremos diante dEle, contemplando Sua presença gloriosa.

O céu é tão maravilhoso porque Cristo está lá. Porque Jesus está lá. Porque ali está a presença do Deus Santo, do Deus Triúno.

É por isso que cremos na restauração de todas as coisas.

O céu é onde Cristo está.

Haverá muitas alegrias no céu: a ausência do pecado, o reencontro com aqueles que partiram em Cristo, as ruas de ouro e tantas outras maravilhas.

Mas a maior alegria será contemplar a face de Deus.

Será a bênção da comunhão perfeita com Ele.

Um dia veremos aquilo que hoje os anjos veem.

Estaremos face a face com Deus.

Desfrutaremos novamente da comunhão que Adão perdeu no Éden.

Voltaremos ao Jardim, restaurados.

Você deseja isso?

Quantas vezes você ora por isso?

Oramos tão pouco...

Apocalipse 21:4-5

Aleluia!

Essas palavras são fiéis e verdadeiras.

João viu o dia em que Jesus declarou:

"Eis que faço novas todas as coisas."

Tudo será novo: novo céu e nova terra!

Que alegria pensar que nós, pecadores, falhos e imperfeitos, um dia, por causa do sangue de Cristo, moraremos com Ele no céu.

Que alegria para pecadores arrependidos compreender que um dia estaremos diante de um Deus Santo, Santo, Santo, redimidos, sem a barreira do pecado, desfrutando de íntima comunhão com o nosso Criador.

Os redimidos foram unidos a Cristo.

Lavaram suas vestes no sangue do Cordeiro.

Mas esse processo, que será pleno no céu, começa aqui.

É nesta vida que começamos a experimentar uma nova vida, a trocar nossas vestes e a nos santificar.

É aqui que nos preparamos para nos encontrar com o Senhor.

Esse processo se inicia com a conversão e o arrependimento.

É um processo contínuo, ainda inacabado, mas que um dia será completo.

2 Coríntios 5:17

Nós ansiamos por isso.

Mas é aqui que começamos.

Como alguém pode dizer que deseja morar no céu se, aqui na terra, não abraçou os valores do Reino?

Como pode querer reinar com Cristo se não ama a Palavra de Cristo?

Que venhamos a começar, aqui e agora, a viver o novo de Deus, como redimidos e unidos a Jesus.

Comecemos aqui o processo que será concluído na eternidade.

Um dia desfrutaremos da bênção essencial: a comunhão com Deus.

Às vezes nos esquecemos de que aquilo de que mais precisamos é justamente isso: comunhão com Deus.

É estarmos unidos a Cristo.

A bênção essencial é a união íntima, direta e plena com Deus.

Um dia estaremos juntos com Ele.

Quem ficará de fora dessas bênçãos?

Apocalipse 21:7-8

O texto termina exatamente como o livro de Apocalipse: misturando juízo e promessa.

Juízo para aqueles que não se arrependeram.

Promessa de restauração para aqueles que lavaram suas vestes no sangue do Cordeiro, aqueles que Jesus chama de vencedores.

Ficarão de fora aqueles que não se arrependeram e permaneceram em seus pecados, deixando a decisão para depois.

Pessoas que morreram como viveram: longe de Deus e presas aos seus pecados.

Pessoas que deixaram para a última hora, mas já não houve tempo.

Cada oportunidade de ouvir a pregação da Palavra é uma oportunidade de conversão e de arrependimento.

Será que eu não estou nessa lista?

Jesus disse que o joio cresce junto com o trigo.

O vírus do autoengano tem infectado muitos crentes.

Quem ficará de fora?

Por isso devemos aproveitar cada oportunidade.

Devemos aproveitar o tempo.

Ouçamos a voz de Deus!

"Quando vocês ouvirem a voz de Deus, não endureçam o coração."

Só seremos chamados e contados como vencedores se começarmos a nos preparar aqui, vivendo uma vida santa.

É tempo de avaliarmos a nossa vida.

Salmos 15

O salmista ecoa essa pergunta em outros salmos.

Essa era a preocupação dele, e deve ser também a nossa:

"Senhor, quem habitará no Teu santo monte? Quem verá a Tua face?"

