quarta-feira, 29 de julho de 2026

Quando a graça expõe nossas intenções

 

Resenha do Culto de Quarta-feira
29/07/2026

Quando a graça expõe nossas intenções

As intenções são tudo aquilo que está no nosso coração antes dos comportamentos e até mesmo dos nossos pensamentos.

As intenções são o que nos move.

Se as intenções são más, elas vão nos levar pelo caminho do mal. Se forem boas, vão nos levar pelo caminho do bem.

Não é à toa que Jesus nos traz uma palavra interessante sobre os nossos olhos: "Se os nossos olhos forem bons, todo o nosso corpo será luz. Mas, se os nossos olhos forem maus, também será trevas. Densas trevas serão."

João 12:1-11

Nós temos Jesus em Betânia, na casa de Lázaro, um amigo de Jesus que havia sido ressuscitado por Ele.

Marta e Maria eram irmãs de Lázaro.

Nesse momento, Jesus está sentado à mesa com essas três personagens.

Há ali alguns outros, entre eles os discípulos de Jesus. Não sabemos quantos.

Um deles, talvez o próprio João, que está narrando a cena e expondo a intenção de cada um. O segundo é Judas.

Havia boatos de que alguns judeus estavam indo até lá.

Não para ver Jesus, mas para ver Lázaro.

A intenção não era ir até o Mestre, mas ver o homem que havia ressuscitado.

Era para ver o milagre.

Não podemos julgá-los, porque, provavelmente, muitos fariam o mesmo caso acontecesse algo semelhante aqui.

Começou a atrair o olhar dos curiosos.

Era isso o que estava acontecendo.

Mas o importante desse texto é a interação entre Maria, Judas e Jesus, além dos judeus que vinham conhecer o milagre que havia acontecido.

Quando Maria se aproxima de Jesus, o texto bíblico diz que ela leva um perfume muito precioso.

Um perfume que valia aproximadamente um ano de trabalho.

Ali, Maria quebra o frasco de perfume, derrama-o aos pés de Jesus e, com os cabelos, enxuga os pés do Mestre.

Geralmente, aquilo que nos é mais precioso carregamos em nosso coração.

Quando temos algo muito precioso, as nossas intenções mudam.

Precioso é aquilo que nos custa algo.

Aquilo de que abrimos mão torna-se sacrificial.

Naquele momento, Maria pega algo que era precioso para ela.

Ela quebra aquele perfume para banhar os pés de Jesus.

Depois, passa os próprios cabelos nos pés do Mestre.

Aquele era um momento de devoção e entrega, mas também de humilhação e rendição pessoal.

Maria estava passando os cabelos nos pés do Mestre.

Não era apenas o valor financeiro.

O ato de entregar-se e humilhar-se diante do Mestre, com carinho, demonstrava que os pés do Messias eram tão preciosos que ela não poderia enxugá-los com qualquer pano.

Por isso, ela os enxuga com os cabelos, com aquilo que ela tem.

Uma cena de louvor!

Quando a graça expõe as nossas intenções, percebemos que nessa cena há mais do que um perfume quebrado e cabelos nos pés de Jesus.

Há uma mulher tentando, simbolicamente, adorar Jesus com tudo o que possui.

A entrega máxima do que ela tem.

Essa era a intenção: entregar o que tinha de mais precioso. Era uma demonstração de adoração ao Mestre.

Aqueles que não entendem os princípios dos dízimos e das ofertas acham que aquilo que estamos entregando é dinheiro.

Na verdade, estamos fazendo uma entrega de adoração.

O dinheiro é o menos importante ali.

Ele é o símbolo da minha renúncia. É o símbolo de que estou entregando algo.

Muitas vezes, temos perdido a dimensão do simbólico.

Nas nossas orações, perdemos a dimensão do simbólico, de muitas vezes nos ajoelharmos diante de Deus e chorarmos na Sua presença.

Achamos que a fé é apenas frieza intelectual, afastando o nosso coração da verdadeira espiritualidade.

O simbólico é o momento em que separo um tempo do meu dia que não negocio.

A dimensão do simbólico na nossa fé vem se perdendo quando achamos que, nos momentos de louvor, não podemos nos emocionar.

Perdemos isso quando chega o Natal e não nos alegramos com o nascimento de Cristo porque Jesus não nasceu em 25 de dezembro.

Isso não importa para nós.

Importa que temos um dia em que simbolizamos e celebramos a alegria do nascimento de Jesus.

Perdemos o simbolismo da nossa fé quando participamos da Ceia sem avaliar o nosso coração.

Quando achamos que o suco de uva e o pão sem fermento são apenas suco de uva e pão sem fermento, sem valor algum.

Sendo que aquilo é um convite à introspecção.

É um símbolo. Uma tentativa de tornar esse momento único.

Perdemos esse simbolismo quando se aproxima a Páscoa e já não refletimos tanto sobre a Paixão de Cristo.

Nos últimos Natais, tenho sentido um apagão nesse simbolismo.

Chega a Páscoa e parece a mesma coisa.

Porque não estamos entendendo que existem símbolos que nos convidam à introspecção.

Importa aquilo que eles produzem em nosso coração.

É isso que Maria está fazendo.

Quando ela entrega, está entregando simbolicamente tudo.

Se temos as intenções de Maria, que são boas e nos ensinam a ter uma entrega mais profunda, agora veremos outra intenção: a fala de Judas.

João 12:4-6

Se, por um lado, temos Maria entregando, por outro vemos a figura crítica de Judas.

Judas reage ao ver o valor do perfume derramado aos pés de Jesus.

Tenho a sensação de que, naquele momento, ninguém estava falando.

Todos olhavam, comovidos, em silêncio.

Mas alguém reage.

E a primeira figura que reage é justamente aquele que se incomoda com a adoração, com a entrega que está sendo realizada.

Naquele momento, Judas diz que aquilo poderia ser vendido e o dinheiro entregue aos pobres.

Interessante que ele vem com uma boa máscara.

Parece que a intenção é boa.

A aparência é boa.

O problema é que o coração dele era reativo por causa da adoração.

A graça de Deus expõe as nossas intenções, porque só há duas formas de reagirmos a ela.

Quando o ser humano tem contato com a graça de Deus, ela é tão irresistível que ou nos curvamos em adoração, ou reagimos contra ela.

Só existem duas formas de reagirmos diante da graça de Deus: ou ela nos chama para uma entrega total, ou damos um passo para trás.

As intenções de Judas envolviam roubar aquelas moedas.

Não à toa, ele traiu Jesus por muito menos que trezentos denários.

Diante de algo tão grandioso, Judas só conseguia pensar em bens materiais.

O problema das intenções do nosso coração é que, quando ele está corrompido, podemos estar diante da coisa mais sagrada, e ela se torna irrelevante para nós.

Para uma pessoa cética, nem mil milagres conseguem convencê-la.

Mas, para uma pessoa de fé, nem um milagre é necessário.

Judas está diante de um ato de adoração.

Está diante do Messias vivo.

Estamos nos aproximando do período da morte de Jesus e, mesmo diante do Messias, reunido na comunhão dos santos e em um momento de adoração, ele consegue pensar apenas no material.

Ele corrompe o próprio coração pelas coisas mais simples.

A graça revela as nossas intenções.

Quando estamos no meio do povo de Deus e o Espírito de Deus se faz presente, o nosso coração é revelado.

Não apenas esse texto diz isso.

O salmista afirma que Deus sonda o nosso coração e nos conhece.

Da mesma forma, o Evangelho de Lucas diz que nada do que está oculto permanecerá oculto.

Tudo será trazido à luz.

Quando nos aproximamos de Deus, as nossas intenções são reveladas.

Qual é o mínimo de envolvimento que preciso ter na igreja para continuar na lista dos salvos?

Qual o mínimo de oração que preciso fazer durante a semana?

Até onde posso ir?

Até quando ainda não perdi o jogo e caí na eternidade sem Deus?

Quantos casais perdem o relacionamento por fazerem apenas o que consideram o mínimo?

O mesmo acontece com o nosso relacionamento com Deus.

