Resenha do Culto da noite de domingo
26/04/2026
"Jesus, meu barco e as tempestades"
Mateus 8:23-27
As ondas se arremessavam contra o barco onde Jesus estava.
Esse texto traz algumas verdades para nós.
A primeira está bem estampada neste primeiro verso: seguir a Cristo não impede tristezas, lutas e tempestades. Servir a Cristo não impede que nós, seus discípulos, passemos também por situações das mais diversas — aflições, lutas, enfermidades.
Muitas pessoas, de forma equivocada, pensam que servir a Cristo vai tirá-las das tempestades. Na verdade, o barco que tem Jesus também pode ser afligido pelas ondas e pelas tempestades.
Nossa vida é repleta de tempestades. Essa verdade precisa ficar firme em nosso coração, principalmente em momentos difíceis. A vida dos profetas, de tantos homens piedosos, de tantos servos de Deus, dos discípulos de Jesus e do próprio Jesus demonstra isso: nós, que servimos a Cristo, não estamos livres das tempestades.
Pensar sobre isso pode trazer grande encorajamento às nossas vidas. Sim, o barco que tem Jesus também é açoitado pelas ondas. Ninguém está livre das tempestades.
Alguém disse que viver neste mundo é ter problemas. Todos nós enfrentamos problemas e tempestades, que nos afetam de várias formas. É o filho que adoece, o carro que quebra a caminho do trabalho, o luto que bate à porta.
Viver neste mundo é viver em meio a problemas e tempestades, com questões a serem resolvidas externamente e também em nosso coração. Lidamos o tempo inteiro com diversas lutas: traição, ingratidão, enfermidades, crises financeiras e emocionais.
Somos afetados pelo pecado do outro e também pelo nosso próprio pecado. Existem problemas que chegam até nós pelas mais diversas circunstâncias, muitos fora do nosso controle. Mas também há problemas que são frutos das nossas escolhas — da nossa desobediência e da nossa relutância em ouvir os conselhos de Deus por meio da Palavra.
Pense nos seus problemas: quantos foram causados por você mesmo? Quantos evitaríamos se seguíssemos a máxima de Tiago: “ouvir mais e falar menos”?
Fato é que todos nós enfrentamos tempestades em nossa jornada.
João 16:33
A inevitabilidade dos problemas e das tempestades: você não pode fugir disso. Diferente dos problemas que buscamos com as próprias mãos, aqui os discípulos entraram numa tempestade justamente porque estavam obedecendo à voz do Senhor Jesus.
Imagine entrar em uma tempestade exatamente por estar obedecendo à Palavra de Deus. Não podemos fugir disso. Às vezes, somos literalmente varridos pelas tempestades.
Penso que, na maioria das vezes, as tempestades que vêm à nossa vida são pedagógicas. São dolorosas, mas ensinam. É Deus nos moldando, ajustando algo em nós.
Se ninguém está livre das tempestades, esse texto também mostra a debilidade e a incredulidade dos discípulos. Em meio às tempestades, nosso coração é revelado.
Como somos frágeis! Como somos incrédulos! Como dependemos da graça de Deus para vencê-las! Muitas vezes pensamos que vamos naufragar.
Por que tantos problemas, batalhas e adversidades? Para revelar o nosso coração.
Às vezes perguntamos: “Por quê, Senhor?”
Mas a pergunta deve ser: “Para quê, Senhor?”
O que o Senhor quer me ensinar que eu não aprendi no tempo de bonança?
Na angústia, ficamos mais sensíveis à voz de Deus. É na tempestade que podemos conhecer quem é aquele a quem até o vento e o mar obedecem.
Não desperdice seus desertos — eles são pedagógicos.
O que Deus quer nos ensinar na dor, no luto, na dificuldade, que não aprenderíamos na tranquilidade?
Os discípulos tiveram ali uma oportunidade única de conhecer mais o Senhor. Experimentaram medo real, mesmo estando tão próximos de Jesus.
Às vezes é assim na nossa vida: parece que Jesus está “dormindo” no nosso barco. Surge a dúvida: será que vamos naufragar, mesmo com Jesus tão perto?
Antes disso, eles ouviram o Sermão do Monte, viram milagres, aprenderam na teoria. Agora precisavam exercitar a fé.
Assim também acontece conosco. É mais fácil lidar com o problema do outro. Difícil é descansar em Deus quando a tempestade é nossa.
Deus não se escandaliza com a nossa falta de fé. Os evangelhos mostram isso claramente.
Jesus permitiu aquela situação para que os discípulos colocassem a fé em prática.
E nós? Já sondamos o nosso coração nas tempestades?
O que habita dentro dele nesses momentos? Medo, amargura, ódio, desesperança?
As tempestades devem nos transformar. Não podemos sair delas da mesma forma que entramos. Precisamos sair melhores, com uma fé mais firme, capazes de ajudar outros.
Elas também nos purificam e nos aproximam de Deus.
Mateus 8:25
Os discípulos aprenderam a orar. Há momentos em que essa é a única opção — e a melhor.
Foram acordar Jesus. É no desespero que lembramos que Ele está no barco.
Se as tempestades nos aproximam de Deus, então já foram bênção.
Mas não devemos buscar Jesus apenas nas tempestades. Devemos buscá-lo também na bonança.
Muitos só se lembram de Jesus quando estão naufragando, e depois se esquecem daquele que os salvou.
Salmos 119:132-133
As tempestades também nos levam à Palavra de Deus. Ainda assim, muitos, mesmo em meio ao sofrimento, não clamam por Jesus.
Os discípulos, apesar da fraqueza, correram até Ele. Muitos hoje nem isso fazem.
Mateus 8:26
Jesus acalmou a tempestade e os repreendeu. Aquele dia marcou suas vidas para sempre.
Havia coisas que eles não podiam fazer — e há coisas que só Jesus pode fazer.
Como Criador, Ele acalmou o mar com autoridade. Assim também há tempestades em nossa vida que somente Jesus pode acalmar.
Você tem medo de naufragar?
Jesus está no seu barco?
Há muitos “barcos” naufragando por não terem Jesus.
A diferença entre o barco que naufraga e o que permanece firme, mesmo em meio à tempestade, é a presença de Jesus.
Pastor Ryan Sousa
Igreja Batista Parque Safira
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