Pastor Ryan Sousa
IBPS

O arrependimento nosso de cada dia

 

Resenha do Culto da Manhã de Domingo
05/07/2026

"O arrependimento nosso de cada dia"

Isaías 1:1-6

Às vezes pensamos que o arrependimento é apenas para aqueles que não frequentam nossas igrejas. Nós também precisamos nos arrepender todos os dias, porque constantemente nos desviamos da rota. Seguimos por caminhos diferentes daquele que a Palavra de Deus aponta para nós.

Precisamos refletir, à luz da Ceia, sobre as nossas vidas. Como anda o nosso coração?

Qual era a mensagem principal de todos os profetas do Antigo Testamento?

"Arrependam-se! Voltem-se para o Senhor."

Deus levantou homens, inspirados por Ele nas Sagradas Escrituras, para trazer uma Palavra ao povo que havia se rebelado. Eram homens de Deus, movidos pelo Espírito Santo e incomodados com o pecado.

Aquele povo havia sido criado para ser herança e propriedade de Deus, mas agora havia se rebelado e se afastado. Esses homens foram levantados por Deus para trazer o povo de volta, convocando-o para uma nova vida.

O Evangelho de Jesus fala de restauração. Esse é o resumo do Evangelho: trazer o povo de volta.

O propósito do Evangelho é conduzir o velho homem a voltar-se para Deus. Por isso os profetas falavam sobre arrependimento.

Houve quatrocentos anos de silêncio entre o Antigo Testamento — entre Malaquias e João Batista.

Então Deus levantou o precursor de Seu Filho.

A mensagem de João Batista era: "Arrependam-se!"

Jesus veio, e qual era a Sua mensagem?

"Arrependam-se!"

Marcos 1:15

A pergunta que fica, depois que Cristo veio, é:

Levamos a sério essa mensagem de arrependimento?

Como você tem recebido a mensagem da cruz?

A mensagem da cruz nos convida ao arrependimento verdadeiro.

O arrependimento é a marca dos crentes. É a marca daqueles que creem em Cristo. É a marca legítima daqueles que se encontraram com Jesus.

Os encontros com Cristo são significativos, porque requerem de nós uma nova postura, um novo jeito de viver.

A fala apenas exterioriza aquilo que está dentro do coração.

Às vezes falamos de forma leviana, e isso revela a condição do nosso coração e a necessidade que temos de nos arrepender e de nos voltar para Deus.

O profeta Isaías anunciou a Palavra do Senhor a um povo que havia abandonado os caminhos de Deus. Como consequência, um terrível juízo se aproximava.

Deus levantou Isaías, que levou essa mensagem ao longo dos reinados de quatro reis.

O povo havia se desviado, mesmo vivendo uma aparente religiosidade.

O Senhor não suporta iniquidade misturada com culto.

Aquele povo, que se dizia religioso, continuava trilhando caminhos perigosos.

Isaías era um defensor da fé em meio a uma geração perdida.

No Domingo de Ceia, anunciamos a morte do Senhor até que Ele venha.

Nós, que esperamos o Dia do Senhor, estamos nos preparando para nos encontrar com Ele?

Como anda o nosso coração?

Nosso arrependimento tem sido genuíno?

Precisamos que o Senhor nos mostre aquilo que precisamos melhorar e corrigir.

"Mostra-me os pecados que estão ocultos, Senhor!"

O povo não tinha condições de emitir um diagnóstico fiel da própria condição. Por isso a Palavra de Deus pode revelar a nossa verdadeira situação.

Se o Senhor voltasse hoje, qual seria a condição da sua alma?

Isaías 1:5

O pecado traz adoecimento. É uma enfermidade para a alma.

Tornamo-nos como leprosos espirituais, infectados pela lepra do pecado.

O profeta chama a atenção para a obstinação.

Precisamos da intervenção do Espírito Santo. Precisamos nascer de novo.

Precisamos ser restaurados da nossa condição.

Triste é a decisão livre e consciente de continuar afrontando a Deus por meio do pecado.

Era isso que aquele povo fazia: permanecia vivendo em rebelião contra Deus.

Quais são as consequências dos nossos pecados?

O profeta denuncia isso: não há conhecimento de Deus.

"Até os animais conhecem o seu dono."

Que analogia terrível!

Mas o povo de Deus não conhecia o seu Senhor.

O povo estava sendo arrasado e sofreria ainda mais.

A falta de arrependimento genuíno tem um preço altíssimo.

Eles colheriam frutos amargos.

Um dia colheremos aquilo que estamos plantando hoje.

O que temos colhido como resultado da nossa obediência ou desobediência ao Senhor?

