Resenha do Culto de Quarta-feira
03/06/2026
"Quando a Graça nos Encontra"
João 4:1-10
Os encontros de Jesus são marcantes. Em todos eles, nós aprendemos algo. Os encontros de Jesus tocaram profundamente a vida daqueles que O encontraram.
Os encontros de Jesus são marcantes porque aprendemos tanto com Jesus — com Suas palavras, Suas atitudes e Seu coração — quanto com as atitudes das pessoas que se encontraram com Ele.
Eu chamaria esses encontros de "encontros da graça".
Graça é o poder de Deus que nos alcança nas mais diversas circunstâncias. É esse poder que Deus traz a nós e que nos dá a condição exata para recomeçarmos, independentemente das circunstâncias em que nos encontramos.
Era exatamente isso que acontecia com as pessoas que se encontravam com Jesus. Elas tinham ali o poder de recomeçar.
Jesus encontrou muitas pessoas ao longo do Seu ministério: pessoas humildes, vivenciando seu dia a dia de forma comum, como nós.
Jesus se encontrou com viúvas que sepultavam seus únicos filhos. Encontrou-se com leprosos, pessoas marginalizadas que não podiam nem mesmo estar perto dos outros.
Jesus tocava essas pessoas.
Leprosos, adúlteros, pessoas afundadas em seus pecados. Pessoas leprosas não apenas na carne, mas também na alma.
Jesus se encontrava com famintos de pão, sim, mas também com aqueles que estavam famintos de sentido para suas vidas.
Os encontros de Jesus eram significativos.
Ele se encontrou com políticos corruptos, discípulos duvidosos, mulheres cativas pelas trevas e noivos desesperados.
Cada encontro de Jesus trazia consigo o poder do recomeço. O poder de escrever uma nova história, de começar novamente a partir daquele encontro.
A Palavra de Deus também nos mostra aqueles que se encontraram com Jesus e seguiram seu caminho, recusando-se a entrar na escola do discipulado.
O jovem rico, por exemplo, encontrou-se com Jesus, mas aquele encontro não produziu efeito em sua alma.
Ainda assim, cada encontro carregava a marca do recomeço.
Muitos, ainda hoje, precisam de um recomeço.
O Evangelho possibilita isso. É possível recomeçar. É possível nascer de novo.
Nicodemos precisava de um recomeço.
Nós precisamos recomeçar.
E aquela mulher, afligida pela vida, também precisava recomeçar.
Jesus não fazia, nem faz, acepção de pessoas.
Ele estava prestes a testemunhar a uma samaritana imoral.
Deus gosta de pessoas improváveis.
E isso não é um bordão; é um fato. Basta olhar para as Escrituras.
As Escrituras estão repletas disso.
Pessoas improváveis, mas alcançadas pela graça. Essa graça que nos encontra.
Você tem orado por alguém improvável?
Uma samaritana, com a vida toda errada, talvez fosse a última pessoa que escolheríamos para fazer diferença na sociedade.
Mas aquela mulher estava na agenda de Jesus.
Era necessário passar pela região de Samaria.
Havia três formas de acessar a Galileia. Os judeus faziam um caminho mais longo para evitar passar por Samaria, pois os samaritanos eram considerados mestiços.
Eles possuíam uma religião misturada, como podemos perceber pelo relato daquela mulher.
Mas Jesus, naquele dia, decidiu passar por aquela região ignorada.
Jesus estava rompendo barreiras por meio do diálogo e das atitudes.
Aqui, Jesus abre a porta do Evangelho aos gentios, aos improváveis.
Às vezes, nós também demonstramos essa seletividade.
Quando a graça de Deus nos alcança, ela não leva em conta barreiras geográficas, ideológicas, políticas ou religiosas.
A graça de Deus está acessível a todos.
E Jesus foi exatamente àquele lugar para procurar aquela mulher, aquela ovelha perdida.
Ele inicia um diálogo com aquela mulher, causando surpresa até nela mesma.
Jesus começa esse diálogo e a surpreende profundamente, porque agora irá revelar-Se a ela.
Aquela mulher estava diante do Verbo que se fez carne, diante do Deus que tem poder para salvar e buscar a ovelha perdida.
Ela estava diante do Cristo que sonda mentes e corações.
Cristo Se revela como alguém capaz de identificar a necessidade real daquela mulher.
Cristo pode revelar nossas necessidades mais profundas.
Jesus foi direto ao cerne do problema.
Ele estava identificando a sede da alma.