Às vezes, nas nossas intenções, estamos fazendo apenas o mínimo, não porque queremos adorá-Lo e estar na Sua presença, mas porque não queremos passar uma eternidade longe d'Ele.

Adoramos a Deus não por Quem Ele é, mas porque estamos procurando um Deus que, de alguma forma, vai nos abençoar.

Achamos que buscamos a Deus com a intenção de receber algo em troca.

Judas estava presente quando Jesus ensinou que não deveríamos ajuntar tesouros na terra.

Ele conhecia todos esses ensinamentos.

Mas seu coração estava tão corrompido que sua intenção era seguir a Cristo apenas pelo que poderia receber.

A graça de Deus expõe o nosso coração, porque nada do que está oculto permanecerá oculto diante d'Ele.

Temos a cena de Maria, em um ato de adoração.

Temos a cena de Judas, expondo a corrupção do seu coração e recebendo uma resposta de Jesus.

E temos uma terceira intenção: a daquele povo que estava indo até lá.

João 12:9

No ministério de Jesus, recordo-me de algumas passagens.

Uma delas é quando Jesus multiplica os pães e os peixes.

Depois desse milagre, Ele continua Sua caminhada para outra região.

Muitas pessoas O seguiam.

Não por Quem Jesus era, mas por causa da comida.

As pessoas seguiam o Messias porque queriam comer.

A intenção dos seus corações era estar ali por causa do banquete.

Quantas vezes as nossas intenções também estão apenas nas multiplicações que Deus pode fazer na nossa vida!

Em vez de nos assentarmos à mesa com Jesus, queremos apenas que Ele multiplique a nossa mesa.

Somos convidados a sentar-nos à mesa de Cristo e cear com Ele.

Na Ceia de Cristo há alimento para todos, mas nós queremos apenas que Ele multiplique aquilo que está na nossa mesa.

Queremos um banquete para nós.

Se o Messias vai ou não jantar em nossa casa, isso pouco importa.

Essa multidão vai até lá não apenas por causa de Jesus, mas para ver Lázaro, que havia sido ressuscitado.

A intenção era o espetáculo, a curiosidade.

Uma grande multidão estava indo para ver a ressurreição de um homem, e não Aquele que tinha poder para ressuscitar.

Quando Jesus cura os dez leprosos, apenas um volta para agradecer ao Mestre.

A graça de Deus manifesta as intenções do nosso coração.

Temos o exemplo de Maria, que, diante da graça de Deus, foi capaz de se humilhar diante do Mestre e entregar tudo o que possuía.

Temos o exemplo de Judas, que, diante da graça de Deus, revoltou-se e desejou tomar aquilo para si.

E temos o exemplo da multidão.

Não é um exemplo totalmente negativo nem positivo.

A multidão é apenas multidão.

Ela apenas vai.

Se temos três cenários, talvez eu possa me identificar com um deles.

Posso ser como Maria, cuja intenção do coração é um verdadeiro ato de louvor.

Posso ser como Judas, que se incomoda com o louvor, com a comunidade de fé e com a comunhão dos irmãos.

Ou posso ser como a multidão, que vai onde há espetáculo, onde está o interesse do momento, onde há comida ou entretenimento.

Enquanto houver entretenimento, estou ali.

Mas, quando isso acaba, eu me desligo.

Essa é a multidão.

Ela vai.

Está presente.

Mas não pertence verdadeiramente àquele lugar nem entrega o seu louvor.

Que possamos avaliar com qual dessas personagens nos parecemos.

Que o Senhor Deus ministre essa verdade aos nossos corações, para que entendamos aquilo que temos de mais precioso para entregar.

E que possamos entregar isso a Deus sem reservas, porque aquilo que é mais precioso revela onde está o nosso coração.

Amém?

Irmão Daniel Monteiro
IBPS

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Sementes


Resenha do Culto da Noite de Domingo

26/07/2026

"Sementes"

Mateus 13:24-30

O coração do homem é um solo fértil.

A mente é um solo fértil.

A diferença está no tipo de semente que é semeada na sua mente e no seu coração.

Que tipo de semente?

Nessa parábola, Jesus fala acerca de dois semeadores.

Um semeia a boa semente, a semente que gera vida. Mas o inimigo vem e semeia outro tipo de semente: a semente que não gera vida.

E ambas crescem juntas.

A diferença será vista no tempo da colheita.

Ambas serão separadas, segundo o Senhor Jesus.

Apesar de essa parábola ser muito clara para nós, não foi o que aconteceu com os discípulos.

Depois, eles perguntaram a Jesus o que Ele queria dizer com isso.

O que Jesus quer nos ensinar é que Ele veio e semeou a boa semente.

Jesus veio revelar Deus por meio da Sua Palavra.

Essa é a missão de Jesus: semear a Palavra na mente e no coração dos homens.

Mas o inimigo também vem e semeia o joio na mente e no coração do homem.

E nós passamos a lidar com essas duas sementes.

O que está sendo semeado na nossa mente e no nosso coração?

Sua mente é um jardim. Que tipo de semente está sendo semeada nela?

Jesus disse que quem semeou o joio foram os filhos do maligno.

Mateus 13:38

Essas sementes lançadas na mente e no coração influenciarão a sua vida.

Elas produzirão vida ou morte.

Por isso, precisamos ter muito cuidado com o que estamos permitindo que seja semeado em nós.

Deus criou o mundo perfeito.

Isaías 11:6-9

Isaías profetiza que chegará um tempo em que aqueles cuja Palavra de Deus germinou na mente e no coração habitarão em uma terra de plena harmonia, assim como era quando Deus plantou o jardim.

Esse é o propósito de Deus.

O mundo chegou à situação que vivenciamos hoje porque o inimigo semeou a rebelião na mente do homem.

O inimigo é especialista em iludir.

O inimigo mente.

Ele é mentiroso.

Ele é o pai da mentira.

Levou o homem a se rebelar contra Deus, motivado pela cobiça.

E o resultado estamos vendo no mundo: violência, sofrimento, morte, desencanto e plena rebelião contra Deus, gerando divisão e trazendo ilusão.

Então, Jesus traz a boa semente do Evangelho com o propósito de restaurar todas as coisas, sobretudo o homem.

O caminho para que isso aconteça...

1 Pedro 1:3-5

Haverá um tempo em que Deus fará a colheita.

Ele separará o joio do trigo.

O joio será lançado no fogo, e o trigo será guardado para continuar produzindo vida pelos séculos dos séculos.

O que está sendo semeado na sua mente e no seu coração?

O que Deus semeou no seu coração?

Qual é o propósito que Deus tem para a sua vida?

Na verdade, Jesus veio trazer a boa semente.

E essa semente é Cristo.

Aquele que crê em Cristo é regenerado pelo poder que há no nome de Jesus.

É purificado pelo sangue de Jesus.

Torna-se apto para viver o tempo que Deus preparou para aqueles que nEle creem.

O inimigo semeou o joio.

A rebelião contra Deus levou o homem a questionar a Sua integridade.

Faz o homem questionar até o poder de Deus.

Essas pessoas ficam tão amarguradas contra Deus que vivem denegrindo a Sua imagem e perseguindo o povo de Deus.

Apocalipse 22:15-16

O joio ficará do lado de fora.

É joio, e joio não permanecerá.

Hoje, o joio está crescendo no meio do povo de Deus.

Jesus nos ensinou que a Palavra de Deus é "sim, sim; não, não".

Estamos vivendo um tempo em que a Palavra de Deus está sendo questionada.

Tome cuidado com quem está semeando palha no seu coração.

O inimigo começa a semear joio na mente e no coração do homem quando ele dorme espiritualmente.

Ele para de orar, começa a se afastar da casa de Deus e passa a falar mal do povo de Deus.

A igreja de Deus não é perfeita porque há joio.

Também não é perfeita porque até mesmo aquele que é trigo precisa lutar contra o joio que tenta crescer em sua mente e em seu coração.

O propósito é que, no final, permaneça apenas o trigo, e que o Espírito de Deus nos livre das pragas do joio.

Mas não podemos esquecer que o joio cresce no meio do trigo, e que os filhos do maligno estão infiltrados nos campos do Senhor.

