Resenha do Culto de Quarta-feira
22/07/2026
"Quando a graça interrompe o luto"
João 11:1-5
A narrativa de João nos apresenta Jesus saindo de Jerusalém, onde corria o risco de ser apedrejado.
Jesus havia livrado aquela mulher adúltera do apedrejamento. Então, ainda mais, passa a ser vigiado. Passam a procurar maneiras de prendê-lo, de calá-lo.
Então, Jesus sai de Jerusalém e vai até Betânia. Enquanto está ali realizando alguns milagres, um impacto ocorria por onde Jesus passava. Ele recebe uma notícia angustiante.
Chega até Jesus a notícia de que Lázaro, a quem Ele amava, está enfermo.
Se buscaram Jesus naquele momento, é porque entendiam que Ele precisava estar ciente do que se passava.
João deixa evidente que Lázaro era irmão daquela que havia lavado os pés de Jesus com um perfume caro e os enxugado com seus cabelos.
Possivelmente, era uma família que tinha recursos e poderia contratar os melhores médicos.
Mas eles comunicam a Jesus.
As notícias ruins precisam chegar a Deus.
Deus é soberano sobre todas as coisas. Ele já conhece os perrengues pelos quais podemos passar.
Mas existe uma diferença quando dobramos os joelhos em intimidade com Deus, numa postura de servo, entendendo que somos filhos, e entregamos tudo diante d'Ele.
Por que não entregamos diariamente todas as coisas a Deus?
Quanto mais nos relacionamos com Jesus, mais intimidade temos.
Essas mulheres informam Jesus porque são íntimas d'Ele. Elas sabem que, se for necessária uma intervenção naquela situação, que seja pelas mãos de Jesus.
As notícias ruins precisam chegar até Jesus.
Quando você receber um problema sério, antes de compartilhá-lo com todo mundo, compartilhe-o com Jesus.
Leve tudo até Jesus. Nesse pequeno momento de intimidade, você receberá direcionamentos valiosos para sua vida.
Leve até Jesus!
João 11:6-16
Existe propósito na espera.
A espera é dolorosa. Mexe com o nosso emocional. Faz-nos enfrentar crises de fé e confiar naquilo que não está em nossas mãos.
Jesus recebe a notícia, mas ainda espera em Betânia.
Jesus sabia o que iria acontecer. Propositalmente, Ele espera.
E essa espera é marcante sob diferentes perspectivas.
Na perspectiva de Jesus, seria manifestada a glória de Deus.
Aquela enfermidade levaria Lázaro à morte, mas Jesus sabia o que faria.
Jesus sabia que o fim para os homens não significa o fim para Deus.
Jesus sabia que aquilo que os recursos humanos não poderiam mais solucionar, Sua boa mão poderia.
Jesus sabia que aqueles religiosos judeus, por causa de sua cultura, precisariam esperar alguns dias após a morte para crer. Eles acreditavam que, antes de três dias, o espírito ainda permanecia por ali.
Jesus espera.
Ele quer ensinar a manifestar a glória de Deus.
Quando tudo aponta para a falta de solução, precisamos confiar em Jesus.
Quando Jesus diz: "Ainda não é a hora", acredite: Jesus tem um plano.
E os planos de Jesus sempre glorificarão o Pai.
Para a família, aquela espera era sufocante.
Lázaro morre.
Lázaro foi embalsamado. Foi sepultado. A família está chorando.
Já se passaram dois dias. Jesus não chegou. Acabou.
Vivemos algo extraordinário, mas o Mestre não veio ao nosso encontro.
Contudo, a espera também estava proporcionando uma forja na fé daquela família.
A espera, muitas vezes, há de forjar a nossa fé.
Mesmo que tudo diga "não", Deus pode fazer algo diferente.
Na perspectiva dos discípulos, Jesus diz:
"Foi bom que eu não estivesse lá, para que vocês possam ver a obra de Deus e, assim, crer."
Os discípulos caminhavam com Jesus, mas ainda estavam aprendendo sobre Deus.
Eles estavam em processo de discipulado.
A cada novo encontro e a cada novo milagre, Jesus moldava a fé dos Seus discípulos.
E a espera também moldava a visão do povo.
Aqueles que estavam ao redor não teriam dúvidas de que o morto voltara à vida.
A espera muitas vezes dói, mas Deus nos molda durante esse tempo.
