segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

QUANDO O POUCO É O BASTANTE.

 Resenha do Culto da noite de Domingo

15/02/2026

"QUANDO O POUCO É O BASTANTE"

1 Reis 17:1, 8-9

Essa história faz parte de um grande cenário.

O povo de Israel havia sido levado à idolatria, à adoração a outros deuses, priorizando aquilo que não era o Senhor.

Naquele contexto, o povo de Israel é levado à adoração ao deus Baal, considerado o deus da fertilidade — um deus que faria com que o alimento chegasse à mesa, um deus que governaria sobre as coisas da vida, de forma que a provisão estivesse na casa.

Naquele contexto, onde o povo se inclinava diante de um falso deus, o Deus verdadeiro entra em ação.

Cultos, oferendas e sacrifícios, inclusive de bebês, eram feitos diante de demônios que requeriam para si a adoração.

Num contexto de profunda podridão social, de profunda imoralidade no meio do povo, Deus levanta um homem para ser a Sua voz.

Um homem diferente, que não se dobrou diante das influências daqueles dias.

Seu nome: Elias. Um homem simples, de uma aldeia inexpressiva, sem relevância social.

Deus não está atrás daquele que todos acham que é o melhor.

Deus está em busca de homens e mulheres fiéis.

Elias era um homem fiel.

E, cheio do Espírito Santo, Deus pronuncia a Sua sentença àquela nação:

"a partir de hoje, não cairá uma gota de água nessa terra, até que Eu decida mudar a situação."

Dentro desse cenário, existem alguns ensinos que o Senhor traz aos nossos corações nesta noite:

— Existe um Deus no céu, e é Dele a última Palavra.

Parei para refletir quão danosa é a ausência das chuvas no nosso contexto.

A falta de chuva, no contexto brasileiro, traria sérios problemas para nós.

Agora, imagine, nesse contexto, a falta de chuva.

Um povo que também vive da agropecuária. Um povo que precisa plantar e colher para sobreviver.

Aquele povo, acostumado a consagrar-se a Baal e adorá-lo quando a chuva cai, agora é um povo sem chuva.

É um povo sem fertilidade. É um povo que vive em escassez.

O Deus eterno está mostrando quem é quem nessa história.

O Deus poderoso está provando quem tem autoridade sobre todos os ciclos da terra.

A chuva não iria cair enquanto Deus não desse a Sua Palavra.

Aquele povo está em juízo, porque abandonou os caminhos Daquele que sempre proveu tudo o que era necessário.

Você, que diferente destes reconhece que existe um Deus no céu — eu preciso lembrá-lo de que existe um Deus no céu. E aqueles que temem ao Senhor podem descansar seus corações na certeza de que é Dele a última Palavra.

Os anos passaram.

Quando estudamos a história daquela nação, percebemos que a chuva não cai.

Um tempo de escassez.

Um tempo de sofrimento. Um tempo em que a nação está sob a mão severa de Deus.

Aquele povo está vivendo a impenitência.

Mas, em meio ao caos, Deus leva Seu profeta a percorrer 140 km até a cidade de Sarepta, porque Deus tinha um propósito a cumprir na vida de uma viúva.

1 Reis 17:10-12

Deus levanta o Seu profeta para ir ao encontro de uma viúva.

Naquele contexto, o homem era responsável pela provisão do lar; a mulher, pelo estabelecimento da casa.

Quando o homem não estava mais presente, a viúva passava sérias necessidades.

Ela dependia de pessoas que a ajudassem.

Aquela mulher está totalmente desassistida.

O texto nos diz que ela é uma viúva com um filho e não tem quase nada.

Mas Deus levanta o profeta para encontrar aquela mulher, porque Deus conhece as nossas necessidades.

Segundo ensino desta noite — Deus conhece as suas necessidades.

Aquele que teme a Deus, mesmo na situação mais complicada, ainda assim será assistido pela mão poderosa de Cristo.

Lembra da promessa de Cristo?

"O justo não mendigará o pão."

Ele não promete ausência de dificuldades.

Ele promete assistir o justo.

Deus conhece as suas necessidades.

Deus não está desatento ao choro da mãe pelo filho.

Deus não está desatento ao choro dos filhos pelos pais.

Ele não está desatento.

Ele não dorme. Ele conhece as nossas necessidades.