Quando alguém começa a falar contra Deus, perseguir o povo de Deus e se torna um murmurador, está tentando semear joio na sua mente e no seu coração.

Tome cuidado com esse tipo de influência.

O joio sufoca o trigo.

Mas Jesus deixa muito claro que, no tempo certo, Deus separará o joio do trigo.

Mateus 13:30

No tempo do juízo, Jesus enviará os Seus anjos.

Os anjos do Senhor testemunham tudo o que acontece na nossa vida.

Eles acompanham a nossa trajetória e conhecem toda a nossa história.

Sabem quem é trigo e quem é joio.

Nós, porém, não sabemos.

É importante perceber que o trigo gera vida e produz frutos.

O joio produz apenas palha.

Mateus 7:16

Tome cuidado.

Toda semente produz fruto ou palha.

O que a sua vida está produzindo?

O fruto de que Jesus fala aqui é o fruto do Espírito.

Que tipo de fruto está sendo produzido na sua vida?

A diferença está na semente.

Conheça a Palavra de Deus.

Medite na Palavra de Deus.

Aplique a Palavra de Deus ao seu coração.

A Palavra de Deus não muda e jamais mudará.

Porque Deus não muda de opinião.

E nenhuma Palavra de Deus cai por terra.

Joio ou trigo.

O trigo gera vida, e só gera vida aquele que está em Cristo.

João 15:5

Se você está em Cristo e Cristo está em você, produzirá o fruto do Espírito.

Mas, se Jesus não estiver em você e você não estiver em Cristo, por mais que se esforce, não produzirá o fruto do Espírito.

É preciso estar em Cristo.

O joio gera morte, porque sua raiz está no mundo.

Se a raiz do servo de Deus está em Cristo, a raiz do joio está no mundo.

Se alguém ama o mundo, quer viver no mundo e trazer o mundo para dentro da sua vida, é porque sua raiz não está em Cristo.

Está no mundo.

Aquele que está em Cristo produz o fruto do Espírito e, a cada dia, torna-se mais semelhante a Cristo.

Mas aquele cuja raiz está no mundo afasta-se cada vez mais de Cristo e torna-se mais parecido com o príncipe deste mundo.

Gálatas 5:20-21

Percebem?

Aquele cuja raiz está no mundo voltará para as coisas do mundo.

Mas ele precisa de algo para calar a própria consciência.

Então procura uma religião que lhe permita viver dessa maneira, como se Deus fosse aceitá-lo, apesar de sua raiz continuar no mundo.

Deus não aceita o joio.

O destino do joio é diferente do destino do trigo.

O destino do crente já está preordenado: é o Reino que Deus preparou desde a fundação do mundo.

Mas o destino daquele que nega a Deus e Lhe vira as costas é outro.

Mateus 13:40-42

Quem está dizendo isso é Jesus.

Quando alguém afirma que é possível viver com um pé no mundo e outro no Reino e, ainda assim, permanecer com Deus no dia do juízo, está anunciando uma falsa mensagem.

Por isso, precisamos discernir esses ensinos à luz da Palavra.

Deus é santo e, sem santidade, ninguém verá o Senhor.

Não se esqueçam disso.

Precisamos ter consciência de que o joio tenta se misturar ao trigo em nosso coração.

Todos os dias o inimigo procura lançar joio na nossa mente.

Somos bombardeados o tempo todo.

O objetivo dele é sufocar a nossa fé, afastar-nos de Deus e fazer com que tiremos a nossa raiz de Cristo para fincá-la novamente no mundo.

Como se livrar do joio?

Efésios 4:20-24

Se Cristo lançou a semente da Palavra da verdade na sua mente e no seu coração, regue-a com oração.

Medite nela.

Pratique-a.

Fuja do joio lançado na sua mente.

São ervas daninhas que procuram sufocar a semente do Evangelho na mente e no coração.

Renda-se a Cristo.

Mateus 13:43

O Sol da Justiça é Cristo.

Os justos, no Reino, resplandecerão como o sol, refletindo a natureza e a santidade de Cristo.

Dois semeadores.

Duas sementes.

Frutos diferentes.

Destinos diferentes.

Cuidado com as sementes que estão sendo lançadas na sua mente e no seu coração.

A boa semente produz fruto, produz vida e multiplica sementes.

A semente do inimigo espalha apenas palha.

É como a palha levada pelo vento: uma vida sem raiz, sem direção e sem destino.

Já a boa semente produz o trigo.

O vento pode até balançá-lo, mas ele permanece firme.

Produz boa semente, gera fruto, gera pão, gera vida.

Nutre a alma, fortalece e permanece para a eternidade.

Que tipo de semente tem sido semeada na sua mente e no seu coração?

Se é a boa semente, alimente-se dela, medite nela e pratique-a, porque ela produzirá vida em sua vida.

Pastor Nélio Monteiro

IBPS

1 Pedro 1:2-6

 Resenha do Culto da manhã de Domingo 

26/07/2026


1 Pedro 1:2-6

É notável o impacto da vida de Jesus, na vida do apóstolo Pedro.

Como esse homem foi transformado! 

O seu andar com Jesus influenciou a vida de Pedro de tal forma, que ele refletia Cristo em seu viver.

Debaixo do fogo da provação, esse homem dá o seu testemunho, e escreve essa carta, encorajando a igreja que estava sob perseguição.

Ele tinha essa autoridade, para encorajar a igreja, porque mesmo debaixo do fogo da provação ele mantém a sua fé em Cristo Jesus.

A influência de Jesus na vida de Pedro, impacta a vida de Pedro dessa forma.

Aqui está Pedro a escrever á igreja perseguida, num contexto em que Roma estava determinada a eliminar os cristãos da face da terra. 

Hoje não é diferente.

No Ocidente, vivenciamos um tempo, em que a igreja tem plena liberdade de vivenciar e de pregar o Evangelho, mas, em várias partes do mundo, não é mais assim.

Na Ásia, muitos irmãos nossos, são perseguidos e mortos. Queimados vivos.

Precisamos orar pela vida desses irmãos.

Há uma determinação de eliminar a igreja.

Sempre foi assim.

Como exemplo, podemos trazer o genocídio dos nossos irmãos na Nigéria. Tantos mortos, mas não negaram sua fé em Jesus.

Na Inglaterra, estão tentando calar a igreja.

Hoje cantamos que o Coliseu não calou a igreja. A perseguição não parou a igreja. 

Onde quer que o Evangelho chegue, há liberdade, há esperança, há transformação de vida.

Mas onde o Evangelho foi ignorado, onde viraram as costas para Cristo, essas mesmas nações, que um dia gozaram de liberdade  e prosperidade; hoje vivem de escassez em escassez.

Como reagiríamos nós, aqui no Ocidente, diante de perseguições semelhantes?

Por que esses Países estão voltando a vivenciar essa perda de liberdade?

Porque negaram a Cristo. Viraram as costas para Jesus.

Hoje, naqueles Países, já não há uma igreja que vivencia o poder de Deus na vida.

Pedro não está teorizando.

Ele foi preso, ele foi espancado, ele vivia sob ameaça. Por fim ele foi martirizado.

Mas ele sabia em Quem ele cria, em Quem ele depositava a sua fé.

Nada o calou.

Desde o seu encontro com Cristo, após a ressurreição do Senhor Jesus Cristo, em que Jesus o designou como apóstolo.

Pedro nunca negou a fé.

Pedro diante do sinédrio, quando tentaram calá-lo, ele disse:

"Eu não posso deixar de falar o que tenho visto."

Ele não abre mão da sua fé, em Cristo Jesus.

Aqui, Pedro está escrevendo uma carta, oferecendo conforto e esperança, exortando lealdade a Cristo. 

Ele lembra três coisas:

Deus nos elegeu desde o princípio, em Cristo Jesus.


1 Pedro 1:2

Nós fomos eleitos em Cristo Jesus. E essa eleição vêm pela preciência de Deus.

Para Deus não existe passado, presente e futuro.

Para o homem existe passado e presente. E o futuro pode vir. 

Deus não está limitado como o homem.