Entre o sonho e a realização existe toda uma jornada. E é na jornada que Deus trabalha em nosso coração.
João 11:17-27
A importância de uma fé não circunstancial, que não se apega a Deus apenas quando Ele faz a nossa vontade.
Marta chega diante de Jesus:
— Mestre, se o Senhor estivesse aqui, o meu irmão não teria morrido.
Então, Jesus começa a trabalhar o coração daquela mulher.
Aqui temos uma das mais belas confissões de fé, semelhante à confissão de Pedro.
Jesus diz:
— Lázaro há de ressurgir.
Marta, que já havia aprendido aos pés de Jesus, acreditava que seu irmão ressuscitaria no último dia.
Então Jesus declara:
— Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá.
Aqui temos um prelúdio do que experimentamos no dia em que depositamos nossa fé aos pés de Jesus.
No dia em que você creu em Jesus como Senhor e Salvador da sua vida, você, que estava morto, foi ressuscitado para viver uma nova vida, que jamais terá fim.
Éramos mortos em nossos delitos e pecados, mas, mediante a fé em Cristo Jesus, Ele nos tornou vivos. Tornou-nos filhos de Deus, herdeiros do céu. A vida eterna habita em nossos corações.
Podemos até ir para uma sepultura, mas ela é apenas um símbolo do fim desta vida terrena. Para nós, porém, o fim não existe.
A vida está nas mãos de Jesus.
A vitória da cruz trouxe a libertação da condenação eterna.
A morte perde seu poder, porque o servo de Deus passa da vida para a vida.
Jesus está ensinando algo precioso.
Então pergunta àquela mulher:
— Você crê?
Mesmo com o irmão morto há quatro dias, ela responde:
— Creio que Tu és o Cristo. Creio que Tu és o Filho de Deus. Creio que Tu és o Senhor.
A fé daquela mulher não estava baseada nas circunstâncias da vida, mas no encontro que ela teve com Deus.
A nossa fé não pode ser abalada pelas circunstâncias.
Precisamos estar convictos de quem é o Deus em quem cremos.
A confissão de Marta, cheia do Espírito Santo, deixa evidente a marca dos filhos de Deus: a pública confissão de fé.
"Creio. Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo."
João 11:27-44
A manifestação da graça e do poder de Deus. A manifestação do divino e do humano na Pessoa de Jesus.
Aqui temos um texto que aponta para a humanidade de Cristo.
Jesus se comoveu com a morte, com a dor e com o sofrimento daqueles a quem amava.
Jesus chorou!
Naquele momento em que a desesperança era a realidade dos corações, o Rei da esperança deixa evidente que, pela fé, veriam a glória de Deus.
Depois de quatro dias, Jesus ordena:
— Abram o sepulcro, porque Lázaro dorme.
E Lázaro saiu para fora, ainda embalsamado, mas vivo.
Aqueles que estavam ali perguntavam:
"Ele não poderia ter evitado que Lázaro morresse?"
Naquele momento, Jesus demonstra Seu poder e Sua autoridade sobre todas as coisas.
Jesus não evitou que Lázaro morresse, mas o ressuscitou dentre os mortos.
Existe algo impossível para Deus?
O luto é interrompido, e a alegria toma conta.
Porque Lázaro estava morto e reviveu.
É isso que Deus continua fazendo hoje.
Esse Jesus que chamou Lázaro para fora é o mesmo Jesus que, mediante a fé do Seu povo, continua a transformar, salvar e restituir a vida àquele que crê.
Os sonhos que morreram podem ser restaurados por Deus.
A família destruída pode ser restaurada por Deus.
Aquilo que tanto sonhamos e desejamos, mas que parece perdido, pode ser restaurado por Deus.
Deus é especialista em mudar cenários.
Esse foi apenas mais um deles, em que Ele interrompe o luto.
Com Sua graça e Sua misericórdia, Ele traz alegria.
Aquele que teme e crê no Senhor há de receber a alegria proveniente do cuidado e da poderosa mão do Deus Todo-Poderoso.
A ressurreição de Lázaro é um prelúdio da nossa.
Pelo poder de Deus, aqueles que foram comprados por Jesus serão ressuscitados no último dia para a vida eterna com Ele.
Você crê nisso?
Porque aquele que crê, ainda que morra, viverá.
Pastor Gabriel Monteiro
IBPS
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