Deus sabia que aquela viúva, na pequena aldeia de Sarepta, era uma mulher que precisava do auxílio divino.

Quando homens não a assistiram, havia um Deus preparado para cuidar daquela mulher.

Estamos em um momento em que Elias é levantado e conduzido.

Diante daquela mulher, Elias lhe pede água e pão.

Tudo o que aquela mulher tinha era água e pão.

Naquele momento, o profeta chega e pede um bocado de pão.

E ela lhe diz:

"Eu não tenho nenhum pão assado. Tenho um pouco de farinha e azeite. É tudo o que me resta."

1 Reis 17:11-13

Terceiro ensino — no tempo da falta, precisamos aprender a dar passos de fé.

Aquela mulher tem pouco.

Aquela mulher tem poucas vasilhas, pouco azeite, pouca farinha.

O pedido do profeta, racionalmente, mexe com os nossos corações.

Muitas vezes, Deus nos levará a dar passos de fé que quebram todo o sentido racional do caminho.

Deus pediu a Abraão o filho da promessa.

Deus pediu a Daniel que não O negasse, mesmo que aquilo o levasse à morte.

Deus levou Moisés de volta para a nação da qual ele tinha fugido.

Deus pediu a essa mulher que desse parte do que tinha para o sustento do profeta.

Qual foi o desfecho de cada uma dessas histórias?

Abraão voltou para casa com Isaque — Deus provou sua fé. Isaque virou patriarca das tribos de Israel.

Daniel foi para a cova dos leões, mas nenhuma daquelas feras avançou contra ele, porque Deus fechou suas bocas e demonstrou o Seu poder.

Moisés saiu do Egito com todo o povo de Israel, como um dos maiores líderes.

Aquela mulher escuta a voz do profeta e, mesmo em meio ao pouco, mesmo em meio a quase nada, decide dar um passo de fé.

Deus pede coisas difíceis, mas transforma a nossa realidade e transborda em abundantemente mais do que tudo o que possamos um dia imaginar.

Esse é o Deus que nós servimos.

Aqueles que perseveram e dão passos de fé com Jesus alcançarão o melhor da terra.

O melhor da terra é Cristo Jesus dentro de nós.

No tempo da falta, precisamos dar passos de fé.

1 Reis 17:14-15

Essa história está escrita porque houve aqui um passo de fé.

A sua história também é uma história repleta de passos.

Alguns darão passos no sentido da incredulidade; alguns darão passos no sentido da desconfiança.

Mas aqueles que dão passos de fé, crendo no Deus que diz, são os que experimentam a graça de Deus.

1 Reis 17:16

Quarto ensino — “o pouco com Deus é muito, e o muito sem Deus é nada.”

A presença divina transforma recursos limitados em abundância de alegria, de fé, de paz e de propósito.

Ela tinha pouco, mas, no pouco, Deus fez muito. O pouco é o bastante.

O pouco de esperança é o bastante — mas que haja esperança.

O pouco de fé é o bastante — mas que haja fé.

Muitas vezes, o que temos a entregar é pouco — mas que seja uma entrega de fé.

Aquela mulher tinha pouco, mas o pouco era o bastante.

Mesmo executando juízo sobre aquela nação idólatra, Deus olhou para aquela mulher.

Esse mesmo Deus é o Deus que se importa com o seu coração, com a sua luta, com aquilo que você está vivenciando.

Nosso Deus é Aquele que é o único Deus, que está assentado no trono nos céus.

Esse é o Deus a Quem nós servimos.

Eu creio no Deus que muda histórias, que transforma realidades.

Eu creio no Deus que se importa com o que está passando no nosso coração.

O texto nos diz: não faltou farinha, não faltou azeite, até o dia em que Deus mandou a chuva sobre a terra, e a terra pôde prover novamente na vida daquela viúva.

Ele sustentou no passado, Ele sustenta o hoje e Ele sustentará o futuro.

Dependa mais do Provedor do que da provisão.

Aprenda a confiar em Deus, e o mais Ele acrescentará.

Ame o Provedor, e a provisão virá.

Ame mais a Deus do que os presentes de Deus.

Certamente você terá paz, mesmo nos dias difíceis.

Deus cuida de você!

Quando o pouco é o bastante, Deus transforma o pouco em abundância.

Pastor Gabriel Monteiro

IBPS

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