Ele nos elegeu através de Jesus, de forma que nenhuma perseguição pode tirar a vida eterna que Ele dá, àqueles que Nele crêem.


Efésios 1:4

Não servimos um Deus abstrato.

Não servimos um Deus distante.

Nós servimos a um Deus Poderoso, que conduz a história.

Nele nossas vidas estão seguras. 

E visualizando o futuro, lá no passado, Deus nos elege em Cristo Jesus. Para que Cristo, ao morrer por nós, Ele nos livrasse do poder da morte, nos livrasse da condenação do inferno.

Isso é muito profundo.

É profundo o que foi revelado a Paulo.

A profundidade de um amor, incompreensível de Deus, que entrega o Próprio Filho, para morrer em nosso lugar.

E esse Deus ressuscita o Seu Filho e O eleva a condição de Supremacia sobre todo universo.

E através do Seu Filho, Ele nos salva e nos liberta dos nossos pecados.

E envia o Seu Espírito, para nos conduzir, até o dia que estaremos diante de Deus, o Pai . E esse mesmo Espírito, que é o selo de Deus em nós, nos apresentará santos e purificados, pelo Sangue de Jesus.

Lembre-se:

A sua alma é eterna.

Graças a Deus por Jesus Cristo que nos deu a eternidade.

Imagine se nossa vida fosse só isso?!


1 Pedro 1:3-4

Pensa nessa esperança, que nós temos em Cristo!

Por que Jesus morreu na cruz?

Por que foi necessário? _Para que Ele morresse e pagasse o preço do nosso pecado.

Porque o salário do pecado é a morte.

_Para que Ele vencesse o poder da morte. 

Para nos dar uma herança,  a vida eterna com Deus.

Nossa salvação é um dom gratuito de Deus, que Deus nos oferece em virtude do sacrifício de Jesus em amor, do seu sacrifício por nós.

Ele nos deu nova vida.


1 Pedro 1:5-6

No tempo presente, a igreja ainda está sendo perseguida. 

Muitos estão perdendo a própria vida.

A maior ilusão do ser humano é achar que é dono de alguma coisa.

Nós não somos donos de nada.

Mas a herança que Cristo tem para nós hoje, é eterna.

A vida que Deus tem para nós, é eterna.

Por um pouco de tempo, podemos ter enfrentado provações, perseguições, até morte, mas no último dia, do juízo, receberemos as recompensas prometidas.


Apocalipse 20:11-15

Haverá um juízo final.

 Nesse juízo, cada um de nós, vamos ser julgados pelo que está escrito no livro da sua vida.

Há um livro da sua vida. 

João viu abrir esse livro.

Mas também havia um outro livro, chamado Livro da Vida. 

O Livro de Jesus. O "rol de membros" da igreja de Jesus.

Quando Jesus abriu o Livro da vida, aqueles, cujos nomes estavam no livro da vida, foram salvos.

Foram salvos porque Jesus pagou a pena do seu pecado. P

Foram salvos porque Jesus venceu o poder da morte e os libertou das algemas do inferno.

Foram salvos porque o seu nome estava escrito nesse livro.

O preço foi pago.

Temos ministrado sobre os finais dos tempos.

Deus está nos alertando.

O tempo está chegando.

A gente não pode estar andando com a vida na reserva. 

A vida precisa estar cheia do Espírito de Deus.

Porque vai que, acabe o combustível no meio do caminho!

E você está tão perto do Reino, mas sem salvação.

A igreja vai ser perseguida.

Nós estamos preparados?

O futuro começa agora.

É maravilhoso ser cristão, mas não é fácil.

Porque aqueles que não são, não entendem a nossa alegria, a paz que há na nossa alma. Não entendem a alegria que enche o nosso coração.

Paulo que viu o terceiro céu, disse:

"Se nossa vida fosse só isso aqui, que sentido teria nascer?"

Este não é o projeto de Deus.

Deus colocou a eternidade no coração do homem.

A eternidade está no nosso coração e o passaporte para a eternidade, é Jesus Cristo no coração.

Os sinais estão aí, nos mostrando que o grande dia está para chegar.

Jesus diz:

" Quando vocês virem esses sinais acontecendo, levante a cabeça, porque a redenção de vocês está próxima."

Amém?


Pastor Nélio Monteiro 

IBPS









quarta-feira, 22 de julho de 2026

Quando a Graça interrompe o luto.

 Resenha do Culto de Quarta-feira

22/07/2026

"Quando a graça interrompe o luto"

João 11:1-5

A narrativa de João nos apresenta Jesus saindo de Jerusalém, onde corria o risco de ser apedrejado.

Jesus havia livrado aquela mulher adúltera do apedrejamento. Então, ainda mais, passa a ser vigiado. Passam a procurar maneiras de prendê-lo, de calá-lo.

Então, Jesus sai de Jerusalém e vai até Betânia. Enquanto está ali realizando alguns milagres, um impacto ocorria por onde Jesus passava. Ele recebe uma notícia angustiante.

Chega até Jesus a notícia de que Lázaro, a quem Ele amava, está enfermo.

Se buscaram Jesus naquele momento, é porque entendiam que Ele precisava estar ciente do que se passava.

João deixa evidente que Lázaro era irmão daquela que havia lavado os pés de Jesus com um perfume caro e os enxugado com seus cabelos.

Possivelmente, era uma família que tinha recursos e poderia contratar os melhores médicos.

Mas eles comunicam a Jesus.

As notícias ruins precisam chegar a Deus.

Deus é soberano sobre todas as coisas. Ele já conhece os perrengues pelos quais podemos passar.

Mas existe uma diferença quando dobramos os joelhos em intimidade com Deus, numa postura de servo, entendendo que somos filhos, e entregamos tudo diante d'Ele.

Por que não entregamos diariamente todas as coisas a Deus?

Quanto mais nos relacionamos com Jesus, mais intimidade temos.

Essas mulheres informam Jesus porque são íntimas d'Ele. Elas sabem que, se for necessária uma intervenção naquela situação, que seja pelas mãos de Jesus.

As notícias ruins precisam chegar até Jesus.

Quando você receber um problema sério, antes de compartilhá-lo com todo mundo, compartilhe-o com Jesus.

Leve tudo até Jesus. Nesse pequeno momento de intimidade, você receberá direcionamentos valiosos para sua vida.

Leve até Jesus!

João 11:6-16

Existe propósito na espera.

A espera é dolorosa. Mexe com o nosso emocional. Faz-nos enfrentar crises de fé e confiar naquilo que não está em nossas mãos.

Jesus recebe a notícia, mas ainda espera em Betânia.

Jesus sabia o que iria acontecer. Propositalmente, Ele espera.

E essa espera é marcante sob diferentes perspectivas.

Na perspectiva de Jesus, seria manifestada a glória de Deus.

Aquela enfermidade levaria Lázaro à morte, mas Jesus sabia o que faria.

Jesus sabia que o fim para os homens não significa o fim para Deus.

Jesus sabia que aquilo que os recursos humanos não poderiam mais solucionar, Sua boa mão poderia.

Jesus sabia que aqueles religiosos judeus, por causa de sua cultura, precisariam esperar alguns dias após a morte para crer. Eles acreditavam que, antes de três dias, o espírito ainda permanecia por ali.

Jesus espera.

Ele quer ensinar a manifestar a glória de Deus.

Quando tudo aponta para a falta de solução, precisamos confiar em Jesus.

Quando Jesus diz: "Ainda não é a hora", acredite: Jesus tem um plano.

E os planos de Jesus sempre glorificarão o Pai.

Para a família, aquela espera era sufocante.

Lázaro morre.

Lázaro foi embalsamado. Foi sepultado. A família está chorando.

Já se passaram dois dias. Jesus não chegou. Acabou.

Vivemos algo extraordinário, mas o Mestre não veio ao nosso encontro.

Contudo, a espera também estava proporcionando uma forja na fé daquela família.

A espera, muitas vezes, há de forjar a nossa fé.

Mesmo que tudo diga "não", Deus pode fazer algo diferente.

Na perspectiva dos discípulos, Jesus diz:

"Foi bom que eu não estivesse lá, para que vocês possam ver a obra de Deus e, assim, crer."