A Ceia do Senhor é um momento perfeito para essa reflexão.

Nós, crentes, precisamos de arrependimento.

Isaías conclamou o povo a abandonar o pecado e voltar-se para Deus.

Isaías 1:17-20

Arrependamo-nos! Voltemos para Deus.

Deus tinha motivos de sobra para castigar aquele povo por seus pecados. Mas, em Sua graça e misericórdia, ofereceu-lhes perdão.

Da mesma forma, Deus tem motivos de sobra para nos castigar diariamente por causa da nossa constante rebeldia.

Mas Ele escolheu estender a nós Sua graça e Seu perdão.

Nesta manhã, por causa do sacrifício de Jesus Cristo, podemos nos voltar para Deus.

Pastor Ryan Sousa
IBPS


terça-feira, 30 de junho de 2026

A estratégia da tentação


Resenha do Culto da Noite de Domingo

28/06/2026

A estratégia da tentação

Lucas 15:11-20

Nessa parábola, o Senhor descreve o drama da tentação. É uma parábola muito rica, que nos leva a meditar profundamente por vários ângulos.

Em um deles, o Senhor nos descreve o drama da tentação, o drama do pecado e o drama da queda. O que a queda causou na vida do ser humano. O que levou o ser humano a todo sofrimento foi a queda.

Jesus está aqui descrevendo a alma do pecador desajustado.

A tentação tem as suas estratégias. O tentador tem as suas estratégias. Ele não muda as estratégias, porque elas funcionam. Elas continuam levando o ser humano à degradação, a ser algemado pelo pecado.

A tentação sempre tem pressa.

Aquele jovem olha para o pai, que está ali, provendo em abundância tudo de que ele precisava. Mas ele diz:

"Dá-me o que é meu. Quero minha parte agora."

Isso não é diferente nos dias de hoje.

Percebemos a raiz do pecado: a insatisfação.

O que levou o homem à queda foi a insatisfação. Estavam no paraíso, em plena comunhão com Deus. Deus proveu tudo de que eles precisavam. Deus só os privou do fruto de uma árvore. Eles tinham um jardim inteiro para desfrutar, mas a tentação os direciona exatamente para o fruto que Deus havia proibido.

Isso revela a insatisfação do ser humano.

Qual era a insatisfação desse filho, que vivia em plena abundância?

A insatisfação cria um ambiente de tédio. A insatisfação leva à improdutividade, e a improdutividade leva ao desemprego.

Assim é em todas as áreas da vida: com a casa, com o trabalho e com o casamento.

Quantos só descobrem o cônjuge maravilhoso depois que o perdem? Enquanto está ao lado, não percebem.

O sistema do mundo estimula a insatisfação. O tempo todo, ele cria uma sensação de que falta alguma coisa.

A insatisfação de Eva.

A insatisfação de Adão.

A insatisfação de Saul.

Saul foi um grande rei de Israel. Deus o estava abençoando. A nação prosperava. Mas, um dia, ele ficou insatisfeito. Não bastava para ele ser rei; quis ocupar o lugar de Samuel. Então, transgrediu a Lei de Deus.

A insatisfação é assim: leva o sujeito a querer ocupar o lugar do outro.

Deus o puniu. Ele perdeu o reino por causa da sua insatisfação.

A insatisfação de Lúcifer.

A Palavra de Deus diz que Lúcifer era um anjo de luz. Ele tinha acesso a Deus. Na sua queda, levou consigo um terço dos anjos. Tinha muita influência, mas, na sua insatisfação, quis tomar o lugar do próprio Deus.

A tentação gera essa insatisfação, que cria um ambiente de tédio.

Essa insatisfação tem destruído casamentos, famílias e relacionamentos. Leva a abandonar o próprio Deus.

A insatisfação do homem sem Deus o leva a buscar felicidade onde jamais a encontrará, porque o homem só encontra paz e sentido para a vida em Deus.

O homem sem Deus é um eterno insatisfeito.

A tentação é sedutora.

"Dá-me o que é meu!"

Veja bem a ingratidão.

O filho diz ao pai:

"Dá-me o que é meu."

A tentação diz a ele:

"Você é filho. Vá lá e pegue o que é seu."

O pai amoroso é colocado na condição de quem está privando o filho de ser feliz.

Não foi essa a condição em que a serpente colocou Deus diante dos olhos de Eva?

Só que o próprio ato de transgredir a Palavra de Deus já era uma escolha pelo mal.

