segunda-feira, 5 de outubro de 2026

O preço da redenção

 Resenha do Culto da manhã de Domingo


04/10/2026


“O preço da redenção”


João 3:14-16


Quem somos é moldado por aquilo que lembramos.

O que eu lembro é essencial para quem eu sou.


Paulo aqui representa a Ceia do Senhor como um ato de lembrança.


1 Coríntios 11


Paulo diz como celebrar a Ceia e lembra que ela é um memorial: a lembrança de Cristo, desse ato de Cristo em expiação dos nossos pecados, de colocar em vigência uma nova aliança.


Porque somos salvos mediante a fé em Cristo, pelo sacrifício de Cristo por cada um de nós.


Portanto, a Ceia do Senhor é a representação da memória de Cristo. Quando celebramos a Ceia, a pessoa central é Cristo.


Ela nos traz à memória o preço que foi pago pela nossa redenção.


João 3:13


Quem desceu do céu para redimir a humanidade? Cristo.


Esse é o ponto central.


Deus desceu para redimir, para libertar.


Assim como, quando o judeu celebra a Páscoa, ele lembra que Deus desceu para libertá-los da escravidão do Egito.


A Ceia é um memorial que nos lembra que Deus desceu, na pessoa do Seu Filho, para nos libertar da escravidão do pecado.


Ele desce para redimir. Redimir é livrar alguém do cativeiro.


1 Pedro 1:18-19


Na Ceia, o vinho simboliza o sangue derramado.


Ela traz à memória que o sangue do Cordeiro de Deus foi derramado. O sangue do próprio Filho de Deus foi derramado.


A ideia que Paulo traz em 1 Coríntios é a ideia de um escravo resgatado.


Pedro diz que não foi com dinheiro, mas com o precioso sangue de Seu Filho.


Romanos 6:6-10


A ideia daquele escravo que foi resgatado, que foi comprado.


Fomos comprados por alto preço. Libertos. E Cristo pagou o preço dessa redenção para vivermos livres da escravidão do pecado.


João 3:14


Jesus nos lembra aqui que o Seu sacrifício fazia parte do plano de Deus.


Logo após a queda, Deus prometeu enviar um varão que pisaria a cabeça da serpente.


Um varão nascido de mulher, que traria libertação e que seria ferido por causa das nossas transgressões.


Jesus lembra aqui que, quando o povo, no deserto, tinha que olhar para a imagem da serpente, isso trazia à memória o seu pecado, a sua rebelião contra Deus, para que, mediante a percepção da razão da sua condenação, pudesse se arrepender.


É necessário também que o Filho do Homem fosse colocado numa haste, para que todo aquele que olhasse para Ele pudesse reconhecer-se pecador, dependente da Sua graça e misericórdia, e pudesse ser salvo por Ele.


A celebração da Ceia nos traz à memória esse fato dramático.


O momento em que Jesus estava sendo imolado era o momento em que, na celebração da Páscoa, os cordeiros eram sacrificados.


Só que Jesus é o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo.


Isaías 53:10


Era plano de Deus que Ele fosse à cruz. E Cristo, em obediência, vai à cruz.


E, quando o homem volta o seu olhar para o Crucificado, ele é salvo.


Era plano de Deus. E Jesus o cumpriu em obediência.


Quando eu fui resgatado por Cristo, Ele pagou o preço da minha culpa.


E a culpa que cairia sobre mim, no tempo e na eternidade, caiu no tempo sobre Jesus Cristo. E, na eternidade, Ele vive e reina.


A salvação acontece quando olhamos para Cristo.


A Ceia é um memorial que nos leva a olhar para Jesus.


Resgata a lembrança do que Jesus fez por nós e de quem nós somos em Cristo Jesus.


João 3:15


A obra de Cristo foi perfeita. A obra de Cristo é eterna.


Hebreus 10:10-11


A obra dos sacerdotes na Velha Aliança apontava para o sacrifício de Jesus na cruz.


O sacrifício de Jesus foi feito uma só vez. Foi completo, foi perfeito, para nos purificar de modo eficaz, para que todo aquele que nEle crê tenha a vida eterna.


O que nos traz à lembrança é o fato de quem nós somos em Cristo Jesus.


Nós somos servos que foram resgatados, comprados por um alto preço e que foram elevados à categoria de amigos de Jesus.


Mais do que isso, fomos elevados à condição de filhos de Deus por adoção.


Nós nos tornamos filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus, como Senhor e Salvador da nossa vida.


Ganhamos uma nova identidade. Uma nova vida.


Uma vida que não se extingue.


Há dois destinos eternos: em Cristo, salvos para a vida eterna; e aqueles que viverão uma eternidade longe de Deus, sem Cristo e sem esperança de salvação.


Por isso, quando celebramos a Ceia, celebramos o fato da nossa redenção em Cristo Jesus.


Ele nos redimiu, e foi por um alto preço.


Esse é o propósito da Ceia que o Senhor Jesus instituiu até que Ele volte.


Quando Ele voltar, então, plenamente, celebraremos com Ele na eternidade a Ceia em que Ele estará visivelmente à mesa.


E nós estaremos celebrando junto com Ele.


Amém?


Pastor Nélio Monteiro

IBPS

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