Os discípulos caminhavam com Jesus, mas ainda estavam aprendendo sobre Deus.

Eles estavam em processo de discipulado.

A cada novo encontro e a cada novo milagre, Jesus moldava a fé dos Seus discípulos.

E a espera também moldava a visão do povo.

Aqueles que estavam ao redor não teriam dúvidas de que o morto voltara à vida.

A espera muitas vezes dói, mas Deus nos molda durante esse tempo.

Entre o sonho e a realização existe toda uma jornada. E é na jornada que Deus trabalha em nosso coração.

João 11:17-27

A importância de uma fé não circunstancial, que não se apega a Deus apenas quando Ele faz a nossa vontade.

Marta chega diante de Jesus:

— Mestre, se o Senhor estivesse aqui, o meu irmão não teria morrido.

Então, Jesus começa a trabalhar o coração daquela mulher.

Aqui temos uma das mais belas confissões de fé, semelhante à confissão de Pedro.

Jesus diz:

— Lázaro há de ressurgir.

Marta, que já havia aprendido aos pés de Jesus, acreditava que seu irmão ressuscitaria no último dia.

Então Jesus declara:

— Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá.

Aqui temos um prelúdio do que experimentamos no dia em que depositamos nossa fé aos pés de Jesus.

No dia em que você creu em Jesus como Senhor e Salvador da sua vida, você, que estava morto, foi ressuscitado para viver uma nova vida, que jamais terá fim.

Éramos mortos em nossos delitos e pecados, mas, mediante a fé em Cristo Jesus, Ele nos tornou vivos. Tornou-nos filhos de Deus, herdeiros do céu. A vida eterna habita em nossos corações.

Podemos até ir para uma sepultura, mas ela é apenas um símbolo do fim desta vida terrena. Para nós, porém, o fim não existe.

A vida está nas mãos de Jesus.

A vitória da cruz trouxe a libertação da condenação eterna.

A morte perde seu poder, porque o servo de Deus passa da vida para a vida.

Jesus está ensinando algo precioso.

Então pergunta àquela mulher:

— Você crê?

Mesmo com o irmão morto há quatro dias, ela responde:

— Creio que Tu és o Cristo. Creio que Tu és o Filho de Deus. Creio que Tu és o Senhor.

A fé daquela mulher não estava baseada nas circunstâncias da vida, mas no encontro que ela teve com Deus.

A nossa fé não pode ser abalada pelas circunstâncias.

Precisamos estar convictos de quem é o Deus em quem cremos.

A confissão de Marta, cheia do Espírito Santo, deixa evidente a marca dos filhos de Deus: a pública confissão de fé.

"Creio. Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo."

João 11:27-44

A manifestação da graça e do poder de Deus. A manifestação do divino e do humano na Pessoa de Jesus.

Aqui temos um texto que aponta para a humanidade de Cristo.

Jesus se comoveu com a morte, com a dor e com o sofrimento daqueles a quem amava.

Jesus chorou!

Naquele momento em que a desesperança era a realidade dos corações, o Rei da esperança deixa evidente que, pela fé, veriam a glória de Deus.

Depois de quatro dias, Jesus ordena:

— Abram o sepulcro, porque Lázaro dorme.

E Lázaro saiu para fora, ainda embalsamado, mas vivo.

Aqueles que estavam ali perguntavam:

"Ele não poderia ter evitado que Lázaro morresse?"

Naquele momento, Jesus demonstra Seu poder e Sua autoridade sobre todas as coisas.

Jesus não evitou que Lázaro morresse, mas o ressuscitou dentre os mortos.

Existe algo impossível para Deus?

O luto é interrompido, e a alegria toma conta.

Porque Lázaro estava morto e reviveu.

É isso que Deus continua fazendo hoje.

Esse Jesus que chamou Lázaro para fora é o mesmo Jesus que, mediante a fé do Seu povo, continua a transformar, salvar e restituir a vida àquele que crê.

Os sonhos que morreram podem ser restaurados por Deus.

A família destruída pode ser restaurada por Deus.

Aquilo que tanto sonhamos e desejamos, mas que parece perdido, pode ser restaurado por Deus.

Deus é especialista em mudar cenários.

Esse foi apenas mais um deles, em que Ele interrompe o luto.

Com Sua graça e Sua misericórdia, Ele traz alegria.

Aquele que teme e crê no Senhor há de receber a alegria proveniente do cuidado e da poderosa mão do Deus Todo-Poderoso.

A ressurreição de Lázaro é um prelúdio da nossa.

Pelo poder de Deus, aqueles que foram comprados por Jesus serão ressuscitados no último dia para a vida eterna com Ele.

Você crê nisso?

Porque aquele que crê, ainda que morra, viverá.

Pastor Gabriel Monteiro

IBPS

terça-feira, 21 de julho de 2026

Sinais no Sol

 

Resenha do Culto da Noite de Domingo
20/07/2026

"Sinais no Sol"

Lucas 21:25-26 e Apocalipse 16:8-9

É interessante que o fim do mundo sempre foi um tema que chamou a atenção. Não era diferente no contexto de Jesus. Tanto que os discípulos o provocam a falar sobre isso.

Então, Jesus facilita-lhes o entendimento, dizendo:

"Vou deixar sinais para que vocês entendam quando essas coisas haverão de acontecer."

E também:

"Quando essas coisas começarem a acontecer, estejam atentos, porque está se aproximando o tempo da vossa redenção."

É o tempo da volta de Jesus para instaurar o Reino Eterno.

De certa forma, estamos vivenciando o início dessas coisas. Ao longo dos últimos anos, estamos percebendo esses sinais acontecendo.

É interessante que Jesus disse que, como nos dias de Noé, os homens se comportariam nesse tempo, sem perceber o que estava acontecendo.

Os sinais estão acontecendo. Mas será que as pessoas estão apercebidas do significado desses sinais?

Imagine o contexto de Noé. A construção da arca levou cerca de 120 anos, e Noé avisava, pregava. A arca era o sinal de que uma intervenção divina se aproximava.

Desde os primórdios, existe no inconsciente coletivo a consciência da ira de Deus. Deus é longânimo, mas também se ira.

Desde as tribos primitivas, havia a consciência de que os flagelos eram sinais da ira divina. Tanto que cada povo fazia suas oferendas, tentando aplacá-la.

Jesus está sinalizando como essas coisas haverão de acontecer. Ele diz que o povo vivia distraído e indiferente nos dias de Noé.

Agora, o Senhor revela os sinais que antecederão a Sua volta. E esses sinais estão ocorrendo!

Isaías 66:8

O profeta anuncia que Israel voltaria a ser uma nação. Conforme as profecias, Israel voltou a ser uma nação. A partir daí, o cronômetro de Deus para o fim dos tempos começou a correr, e os sinais começaram a acontecer.

Jeremias 31:10

De fato, Deus está trazendo o povo judeu de volta à sua terra, dos quatro cantos da Terra. Isso é promessa. Isso era profecia.

Ezequiel 47:8-10

Há cinquenta ou vinte anos, isso era visto como algo impossível. Mas está escrito, e o que Deus diz, Ele cumpre.

Apocalipse 16:12

O rio Eufrates está secando.

Por que esses sinais estão acontecendo?

Porque são sinais de que o juízo de Deus está se aproximando.

Jesus disse:

"Haverá sinais no sol."

Apocalipse 16:8-9

Gostaria de meditar sobre alguns fatos.

Deus governa as nações e a história. Isso é um fato. Tudo o que está nas Escrituras se cumpre, porque a Palavra de Deus não cai por terra.

Podem tentar ignorar Deus. Podem dizer que não creem em Deus e que tudo isso são obras do acaso. Mas, para nós, há ação demais para ser apenas acaso.

O fato é que Deus governa o Universo. Deus governa os astros.

Josué 10:13-14

Você sabe quais são as implicações disso?

Se o sol parasse, ventos de 1.670 km por hora varreriam tudo. Tsunamis gigantes, com ondas de centenas de metros, devastariam o planeta. O calor extremo queimaria metade da Terra.