Aquele jovem agora se vê como vítima de uma sociedade opressora. Não foi ele quem trabalhou para conquistar nada, mas agora quer o que é dele.

A tentação cria um mundo ilusório.

Ele nunca se realiza, porque a raiz do problema é a insatisfação.

A tentação destrói o futuro, famílias e amizades. Separa cônjuges e separa o homem de Deus, porque o pecado é cometido contra um Deus amoroso.

Deus abençoa, mas Deus não faz trocas. Deus não faz negócios com ninguém.

Não foi um tropeço. Foi algo arquitetado por aquele jovem. Foi um plano.

Ele chega ao pai e diz:

"Dá-me o que é meu."

E o pai dá.

Então, aquele jovem foi para longe.

A tentação é assim: ela leva você para longe. Você vai se distanciando daquilo que é puro, daquilo que é justo e daquilo que é nobre.

Aquele jovem abandona a casa do pai porque quer viver uma vida sem limites: longe dos pais, longe da igreja e longe de Deus.

O texto diz que ele foi viver dissolutamente, na lama dos bordéis, do jeito que o diabo gosta.

Mas o pecado tem cheiro de pecado. O pecado leva o homem para uma terra distante. Gasta sua saúde, muitas vezes seus bens e sua dignidade, até que ele encontra um deserto.

Todo mundo passa por um deserto na vida. Se você ainda não passou, ainda vai passar.

A diferença é com quem passamos pelo deserto: com ou sem Deus.

Ao passar pelo deserto com Deus, Ele supre nossas necessidades nos momentos mais difíceis da vida.

Quem passa pelo deserto com o diabo não recebe nada, porque o diabo não dá nada para ninguém.

João 10:10

O diabo só tira. Ele rouba os seus sonhos. Ele rouba o melhor que Deus lhe deu.

O diabo, o tentador, leva você para longe de Deus. Ele leva você para o deserto.

Aí vem a fome.

Aquele jovem saiu cheio de dinheiro, mas foi viver nas orgias, nas festas e nos bacanais.

No dia em que acabou o dinheiro, acabou também a amizade.

Até que lhe restou apascentar porcos.

Os amantes vão embora.

Os amigos desaparecem.

Quem deixa um pai encontra um patrão.

Quem deixa uma casa encontra um chiqueiro.

Quem deixa um cônjuge encontra um amante.

O dinheiro acaba.

A beleza passa.

Tem muita gente enganada.

Tem muito homem caindo no canto da sereia.

Cuidado.

A tentação leva você ao vazio. Leva você ao pecado. Ela ronda almas e derruba destinos.

É muito diferente passar pelo deserto com Deus.

Com Deus é provação; com o diabo é tentação.

E a tentação, sem Deus, leva à perdição.

Aquele jovem estava perdido. Ninguém lhe dava nada.

Então, chega um momento em sua vida em que ele cai em si.

"Os empregados do meu pai são bem acolhidos. Eu vou voltar para meu pai."

Aqui está a beleza da graça.

Graça é Deus dando a você o que não merece.

A mais profunda expressão da graça de Deus é o perdão.

Aquele filho sai chutando a porta, dizendo que o pai estava morto para ele.

Quando volta, aquele pai recebe de volta um mendigo, maltrapilho, contaminado pelo pecado.

É assim que Deus recebe o homem de volta.

Deus se alegra quando aquele filho volta para casa.

Lucas 15:22-24

Isso é perdão.

Deus ama você como nenhum outro ser o ama.

Não foi isso que nós fizemos com Deus?

Deus nos criou. Deus preparou um lugar maravilhoso para nós.

Mas nós O abandonamos. Nos afastamos d'Ele. Ignoramos a Sua herança.

Mas, quando estamos maltrapilhos por causa do pecado, Ele nos recebe com alegria.

Ele enviou nosso Irmão Mais Velho para vir ao mundo e nos buscar de volta para casa.

Foi isso que Jesus fez.

Jesus é o Filho Primogênito dentre muitos irmãos.

Aquele jovem, quando saiu chutando a porta, não pensou no pai.

Agora ele está de volta.

E recebe do pai o perdão.

Perdão é o ato gracioso de um Pai que ama.

E Deus nos ama profundamente.

Quem volta para a casa do Pai arrependido cai em si e é recebido como filho.

O pai o aguardava todos os dias.

Há festa nos céus quando um pecador se arrepende.