Aparentemente, temos tantas necessidades a serem supridas, mas somente Jesus sabe exatamente aquilo que precisa ser preenchido em nossas vidas.
Só Cristo pode sondar verdadeiramente o nosso coração.
Jesus conhece a fome e a sede da nossa alma.
Diante daquela mulher estava alguém que a conhecia melhor do que ela mesma.
Agora, Jesus começa tanto a Se revelar àquela mulher quanto a revelar quem ela realmente era.
João 4:16-18
Jesus começa a falar da vida íntima daquela mulher.
Ele a confronta com o seu pecado.
Jesus passa a tratar da sua vida pessoal, dos fracassos e dos relacionamentos.
Nós precisamos reconhecer os nossos pecados.
Precisamos ser confrontados por Deus.
Quanta dificuldade temos em aceitar o confronto!
Jesus a levou a admitir seu pecado quando mandou que chamasse seu marido.
O confronto de Deus não gera condenação; antes, gera oportunidade de mudança.
Quando a graça nos encontra, recebemos uma oportunidade de mudança e arrependimento.
Quando somos confrontados por Jesus, pela Palavra ou por conselheiros espirituais, recebemos uma oportunidade de Deus para recalcular nossa rota.
Agora que sua vida havia sido revelada e seus pecados expostos, ela não encontrou condenação da parte de Cristo. Pelo contrário, encontrou uma oportunidade de arrependimento, conversão, mudança de atitude e mudança de direção.
Ela até tentou mudar o foco da conversa.
Mas Jesus reorienta a alma perdida e confusa.
João 4:21-23
Jesus fala a essa mulher sobre a obra regeneradora do Espírito Santo.
Ele fala da mesma verdade que apresentou a Nicodemos: a necessidade de um novo nascimento.
A obra do Espírito transforma pecadores em adoradores.
Adoradores que adoram ao Pai em espírito e em verdade.
Aquela mulher teve seu coração exposto e seus pecados revelados.
Jesus estava no encalço do seu coração.
Era necessário confrontá-la para então apresentar-lhe as Boas-Novas.
Sua sede jamais seria saciada por prazeres passageiros.
Jesus mostrou a realidade: qual era a verdadeira sede dela.
Permita que Jesus confronte seu pecado.
Quando a graça nos alcança, nosso coração é quebrantado.
Uma das verdadeiras marcas do avivamento é a convicção de pecado.
É a convicção de que precisamos de um Salvador.
Agora, aquela mulher estava pronta para receber seu Salvador.
Seu pecado precisava de perdão.
Sua vida necessitava de uma transformação.
Ela estava perdida e não sabia a quem adorar.
Vivia afundada em seus pecados, mas Jesus a encontrou.
Ele ressignificou sua história.
Quando ela creu que Jesus era, de fato, quem dizia ser, foi como se escamas caíssem de seus olhos.
A mulher que havia ido buscar água saiu saciada pelo Cristo, que é a Água Viva.
Ela teve uma experiência tão impactante que desejou contar aos seus vizinhos.
João 4:28-30
Como foi dito no início, os encontros de Jesus são marcantes.
Será que não é isso que Deus deseja de nós?
Nós, que fomos alcançados por essa graça, que nos resgatou do reino das trevas para o Reino do Filho, o Reino da luz, não deveríamos ter esse mesmo entusiasmo?
Aquela experiência fez com que a mulher voltasse à sua cidade e dissesse:
"Venham e vejam!"
Será que não é isso que Deus requer de cada um de nós, que tivemos um encontro com Jesus?
Que também tenhamos esse entusiasmo para estender essa graça aos perdidos.
O encontro da graça com aquela mulher improvável possibilitou outros encontros improváveis.
É interessante perceber que não foram os discípulos, que haviam ido à aldeia comprar comida, que trouxeram pessoas para ouvir o Mestre.
Foi aquela mulher pecadora, agora arrependida, que veio anunciar as Boas-Novas.
Quando a graça nos alcança, somos transformados, redefinimos nossas prioridades e nos tornamos testemunhas dessa graça.
João 4:39-42
Essa palavra é muito significativa porque não vem de religiosos. Ela vem de samaritanos, de pessoas improváveis.
Ela nasce de um encontro pessoal com Cristo.
Aquela mulher conectou cada um deles a Cristo, e Cristo pôde realizar Sua obra no coração daqueles samaritanos.
Não foram os discípulos que trouxeram os improváveis.
Foi uma mulher.
Uma samaritana que trouxe outros que também necessitavam de graça e salvação.
Pastor Ryan Sousa
IBPS
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