Mas Deus parou o sol.

Como Deus fez isso?

Porque todas as leis da física estão sob o governo de Deus.

Deus é Deus!

O povo que estava ali testemunhou esse milagre. No contexto deles, nunca houve um dia semelhante àquele.

Se isso acontecesse sem a ação divina, seria o fim do mundo.

2 Reis 20:9-10

Isso significaria a Terra girando para trás cerca de quarenta minutos.

Ezequias disse que adiantar a sombra era fácil (embora não fosse). Então pediu, como sinal de Deus, que ela retrocedesse. E Deus assim fez.

Para Deus, fazer isso é tão fácil quanto segurar um copo de água.

Ele criou as leis que regem todo o Universo.

O Senhor é Deus!

Deus é o Juiz de toda a Terra.

O homem mais primitivo já temia a ira de Deus. Via nas catástrofes um sinal do Seu juízo.

Hoje, isso é visto por muitos como uma visão incompatível com um Deus que castiga. Mas Deus não pensa assim e não mudará de ideia por causa do pensamento humanista.

O texto diz que, quando essas coisas acontecerem, as pessoas entenderão que o juízo de Deus está se aproximando.

Vocês, que são servos do Senhor, levantem a cabeça e saibam que a redenção está se aproximando.

Em Apocalipse, a Palavra de Deus diz que um dos quatro anjos derramará a sua taça, e o sol aquecerá de tal forma que queimará as pessoas, abrindo feridas.

Meus irmãos, essas coisas estão começando a acontecer.

Olhem para a Europa: temperaturas de quarenta e cinco, quarenta e oito graus, pessoas morrendo.

Todo o continente europeu preparou suas casas para o inverno. Jamais imaginaram enfrentar ondas de calor como essas.

Isso é apenas o princípio.

O sofrimento costuma provocar duas atitudes.

A primeira é o quebrantamento: reconhecer o juízo de Deus, humilhar-se e buscá-Lo.

A segunda é o afastamento.

Quem imaginaria que hoje estaríamos aqui sem máscaras?

Quantas pessoas perderam a vida na pandemia!

Pensávamos que, após a pandemia, as pessoas correriam para os templos para adorar a Deus e se quebrantar diante d'Ele.

Mas o que aconteceu?

Em praticamente todas as denominações, muitas pessoas se afastaram e nunca mais voltaram.

Essa é a tendência do ser humano.

Muitos culpam Deus pelo próprio estado espiritual.

Mas foram eles que tomaram essas decisões e deixaram de levar Deus a sério.

O texto diz que, quando o sol aquecer dessa forma e houver calor intenso, as pessoas blasfemarão contra Deus.

Em vez de se revoltarem, por que não orar como Josué, clamando ao Senhor para aliviar esse sofrimento?

Eu creio no poder de Deus para fazer qualquer coisa.

Então, por que não clamar a Deus?

Por que murmurar contra Ele?

Porque o coração do homem está inclinado à rebelião.

O texto afirma que, quando essas coisas acontecerem, em vez de haver quebrantamento, haverá blasfêmia contra Deus.

A consciência do juízo deve levar ao arrependimento, ao temor e ao quebrantamento.

Setecentos anos antes, Isaías profetizou que, quando Jesus viesse, o coração do povo estaria tão endurecido que, mesmo ouvindo Sua pregação, a maioria não creria.

Foi exatamente isso que aconteceu.

Mesmo queimados pelo calor extremo, não mudariam de mente para dar glória a Deus.

Assim é a dureza do coração humano.

Nós, servos do Senhor, ao vermos esses sinais acontecendo, levantemos a cabeça.

Que possamos compreender que a nossa redenção se aproxima.

Esses sinais são uma advertência para nós.

Precisamos estar atentos.

Há pessoas cuja vida espiritual está na reserva há muito tempo.

Os sinais estão acontecendo por amor a você e à Igreja de Cristo, para que mantenha sua vida em ordem com Deus.

Assim, quando essas coisas acontecerem, você estará preparado.

As mudanças climáticas estão aumentando de intensidade.

Tudo caminha na direção apontada pelas profecias.

Muitas delas estão se cumprindo, como nos dias de Noé.

A percepção que temos é que as pessoas estão distraídas e indiferentes, como as virgens loucas, com as lâmpadas na reserva, vivendo apenas o suficiente.

Depois, quando o Noivo chega, ficam do lado de fora, culpando Deus pelas consequências que elas mesmas provocaram.

Coloque sua vida em ordem com Deus hoje.

Os sinais estão aí.

Não espere a lâmpada da reserva acender.

Ela já acendeu.

Israel já voltou a ser nação.

A figueira floresceu novamente.

O Mar Morto está voltando a ter vida.

Nunca vimos sinais climáticos como os de hoje.

Nos dias de Noé houve 120 anos de graça, até que a porta se fechou.

Quando Deus enviou o dilúvio, o povo correu para a arca, mas o próprio Deus fechou e vedou a porta.

Preste atenção nisso.

A era da graça está chegando ao fim.

Jesus vai voltar.

E a pergunta é:

Você está preparado?

Hoje a porta está aberta.

Mas ela vai se fechar.

E, quando isso acontecer, de que lado você estará? Do lado de dentro ou do lado de fora?

Pastor Nélio Monteiro
IBPS

domingo, 19 de julho de 2026

A trajetória de um propósito

 Resenha do Culto da manhã de Domingo 

19/07/2026


" A trajetória de um propósito "


Gênesis 37:5-11


A história de José é muito conhecida por cada um de nós.

É uma história que nos inspira, porque nos aponta para o fato de que Deus opera maravilhas. De que Deus transforma cenários.

Mas, parte do que a faz inspiradora, é pelo fato de  conhecermos o final.

Somos havidos por finais felizes.

O fato é que antes do fim, houve início. E entre o início e o fim, uma trajetória.

Muitas vezes nós sonhamos. Clamamos a Deus, queremos conquistar. E de repente, a gente conquista e logo esquecemos do quão aquilo foi maravilhoso para nossas vidas.

O maior período de tempo do início ao fim, é a trajetória.

E muitas vezes, o convite de Deus é que possamos viver a trajetória. 

Os desafios, as alegrias, as aflições, os momentos de angústias. Mas também, os  momentos de alegrias que o Senhor nos dá.

Porque a trajetória, é que definitivamente, mais tempo nós passamos na realização de um sonho.

Tudo começa com um sonho.

Assim que começa a história de José.

Deus deu a José, visões. Deus deu a José, sonhos.

Deus deu a José direcionamentos.

Deus deu a José algo, para que o seu coração ardesse no entendimento daquilo que Deus poderia fazer nele, através dele e com ele.

Começa com Deus apontando a José uma realidade, que um dia, viria se concretizar.

José teve um sonho.

Deus continua nos dando sonhos e direcionamentos.

Deus continua nos dando visões, apontando o caminho, pelo qual tanto clamamos.

Existem sonhos que parecem irracionais.

Que parecem algo que não faz sentido.

Veja o sonho de José!

O caçula dos irmãos, imerso numa sociedade onde o primogênito tem autoridade.

O seu pai é vivo.

José tem um sonho que ele estaria de pé, e seus irmãos e sua família se prostraria diante dele.

Aquilo parecia algo irracional.

Por vezes, Deus nos dará sonhos, que ninguém mais vai acreditar.

Pode parecer ilógico. Pode parecer irracional, mas se Deus deu, acredite porque será uma realidade.

Deus é o Deus dos sonhos e das promessas.

Além dos sonhos e das promessas, Deus é o Deus das realizações.

Ele abre os caminhos e as portas para viver o que Ele tem para cada um de nós.

Então, quando Deus der um sonho, quando Deus der um direcionamento, acredite mesmo que ninguém mais acredite.

Porque Deus vai trabalhar através da sua fé.

Na trajetória entre os sonhos e a realização, nós temos momentos diversos na vida de José.


Gênesis 39:1-9

A história nos conta, que José, o sonhador, é ridicularizado pela família.

Ele era o menino dos olhos do pai.

Fruto da esposa que o pai amava muito.