Porque Deus ama você.

Mas quem morre como mendigo é sepultado como indigente.

Isaías 55:6-7

Volte-se para Deus.

Deus é rico em perdoar. Deus perdoa você.

Volte para Deus.

Mateus 11:28-30

O pecado gera insatisfação, mas a graça de Deus gera descanso e esperança para a sua alma.

A estratégia da tentação é levar você para longe de Deus.

Mas a estratégia de Deus é resgatar você.

Deus veio por amor a você.

Deus enviou nosso Irmão Mais Velho para nos buscar e nos levar de volta para a Casa do Pai.

Deus criou para nós um novo céu e uma nova terra.

Deus preparou para nós um novo lar.

E um dia nós voltaremos para lá, todos os que cremos no Senhor Jesus.

Eu vou estar lá.

E você?

Pastor Nélio Monteiro

IBPS


segunda-feira, 29 de junho de 2026

Para sempre.

 

Resenha do Culto da Manhã de Domingo

28/06/2026

Para Sempre

Gênesis 5:25–31

Olhando para o texto, vemos homens que viveram, geraram e morreram. Esse é o primeiro olhar.

E pensamos: o que esse texto quer nos dizer?

Fica clara aqui a maior tragédia da história do ser humano: a queda.

O texto nos apresenta a maior tragédia da humanidade, porque a queda gerou a morte.

Todos eles viveram muitos anos. Deve ter sido muito interessante viver 969 anos, ou viver 777 anos.

Mas, se voltarmos para a época de Moisés, veremos que ele viveu 120 anos.

Por que Deus vai limitando a vida?

Porque, à medida que a iniquidade aumenta, a vida diminui.

O pecado gera morte.

E, quanto mais depravada e mais inclinada para o pecado uma geração é, menos anos de vida ela tem.

O pecado gerou a morte, a separação.

Então, a morte é uma realidade com a qual temos de lidar.

O texto nos traz três fatos.

O primeiro é a vida: viveu e gerou.

Como é linda a vida! A concepção!

Começamos a vivenciar o milagre da vida quando chegam os filhos. No ultrassom, vemos a formação da vida.

A primeira coisa que bate forte é o coração.

A vida é uma dádiva divina.

Salmos 127:3 diz que os filhos são a herança que Deus nos dá.

É vida gerando vida.

Se a queda não tivesse entrado nessa equação, seria como andar com Deus e, no momento determinado, subir para estar com Ele sem experimentar a morte.

Como seria isso?

Porque a morte traz sofrimento.

Deus não nos criou para a morte.

O que é viver a vida?

O dicionário vai dizer que viver é estar vivo.

Mas há muita gente que, nesse sentido, está viva, porém apenas existe.

Ela não gera vida; existe gerando morte, e não vida.

Filipenses vai dizer: "Para mim, o viver é Cristo."

Com Cristo, ou em Cristo, é viver com propósito. É viver com a esperança de que não vamos apenas nascer, viver, gerar e morrer, como se tudo acabasse aí.

Viver com Cristo traz-nos a esperança da vida eterna.

Quando Cristo vive em nós, deixamos o melhor legado que podemos deixar para as gerações que virão depois de nós.

Deixamos uma herança espiritual de bênção.

Em Êxodo 20:6, há uma promessa do Deus eterno.

Que promessa extraordinária!

Há pessoas recebendo misericórdia por causa de seus ancestrais, que talvez nunca tenham ouvido falar delas.

Mas a bênção de Deus está vindo sobre suas vidas, porque Deus cumpre as Suas promessas.

Nós podemos deixar um legado de vida ou de morte.

Isso depende de andar, ou não, com Deus.

O primeiro fato que o texto deixa muito claro é a vida: viveu, gerou.

Mas há um segundo fato: a morte.

Viveu, gerou, morreu.

A morte é um fato.

Romanos 5:12–16

Por que morreu?

Morreu porque pecou.

O pecado entrou, gerando morte.

O pecado gera morte.

Quando o homem peca, ele começa a gerar morte.

Quando vive em obediência a Deus, começa a gerar vida.

O pecado é o câncer da alma.

Ele é sutil, silencioso, mas letal.

Destrói o homem em todas as dimensões.

Por isso, Paulo diz que a razão de tanto sofrimento é o pecado.

O pecado leva o homem a endurecer o coração.

Ezequiel 36:26–27

Um homem cuja raiz está em Cristo vive.

Mas aquele cuja raiz está no mundo apenas existe.

Biblicamente, torna-se uma pessoa desalmada, porque é na alma que mora a consciência. É na alma que mora a compaixão. É a alma que conduz ao arrependimento.

O desalmado não sente o peso da culpa e desconhece a graça.

O desalmado não tem compaixão.

O homem verdadeiramente em Cristo trabalha pela vida.

Ele gera vida.

Mas, quando se afasta de Cristo, passa apenas a existir, porque começa a gerar morte.

Quando o viver é Cristo, o morrer é ganho.

A morte deixa de ser um fim em si mesma e passa a ser uma porta que se abre para a vida eterna em Cristo Jesus.

Quem vive em Cristo experimenta a vida que vence a morte.

A genealogia nos mostra Matusalém.

Ele gerou Lameque.

Lameque gerou Noé.

Que bênção foi a vida de Noé!

Ele andou com Deus em uma geração perversa.

E, por andar com Deus, foi instrumento do Senhor para repovoar a terra.

O pecado da humanidade chegou a um nível tão grande que Deus destruiu a terra com o dilúvio.

Se Deus não tivesse encontrado Noé, a raça humana deixaria de existir.

Esse homem gerou vida.

Por meio dele, Deus preservou a vida.

Da mesma forma, por meio de você, que anda verdadeiramente com Cristo, Deus gera vida em outras vidas.

Você é bênção nas mãos de Deus.

De Noé vem a genealogia que conduz a Jesus.

Depois vem Abraão, com quem Deus faz uma aliança.

De Abraão vem Davi, e com Davi Deus também faz uma aliança.

Então chegamos ao Senhor Jesus Cristo.

Aquele que havia de vir, veio.

E Ele veio para trazer vida em toda a sua plenitude: vida eterna em Seu nome.

João 11:25–26

Você crê nisso?

Jesus está dizendo:

"Aquele que vive em Mim, Eu vivo nele. Esse não vai apenas viver, gerar e morrer. Mas vai viver, gerar e viver. Porque Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que vive em Mim jamais morrerá."

A morte não terá poder sobre ele, porque, em Cristo, o pecado é expiado.

1 João 2:2

Ele expiou os nossos pecados.

Primeiro, expiou o pecado da raça humana.

Paulo defende a tese de que, por um só Adão, o pecado entrou no mundo, gerando a morte.

E, por um segundo Adão, Cristo, a vida entrou no mundo, gerando vida.

A partir de Cristo, todos aqueles que Nele creem recebem a vida eterna.

A partir de Cristo, o problema já não é mais o pecado de Adão, mas o seu.

O seu problema é o seu pecado.

E o maior deles é não crer em Cristo, que veio graciosamente para salvá-lo.

1 Coríntios 15:25

Todos os inimigos foram colocados debaixo dos pés de Jesus.

Ele subjugou todos os poderes para nos conceder a vida eterna em Seu nome.

Cristo transforma a maior tragédia da humanidade, dando-nos esperança de vida eterna.

Ele é o Autor da vida.

Quem está em Cristo, e Cristo está nele, tem a vida eterna.

Viver para sempre é viver em Cristo.

É viver com Cristo.

Essa é a vida que Ele veio nos trazer.

Viva a vida com Cristo.

Se você quer viver e não apenas existir, viva com Cristo.

Viva para Cristo.

Viver para Cristo é viver em obediência a Ele.

Não adianta dizer que é de Jesus e agir como um ímpio, tomando decisões como um ímpio.

Isso é ser ímpio, não ser cristão.

Cristo foi obediente ao Pai, e obediente até a morte, e morte de cruz.

Cristo não questionou o Pai.

Diante do que estava por vir, Jesus disse:

"Seja feita a Tua vontade, e não a Minha."

Se você quer andar com Cristo, precisa obedecer a Cristo.

Qual é o sentido de estar aqui se você não obedecer a Cristo?

Quando obedecemos a Cristo, vivemos para gerar vida, e não morte.

Deus o chamou para gerar vida, não morte.

Há pessoas que são instrumentos do diabo para gerar morte.

Podemos matar com as palavras.

Você mata quando mente.

Você mata quando levanta falso testemunho.

Mas uma boa palavra gera vida.

A palavra que pacifica e a palavra que abençoa geram vida.

Nós fomos chamados para gerar vida.

Noé, com sua fidelidade a Deus, gerou vida ao repovoar a terra.

Que legado!