Em determinado momento, os irmãos lançam José num poço, para que se livrassem daquele menino.

Depois José é vendido como escravo para o Egito.

Parece estar cada vez mais distante a concretização de um sonho dado por Deus!

Mas as circunstâncias mudam.

Esse jovem que sonha, que estaria como figura de autoridade, agora é um escravo.

Ele é vendido a um senhor chamado Potifar. Homem rico, influente.

Potifar coloca José na sua casa.

Aonde o servo de Deus está, Deus dá graça.

Quando Deus te coloca num lugar, muitas vezes, Ele abençoa aquele lugar por amor a você.

Deus é, com os seus servos.

E o Senhor prospera tudo que José faz.

José era um mordomo fiel, leal. Braço direito de Potifar.

Mas uma coisa, José não podia, olhar para a esposa do seu senhor.

Na cultura egípcia, o adultério não era algo aceitável.

Potifar tinha uma mulher muito bonita.

Aquela mulher colocou os olhos em José.

Ela desejou José.

E ela começa a se atirar diante de José.

Na trajetória da vida, se levantarão muitas aflições sobre nós.

Entre o sonho e a concretização, existe uma trajetória.

E na trajetória , muitas vezes, o inimigo e a ordem desse mundo, se levantarão para impedir que os sonhos de Deus se concretizem na vida daqueles que O temem.

Deus constrói o caminho na vida de José.

Aquela mulher tenta, mas José diz não.


Gênesis 39:8-9

Na trajetória da vida, muitas coisas se levantam contra nós.

Mas naquele momento, José permanece leal.

Porque José temia a Deus.

Vivemos tempos em que o inimigo continua lançando os mesmos convites nos nossos dias. Convites a desonestidade, a  imoralidade, a falta de fé. Isso continua sendo lançado diante de nós.

O que faz com que aquele homem se mantivesse íntegro, é porque independente de onde ele estivesse, ele temia a Deus e não negociava a sua integridade.

O mundo tenta que, negociemos a nossa integridade.

Oportunidades são postas diante de nós todos dias, na trajetória até o nosso encontro com Jesus.

A forma como nos portamos diante delas, diz muito a respeito da nossa fé.

Há quem diga, que o homem que começa a negociar os valores do Reino, pouco a pouco, ele perde o temor ao Senhor. 

E o homem sem temor ao Senhor, não tem limites.

José está longe dos olhos da família, está longe dos olhos dos amigos,  está longe da terra, onde adora ao Único Deus.

Ele está no meio de pessoas diferentes, que pensam diferente, que pregam diferente.

Mas José tinha algo diferente, José temia a Deus.

Não negocie a sua integridade.

O texto vai nos dizer que por conta disso, a mulher inventa que José tentou possui-la e é lançado na prisão injustamente.

O sonho continua cada vez mais longe.

Mas Deus começa a prosperar a prisão, por causa de José.

E rapidamente, José se torna um dos administradores, debaixo do carcereiro.

A mão de Deus acompanha seus servos, dando graça, independente do lugar onde estejamos.

Muitas vezes, na trajetória da vida, Deus permitirá que passemos por momentos difíceis.

José está num momento difícil. Mas José temia a Deus.

José não negocia a sua integridade.

Não podemos negociar a nossa integridade.

É isso que o mundo mau, tem pedido.

Fique com aquilo que Deus diz, na Sua Palavra. Não negocie os valores. 

Quem não negocia tem Deus com ele, mesmo que seja no cárcere.

A história vai nos contar que em determinado momento, José interpreta sonhos.

Até que ele interpreta um sonho do faraó.

Faraó o tira da prisão. 

A visão que Deus dá, é que o Egito passaria por sete anos de muita fartura e depois sete anos de muita escassez.

Diante da interpretação de José, faraó lhe entrega a administração de tudo.

Agora ele sai da prisão e vai para o palácio.

Agora Deus vai começar a prosperar o palácio. Porque onde o servo de Deus está, Deus dá graça e abençoa aquele lugar.

José faz um bom planejamento e eles recolhem os alimentos e guardam para o dia mau.

E a fome vem e quem está passando fome agora é sua própria família. Longe do Egito.

E eles ficam sabendo que na terra do Egito existe alimento e eles vão para comparar esse alimento.

Deus usa José de forma a administrar essa situação.


Gênesis 45:3-8

Isso é fé. Isso é postura de homem de Deus.

Deus usa circunstâncias da vida para salvar o seu povo.

Deus usa os momentos difíceis que passamos, para forjar o nosso coração.

José é enviado do Egito.

Naquele momento,seus irmãos estão se prostrando diante dele.

O sonho está concretizado.

Mas não porque José quer ser um homem de autoridade, que manda na sua família.

Mas a resposta desse homem, é :

Não se entristeçam. Porque foi para esse momento, aquele sonho estava conectado a esse tempo, em que Deus traria a salvação a nossa família.

Deus coloca um hebreu, como braço direito de um Egípcio.

Não existe nada que Deus não possa fazer.

O sonho que Deus coloca no coração de José, era antes de mais nada, um propósito de Deus para o seu povo.

O sonho pode ser sim ou não. Mas o propósito de Deus, nunca vai se frustrar.

Deus opera de maneiras assombrosas e maravilhosas.

Faz coisas que nunca imaginaríamos que poderia acontecer na nossa história.

Mas existe um Deus no céu, que tem a história em Suas mãos. E esse Deus quem determina o desfecho de cada história, de cada propósito.

Você tem consagrado os seus sonhos a Deus?

Você tem identificado os sonhos de Deus para a sua vida?

Não precisamos saber o que a trajetória nos aguarda.

Precisamos ter fé e saber que Deus vai estar do nosso lado.

Deus esteve com José no poço, na mansão de Potifar, na prisão. 

Deus esteve com José pelo resto da sua vida como braço direito do faraó.

Isso é o que Deus faz, na vida daquele que acredita nos sonhos que Ele planta em nossos corações.

Nosso Deus é um Deus que nos dá sonhos.

Diante daquilo que Deus coloca em seu coração, creia e avance.

Sonhe grande. 

Sonhe coisas extraordinárias para Deus.

Avance, acredite, mesmo que ninguém mais acredite.

Precisamos estar firmes, avançando para a glória de Deus.

Em cada propósito existe uma trajetória. Eu não sei qual é a sua. Mas eu sei que Deus tem uma para você.

Então, escute a Sua voz nessa manhã.


Pastor Gabriel Monteiro 

IBPS

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Quando a graça abre os nossos olhos

 Resenha do Culto de Quarta-feira

15/07/2026

"Quando a Graça abre os nossos olhos"

João 9:1-3

A pergunta dos discípulos a Jesus nos dá a oportunidade de desmistificar algo comum no pensamento daquele povo e que, muitas vezes, também está presente em nossos pensamentos.

Talvez, pela forma como João apresenta o relato, pareça ser um encontro aleatório. Mas sabemos que nada é aleatório quando se trata de Deus.

Naquele momento, Jesus olha para aquele homem.

Os discípulos perguntam a Jesus se aquela condição era consequência de uma maldição hereditária:

"Quem pecou, Jesus? Foram seus pais ou foi ele?"

Jesus responde:

"Nem os pais, nem ele. Ele está dessa forma para que, neste momento, se manifeste a obra de Deus."

Existe um paralelo entre o sofrimento e a glória de Deus.

Muitas vezes passaremos por angústias, aflições, portas que não se abrem e situações difíceis. Isso faz parte da vida humana.

Não é Deus quem coloca grandes problemas em nosso caminho. Mas, muitas vezes, Ele permite que eles venham.

Quem trouxe toda sorte de problemas, aflições e angústias foi o pecado humano.

Mas Deus utiliza situações como essa para manifestar a Sua glória, a Sua graça e o Seu poder.

Em Sua sábia providência, o Senhor permite que as dificuldades batam à porta porque, através delas, temos a oportunidade de ver a manifestação da graça, da misericórdia e do poder de Deus.

Os sofrimentos da vida também constituem uma escola para a nossa alma.

Muitas vezes, é diante dos sofrimentos da vida que dobramos os joelhos para orar.

Muitas vezes, é diante dos sofrimentos da vida que buscamos a Deus como nunca antes. Recordamo-nos de que existe um Deus que pode mudar a nossa história.

Vivemos um tempo em que muitas pessoas só buscam a Deus no aperto.

É tão maravilhoso nos relacionarmos com o Deus a quem servimos que aquele que O busca somente no dia mau não conhece a beleza da Sua presença.

Deus nunca desejará o mal para os Seus filhos.

Mas, muitas vezes, permite o sofrimento para que possamos ser tratados por Ele.

Abraão foi levado por Deus ao monte para sacrificar o seu filho.

Imagine a angústia em seu coração, o sofrimento, apesar da fé!

Elias passou por momentos emocionalmente muito difíceis.

Daniel, por manter a sua integridade, foi lançado na cova dos leões.

José, por permanecer fiel a Deus e ser próspero na casa de Potifar, foi levado injustamente para a prisão.

Grandes homens de Deus passaram por dias maus.

Mas existe algo em comum entre todos eles: a fidelidade permaneceu em meio ao dia mau.

E o fim da história foi a prosperidade e o cuidado de Deus, que mudaram a sua sorte em meio ao sofrimento.

Qual é o seu sofrimento hoje?

O mesmo Deus que cuidou de todos esses grandes homens é o Deus que cuida do seu.

Estamos vendo um homem que sofre.

Não sabemos há quantos anos.

Um homem que mendigava e que, muitas vezes, era considerado à margem da sociedade.

Alguém que não era visto. Desprezado, considerado pecador, alguém punido por Deus e também pelos homens, segundo a visão do seu contexto.

Mas a Bíblia diz que Jesus olhou para o sofrimento dele.

Jesus olha para o seu sofrimento.

Jesus olha para a dor da sua alma.

João 9:4-7

Nós somos chamados para fazer a obra de Deus.

Jesus diz algo muito interessante:

"É necessário que façamos a obra de Deus enquanto é dia, porque a noite vem, quando ninguém poderá trabalhar."

O "dia", aqui, é uma metáfora para a vida, para o tempo e para as oportunidades. É uma metáfora para as oportunidades diárias que Deus nos concede ao despertar para um novo dia.

Se você é filho de Deus, existe uma missão entregue às suas mãos.

Você é um enviado de Deus.

Alguém chamado para fazer a diferença, aqui e agora.

Que possamos construir, para a glória de Deus, obras que tenham valor para a eternidade.

O tempo é aqui e agora.

O que você tem feito com o tempo que Deus lhe tem dado?

O que você tem feito com as oportunidades que Deus lhe concede?

O que você tem feito enquanto é dia?

Seja intencional na sua vida, na sua fé e no seu trabalho.

O texto diz que Jesus cospe no chão e faz barro.

Isso nos remete à criação, quando Deus tomou o barro e formou o homem, como um artesão.

Aqui, Jesus coloca aquele barro sobre os olhos daquele homem.

Onde havia desesperança, agora a esperança começa a surgir.

Deus está restaurando aquilo que as consequências do pecado humano destruíram.

Aquele homem que não via, agora, pelo toque da graça, enxerga pela primeira vez.

Um homem que só conhecia a beleza do céu pelo que lhe contavam.

Conhecia o mar apenas pelo barulho das ondas.

Conhecia as pessoas somente pelo que lhe diziam.

Mas agora Jesus está fazendo tudo novo outra vez.

É isso que Ele faz.

Quando Jesus se encontra conosco, Ele pode transformar aquilo que você acredita que não tem mais jeito.

Ele é Deus.

Naquele dia, Jesus restaurou a vida, a dignidade e a história daquele homem.

João 9:18-34

Não retenha o seu testemunho.

Deus fez, Deus faz e continuará fazendo coisas grandiosas.

Nada é impossível para Deus.

Muitas vezes, as angústias batem ao nosso coração porque nos esquecemos das maravilhas que Ele já realizou.

Pense no que Ele já fez na sua vida.

Pense no que Ele já fez na vida de pessoas que você conhece.

Você tem testemunhado dos feitos de Deus?

Precisamos contar ao mundo as transformações que Deus tem operado em nossa vida.

Somos chamados para ser testemunhas dos feitos de Deus.

Seja um semeador dos feitos de Deus.

O que Deus fez na sua vida, não guarde apenas para você.

O que Deus está fazendo na sua vida, também não guarde para si.

Testemunhe.

O mundo precisa ouvir dos feitos de Deus.

É isso que esse homem faz.

Seus pais, com medo da reprovação dos líderes religiosos do seu tempo, abandonam o próprio filho à própria sorte.

Mas aquele homem, cheio de coragem, levanta-se como uma voz em meio à repressão religiosa do seu tempo.

Uma voz que não se cala diante do medo.

Que não se cala diante das autoridades.

Porque ele sabe que precisa falar daquilo que viveu.

Do que Deus fez na sua vida.

Do que Deus fez na sua história.

Nós temos memória curta.

Precisamos nos lembrar dos feitos de Deus.

Precisamos testemunhá-los para que outras pessoas também sejam impactadas.

Esse homem se enche de coragem porque sabe que Aquele que o libertou só podia vir da parte de Deus.

Quando a graça abre os olhos, não retenha o seu testemunho.

João 9:35-41

Aquele homem era cego de nascença.

A partir do toque de Deus, agora ele vê.

Mas, muito mais do que a cura física, agora ele enxerga pelos olhos da fé.

Agora ele enxerga pelo espírito, pela alma, através da presença do Espírito Santo em seu interior.

O texto nos diz que ele se encontra com Jesus, e Jesus lhe pergunta:

"Você crê?"

E ele responde:

"Eu creio."

Então, o texto diz que ele adorou a Jesus.

Alguns críticos dizem que Jesus não era Deus; que era apenas um mestre, alguém que realizou grandes obras e muitos milagres, mas não Deus.

Na cultura judaica, aceitar adoração seria considerado uma blasfêmia contra Deus.

E é exatamente essa adoração que Jesus recebe.

Ou Ele é Deus e, por isso, pode receber adoração, ou seria um lunático.

Nós estamos aqui porque cremos que Ele é Deus.

É isso que distingue, naquele momento, um cego de nascença — considerado um pecador — dos fariseus, conhecedores da Palavra.

A cegueira espiritual.

Um não enxergava com os olhos, mas passou a enxergar com os olhos e com a alma.

Os outros enxergavam com os olhos, mas não com a alma.

Ainda assim, ensinavam acerca de Deus.

Estavam presentes na sinagoga e no templo.

Eram conhecedores da Lei e discipuladores das novas gerações.

Deus estava diante deles, e eles não O reconheceram.

Você pode ter o lugar, a igreja, os sacramentos e os ritos.

Pode ter passado pelo batismo.

Mas, se ainda não foi alcançado por Cristo, se a sua resposta ainda não foi "Eu creio", você pode ter tudo e, ao mesmo tempo, não ter nada.

A cegueira espiritual é o que leva religiosos convictos à perdição.

Mas aqui está Jesus, que abre os olhos espirituais para que possamos afirmar, de todo o coração:

"Sim, Senhor, em Ti eu creio."

Quando a graça tocou a vida daquele homem, os seus olhos foram abertos.

E os seus, meu querido irmão? Já foram abertos pelo toque da graça de Deus?

Você pode ter tudo, mas, se não tiver o seu Salvador, não tem nada.

Que possamos orar por aqueles que, mesmo estando no meio da igreja, ainda são cegos espiritualmente.

Tão perto, mas tão longe!

Quando a graça abre os nossos olhos, não apenas as feridas são curadas.

Não apenas o físico é restaurado.

Não apenas a sorte é transformada e as portas são abertas.

Quando a graça abre os nossos olhos, nós podemos enxergar Jesus como Ele realmente é e afirmar, com o grito da alma:

"Eu creio em Ti, Senhor!"

Pastor Gabriel Monteiro
IBPS

Quando a graça expõe nossas intenções

  Resenha do Culto de Quarta-feira 29/07/2026 Quando a graça expõe nossas intenções As intenções são tudo aquilo que está no nosso coraçã...