Cristo, obedecendo ao Pai, gera vida na vida de quem Nele crê.

Que legado!

Vida eterna é para sempre.

O que Jesus oferece a você é para sempre.

Vida eterna é qualidade de vida, para sempre.

Se Cristo é a vida, a morte é apenas uma passagem para a vida além desta vida.

Ele disse:

"Eu sou a ressurreição e a vida."

As gerações viveram, geraram vida e morreram.

Cristo veio, gerou vida e reviveu.

Ressuscitou, e a morte não pôde vencê-Lo.

Ele a venceu.

Ele reina.

E, a partir de Cristo, a vida não se resume mais a viver, gerar e morrer.

Em Cristo revivemos, porque somos gerados por Ele para uma nova vida.

Se você quiser experimentar essa vida para sempre, precisa nascer de novo.

Nascer não somente da água, mas do Espírito.

Da água e do Espírito.

Viver com Cristo é viver para sempre.

Pastor Nélio Monteiro
IBPS

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Quando a Graça multiplica

 Resenha do Culto de Quarta-feira

24/06/2026

Quando a Graça Multiplica

João 6

Refletimos sobre o momento especial da multiplicação dos pães e dos peixes.

Que lições importantes podemos tirar desse momento?

A primeira delas é que, muitas vezes, passaremos por provas de fé.

Jesus chama Filipe, um de Seus discípulos, e pergunta:

— Filipe, onde compraremos comida para toda esta multidão?

O texto nos diz que havia ali cinco mil homens, além de mulheres e crianças.

Naquele momento, Filipe poderia pensar, raciocinar e compreender, mas sabia que não existia possibilidade de alimentar toda aquela multidão.

"Nem com duzentos denários conseguiríamos comprar pão."

Essa foi a resposta de Filipe.

Mas Jesus fez a pergunta já sabendo o que faria.

Muitas vezes, o Senhor nos coloca em provas de fé, em momentos nos quais nos faz perguntas, e a resposta do nosso coração deve ser:

"Senhor, Tu sabes!"

As provas da vida não servem para prejudicar o discípulo, mas para forjar a sua vida espiritual e aumentar a sua fé.

De que outra maneira o Senhor aumentaria a fé dos Seus servos?

Deus prova os Seus servos. Ele sabe a solução. Ele tem a saída.

Então, vemos o desenrolar para o segundo aprendizado deste texto.

O Senhor Jesus pega cinco pães e dois peixinhos e, após dar graças, realiza a multiplicação.

Ele alimenta toda aquela multidão.

A matemática de Deus é diferente da matemática dos homens.

Deus faz aquilo que a nossa ciência diz ser impossível.

Deus manifesta aquilo que a nossa razão não alcança.

Deus pode criar a partir do nada.

A resposta, a solução e o refrigério vêm d'Ele, porque Deus não está preso às leis dos nossos dias.

Ele não está preso à matemática nem à ciência humana.

Foi Ele quem criou todas essas coisas. Ele é soberano.

Deus pode fazer aquilo que você acha que não é possível.

Jesus tem foco. Ele cumpre a Sua missão. Ele não se desvia dela.

O texto termina nos versículos 14 e 15, mostrando que, depois desse milagre, o povo queria tornar Jesus Rei à força. Mas Jesus se afasta deles.

Ele sabia que esse não era o Seu propósito.

Ele deixou o trono do universo não para se assentar no trono de Jerusalém, mas para ir até a cruz, onde seria pendurado para que eu e você, por meio da fé, pudéssemos ser salvos e feitos filhos de Deus.

Querido, não se desvie da sua missão.

Deus tem um chamado, uma vocação para você.

Tire o seu chamado do quarto escuro e traga-o para a luz.

Faça aquilo que precisa ser feito.

Quantas pessoas, neste ano, você ganhou para Cristo?

Quantas pessoas você discipulou?

Quantas pessoas você convidou para ir à igreja?

Estamos chegando à metade do ano.

Ainda temos tempo!

Que possamos nos lembrar da nossa missão.

Ela vai muito além dos recursos que conquistamos com os castelos que construímos.

Ela está no DNA daquele que é filho de Deus.

Pastor Gabriel Monteiro
IBPS

Quando a graça abre os nossos olhos

  Resenha do Culto de Quarta-feira 15/07/2026 "Quando a Graça abre os nossos olhos" João 9:1-3 A pergunta dos discípulos a Jesus n...